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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Mais de 12 anos depois

10.11.18
        Escrevi, em 27 de Março de 2006 (texto também publicado na Gazeta das Caldas), este texto sobre a carta educativa das Caldas da Rainha. O texto é longo e quem quiser uma leitura integral terá de recorrer ao link. Intitulei-o "Piscina municipal: o espelho da carta educativa do concelho" e republico-o, em modo resumido, para discutir à volta da rede escolar e da (...)

Afinal, os alunos cabem nas escolas públicas

19.09.17
        Em dois anos, a rede pública das Caldas da Rainha (e dos concelhos próximos) integrou 850 alunos de um colégio "privado" (CRDL). Leu bem: 850 (oitocentos e cinquenta). No auge (2012/13) da contestação aos colégios "privados" redundantes, o argumento usado pelo poder político, e não só (basta googlar), era taxativo: os alunos não cabem nas escolas públicas. A cidade das Caldas da Rainha foi um centro do processo com 1 colégio e 4 escolas públicas. Em 2012/13, e (...)

da escola inclinada

18.09.17
        Foram mais de dez anos de cortes na escola pública. Os progressos nos resultados internacionais devem-se ao aumento da escolarização da sociedade. Quando se exige a mudança de paradigma (vocábulo que uso menos), é no sentido organizacional que leio o imperativo. Não foram só as sucessivas "reformas", baseadas em retrocessos civilizacionais ou em guerra confessada aos professores da escola pública, foi o clima que se instalou que suprimiu o pensamento sobre o (...)

o problema escolar é táctico?

10.08.17
        Há componentes críticas na organização escolar: hiperburocracia, fragilidade democrática, profissionais desesperançados e insuportável caderno de encargos. Para além disso, os fundos que permitiram edificar escolas cruzaram-se com o tradicional caos na gestão do território; ou seja, há tipologias escolares para todos os gostos mas, e apesar disso, há uma qualquer relação com os ciclos de ensino. Mas eis que um especialista em tergiversação - com (...)

ainda a rede escolar

26.07.17
      Em adenda ao post anterior, recordo-me doutro momento de um "reformista" barrosista que teimava em situar Óbidos junto a Torres Vedras, e não a Caldas da Rainha, para uma decisão importante sobre transferência de alunos. Eliminaram os CAE´s, empossaram-se para cortes a eito, no "país de tanga", com alergia ao contraditório e "dominavam" a província a partir da capital. Iam revolucionar a rede escolar. Eram um género de profetas, espécie que fez escola nos (...)

do efeito boomerangue

17.07.17
      Em tempos não muito longínquos (2008 a 2014), os "privados" escolares publicitavam os seus serviços em contraposição ao ambiente de protesto nas escolas públicas. Eram injustos. A defesa da escola pública, e do texto constitucional, era, e é, um imperativo democrático. É agora uma lição que a imagem desses "privados" seja de instabilidade e incerteza, numa fase em que usam aquilo que tanto criticavam aos defensores da escola pública: a luta jurídica.

A escola é um funil? Olhe bem para a imagem

11.07.17
      A figura da direita é maior? Não. Se medir, verá que são iguais. A impressão é dominada por uma poderosa, e afunilada, ilusão que explica o processo de selecção que administra a rede pública de escolas e a sociedade. A formação avançada de crianças e jovens, também na ciência, cultura ou desporto, assenta na cooperação em base alargada. Os funis aparecem mais tarde. Os funis precoces também explicam os números de insucesso e abandono escolares. Soube-se, (...)