Em busca do pensamento livre.

Sábado, 08.09.18

 

 

 

Passei pelos principais sites dos OCS portugueses e não encontrei, nas primeiras páginas, qualquer referência às notícias de ontem a propósito dos professores. Afinal, o Público tinha uma referência. Pela imagem, que é de circunstâncias anteriores, percebe-se que não existiu grande interesse.

 

Captura de Tela 2018-09-08 às 11.41.37

 



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Domingo, 19.08.18

 

 

 

Repare-se na primeira página do Expresso.

 

Captura de Tela 2018-08-18 às 11.28.04

 

E na do Público (sublinhei a vermelho).

 

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Quarta-feira, 01.08.18

 

 

 

Era interessante apurar o número de professores que se sindicalizaram no S.TO.P. Aliás, era também interessante saber se essa decisão correspondeu ao "abandono" dos sindicatos mainstream. Se foi evidente a incomodidade dos sindicatos tradicionais com a ILC e com o S.TO.P, é capaz de ser surpreendente a origem sindical dos aderentes ao S.TO.P (considerando que a novel e digital organização obteve um número significativo de sindicalizados contrariando a maioria dos existentes que têm mais dirigentes do que sócios).



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Quarta-feira, 25.07.18

 

 

 

É este o resultado da comissão técnica? É isto que têm para dizer depois destas greves? Os sindicatos dizem que o Governo não tem dados rigorosos? Li várias notícias e concluí: a mesa negocial está em-estado-de-fingimento (ou a gozar?) e depois admira-se com a radicalização vigente com tendência a agravar-se. O Expresso apresenta o problema assim "Proposta para recuperar dois anos e 9 meses de tempo de serviço custa 180 milhões de euros. No final da reunião sobre os custos do descongelamento e da recuperação de tempo de serviço, o Governo voltou a reafirmar as suas contas e os sindicatos mantiveram as suas dúvidas.(...)Negociação política só em Setembro.(...)".



publicado por paulo prudêncio às 17:51 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 29.06.18

 

 

 

A plataforma de sindicatos ouvirá os professores para decidir sobre a exigência de recuperação de todo o tempo de serviço. O estado a que chegámos motiva as interrogações: mas esta fortíssima greve tinha outro destino? Ainda há dúvidas?

Repitamos, para não nos esquecermos de que existe um executivo: onde esteve a mesa negocial desde Outubro de 2017? Não se sabia da possibilidade de um faseamento? Não se sabia da possibilidade de acelerar aposentações usando o tempo de serviço como crédito mas sem prejudicar quem não está nos escalões mais acima? E ficávamos aqui a debitar mais caracteres sobre o mesmo e a propósito das contas sem engenharia financeira. A sensação é que tudo se joga nos momentos do orçamento e que o trabalho de casa não se realiza a tempo. Os partidos políticos, como primeiros decisores, negoceiam, querem condicionar (ou são mesmo assim as hierarquias) os sindicatos e perdem a noção do real; ou então, é o resultado de mais de uma década a institucionalizar a ideia de só se estudar para os testes.



publicado por paulo prudêncio às 16:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 26.06.18

 

 

 

A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.



publicado por paulo prudêncio às 22:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Captura de Tela 2018-06-25 às 19.54.56

 

Pode ler aqui.



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 12.06.18

 

 

 

A saturação dos professores provocou a situação vigente. Não é a primeira vez que, na última década e meia, acontece um fenómeno semelhante: o limite da tolerância passa a contestação e ultrapassa governos e plataforma de sindicatos, com quatro causas identificadas: entendimentos sem contacto com o real, adiamento de decisões, inépcia governativa ou posições radicais dos executivos. Como as novas formas de comunicação acrescentaram capacidade de organização a grupos de cidadãos e a corpos profissionais, a mesa negocial é ciclicamente surpreendida. Nesta fase, e depois do que já se disse, o Governo terá dificuldade em justificar a recuperação de todo o tempo de serviço e a plataforma sindical não poderá assinar uma versão que não o contemple.



publicado por paulo prudêncio às 18:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 04.06.18

 

 

 

Dá ideia que os governos não aprendem:

 

"O aviso do Governo: ou os sindicatos dos professores aceitam “apagar” anos de serviço ou perdem tudo"



publicado por paulo prudêncio às 13:59 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 11.01.18

 

 

 

Custa acreditar que o Governo, por questões financeiras (seria ainda pior se houvesse uma atitude revanchista coordenada pelos mesmos do período 2005-2009), use a avaliação kafkiana do desempenho dos professores para bloquear descongelamentos e progressões. Era preferível dizer que não existem euros suficientes e aplicar o princípio a toda a administração pública e não apenas aos professores. Ou seja, continua o raciocínio: excluímos os professores e desenvolvemos o calendário eleitoral. O vídeo seguinte explica bem os detalhes.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 18.11.17

 

 

 

 

 

 

 

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dec2

 

Via Blogue De Ar Lindo

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Quarta-feira, 05.07.17

 

 

 

"Os professores são os outros heróis que estão a mudar Portugal", disse recentemente o PR para surpresa generalizada e após uma greve (mal planeada). No mínimo, percebeu a solidão dos professores. Marcelo R. de Sousa, que foi professor, deu uma lição à oposição (que "até férias do PM usa", mas que tem alergia - para ser brando - à escola pública e aos seus professores) e às silenciadas forças da geringonça. Mas porquê os professores? O PR sabe que os professores foram, de longe, os mais sacrificados da administração central e que algo tem que ser feito (chega de indecência nas reformas, nos congelamentos, nas precarizações e, de resto, no estatuto da carreira). É que liderar "30 alunos" de menos de 10 anos várias horas por dia ou 30x3, x4, x5, x6, x7 (e por aí fora) adolescentes várias vezes por dia, exige energia, motivação e tempo de reflexão e dispensa hiperburocracia, climas de desconfiança profissional e organizacional - também para ser brando - e desrespeito institucional. 

