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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

"Não Ouviste,"

26.03.20
  "Não ouviste, que estás a fazer com esse pau, tornou o pai a perguntar, e o filho, sem levantar a vista da sua operação, respondeu, Estou a fazer uma tijela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos, para quando o mandarem comer na soleira da porta, como fizeram ao avô."  De José Saramago em "As intermitências da morte". Lembrei-me do livro de Saramago ao ler o seguinte: "Covid-19. Grupo de idosos infetados recebido com pedras e explosivos em transferência de lar em Espanha." (...)

Era uma vez

13.07.10
    "Era uma vez um rei que fez uma promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez."   José Saramago, em Memorial do Convento.

jogo de cintura

20.06.10
      Os católicos mais-mais-à-direita refilaram por causa dos casamentos gay. O PR recompensou-os com o funeral de Saramago. Se também é assim na economia, por que não um poeta?

as intermitências da morte

19.06.10
"Não ouviste, que estás a fazer com esse pau, tornou o pai a perguntar, e o filho, sem levantar a vista da sua operação, respondeu, Estou a fazer uma tijela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos, para quando o mandarem comer na soleira da porta, como fizeram ao avô." José Saramago / As intermitências da morte(reedição; 1ª edição em 3 de Janeiro de 2006)

saramago, josé

18.06.10
      Liguei-me à rede há pouco. Viajava de carro e sintonizei a antena dois da RDP. Morreu Saramago.   No princípio não lhe conhecia a voz. Depois, quando o lia, ouvia-o. Escrevia tão bem como falava. Quase que não se distinguia nos registos. Suspeito que quem escreve muito e bem tem muito trabalho; devia ser por isso.   Foi quase amor à primeira vista. Sempre em crescendo até ao indizível memorial de convento