Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 14.09.18

 

 

 

Os órgãos de comunicação social (OCS) usam títulos "pouco rigorosos" para captar audiências ou servir agendas (veja-se o recente caso OCDE). Mas não são só os OCS. Os programas escolares, e de outras áreas, obviamente, caem em algo semelhante no uso mediático. Por exemplo: títulos que incluam Sucesso Escolar, Inclusão ou Flexibilidade Curricular, são, desde logo, irrefutáveis. Mesmo quem desconheça os conteúdos, usará politicamente os "troféus" ou, no caso das oposições, silenciará o contraditório.

A história mostra que há programas com resultados opostos ao enunciado em título. Há um erro comprovado numa asserção elementar: as condições de todos os intervenientes. A inclusão ou o sucesso escolar, por exemplo, têm de se projectar com preocupações nas condições de realização de alunos, professores e outros profissionais.

Há história e explicações suficientes para não se repetirem erros. A revolução francesa introduziu o conceito de igualdade numa fase em que terminava a 1ª revolução industrial. Nos séculos seguintes, e duas revoluções industriais depois, percebeu-se que o conceito não se aplica à escolaridade de crianças e jovens. Ou seja, os alunos não são "iguais", na hierarquia da maioria das decisões e escolhas pedagógicas, aos professores (e, noutro nível, aos pais e encarregados de educação); e a democracia, e a anti-tirania, digamos assim, exige que assim seja. A 4ª revolução industrial em curso, e a generalização do uso das tecnologias, afirma uma certeza: são as pessoas que vão fazer a diferença. Mas a maré de incertezas volta a dar espaço aos que confundem papéis escolares e deitam por terra as melhores intenções. As decisões, e nos diversos níveis, desses desconhecedoras da história (e da história da pedagogia) reforçam os estudos recentes que antevêem resultados que podem oscilar entre extremos (do muito positivo ao caótico).

 

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 Estacionamento público de bicicletas.

Amesterdão.



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Domingo, 09.09.18

 

 

 

Decorre mais uma tentativa de institucionalizar a antiga interdisciplinaridade. Não há nada de novo, nem sequer no universo vocabular. Há quase um século que a "escola" percebeu essa necessidade. Se compararmos com as recentes "reformas" anteriores - 1992 (área-escola) ou 1998 (área de projecto) - esta é menos "ousada" por receios financeiros. Esperava-se que se aprendesse com as componentes críticas anteriores: hiperburocracia, consubstanciada em inutilidades informacionais, e reuniões de agenda repetida. Mas teme-se que não. Por exemplo, as "aprendizagens essenciais" (uma competência macro que, a exemplo dos programas ou provas nacionais, tem indicadores que reduzem o grau de imprecisão e generalidade no país) não são localizáveis. São aprendizagens essenciais (e não, por exemplo, alternativas) exactamente por isso. Desde logo, um aluno pode mudar de escola sem ter de recomeçar um qualquer ciclo de escolaridade. A publicitação das "aprendizagens essenciais" é feita exclusivamente no site do Ministério da Educação e a operacionalização na gestão dos programas. A localização dos critérios e instrumentos de avaliação nem sequer pode ser muito diferenciada para as "aprendizagens essenciais". Iniciar um processo de construção de modelos de "aprendizagens essenciais" por agrupamento, escola, ano, disciplina, turma e alunos (recorrendo, em regra, às infernais grelhas e porta-folhas) é uma evidência, e uma inutilidade, a caminho da entropia informacional e um contributo essencial para o "burnout" dos profissionais. As experiências anteriores foram conclusivas: as variáveis inovadoras determinantes não se centram tanto no ensino ou nas didácticas, mas no domínio da organização e gestão e na relação com os sistemas de informação.

 

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 Nemo Science Museum. Amesterdam.

 



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Terça-feira, 04.09.18

 

 

 

 

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Segunda-feira, 03.09.18

 

 

 

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Domingo, 02.09.18

 

 

 

 

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Sábado, 01.09.18

 

 

 

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Sexta-feira, 31.08.18

 

 

 

 

 

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Cabo de S.Vicente. Sagres. Agosto de 2018.



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Quinta-feira, 30.08.18

 

 

 

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Pôr-do-sol. Sagres. Agosto de 2018.



