Em busca do pensamento livre.

Domingo, 04.03.18

 

 

 

Diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, carga curricular, regras para aposentação, hiperburocracia e desconfiança nos professores, modelo de agrupamento de escolas, estatuto da carreira e sociedade ausente), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo em nome da dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.

 

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 Nota: alunos e outros profissionais escolares subscrevem a resposta "aos planos" do desenho do Quino; interrogação adaptada ao tempo do texto.



publicado por paulo prudêncio às 12:33 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 01.03.18

 

 

 

As regras da aposentação associadas a diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, burocracia, modelo de agrupamento de escolas, sociedade ausente e estatuto da carreira), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo para salvar a dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.

 

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Nota: desenho do Quino. Diálogo adaptado ao tempo do texto.

 



publicado por paulo prudêncio às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 04.12.16

 

 

 

A alteração das regras para aposentação associada aos aumentos nos horários e na burocracia, exige que uma legião de professores tenha um único objectivo para salvar a dignidade mínima: que as aulas não se afastem muito da qualidade do período áureo da energia. As profissões exigentes são assim e só quem nunca passou uns anos numa sala de aula é que confundirá o que escrevi com corporativismo.

 

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Sábado, 03.12.16

 

 

 

As universidades e os politécnicos devem organizar o acesso ao ensino superior. O ensino secundário, para além de obrigatório, deve certificar o fim de um ciclo de estudos. É uma mudança difícil, mas ficaremos com mais sociedade e melhor escola e com crianças com mais tempo para brincar. O regime actual estimula, por incrível que pareça e desde os seis anos de idade, muitos trabalhos de casa, muitos exames, muitas explicações, quadros de honra nos primeiros ciclos de escolaridade e ocupação total do tempo em instituições. Para além, como se sabe, das componentes críticas do ensino secundário vigente. Não há regimes de acesso perfeitos, mas o existente provoca, e há muito, consequências negativas directas e indirectas.

 

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Quarta-feira, 02.11.16

 

 

 


Peter Albert David Singer (nascido em 1946 em Melbourne, Austrália) é filósofo e professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, na área da ética prática. Trata questões éticas numa perspectiva utilitarista. Recomento o seu livro "Ética Prática".

Retenho esta frase:


"A ética é prática, senão não é verdadeira ética. Se não for boa na prática, também não é boa na teoria".

 

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Sábado, 06.08.16

 

 

 

 

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 Quino



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Quarta-feira, 03.08.16

 

 

 O modo Fenprof.

  

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 Quino



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Sexta-feira, 01.07.16

 

 

 

DN online destaca os casos do director do Museu da Presidência e do ex-ministro com licenciatura irregular. São assuntos, quantitativamente, menores de corrupção se comparados com os que habitualmente ocupam a mediatização, mas nem por isso são menos importantes. Dá ideia que o primeiro desviava mobiliário e outras peças para compor o recheio caseiro ou aumentar rendimentos e que o segundo repetiu uma prática que permite aceder indevidamente a concursos públicos. Não são raridades no nosso quotidiano, mas estas mediatizações servem de exemplo numa sociedade que não considera o bem comum um valor precioso.

 

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Quino



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Quinta-feira, 30.06.16

 

 

 

Li e nem queria acreditar: há quem acuse o Governo de não financiar cooperativas com contratos redundantes para desviar atenções de outras variáveis críticas da escola pública. Nem sei como classificar tamanha falta de senso. O Governo revelou, neste assunto, uma coragem informada de todo inesperada e nunca li que os problemas se esgotavam aí. Se houve uma manifestação redundante por ter esse ponto como o único da agenda, o facto não responsabiliza o Governo. Estes escribas deviam falar com pessoas das escolas públicas afectadas pelos contratos redundantes e talvez pensassem antes de escrever. E não venham mais tarde com o tradicional errar é humano ou tergiversar por terem opinado em plena silly season.

 

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 Quino



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Sexta-feira, 18.03.16

 

 

 

Se há sinal evidente na polémica das provas (finais ou de aferição) do ensino básico é a desorientação da sociedade e não é de agora. Não há sociedade presente que passe o tempo mediático com estas discussões. Fazê-lo não é sintoma de saúde, uma vez que não fazemos outra coisa há décadas e nem o analfabetismo ainda eliminámos; nos últimos anos até aumentámos o insucesso escolar.

