Em busca do pensamento livre.

Sábado, 23.06.18

 

 

 

 

 

Captura de Tela 2018-06-23 às 11.21.53

Cópia de Captura de Tela 2018-06-23 às 11.21.53

  

Luís Afonso



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Segunda-feira, 14.05.18

 

 

 

Li que Trump fará tudo ao contrário de Obama. É mesmo o seu lema. A situação em Gaza agrava-se a cada hora. Entretanto, surgem "As Guerreiras de Gaza".

"Estão na “linha da frente” dos protestos contra Israel. Numa sociedade conservadora como é a da Faixa de Gaza, as mulheres desdobram-se em formas de luta para reclamar um direito histórico — o regresso às terras que outrora foram palestinianas e que agora são território de Israel. “Somos todos terra”, diz ao Expresso uma jovem envolvida nos protestos.(...)"

 

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Imagem do Expresso



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Domingo, 14.01.18

 

 

 

E Londres ainda existe?

A dúvida impõe-se com os argumentos, e os desenvolvimentos, pró-Brexit. Mas não só. É que, e entretanto, Trump eliminou Londres (embora o motivo desta pós-verdade seja indissolúvel: o edifício da embaixada dos EUA em Londres) e a incerteza cresceu. Como a absolutização do digital, o recente fenómeno do melhor restaurante londrino vulgarizou-se. Dever ser isso. O espaço tinha um site com ementas do outro mundo, imagens apelativas e os melhores comentários de clientes. Projectou-se, em quatro meses, para o primeiro lugar no Trip Advisor e atingiu o topo. Só que o restaurante não existia. Foi toda uma engrenagem com dados falsos ou manipulados. O facto reforça a dúvida inicial. Mas convenhamos: o melhor restaurante londrino foi uma notícia falsa precisa e humorada. Mas veja o vídeo com a entrevista ao criador (com uma fisionomia na linha de Boris Johnson e Donald Trump).

 

 



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Sábado, 13.01.18

 

 

 

"Nem todos os que votaram Trump são racistas, mas todos os racistas votaram em Trump", opinião de Luís Costa Ribas - correspondente da SIC nos EUA -.



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Sábado, 16.12.17

 

 

 

 

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Luís Afonso



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Quarta-feira, 06.09.17

 

 

 

A deportação de jovens imigrantes nos EUA é mais um sinal de que a Trumpização pode ser tão trágica como os momentos mais difíceis que a história regista. É um começo com paralelo noutras ocasiões. Para além de tudo, é traiçoeiro e usa grupos mais indefesos. É um acto que evidencia a sua pequenez. Parece que já restam poucas dúvidas de que a sua eleição tornou o planeta mais intranquilo e que um pequeno incidente pode ter consequências imprevisíveis.



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Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

Apesar da ubiquidade dos media, uma pessoa lá se afasta umas semanas do turbilhão na esperança de que a distância e o silêncio aumentem o grau de inteligibilidade. Contudo, o regresso continua a trazer perplexidades. Não tanto o tragicómico Trump - só a sua aparição no ecrã põe o mundo a rir para embaraço norte-americano - mas principalmente o terrorismo, as mortes e as tragédias lusitanas. Por cá, os fenómenos mortais são provocados por incêndios - pela incapacidade, com décadas, dos poderes políticos (central, regional e local) em cuidar de valores preciosos como a organização e a gestão do território (para cúmulo, a plateia substituiu os culpados: dos pirómanos da aldeia passou-se para a máfia organizada) - e pela queda de um carvalho. Não se belisque. Foi mesmo isso. Sim, uma árvore caiu e matou mais de uma dezena de pessoas e deixou umas cinco dezenas de feridos. E não se pense que aconteceu numa área vastíssima ou por acção de um tufão. Foi numa ilha (741 km²) tutelada pelos Governos central e regional. No caso (um parque), havia ainda a supervisão de uma Câmara Municipal, de uma Junta de Freguesia e de uma instituição religiosa; será o ministério público a apurar "a eventual responsabilidade". E, ao que consta, o dia esteve solarengo e sem vento e há muito que os avisos técnicos alvitraram a possibilidade da queda: a árvore estava oca. E é isto. Afinal, sem novidades. Ninguém tinha a incumbência de zelar pela verticalidade e conteúdo das árvores de grande porte. É um sossego, realmente.

