Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 10.05.18

 

 

 

O momento é de sobreaquecimento político e ouvem-se elogios aos jornalistas de investigação com destaque para a coragem da jornalista Ana Leal. Conheço bem os detalhes das políticas de educação neste período de "queda sem fim" da sociedade portuguesa, nomeadamente a relação com alguns "privados" escolares. Resido nas Caldas da Rainha (um conhecido epicentro) e muitos professores que leccionam nas escolas públicas deste concelho não o fariam se a jornalista Ana Leal não tivesse mediatizado verdades inconvenientes que os factos recentes sublinham.



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Quinta-feira, 29.03.18

 

 

 

Conheço um epicentro da municipalização escolar (Óbidos) e conheço bem uma das centralidades do grave fenómeno dos "privados" escolares (Caldas da Rainha). Digamos que 2009 foi um ano marcante: não só porque confirmou as piores expectativas desenhadas em 2004 ("privados" escolares), como lançou as bases para muito do que se seguiu (modelo de gestão das escolas). Ou seja, a conjugação dos dois fenómenos explica boa parte do receio com a municipalização (e os ambientes locais referidos confirmaram a fragilidade de acolher as piores práticas). 



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Segunda-feira, 25.12.17

 

 

 

Do douradinho dos saques - um desenho do Antero em Dezembro 2013.

 

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Domingo, 15.05.16

 

 

 

Os colégios "privados" apoiaram-se no poder político e beneficiaram da centralização do MEC ocorrida a partir do Governo de Durão Barroso que colocou a rede escolar em roda livre. Sem isso, teria sido difícil sobreviverem. Está documentado e ponto final. Veremos como termina o processo, embora se perceba, finalmente, toda uma nova abordagem ao problema mais próxima da realidade.

 

Os argumentos incluíam uma família de políticas educativas que não se circunscreveram ao "privado": liberdade de escolha, livre concorrência, mercado escolar, modelo de gestão escolar com entrada da partidocracia local, lógica do cliente escolar (tem sempre razão), mega-agrupamentos, publicação de rankings de exames (os vigentes, medíocres, só existem deste modo em Portugal) com ponderação sócio-económica apenas para as públicas, professores titulares, avaliação do desempenho de professores burocratizada e com quotas, infantilização do estatuto do aluno, afunilamento curricular e por aí fora.

 

As escolas públicas podiam ter feito mais para impedir 25 mil despedimentos, milhares de horários zero e afastamento da residência de outros professores dos quadros? Podiam. Desde logo, e em 2009 por exemplo, se tivessem impedido a implementação do modelo de gestão escolar. E foi por um triz. Mas isso exigia um texto longo para análise das variáveis e consequências. Mas há exemplos mais lineares e evidentes. Foi um erro, por exemplo, aplicar critérios de selecção de alunos de acordo com os resultados escolares esperados ou excluir alunos "problemáticos" ou com necessidades educativas especiais que "perturbassem" a atmosfera de treino para exames. Entrar no mesmo jogo "legitimou" os tais "privados" e reforçou a indústria dos exames como primeiro pilar do mercado escolar.

 

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publicado por paulo prudêncio às 01:05 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Sábado, 21.11.15

 

 

 

A privatização da TAP (passará sem rodeios a Barraqueiro Airlines?) prevê nacionalização de prejuízos no velho estilo PPP da lusitana bancarrota. Não há volta a dar. Nem em período de cortes a eito o Estado deixa de ser uma coutada para estes "caçadores" dos derradeiros anéis.

 

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Quinta-feira, 04.12.14

 

 

 

 

É inadmissível a privatização de lucros em instituições escolares financiadas pelo orçamento de Estado. É uma  impossibilidade em países ricos e torna-se sei lá o quê em países empobrecidos. Há sociedades onde a "ideia de inadmissibilidade" se estende ao ensino superior e inclui os privados que se financiam nas propinas dos alunos.