 

Um exemplo do desmiolo foi a curta entrevista do ministro da Educação na RTP1. O irado jornalista questionava o transtorno logístico das famílias por ainda não saberem a data de uma prova de aferição para crianças de sete anos e o ministro contra-argumentava metendo os pés pelas mãos. Mas que desorientação: no meio destas trapalhadas, não há uma qualquer sensatez que diga às pessoas que uma prova requer preocupações com a logística das escolas mas que em termos pedagógicos até deve ser feita sem grandes avisos prévios e que nem necessita de se realizar a todos os alunos nos anos todos como se faz nas sociedades normais? Não há pachorra, realmente.

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Terça-feira, 08.12.15

 

 

 

"A tecnologia e a ciência estão mais avançadas do que a política e o institucional e pode estar nessa diferença a origem desta crise", foi mais ou menos assim que António Damásio e Manuel Castells caracterizaram este tempo sobreaquecido no interessante prós e contras de ontem. E acrescentaram: "ainda não é a democracia que está em causa; para já, é a legitimidade dos diversos poderes". E não há culpas ou causas? Claro que há. Desde logo a crise dos grandes aparelhos partidários, a corrupção, o desrespeito pelo bem comum e essa espécie de vale tudo e de salve-se quem puder que o neliberalismo instituiu no que levamos de milénio. É também por tudo isto que candidaturas como a de Sampaio da Nóvoa podem fazer uma diferença muito importante. Como desenhou o Quino, a enferma democracia não aguenta mais "errar é humano" na hora do voto.

 

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Segunda-feira, 07.12.15

 

 

"As aplicações informáticas obtêm os dados dos alunos e não disponibilizam qualquer relatório com um resumo das classificações por turma, disciplina ou ano de escolaridade e podia dar inúmeros exemplos destes. Temos de ir às pautas e contar as classificações".


É mesmo assim. Por incrível que possa parecer, esta conclusão é real em 2015 e dá ideia que estará na mesma em 2025 e em 2035. Em muitos casos, essas aplicações até impedem a exportação de dados para tratamento noutro software. Há empresas privadas estabelecidas neste mercado escolar há quase 20 anos, que estão licenciadas desde 2007 pela Missão para os Sistemas de Informação (o MISI do MEC), e que vivem num estado anterior a 1990 quando o data mining (um "palavrão" que significa relatórios, mineração, de dados) era uma exigência e quando já nem sequer se imaginava comercializar bases de dados sem construção de históricos e sem relação de variáveis. Impressiona o somatório de desconhecimentos nesta área, as empresas acham-se proprietárias dos dados e a selva em que vivem provoca uma parte essencial do conhecido inferno de repetições e inutilidades.

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:25 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 11.10.15

 

 

 

 

António Costa disse na campanha eleitoral que não viabilizava um Governo da frente de direita. A PàF usou, e bem, o argumento à exaustão e o PS foi fortemente penalizado. Portanto, todos os eleitores sabiam o que podia acontecer depois das eleições. Por outro lado, e estou muito à vontade para o que se segue, tenho amigos comunistas e do bloco (que por diversas vezes me ouviram um "não" em relação ao centralismo democrático e afins) de longa data e sei muito bem o que comem ao pequeno-almoço. A frente de direita tem queda para a histeria política e ideológica, mas talvez fosse melhor que olhasse para outras refeições. 

 

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Quarta-feira, 23.09.15

 

 

 

 

Do que levamos de campanha eleitoral, apenas António Costa se referiu com substância ao muito bom simplex que o governo anterior do PS falhou redondamente no sistema escolar. Lurdes Rodrigues e Valter Lemos atingiram o cume do complex, Crato e Casanova devem achar que essas coisas são estrangeiradas e as forças mais à esquerda invertem a equação: acham que incluir é sinónimo de burocratizar.

 

Há mais de uma década que se repetem os lamentos: o sistema escolar transformou-se num inferno de inutilidades. Com as novas tecnologias associadas à ausência de "escolas de gestão escolar", a passagem para o digital no lançamento da informação acelerou a entrada na parte menos desejada da obra de Dante Alighieri e quem assiste no lugar da alteridade vê a divina comédia.

 

Uma das causas é o receio da supressão de procedimentos que nunca conheceram suporte legal ou sequer reconhecimento no código de procedimento administrativo. A sua existência deve-se à jurisprudência do temor.

