Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 10.10.18

 

 

 

A luta partidária é o que é, a situação de protectorado do país bem conhecida, os credores não se comovem, mas sejamos claros: a geringonça alterou o algoritmo“Está para aparecer algum Governo PSD/CDS que tenha melhor défice e menor dívida pública”.



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Quinta-feira, 22.02.18

 

 

 

Gosto de bailado.

Recordo com saudade a companhia de dança da Fundação Gulbenkian coreografias inesquecíveis.



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Sábado, 24.12.16

 

 

 

Gosto de bailado. Tenho saudades da companhia de dança da Fundação Gulbenkian. Algumas coreografias foram inesquecíveis.



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 22.09.16

 

 

 

Os governos de Sócrates (JS) foram desastrosos para a escola pública. Até 2007, JS era o primeiro-ministro "que a direita desejava" e que a esquerda não via. Com a bolha imobiliária, tudo mudou. Os indicadores financeiros derraparam, a governação desorientou-se, a europeia também, e a "festa" acabou em protectorado. Poucos anos depois, o ex-primeiro-ministro foi detido. À justiça o que é da justiça (com escrutínio, obviamente) e o meu julgamento do político tem os dados essenciais: o que JS confessou e o exercício de cargos governativos. O PS tenta recuperar a imagem de JS e algumas pessoas indignam-se? A política partidária (ou é a essência da realpolitik?), e o seu financiamento, permite-o e o que falta saber é se a praxis política não é também estas solidariedades.

 

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Domingo, 24.07.16

 

 

 

 

Um ex-Presidente a avisar que dirá o que ainda não se sabe? Um ex-Presidente a insinuar que se passaram coisas graves que não são do conhecimento público? É surpreendente. Cavaco Silva, poucos meses depois de deixar o cargo, afirmou ontem que "(...)saiu "de consciência bem tranquila" de Belém e referiu que muita coisa não se sabe sobre a forma como exerceu funções, mas não quis agora "fazer revelações"(...)". O desenho ajuda a interrogação: nem um ex-Presidente resiste ao estatuto de "encostado às cordas"?

 

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Quarta-feira, 27.01.16

 

 

 

Independentemente do efeito eucalipto à direita provocado por Marcelo, era expectável uma segunda volta. Não aconteceu por 2,5%, se tanto. Por muitas análises que se façam, há uma responsabilidade objectiva do PS nesse facto. Maria de Belém, com todo o direito a candidatar-se, obviamente, surgiu aos olhos dos eleitores como a anti-costistas apoiada pelos "seguristas" (digamos assim, porque não sei se esses legados existem). Partiu com 16 ou 17% e finalizou com 4%. Para onde foram os cerca de 12% dos votos? Uma parte significativa para Marcelo e ponto final. Não tivesse sido assim, estaríamos a disputar uma segunda volta e nunca se sabe o que aconteceria.

 

O que aconteceu com Maria de Belém? Se partiu com o apoio dos "seguristas", perdeu-o a meio da caminhada porque não quis assumi-lo. Como esses eleitores eram anti-costistas, tornaram-se anti-Nóvoa e votaram em Marcelo. Foi pena que não tivessem apoiado Sampaio da Nóvoa. Em consciência, era natural que o fizessem. O que é mais risível e incompreensível (para quem observa de fora), é que, na vigência de Seguro à frente do PS, António Sampaio da Nóvoa coordenou as principais acções da Educação, teria apoio para as presidenciais e não interferiu minimamente na luta interna dos socialistas. Ou seja, Sampaio da Nóvoa foi "vítima" da desorientação no maior partido do centro esquerda. Aliás, a confusão ideológica marca a história recente do PS e olhar para as políticas da Educação ajuda a compreender o fenómeno. Mas isso fica para um próximo post.

 

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Terça-feira, 29.12.15

 

 

 

 

 

Gosto muito de bailado. Tenho saudades da companhia de dança da Fundação Gulbenkian. Algumas coreografias foram inesquecíveis e mereceram ser notícia.

 

E lembrei-me disso quando questionei há pouco os critérios jornalísticos que levaram a que esta outra coreografia fosse notícia. Que raio de coisa, realmente.



publicado por paulo prudêncio às 13:20 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Sexta-feira, 23.01.15

 

 

 

Realmente, a realpolitik não tem limites. Ouvir Passos a reivindicar o "novo" BCE por causa do aluno-sem-ondas é uma espécie de cúmulo do descaramento.