 

2ª edição

 

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 algures no Oeste de Portugal continental

dia de praia perfeito

Agosto de 2017



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Domingo, 20.08.17

 

 

 

Kevin Durant, jogador da NBA, recusou-se a ir à Casa Branca contrariando a tradição das equipas vencedoras da competição. Foi taxativo: "não tenho respeito por quem lá está". Ponto final. Noutro sentido, mas dentro do mesmo desnivelamento norte-americano, Trump cancelou a presença em prémios do Kennedy Center por causa de uma série de ameaças de boicote. Espera-se que o homem comece a ter a noção do ridículo e que atenue estragos antes de se pôr ao fresco.



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Sábado, 19.08.17

 

 

 

Apesar da ubiquidade dos media, uma pessoa lá consegue afastar-se umas semanas do turbilhão na esperança que a distância e o silêncio aumentem o grau de inteligibilidade. Contudo, o regresso continua a trazer perplexidades. Não tanto o tragicómico Trump - só a sua aparição no ecrã põe o mundo a rir para embaraço norte-americano - mas principalmente o terrorismo, as mortes e as tragédias lusitanas. Por cá, os fenómenos mortais são provocados por incêndios - pela incapacidade, com décadas, dos poderes políticos (central, regional e local) em cuidar de valores preciosos como a organização e a gestão do território (para cúmulo, a plateia substituiu os culpados: dos pirómanos da aldeia passou-se para a máfia organizada) - e pela queda de um carvalho. Não se belisque. Foi mesmo isso. Sim, uma árvore caiu e matou mais de uma dezena de pessoas e deixou umas cinco centenas de feridos. E não se pense que aconteceu numa área vastíssima ou por acção de um tufão. Foi numa ilha (741 km²) tutelada pelos Governos central e regional. No caso (um parque), havia ainda a supervisão de uma Câmara Municipal, de uma Junta de Freguesia e de uma instituição religiosa; será o ministério público a apurar "a eventual responsabilidade". E, ao que consta, o dia esteve solarengo e sem vento e há muito que os avisos técnicos alvitraram a possibilidade da queda. E é isto. Afinal, sem novidades. Ninguém tinha a incumbência de zelar pela verticalidade das árvores de grande porte. É um sossego, realmente.



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Segunda-feira, 24.07.17

 

 

 

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Cópia de 1149053

 

Luís Afonso

 

 



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Terça-feira, 04.07.17

 

 

 

Tancos entrou também em pós-verdade e factos alternativos. Há militares detidos por corrupção em produtos alimentares ("num processo com meses"), mas não se relacionará com Tancos. Pode dar jeito, pode ser pós-moderno, mas é precipitada a relação. Há uns anos que "privados fazem segurança a instalações das forças armadas" (os neoliberais proletarizaram os serviços públicos e agora rasgam as vestes de indignação com a sua ineficácia), mas isso não se relacionará com Tancos. Tancos relacionar-se-á "com assaltos recentes e semelhantes em França e na Alemanha". É uma relação grave numa intolerável insegurança. Se acrescentarmos a silly season e o estado da oposição, o observador registará a chegada do "trumpismo" e omitirá o facto alternativo da "fusão ibérica da EDP". Um neoliberal suspirava: Tancos à vista.



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Quinta-feira, 15.06.17

 

 

 

A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



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Quarta-feira, 14.06.17

 

 

 (Parece que esta notícia ainda não se confirmou)

 

Os novos campeões da "NBA quebraram a tradição": disseram um "não", por unanimidade, a Trump. Não existirá a habitual recepção do Presidente aos vencedores. É uma decisão interessante num mundo ocidental a transbordar de hipocrisia. Como estaria a democracia se cada cidadão tivesse a mesma dignidade?