 

Em Portugal tem sido o que se sabe e dá ideia que o próximo ano eleitoral agendará a discussão da organização do sistema escolar omitindo a história, até a mais recente. Privatização, municipalização, desconcentração, descentralização e autonomia serão temas em debate com contornos e desequilíbrios que poderão dificultar muito um qualquer regresso à sensatez e à comprovação, teórica e empírica, dos insucessos "no modelo sueco".

 

Podemos discutir formas de acrescentar mobilização e cooperação a um sistema desesperançado, mas teremos maus resultados se insistirmos na ideia de que o sacrossanto mercado justifica a privatização de lucros no ensino não superior financiado integralmente pelo orçamento de Estado. E esta elementar conclusão democrática não se deve misturar na discussão sobre as liberdades: de ensinar, de aprender e de escolha curricular.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 19.08.14

 

 

 

A "desgraça" da bancocracia evidenciou a falácia de que os privados geriam melhor e faziam mais com menos.

 

E já nem me refiro à Educação onde têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Na saúde, onde o apetite dos DDT´s começou mais cedo, de forma mais agressiva e se manteve mesmo após as sucessivas derrapagens financeiras nos hospitais privatizados, assiste-se ao desmoronar dos "Espíritos Santos da ADSE" que vêem OPA´s mexicanas a comprovarem o assalto ao orçamento de Estado português.

 

Não: como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros nem o atropelo aos mais elementares direitos dos profissionais. Talvez agora muitos percebam as curvas no ruído sobre os aumentos da quotização mensal de quem alimenta a ADSE.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:51 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sábado, 24.05.14

 

 

 

 

Parece que o Governo só consegue adiar a regulamentação do cheque-ensino. Esta alínea do ultraliberal guião da reforma do Estado é apenas um detalhe de um conjunto comprovadamente nefasto de políticas educativas que foram definitivamente abaladas com os resultados dos testes internacionais do PISA (Programme for International Student Assessment, do TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Até a Suécia, farol das políticas de privatização da gestão escolar, está já a discutir a nacionalização das escolas e o abandono do precipitado programa de "liberdade de escolha da escola" iniciado em 1992; e não é o único país que chega a conclusões semelhantes, uma vez que este tipo de políticas acentua a segregação social associada à quebra de resultados escolares da maioria dos alunos.

 

Nada disto é surpresa para quem se dedica a estudar de forma "desinteressada" a importância da escola pública.

 

Em Portugal há dois grupos ligados à privatização da gestão das escolas: os privados que se financiam em propinas e que não se revêem no referido guião da reforma do Estado e os pseudo-privados (que parecem "odiar" a escola pública) que vivem integralmente do orçamento do Estado, que implementam nas suas instituições regras não transparentes de contratação de profissionais associadas a regimes de precariedade laboral e que praticam a privatização de lucros. É este segundo domínio que Portugal precisa de corrigir e que uma parte da maioria que apoia o Governo pretende manter; o adiamento é puro oportunismo eleitoral.

 

 

A parte final da entrevista indicada no link é elucidativa em relação ao atraso do actual Governo na implementação do cheque-ensino. Parece que têm medo. É natural. Se a ideia é entregar o cheque às entidades privadas e não às famílias carenciadas, o cheque-ensino pode começar de forma muito perversa a servir para alimentar os tais pseudo-privados.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:01 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 23.04.14

 

 

 

 

 

O Colégio Liceal de Lamas prepara, segundo a comunicação social, um despedimento colectivo de professores. Repare-se na designação: colégio liceal com a particular referência de se afirmar como ensino privado. Vamos ler e é o costume: financiados pelo Estado, sem redução do número de alunos, nos últimos anos não reduziram o financiamento recebido (ao que se sabe, Crato aumentou em 2011, como medida primeira, o valor por turma) mas despedem professores. Há um dado objectivo conhecido: foi alterado o estatuto da carreira do professores do ensino privado e cooperativo.

 

 

 

 

Cortesia do João Daniel Pereira



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Quarta-feira, 26.02.14

 

 

 

 

 

(Primeira edição em 9 de Setembro de 2013)

 

 

Quem disser que os comités centrais dos partidos do memorando da troika têm reuniões frequentes desde a assinatura (ou até antes disso) para tratarem de "altos" assuntos do Estado, não poderá ser classificado como gerador de uma teoria da conspiração. É natural que essas reuniões aconteçam, é natural que sejam secretas e é também natural que alguns consensos se estabeleçam aí. É natural também que as bancadas parlamentares respectivas nem sempre saibam do acordado, uma vez que o jogo de oposição interna está sempre ao rubro.