 

Para além de tudo, e olhando para o presente, a queda do défice em 1760 milhões foi feita à custa de coisas-que-tinham-que-ser-desde-que-fossem-nos-familiares-dos-outros como a seguinte:

 

"mais de 57% dos desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego".

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:51 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.04.14

 

 

 

 

 

A experiência diz-nos que as campanhas eleitorais são muito parecidas e que não é por acaso que a democracia está suspensa e que as contas do país estão capturadas pela corrupção sistémica. Veja um vídeo de campanha do PS para o 1 de Abril de 2014 e diga lá se não encontraríamos vídeos do género nas mais diversas campanhas. Só Assis dava um estudo de caso. Mas convenhamos: Passos Coelho atinge um pico qualquer e devia viajar, com o seu Governo, só com ida.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:47 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 25.03.14

 

 

 

 

 

 

 

Na segunda-feira passada (17 de Março de 2014), e no programa prós e contras, dei com a presença dos dois ultraliberais descomplexados competitivos ilustrados na imagem fotografada no meu televisor. Sinceramente que pensei: há aqui um dedo de Relvas.

 

Já tinha estranhado o cancelamento sucessivo da "quadratura do círculo" noutro canal para dar lugar a três ou quatro horas ininterruptas de linguajar sobre a cor das caneleiras dos jogadores de futebol. No Domingo, percebi, na imprevista entrevista conduzida por Rodrigues dos Santos, que José Sócrates foi empurrado para os limites da irritação e o alinhamento do telejornal de ontem à noite tirou-me as dúvidas: Relvas ou a sua escola estão de regresso.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:44 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 03.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 23.01.14

 

 

 

 

A história da economia política registará os resultados actuais de Portugal como decorrentes das subidas das economias dos EUA e da Europa associadas aos cortes a eito nos do costume e à protecção da minoria que vai ganhando sempre. A presença do Tribunal Constitucional talvez tenha ajudado a encurtar a depressão. E é evidente que os calendários eleitorais também fazem milagres.

 

A propaganda da maioria que governa é apenas uma alínea da realpolitik que desespera uma oposição que usaria a mesma cartilha se governasse. Há inúmeras figuras da oposição que usaram técnicas parecidas em tempos recentes.

 

Como há pouco tempo escrevi,(...)em 1983, e depois de muita discussão pública, houve um corte no subsídio de Natal e as contas do Estado ficaram equilibradas para uma década. Desta vez, vamos entrar no quarto ano de cortes a eito em salários, subsídios e pensões, registamos despedimentos em massa e um aumento inaudito de impostos.(...). Há ainda milhares de eleitores que sentem na pele a emigração jovem. Estas evidências são fatais, impossíveis de esconder e a maioria sabe-o.



publicado por paulo prudêncio às 19:32 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sexta-feira, 08.03.13

 

 

 

 

Sempre que o Governo está em apuros, é convocado um especialista em "sound bites" ou propaganda. Dá ideia que Relvas e Borges fazem parte desse elenco.

 

 António Borges: "O ideal era que os salários descessem"



publicado por paulo prudêncio às 13:28 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 23.02.13

 

 

 

 

Quando se pensa na possibilidade do PCP ou do BE integrarem governos equaciona-se a aliança com o PS. Mas será que esses partidos podem confiar no filiado na internacional socialista?

 

Olhemos para os anos mais recentes.

 

De 2005 a 2011 o PS foi dominado por Sócrates. Era natural que, pelo menos depois de 2008, se tivesse percebido que Sócrates era uma espécie de ultraliberal.

 

Mas não. Havia inúmeros beneficiários do aparelho do PS (militantes e não militantes) que apoiavam efusivamente Sócrates. Por mais que agora se disfarcem, esse passado recente é gerador de fundada desconfiança.

 

Repare-se no que Mário Soares revelou a Joaquim Vieira:

 

"(...)José Sócrates festejou a derrota de Manuel Alegre nas presidenciais de 2011 e estava a ponderar uma aliança com o PSD, pouco tempo antes de os sociais-democratas chumbarem o PEC IV. São factos revelados por Mário Soares em entrevistas a Joaquim Vieira, autor da biografia Mário Soares – Uma Vida, ontem posta à venda.

