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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Em Vão

06.03.19
      Macron, aflito e inspirado no desenho do Quino, inscreve "o renascer europeu" para transformar a Europa num pólo de "liberdade, protecção e progresso" (LPP). A Europa perdeu esse espaço porque ficou refém dos mercados financeiros. Cada vez mais europeus esperam pelo comboio LPP; em vão. Em 2016, Joseph Stiglitz antecipou: "não é correcto chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um governo deixou para trás. Não é merecedor de (...)

O colete amarelo deu um murro na mesa

21.12.18
      Se as tais cópias dos coletes amarelos franceses eram "organizadas" pela extrema-direita, ainda bem que não têm significado. Veremos como a coisa se desenvolve nos próximos tempos, já que mediatização é coisa que não falta.  Há sempre um humor lusitano. Desde as informações obtidas por governantes e polícias até às desculpas dos ausentes e passando pela recordação da confissão do célebre, e bem sucedido, revolucionário: "era suposto todos darmos um passo em (...)

E se só os ouvíssemos em 2020?

09.11.18
      A cidadania democrática exige liberdade, primado das leis democráticas, voto por sufrágio directo e universal, partidos políticos e campanhas eleitorais. Dito isto, sublinhe-se que não há semana sem um estudo que identifique problemas graves (alguns com exigências financeiras) que afectam os professores e, de resto, a escola pública, os seus alunos e os restantes profissionais. São conclusões subscritas pelos partidos políticos todos (quando estão na oposição), pelo P (...)

repetindo o elementar

04.03.18
      Diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, carga curricular, regras para aposentação, hiperburocracia e desconfiança nos professores, modelo de agrupamento de escolas, estatuto da carreira e sociedade ausente), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo em nome da dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.   (...)

do elementar e da repetição

01.03.18
      As regras da aposentação associadas a diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, burocracia, modelo de agrupamento de escolas, sociedade ausente e estatuto da carreira), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo para salvar a dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.   Nota: desenho do Quino. Diálogo (...)

do elementar

04.12.16
      A alteração das regras para aposentação associada aos aumentos nos horários e na burocracia, exige que uma legião de professores tenha um único objectivo para salvar a dignidade mínima: que as aulas não se afastem muito da qualidade do período áureo da energia. As profissões exigentes são assim e só quem nunca passou uns anos numa sala de aula é que confundirá o que escrevi com corporativismo.    

mais sociedade e melhor escola

03.12.16
      As universidades e os politécnicos devem organizar o acesso ao ensino superior. O ensino secundário, para além de obrigatório, deve certificar o fim de um ciclo de estudos. É uma mudança difícil, mas ficaremos com mais sociedade e melhor escola e com crianças com mais tempo para brincar. O regime actual estimula, por incrível que pareça e desde os seis anos de idade, muitos trabalhos de casa, muitos exames, muitas explicações, quadros de honra nos primeiros ciclos de (...)