 

O silêncio do PS em relação ao cheque-ensino (existiu uma voz discordante, talvez mais distraída ou opositora a sei lá o quê) pode ter uma qualquer relação com isso. Quem sabe se na última crise de Governo o triunvirato não terá acordado "deixar cair" a escola pública, mas em segredo. Não seria nada a que o PS não estivesse habituado.

 

Ou seja: a mosca que picou o idoso PS estava contaminada pela "música" ultraliberal, tal como o Quino imaginou, e o picado só dará conta quando tiver necessidade de voltar a soprar. É caso para dizermos que nada se aprendeu com a governação de Sócrates e que o país, a liberdade e a democracia voltam a perder muito com isso. Mas o melhor é ver o desenho.

 

 

 



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Quinta-feira, 02.01.14

 

 

 

 

Ouvimos, desde a viragem do milénio, o discurso anti-escola pública e anti-professor:

 

a escola pública entrou em ruptura; os alunos aprendem pouco; as escolas públicas são más ou pioram a cada ano; estamos a ficar para trás nos testes internacionais; as escolas públicas não contribuem para o crescimento económico e começam a colocar em causa a nação; as escolas públicas já não vão lá com meias-medidas; as escolas públicas devem ser fechadas em larga escola e os professores despedidos. Mas mais: o discurso que acabei de escrever foi defendido pela direita e pela esquerda, por socialistas, sociais-democratas e populares de direita, foi defendido pelas "elites" que preenchiam os média mainstream e por aí fora. Quem se atrevesse a defender o contrário era acusado de defender o status quo.

 

O parágrafo que está em itálico é subscrito por Diane Ravitch (com adapação à sua realidade, obviamente), ex-secretária de Estado na administração do Bush mais crescido, bem à direita, portanto, e encontrei-o neste post do Paulo Guinote (onde fui buscar a imagem deste post) que anda à volta da obra da citada ex-governante, "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (qualquer coisa como: o reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América).

 

A direita americana chegou a este ponto depois de tanto disparate com a privatização de escolas, com o cheque-ensino, com os modelos hiperburocráticos de avaliação de professores e por aí fora. Por cá, o tal de guião da reforma do Estado faria corar de vergonha Diane Ravitch.

 

Espera-se, em 2014, o assumir de culpas e, já agora, a tal de prestação de contas por parte de socialistas, sociais-democratas e populares da direita (radical).

 

No caso da escola pública e dos seus professores, até se aceita a crítica por alguns abusos. Sim, houve professores que abusaram da redução ou ausência da componente lectiva mas foi sempre debaixo do chapéu do arco da governação (vulgo, aparelhismo partidário).

 

Por outro lado, as contas das escolas dão lições a qualquer outra área do público ou do privado. E mais: os resultados que o mainstream tanto acusou conforme detalhei no parágrafo que destaquei, foram desmentidos pelos estudos internacionais do PISA (Programme for International Student Assessment, do TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Custa ver como o arco da governação continua a omitir estas evidências e a não prestar contas. Mais ainda por parte dos socialistas que no tempo de Lurdes Rodrigues não se cansavam de dizer: mas algo tem que mudar. Sim, tinham que mudar as benesses ilimitadas que não se cansavam de usar, e que continuam a proteger, e que não têm qualquer relação com a defesa da escola pública.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 08.09.13

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:32 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 09.08.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Como é que se deve interpretar a absolutização da busca do lugar cimeiro, e a qualquer preço, nos rankings escolares num país com 27% de abandono escolar precoce, com 3 milhões de pessoas que não concluíram os 9 anos de escolaridade e em que 1 milhão e meio das pessoas que ultrapassaram essa barreira não obtiveram o diploma de conclusão do ensino secundário?