 

Captura de Tela 2017-06-14 às 12.36.19

 



publicado por paulo prudêncio às 13:25 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 04.06.17

 

 

 

"(...)Entretanto, o Presidente americano Donald Trump voltou a publicar um twit sobre os atentados, desta vez acusando o Presidente da Câmara de Londres, Sadik Kham, um britânico de origem paquistanesa, de não levar a sério a ameaça terrorista.

"Pelo menos sete mortos e 48 feridos num atentado terrorista e o presidente da Câmara de Londres diz que "não há razão para ficarmos alarmados", escreveu Donald Trump. Sadik Khan tinha no entanto condenado em termos muito fortes os ataques, designando-os nomeadamente como "actos bárbaros".(...)"

 

Impressiona! Como é que os EUA elegeram este Presidente é a perplexidade mil vezes repetida.



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Segunda-feira, 29.05.17

 

 

 

 

O Brexit e Trump mudaram a condição da Europa. Aumentaria a apreensão se a direita radical tivesse vencido em França.

Merkel é um bom barómetro. Está em campanha. Quando diz o que vai ler, está a dramatizar ou a tentar convencer as pessoas que se ausentou nos últimos anos?

"Num comício de campanha este domingo, a chanceler alemã sugeriu que aliança ocidental pós-II Guerra foi gravemente afetada pela vitória do Brexit e pela eleição de Donald Trump."

É, no mínimo, uma Europa diferente e com jogos perigosos.



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Sexta-feira, 26.05.17

 

 

 

Entrei na sala, para uma acção de formação sobre avaliação, e vi uma fotografia repetida em cima de cada mesa com a seguinte imagem: um rapaz a abraçar uma árvore. O formador solicitou a um porta-voz por grupo que enunciasse as conclusões após uns minutos de análise. Desde o amor pela natureza a uma genética abençoada, foi um rol de virtudes. O formador sentenciou: um rapaz a abraçar uma árvore e ponto final. Não voltei a encontrar um modo tão significativo de começar uma acção de avaliação. E o que é que me levou a este post trinta anos depois da referida acção? As fotografias com sorrisos, ou cara séria, que envolvem Obama, o Papa Francisco, o Trump e por aí fora, e com análises políticas que são de imediato contraditadas com mais imagens. E nem os OCS de referência escapam, como se comprova na imagem seguinte que acompanha um tratado sobre um aperto de mão entre Macron e Trump:

 

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Quarta-feira, 10.05.17

 

 

 

 

 

 

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Requer atenção, muita atenção, às faces e aos detalhes.

Imagem encontrada na internet sem referência ao autor.



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Sexta-feira, 28.04.17

 

 

 

Trump já se arrependeu da candidatura. Tem saudades da vida anterior. Aborrece-se por não fazer o que quer. O exercício presidencial é muito mais difícil do que imaginou.

Quando a segunda guerra mundial terminou, a sensatez predominou; principalmente na Europa. Não se admitia o ressurgimento de qualquer forma de ditadura. Para além disso, o apocalíptico nuclear jamais se usaria. A sua existência era apenas um argumento para a paz. Só que passadas as gerações de Hiroxima, os novos senhores da guerra, como Trump e o Sol da Coreia do Norte, eliminaram da mente a história do horror e ameaçam com o nuclear.

E é isto. Na História, o passado nunca é irrepetível. Hiroxima deve ter mais presença mediática e escolar. O medo faz falta e a ideia de que os governantes com acesso ao botão nuclear são sempre sensatos é arriscada. Há, desde logo, uma missão para a ONU: salvar o Homem da sua loucura.

 

Bomba Atomica tsar czar 2

 

 



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Quinta-feira, 27.04.17

 

 

 

"Eurodeputados portugueses apontam "a porta da rua" a Dijsselbloem" diz o tablóide JN. Foi uma atitude dura de parlamentaraes europeus (e não apenas portugueses) num sinal de uma qualquer viragem. Dá ideia que as políticas que Dijsselbloem protagonizava são inaceitáveis numa Europa que maioritariamente rejeita a trumpização como se percebe na França. A questão decisiva é a consolidação de uma alternativa.

 

Captura de Tela 2017-04-27 às 19.00.17

 



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Terça-feira, 18.04.17

 

 

 

 

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Luís Afonso



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25 de Abril de 2004
Autor:
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