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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sua excelência e os números (arquivo de ideias fáceis)

05.11.19
  Primeira publicação em 24 de Agosto de 2005.       Sua Excelência considerava-se soberbo em números e dirigia uma instituição com um milhar de matriculados e com duas centenas de residentes; exigia a mais soberana severidade no tratamento dos algarismos - palavra derivada do árabe alkarizmi, sobrenome do matemático árabe Abu Ibn Muça, vejam lá -; obrigava a uma demorada verificação de cada número, retirando tempo útil aos residentes e até aos tutores de facto de (...)

De Sua Excelência o legislador em ambiente de ambundância

04.10.17
      (Se o leitor teve dificuldades com a leitura do título, peço desculpa, mas as obrigações de Sua Excelência não me deixam seguir outro caminho.)   Sua Excelência estava submerso em encargos reguladores destinados à protecção da saúde dos seus indefesos concidadãos, e era incomodado com estudos comparados dum seu assessor infiltrado - servia, secretamente, a grande loja de inquietação da República -: "Em virtude das cíclicas cheias na zona envolvente do (...)

da série sua excelência - sua excelência e os números (arquivo de ideias fáceis)

17.08.17
        Primeira publicação em 24 de Agosto de 2005.          Sua Excelência considerava-se soberbo em números. Chefiava uma instituição com um milhar de matriculados e duas centenas de residentes. Exigia a mais soberana severidade no tratamento dos algarismos - palavra derivada do árabe alkarizmi, sobrenome do matemático árabe Abu Ibn Muça -.  Havia uma associação de algarismos que era sagrada para Sua Excelência: o número de identificação, proveniente (...)

da série sua excelência - as cartas e sua excelência

08.02.16
                     Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como (...)

da série sua excelência - o moderador

07.02.16
      Sua Excelência estava impendida para moderar um debate à volta dos amontoados de escolas: coisa descomunal, já se vê, mas em plena propagação num país sem falência anunciada. O plenipotenciário do poder central disse: "todos os meus colegas, pelo menos os que são sérios, desvelados e versados na realidade, estão de acordo com a espécie de montão." O plenipotenciário do poder local disse: "todos os meus colegas, pelo menos os que são sérios, desvelados e (...)

as cartas e sua excelência

04.04.14
        Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como antigamente. Era uma espécie de oxigénio rarefeito. O seu antecessor tinha-lhe (...)

das cartas

29.05.12
      Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como antigamente. Era uma espécie de oxigénio rarefeito. O seu (...)

sua excelência, supervisionando

18.04.12
        Sua excelência, o supervisor, não é uma genuinidade lusitana. Tem semelhantes suficientes no universo conhecido para se atribuir ao clima a responsabilidade atmosférica por tão desgraçada condição.   A tragédia é da responsabilidade das coisas e pessoas supervisionadas. Os mais realistas encontram nesta ambiência a explicação para a eterna dívida financeira da nação, até porque os supervisionados do rectângulo são elogiados quando conduzidos de fora da (...)

sua excelência (1) (reedição)

08.03.12
      Estava, como sempre, inquieto. Sua Excelência tinha, digamos assim, uma doença: via ameaças, antes mesmo de elas nascerem. E assustava-as (as ameaças morrem de medo). Conta-se até que, de tanto ameaçar as ameaças, as ditas acabavam mesmo por crescer: ficavam-lhe agradecidas. Para além disso, exaltava-se com frequência e enfurecia os que o rodeavam. Persuadia-os. A ameaça vivia dentro de Sua Excelência e isso explicava tudo.   (Reedição. 1ª edição (...)

sua excelência, o legislador em ambiência de abundância

22.01.12
(Se o leitor teve dificuldades com a leitura do título, peço desculpa, mas as obrigações de Sua Excelência não me deixam seguir outro caminho.) Sua Excelência estava submerso em encargos reguladores destinados à protecção da saúde dos seus indefesos concidadãos, e era incomodado com os estudos comparados dum seu assessor infiltrado - servia, secretamente, a grande loja de inquietação da República -: "Em virtude das cíclicas cheias na zona envolvente do rio (...)