 

Interpreto as evidências de exclusão como um grave sintoma de terceiro-mundialização, que dá corpo ao empobrecimento que preenche a mente dos nossos governantes e que instituiu um salve-se quem puder a que ninguém escapa. Um empobrecimento exige mais inclusão e só sociedades ausentes e imaturas é que reagem em sentido inverso.

 

Não há muitos anos (já neste milénio, seguramente), as escolas portuguesas orgulhavam-se, naturalmente, pela integração de alunos com necessidades educativas especiais e pela redução do abandono escolar. Os bons resultados são reconhecidos. A igualdade de oportunidades era uma pública virtude (nem sempre um vício privado, sabemos isso) própria de uma democracia que se esforçava por acompanhar os países mais desenvolvidos onde os rankings escolares são assuntos sérios tratados com competência docimológica e integrados na avaliação das organizações e dos sistemas escolares.

 

Nós cedemos à cíclica tentação para o empobrecimento empurrados por uma "elite" que se cansa com facilidade com os "gastos" na escolarização para todos.

 

Os episódios da caça ao ranking recordam-me aqueles países do terceiro mundo onde as crianças são pobres e sem escolaridade e em que os "talentos precoces" e os filhos dos endinheirados são internados em "centros de alto rendimento" ou "academias desportivas (repare-se no "academia")". Nessas sociedades, os filhos do pessoal da oligarquia frequentam colégios e universidades da Commonwealth e regressam aos países de origem com um devorador apetite financeiro ultraliberal. Por cá já vai acontecendo o mesmo com essa parolice dos MBA's na estranja que garantem o acesso aos negócios do J. P. Morgan e do Goldman Sachs com os "complexos" produtos tipo Swaps no caderno de encargos.



publicado por paulo prudêncio às 19:21 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 08.08.13

 

 

 

 

 

pior lógica das PPP´s tenta invadir o mercado da Educação. Não é coincidência o facto do CDS/PP, a direita radical, digamos assim, mandar no Governo ("associado" a uma ala de peso no PSD) e de estarmos em pleno Agosto que é o mês propício para as maiores "patifarias" nos negócios do sistema escolar. Por mais que se prove que e liberdade de escolha da escola é um eufemismo e um retrocesso, os gananciosos que pretendem deitar mão ao orçamento da Educação tudo farão para alterar o azimute (também muito usado na Astronomia e nas organizações militares) uma vez que o imobiliário está em crise prolongada.

 

Na mesma altura em que se noticiam coisas destas, também se fica a saber o seguinte:

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:23 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 30.03.13

 

 

 

PS acusa Crato de esconder relatório de licenciatura de Relvas

 

 

Ao que parece a Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) enviou há tempos o "relatório Relvas" para o ministro do MEC e nada acontece. O PS acusa o ministro de esconder o relatório e faz bem; se fosse ao contrário também haveria acusação.

 

Há outro relatório da IGEC, sobre a cooperativa GPS, que é bem mais fracturante e que exige muito mais do que acusações de "jogo-das-escondidas". Vamos estando atentos ao comportamento do MEC e da oposição, porque também dá ideia que há uma qualquer protecção em jogo. Se olharmos para os cortes a eito que o MEC está sempre disposto a fazer nas escolas do Estado e se compararmos com o fechar de olhos à privatização de lucros nas cooperativas de ensino (Crato, mal foi nomeado, apressou-se a aumentar o valor pago por turma), temos todos os motivos para desconfiarmos. 



publicado por paulo prudêncio às 12:22 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 22.07.12

 

 

 

 

Já ninguém refuta: o actual Governo corta, precariza, descredibiliza e privatiza tudo o que é público e deixa intocáveis as PPP´s, os BPN´s e as "privatizações" de lucros.

 

No sistema escolar passa-se o mesmo. Este aumento do financiamento das cooperativas de ensino foi incompreensível e Nuno Crato assinou sem ler ou então já nem sei o que diga.

 

Há escolas públicas que têm dezenas de professores com horários zero e que vêem o encaminhamento dos alunos para cooperativas que funcionam na mesma área geográfica, como é o caso das Caldas da Rainha. Esta duplicação de despesa só não é eliminada porque a privatização de lucros é controlada por interesses partidários. É grave e está mais do que comprovado.

