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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

"Mais de 6 mil Docentes no Topo", diz o Expresso na 1ª página

19.01.20
"Mais de 6 mil docentes no topo", diz o Expresso na 1ª página (e o Público anteontem). É a insistente estratégia comunicacional da última década e meia, com o objectivo de precarizar os professores que ainda são cerca de 47% da administração central; e o olhar orçamental não resiste em desinvestir nos professores. E é também por isso que a crescente falta de professores é imparável. Já nada há a fazer de civilizado para o curto e médio prazos. Por exemplo, a ideia (...)

6.000 Professores no 10º Escalão

17.01.20
"Os professores não podem chegar todos ao topo", é a frase da última década e meia; e regressou. Faça-se um ponto prévio: algo de sério está a suceder quando a sociedade não se questiona sobre a perda de direitos adquiridos (leu bem) e fundamentais que exigiram lutas determinantes. Disse um comentador: "os professores chegam todos ao topo. Não pode ser". O homem estava possesso. Usou o raciocínio das hierarquias militares sem pensar nas diferenças dos conteúdos funcionais. (...)

Da Falta de Professores

15.01.20
Prossegue a espécie de precarização mais ou menos acelerada enquanto na estratosfera se debitam irrealidades escolares; e não adianta argumentar que os professores estão cansados para mudanças, quando as alterações propostas são mais antigas que a data de entrada na carreira dos professores com mais anos de ensino (sei que não é moderno falar de ensino): "Professores de Inglês a dar aulas de Português e os de História a dar Geografia: falta de docentes leva Ministério a medidas urgentes", (...)

Do Admirável Mundo Novo dos Algoritmos

11.01.20
  É importante a discussão sobre a prevalência dos algoritmos em algumas áreas, nomeadamente na saúde e na justiça onde se poderá recuar em direitos: desde a relação do local de residência com a propensão para cometer crimes até à relação do custo da taxa moderadora da saúde ou do preço subsidiado dos medicamentos na relação com os hábitos de vida.

Reféns

15.12.19
  "Vivemos em permanente medição, quantificação e avaliação. Nada escapa. Coisas, pessoas, actividades ou instituições. Obcecados com números, rankings, ratings ou likes, já nem nos damos ao trabalho de pensar. O nosso espaço mental é uma tabuada. Consumimos percentagens como se fossem ansiolíticos. Vivemos em cálculo permanente. Desiste-se de elucidar, de reflectir ou persuadir.(...)" É assim que Vítor Belanciano começa "a sua crónica (...)

E ao 1º Dia da Pré-Reforma

11.12.19
  Mais uma vez, e de acordo com as expectativas, a pré-reforma não deu qualquer sinal de vida no 1º dia de novidades. Aliás, desde a campanha eleitoral para as legislativas que é proibido falar da carreira dos professores.

PISA e Repetições

03.12.19
  Temos aí o PISA 2018. E, numa primeira análise, repitamos: uma população mais escolarizada e menos pobre vai reduzindo, naturalmente, o insucesso e abandono escolares e melhorando os resultados em testes internacionais como o PISA.  Quando a sociedade estagna, as oscilações são, em regra, pequenas. É também o caso português. A partir da última década do século XX fomos diminuindo a pobreza e aumentando a escolaridade. Os resultados no PISA, por exemplo, melhoraram (...)

Só há 20 Professores no Escalão Máximo?

26.11.19
  O relatório anual do Conselho Nacional de Educação conclui, com os dados da imagem, que só havia 0,02% (20 para 100 mil?) de professores no escalão máximo. Estranha-se. Este escalão registou, por lei, zero professores durante anos a fio. Começou a receber professores com os descongelamentos. E só recebeu 20 em qualquer altura inicial? É "impossível". Bem sei que "dava jeito" à justa defesa dos professores. Mas o número seria 0% ou numa percentagem, no mínimo, de uns 4 a 5 (...)

Sublinhados

20.11.19
  Quem analisa criticamente a lei da inclusão ou o fim das reprovações é, desde logo, objecto de uma acusação: não é progressista e discorda da igualdade de oportunidades. Esse risco é subalterno se a intolerância vier duma ala mais clubista. Mas o assunto será diferente se tem origem no legislador ou em quem o influencia directamente. É precisamente por isso que se temem maiorias absolutas de um partido. Como sugeriu o PM, as máquinas partidárias são imprevisíveis e (...)