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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos

27.07.25, Paulo Prudêncio
   Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal da disciplina de cidadania que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos. E também não é por causa do hardware (smartphones, tabletes ou portáteis). Há exemplos, e muitos, do bom uso educativo da tecnologia nas salas de aula. E se usarem os smartphones para telefonar e tirar fotografias ou fazer vídeos, por exemplo, não precisam de qualquer proibição. O que os aliena (...)

O grave equívoco dos que sabiam como se aprende

24.07.25, Paulo Prudêncio
O grave equívoco dos que sabiam como se aprende. Fica agora muito mais claro o que levou a classificar como neoliberais e extractivos os que diziam que se sabia como se aprende. Pois bem: se sabemos como se aprende, também temos que aceitar que se sabe como se aprende mais e mais depressa. E é bom que se saiba que é neste espaço que renascem as discriminatórias (e assutadoras) teses neoliberais que associam a inteligência - medida em testes de quociente de inteligência - à (...)

Mas é óbvio que há professores pouco educados

20.07.25, Paulo Prudêncio
Sempre que há um excesso nos protestos de professores, emerge de imediato uma legião de comentadores que alinha o discurso: "até concordo com as causas da sua luta, mas é inadmissível que se formem professores com estes comportamentos". Ou seja: nunca explicam as tais causas, nunca se comprometem com a defesa do exercício de professor, mas aproveitam para umas beliscadelas generalizáveis; e essa devassa mediática também explica o estado de fuga a ser professor. Não a crítica (...)

Breve história do falhanço do digital na educação

22.06.25, Paulo Prudêncio
   Breve história do falhanço do digital na educação As tecnologias estão na educação desde o lápis de carvão. Em síntese, a pergunta a fazer é equivalente à das guitarras: não me digas a marca da tua guitarra, diz-me antes o que fazes com ela. Na verdade, a educação, que vai muito para além da escola, é a arte do equilíbrio e da sensatez; mas não só. Exige humildade e a aplicação diária do mito de Sísifo. As chamadas novas tecnologias estão na educação em (...)

Os professores e a enésima reforma do Estado

19.06.25, Paulo Prudêncio
Se na enésima reforma do Estado a ideia fosse fazer uma justiça histórica na destruída carreira dos professores, só colocando cada professor no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado. Ninguém seria prejudicado e dar-se-ia um passo histórico e efectivo numa encruzilhada administrativa calamitosa, em que cada professor é um caso com histórias de injustiças, ultrapassagens, esquecimentos e sonegações. De facto, a destruída carreira dos professores é um labirinto (...)

Avaliação de professores - Texto de Mário Silva

19.06.25, Paulo Prudêncio
Avaliação de professores - Texto de Mário Silva "Este mês é a época da aplicação da ADD (Avaliação da Desmotivação) nas escolas, com as SAD a reunir informalmente para distribuir as quotas de mérito, com base em critérios ‘achistas’ e de informação de bastidores, com inquéritos informais a docentes sobre opiniões de desempenho dos colegas. A todos os docentes e direções envolvidos no processo, uma reflexão: 75% dos docentes avaliados não têm mérito; se estes (...)

Agora, a casa está a arder

18.06.25, Paulo Prudêncio
Agora, a casa está a arder. Há mais de dez anos que se assiste de braços cruzados à adicção tecnológica de crianças e jovens, muito por influência do guloso mercado e das ubíquas gigantes tecnológicas. Foi um dos exercícios socialmente e politicamente mais irresponsável a que assisti. Sempre se alertou para duas graves consequências: acesso a conteúdos pornográficos e a redes sociais que, para além do ciberbullying, foram usadas por organizações da extrema-direita com (...)

"Crato foi a continuidade de Lurdes Rodrigues"

07.04.25, Paulo Prudêncio
  Ouço algumas vezes um podcast nas caminhadas. Hoje, apareceu-me um com o título "Por que falha o estado". Cliquei sem saber quem eram os intervenientes. David Dinis, do Expresso, conversava com Miguel Poiares Maduro e Pedro Adão e Silva. Argumentaram que as falhas maiores devem-se, e assim sumariamente, à falta de continuidade das políticas ao centro e aos excessos dos partidos políticos nos mais diversos níveis do estado. Miguel Poiares Maduro deu o exemplo da educação: (...)

A trágicomedia do país nas mãos dos votantes no Chega

25.03.25, Paulo Prudêncio
Antes do mais, há sempre que considerar quem defende que os países funcionam melhor sem Governo e que o tempo é tão veloz que o que levaria anos a saltar à vista ocorre em poucos meses. Por exemplo, quem diria que em Maio de 2025 o país terá que esperar pelas decisões dos votantes do Chega da eleição anterior para saber quem vai governar. Recuando a 2022 e à maioria absoluta do PS que caiu vertiginosamente, a sucessão de casos, casinhos e outras coisas eticamente não (...)

Escolas Sem Oxigénio

22.03.25, Paulo Prudêncio
        Dezassete anos depois.   (...e Sua Excelência, esperto e oportuno, e enquanto esfregava as mãos de tanta satisfação, sentenciava: - as pragas, para sobreviverem, precisam de oxigénio...)  Texto publicado em 11 de Fevereiro de 2008. Estive presente numa reunião de professores, realizada numa das escolas das Caldas da Rainha, para escutar um movimento que nasceu na blogosfera (...)

Do comentador-candidato Marques Mendes

19.01.25, Paulo Prudêncio
Dá ideia que Marques Mendes entrou em pré-campanha e precisa de se meter ao lado do Governo e da "equipa de luxo na Educação" (citação de Marques Mendes). Aquele gráfico em que é tudo particular e cooperativo no pré-escolar em Lisboa e no Porto por causa das greves, não foi uma coisa do acaso. Não são bons sinais mentir ou tergiversar neste assunto. Dá ideia que estão com ideias profundas (existirão grupos de pressão com excesso de apetite?) que podem provocar mais uma (...)