A euforia de Sócrates com a derrota nas presidenciais de 23 de Janeiro de 2011 chocou Soares, apesar de este estar então de relações cortadas com Alegre. O antigo Presidente da República recorda a conversa com Sócrates nestes termos: «No dia seguinte à vitória do Cavaco, chamou-me lá [à residência oficial]. Eu chego e o gajo estava radiante, bem-disposto. E a primeira coisa que diz foi: ‘Ó Mário, acabámos com aquele [insulto]’. E eu disse: ‘Eh pá, não gosto disso».

Na ocasião Soares também desaprovou a nova táctica do primeiro-ministro, que após celebrar a derrota definitiva do rival planeava «uma grande aproximação aos gajos do PSD».(...)"

 



publicado por paulo prudêncio às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 22.02.13

 

 

Passos Coelho diz que a derrapagem financeira é conjuntural para defender como estrutural o caminho ultraliberal do Estado mínimo. Foge duplamente à verdade. Tenta ocultar a mudança de política a que se viu obrigado e "engana" as suas convicções.



publicado por paulo prudêncio às 21:39 | link do post | comentar | partilhar

 

 

Há analistas que elogiam o desempenho político do Governo e classificam como mau o seu exercício económico. Consideram que o executivo falhou em todos os indicadores financeiros, mas que é habilidoso na ocultação da verdade. Ou seja, a política é a arte de mentir com elevado grau de encenação.



publicado por paulo prudêncio às 21:23 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 21.09.12

 

 

Estamos na bancarrota e a coligação que suporta o Governo só agora é que vai criar uma comissão de coordenação? Seria lamentável em qualquer altura, mas nos tempos que correm isto é uma falta de respeito impensável e um exemplo de ausência de profissionalismo. Foi para isto que os partidos andaram décadas a formar políticos profissionais e a promover universidades de verão?

 

PSD e CDS criam grupo de acompanhento da coligação



publicado por paulo prudêncio às 09:13 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 20.09.12

 

 

 

 

 

 

 

O cinismo associado ao tacticismo tortuoso é o ADN do chefe do CDS. Este partido tem tido o país na mão. Se o facto seria grave (um táxi, mesmo que limousine, quando começa a distribuir cargos no aparelho de Estado é de deitar as mãos à cabeça) em período normal, imagine-se num momento de emergência. A coisa agrava-se porque os parceiros do arco de governação apenas ampliam a síndrome e o primeiro-ministro António Borges consegue perder quase 20% dos votos em pouco mais do que uma dezena de meses.

 

A imagem que escolhi tem um detalhe que me interessa: os eleitores indicaram a porta de saída (o último lugar na fila descendente), quiçá "definitiva", a quem esteve no Governo a tentar capitalizar votozinhos e a agradar sabe-se lá a quem.


Com sondagens assim, não admira que no dia seguinte se esteja pronto para tudo e mais alguma coisa.

 

 

CDS disponível para reunir ainda hoje com o PSD



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Sábado, 23.06.12

 

 

 

O nosso sistema escolar tem sido constantemente devastado por mudanças. A ausência de "realidade" é a crítica mais comum a quem tem governado. Os ideias e os imaginários são as localizações dos "reformistas".

 

Há dois modos, que se associam, de não mexer na realidade: o utopismo e o empirismo (Tocqueville). Parece que estamos sempre, e sucessivamente, a sair de um para entrarmos imediatamente noutro. O utopismo só de forma ilusória acelera o movimento da realidade e o regresso ao patamar inicial acaba por se impor e o empirismo não trava o seu curso e termina dominado pelo dinamismo da sociedade. O que já sabemos, e em ambos os casos, é que a realidade é deixada ao acaso.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 11.11.11

 

 

 

 

O Procurador-Geral da República (PGR) abre um inquérito aos revolucionários se houver uma revolução? Será que o PGR não sabe que uma revolução derruba os poderes formais vigentes? São coisas como estas que ajudam a dissipar as dúvidas: a mesquinhez e as outras coisas parecidas fazem parte do quotidiano da condição humana nos mais diversos níveis da decisão política, da junta de freguesia às relações entre chefes de estado.

PGR abre inquérito a Otelo... se houver golpe de Estado



publicado por paulo prudêncio às 18:46 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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