 

Nota: o PR esforça-se por cumprir o seu papel e os professores esperam resultados. 

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publicado por paulo prudêncio às 13:42 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sexta-feira, 30.06.17

 

 

Captura de Tela 2017-06-29 às 19.44.55

 

  

aqui



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Quinta-feira, 22.06.17

 

 

 

(   )



publicado por paulo prudêncio às 12:35 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 21.06.17

 

 

 

A presidente de um Sindicato de Professores transmite informação dos exames do IAVE aos seus explicandos? Como? Li bem? O exame de Português do 12º ano pode ser repetido? Lê-se que em todos os anos há esta suspeita, mas que desta vez as provas andam por aí. É o grau zero, realmente. Isto tem que ser bem apurado.



publicado por paulo prudêncio às 19:53 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

Pelo que se percebe nos sites dos sindicatos mais representativos, aqui e aqui, não se fala mais deste dia?



publicado por paulo prudêncio às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 20.06.17

 

 

 

Documento em discusão a 20 de Junho de 2017.



publicado por paulo prudêncio às 13:03 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 19.06.17

 

 

 

O Governo, apesar da municipalização, manterá a colocação de professores e atenuará a hiperburocracia transferindo a "papelada" dos refeitórios. A sério. A segunda medida foi mencionada como exemplo.

A perplexidade impõe interrogações: a burocracia que inferniza as escolas está centrada nos refeitórios? Estas pessoas da mesa negocial estavam em Marte?

E já agora: o caderno reivindicativo da greve centra-se em três eixos: descongelamentos, vinculações e aposentações decentes.

E de imediato, impõem-se mais interrogações: é táctica igualmente marciana ou é a sério? "Esquecer", também como exemplo, essa mesquinhez não financeira da democracia nas escolas, é motivo para concluirmos que a geringonça já syrizou?

 

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publicado por paulo prudêncio às 19:22 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 08.06.17

 

 

 

A entrevista de ontem (SIC) a António Costa começou com a greve dos professores. Estranhei, mas depois percebi que foi uma tentativa - o entrevistador revelou a conhecida parcialidade a favor dos 1% e andou aos papéis - de embaraçar o PM. Não resultou. O entrevistado compreende as razões dos professores. Concorda com as reivindicações e espera um acordo antes da greve.

Nunca foi fácil marcar uma greve, mas é mais difícil quando um Governo, como é o caso, está em alta justificada e tem um discurso democrático. Contudo, isso não remete as pessoas para a passividade. Mas mais: o que me custa sempre a compreender, são as vozes saltitantes. Pessoas que nos habituámos a ver defender as suas profissões e que agora diabolizam os sindicatos. Como alguém disse, e com piada, uma greve a 35 de Junho era consensual. Ou como bem disse António Costa, a greve é um direito, prejudica sempre alguém e, em casos justificados, existem serviços mínimos. Bem sei que boa parte dos tais saltitantes são militantes socialistas. Mas francamente: bem nos lembramos de 2012 e 2013, para não irmos mais atrás que ainda chegamos ao tempo de Lurdes Rodrigues e os encontramos a fazer a mesma triste figura.



publicado por paulo prudêncio às 11:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 07.06.17

 

 

 

A plataforma de sindicatos de professores é assim: as duas federações mais representativas, Fenprof (número um em associados) e Fne, convocaram uma greve aos exames para 21; uns seis sindicatos (alguns com mais dirigentes do que sócios) fazem-no para 14. Entretanto, um spin oportuno recorda que o Governo Pàf legislou novos serviços mínimos. Regressaram de imediato os tácticos: os Pàf impacientes e os PS-primeiro indignados com os sindicatos. Tudo no interesse dos alunos, sublinhe-se. Se o Governo fosse Pàf, invertiam posições. 

 

(vamos então à intemporalidade das reedições tal a falta de paciência)

 

Aprecio o humor, mas as anedotas desconcertam-me. Não sei a razão. A atenção fica pelo caminho. Quando me contavam, sorria por cortesia. Os amigos perceberam e deixaram-se disso. Não estão para sorrisos amarelos e fazem bem.

Tenho duas ou três para os raros apertos sociais. Uma é antiga e assim:

Numa regata a duas mãos (20 Kms de cada vez), com barcos de 12 tripulantes, participaram Portugal e o Japão. Na primeira mão, Portugal perdeu por 2 horas. Reuniu-se o comité. Nomeou uma comissão que concluiu: errada constituição da equipa: o Japão tinha 1 timoneiro e 11 remadores (1-11) e Portugal 1 timoneiro, 2 vice-timoneiros, 3 sub-timoneiros, 5 timoneiros adjuntos e 1 remador (1-2-3-5-1). Perante os factos, o comité alterou: 1 timoneiro, 1 vice-timoneiro, 4 sub-timoneiros, 5 timoneiros adjuntos e 1 remador (1-1-4-5-1). Na segunda mão, Portugal perdeu por 4 horas. Meses depois, o comité concluiu: a culpa era do remador.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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