 

A passagem para o digital pode ser uma oportunidade para a supressão de procedimentos, até dos que se repetem diariamente nas escolas sem que se interrogue a utilidade. Desse elenco "interminável" darei conta noutro post, embora um rápido exercício de memória encontre de imediato candidatos.

 

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Sábado, 05.09.15

 

 

 

 

A ideologia dominante absorveu todas as áreas e os tayloristas impuseram-se no mundo organizacional. Os sistemas escolares mais expostos às agendas pato-bravistas não escaparam à voragem, como se observa em Portugal. Alguns professores e investigadores avisaram com a devida antecedência.

 

O ensino, como um lugar de liberdade a preservar a todo o custo por questões democráticas e civilizacionais, levou um abalo considerável. Os promotores da ideia dominante nem sempre tiveram consciência, a exemplo doutros momentos da história, do lado em que se situavam. Aplica-se ao ensino o que Robert Linhart (1978), "Lês Archipels du Capital", registou nos factores de produção: 

 

"toda a indústria e toda a população são "pacóvias": o capital já não é um factor de produção, é a produção que é um simples factor do capital."

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:45 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 22.07.15

 

 

 

Peguem em Cavaco Silva, Passos Coelho e Nuno Crato e ponham-nos, devidamente mediatizados, a concorrer como se fossem professores contratados no inferno burocrático que está em curso. Em seguida, obriguem-nos, e devidamente assessorados pelo secretário Casanova, a explicar ao mundo como é que um país pode ser tão improdutivo e armar-se em superior em relação aos parceiros na União. Depois admirem-se que o FMI vá passando a mensagem que Portugal é o próximo.

 

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Segunda-feira, 06.07.15

 

 

 

Inúmeros (sim, foram muitos e não se sabe quantos) professores dos quadros foram colocados, por erro, em vagas sem horário e restou-lhes o recurso hierárquico?

 

E se estão satisfeitos com a nova colocação e não reclamam?

 

E como é que reclamam os que não correram e que passaram para horário zero porque o colocado com erro é mais graduado?

 

Nas seguintes cinco variáveis encontramos explicação para a coisa:

1. o MEC errou no lançamento das vagas a concurso;

2. a aplicação informática está errada;

3. as escolas erraram no planeamento;

4. as escolas erraram a lançar as vagas;

e 5. as escolas erraram no lançamento e o MEC não corrigiu mesmo que avisado.

 

Havendo esta objectividade, o MEC e os sindicatos reuniram e passaram a responsabilidade para os professores através do tal recurso?

 

É impressionante a cultura portuguesa de apropriação do bem comum e de irresponsabilidade.

 

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Sábado, 07.03.15

 

 

 

 

 

A ideologia dominante absorveu todas as áreas, os tayloristas impuseram-se no mundo organizacional e as escolas não escaparam à voragem como se observa em Portugal. Alguns professores e investigadores avisaram com a devida antecedência.

 

O ensino, como um lugar de liberdade a preservar a todo o custo por questões democráticas e civilizacionais, levou um abalo considerável. Os promotores da ideia dominante nem sempre tiveram consciência, a exemplo doutros momentos da história, do lado em que se situavam. Aplica-se ao ensino o que Robert Linhart (1978), "Lês Archipels du Capital", registou nos factores de produção: 

 

"toda a indústria e toda a população são "pacóvias": o capital já não é um factor de produção, é a produção que é um simples factor do capital."

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:22 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 03.01.15

 

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:58 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 16.11.14

 

 

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 O eterno desenho do Quino.

 

O liberalismo selvagem (ou ultraliberalismo) vigente, persistente, totalitário e já com história, tem contornos evidentes. A sua agenda consistiu na diluição de alguns valores essenciais à democracia. Por exemplo, a ideia de transparência foi-se tornando em algo só ao alcance de pessoas pouco espertas ou nada expeditas: uma coisa démodé

 

Nada tens a esconder? Não és interessante. És um aborrecido.

 

A revista do Expresso tem uma interessante entrevista sobre a necessidade de desconstruir o tal liberalismo:

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O título está também interessante:

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A entrevista é extensa. Escolhi uma das lides (de lead :)):

 

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E por falar em revistas e peças interessantes, também aconselho a peça da Revista do Público sobre "O estado da meritocracia em Portugal".

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


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