 

Crato atenua corte no ensino particular e cooperativo 

 

"Colégios vão receber 85 mil euros por turma e vêem reforçado o financiamento por turma em cinco mil euros, em relação ao valor previsto pelo PS.(...)"

 



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Sexta-feira, 15.06.12

 

 

 

Penso que o actual ministro da Educação ainda insiste na ideia das disciplinas essenciais. Talvez o choque com a realidade, e com os números, tenha beliscado o achamento. Não esperava ouvir um discurso desse teor de forma tão ideológica, até porque a invenção da roda está distante e é seguro que sem a forma circular os solavancos aumentarão o atrito e a ineficácia.

 

A concentração nas essenciais determina mais horas curriculares e exames, para além de mais horas de formação, e tem sido assim nos últimos anos.

 

Um governante pode achar que faltam horas de ensino aqui ou ali para uma determinada aprendizagem e que quer examinar esses saberes muitas vezes. Mas quando enuncia publicamente que o seu achamento divide as disciplinas em mais e menos, dá um péssimo sinal à sociedade, a tal que não é forte, e acrescenta ruído no ensino das achadas não essenciais.

 

É pior se eliminar disciplinas não essenciais que têm décadas de existência no mundo conhecido, porque, e para além de outras variáveis importantes, arrasta com a decisão professores que prestaram provas públicas para assinarem contratos com o Estado.

 

Esses compromissos democráticos e constitucionais só serão interrompidos porque não foram desenhados pelos advogados, assessorados por diversos governantes, das PPP´s. Parece-me uma espécie de abuso do poder e de suspensão da democracia. E ninguém nos garante que o achamento se aguente por aí além.

 

Recordo-me da ministra Lurdes Rodrigues e do seu chefe Sócrates. Propalaram o achamento dos professores como não essenciais e teve o resultado que se sabe. Pode ser que este essencialismo um pouco atávico, convenhamos, tenha o mesmo efeito e o ministro lá ira à sua vida. O sistema escolar é que começa a ficar ligado à máquina com tanta iluminação, apesar de António Borges garantir que em 2013 as privatizações serão reforçadas e que o país será bom para recomeçar certos negócios porque o estado terá muitos euros em caixa. Lá saberá porque fala assim.

 

(Já usei parte deste texto noutro post)



publicado por paulo prudêncio às 21:18 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 08.05.12

 

 

Morte à Escola Pública! Abram alas à privatização do Ensino!



publicado por paulo prudêncio às 09:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 10.01.12

 

 

 

O DN de 9 de Janeiro de 2012 fez a notícia que acabou de ler. É grave que a democracia não consiga eliminar a privatização de lucros nos ensinos básico e secundário. É um país em roda livre com instituições que parecem indiferentes à crise e a viver em clima de impunidade.



publicado por paulo prudêncio às 11:42 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 10.11.11

 

 

 

 

 

Os últimos posts do Paulo Guinote, a propósito da conferência referida na imagem, são muito importantes. Os resultados conhecidos na Suécia com o insucesso técnico da introdução da liberdade de escolha da escola num modelo radical e sem paralelo, parecem reforçar o que escrevi há tempos neste post: "(...) Há algo que se aprendeu desde há muito: (...) a oferta diversificada na rede escolar acentua o desequilíbrio porque as famílias mais informadas conseguem auto-seleccionar os grupos de alunos (...)".

 

Sobre a privatização de lucros no sistema escolar, o Paulo Guinote, aqui, é lapidar: "O custo mensal médio por aluno apresentado hoje (125 euros), numa intervenção no debate do FLE, pelo director de um colégio privado razoavelmente bem posicionado nos rankings, sem contar com transporte e alimentação, se bem percebi. Perguntei-lhe porque cobram, então, 400-500-600 euros muitos outros colégios? O desejo do lucro, respondeu-me ele."

 

E pode continuar a ler, como aqui, impressões imperdíveis.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:51 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar


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Autor:
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