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Quarta-feira, 29.08.18

 

 

Há uma dicotomia no aproveitamento europeu dos impérios: Grécia, Itália, Espanha e Portugal (nem todos na mesma escala) não mantiveram muitas das riquezas materiais até à actualidade; pelo contrário, Holanda, Bélgica, Noruega, Reino Unido, Suécia, Alemanha e França (e ainda a Suiça e o Luxemburgo) mantêm os domínios essenciais. E não basta olhar para a bandeira das multinacionais europeias bem sucedidas. Há ainda negócios de biliões que passam pela energia e existem interesses fundamentais no ouro e nos diamantes (até nos de sangue). É também isso que o eurogrupo não deve esquecer quando analisa as políticas de austeridade e as acusações de despesismo dos povos do sul. Aliás, a bandeira portuguesa, hasteada no ponto mais setentrional da Europa, é um bom ponto de partida histórico que Centeno não desconhecerá.

 

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Sagres. Agosto de 2018.

 

 

 



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Terça-feira, 28.08.18

 

 

 

 

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Foz Coa. Agosto 2018.



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Segunda-feira, 27.08.18

 

 

 

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Agosto 2018.

 



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Domingo, 26.08.18

 

 

 

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Agosto 2018.

 



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Sábado, 25.08.18

 

 

 

 

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 Albertina museum. Viena.



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Sexta-feira, 17.08.18

 

 

 

 

James Jacques Tissot, Dublin, Agosto de 2013.

 



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Quinta-feira, 16.08.18

 

 

 

 

 

 

 

Celestino Mudaulane (Moçambique). "O mundo dos contrastes".

Exposição "Artistas comprometidos? Talvez".

Fundação Calouste Gulbenkian, Agosto de 2014.



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Sexta-feira, 10.08.18

 

 

 

 

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Rembrandt van Rijn, The Anatomy Lesson of Dr Nicolaes Tulp, 1632

Foi com este célebre quadro que Rembrandt se apresentou, e se afirmou, em Amesterdam. Para além de outros detalhes, os alunos deixaram de estar alinhados e o olhar divergia: para o professor, para o livro aberto, para o objecto de estudo e até para a "objectiva". E claro: todos estavam iluminados.

Museu Mauritshuis, Haia,

 



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Quinta-feira, 02.08.18

 

 

 

 

 

 

Bosh, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)

 

 

 

 

 

Tiziano, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)



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Sábado, 31.03.18

 

 

 

 

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Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Sexta-feira, 30.03.18

 

 

 

Rilke avisara-nos para a possibilidade terrível dos anjos. Salvador Dalí transformou-os em borboletas. A intemporal premonição de Dalí (Os anjos transformam-se em borboletas) via-a no Museu de Belas Artes de Oviedo.

 

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Sábado, 17.03.18

 

 

 

Gosto de Bolonha e dos quilómetros de arcadas em ambiente civilizado. É a única cidade que conheço onde, com um cartão recarregável (e já em 2005), se podia utilizar automóveis públicos a exemplo do sistema já usual das bicicletas. A gastronomia é muito boa. As Piadinas recomendam-se. Os melões são únicos e os gelados uma perdição. E podia escrever mais sobre uma urbe onde se sobe às torres para fotografar os telhados que fizeram com que a cidade fosse denominada de vermelha. 

É imerecida a ligação depreciativa que associa o nome de Bolonha aos diplomas do ensino superior. No caso português chega a ser exasperante. As novas gerações não têm que carregar um estigma. Esta solução foi projectada por razões financeiros. Antes da mudança, importava clarificar o processo de equivalências e a sua relação com a duração dos ciclos. Desse modo, impedir-se-ia o ruído. Nestes dias, leio coisas humoradas dos diplomados com requisitos de frequência anteriores a Bolonha (em que se interroga se bacharelato, licenciatura, mestrado - até onde me integro - e doutoramento passam ao grau seguinte). Não podia ser. O que me parece justa, e vem muito atrasada, é a equiparação, para efeitos de concurso nos diversos países do mundo, ao grau de mestre dos licenciados antes de Bolonha. A não equiparação resultava numa insuportável (injusta e evitável) exclusão.

 

Já usei esta argumentação noutras alturas.

 

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25 de Abril de 2004
Autor:
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