Em busca do pensamento livre.

Domingo, 15.07.18

 

 

 

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Passaram uns dias e confirmou-se: não houve um analista ou comentador que se interrogasse sobre a "criação da comissão técnica que apurará, ainda este mês, os números financeiros tão dispares da recuperação do tempo de serviço dos professores". E porquê o silêncio? Ninguém se interroga, mesmo os que opinam sobre tudo, a propósito do rigor nas contas do Estado? Ninguém se indigna por andar a discutir o que desconhece?

Se já era inaceitável no final do milénio que os portais dos diversos ministérios não disponibilizassem dados para consultas em tempo real (transparência sobre os números de profissionais, utentes, receitas, despesas e por aí fora), o que se deveria dizer por chegarmos a 2018 sem uma base de dados em que se introduza um campo com o tal tempo a recuperar e se perceba os custos nos momentos mais variados?

É a comissão técnica que vai criar a solução que nem o ministério das finanças conseguiu? As finanças apuram com rigor pagamentos. A criação desta comissão técnica confirma-o. Projectaram 100 milhões de euros para os descongelamentos já verificados nos professores e o real deu 37 milhões. E depois não querem dar razão aos que dizem que "a criação destas comissões técnicas se aprende nas Universidades de Verão e nas organizações juvenis dos partidos políticos" onde não há lugar para bases de dados, tempo real e transparência, mas futuro assegurado nos gabinetes que dirigem há décadas os diversos ministérios e os mais variados satélites.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:20 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 14.07.18

 

 

 

Do blogue "O Meu Quintal" do Paulo Guinote.

 

Quando o Fact-Checking Precisa de Fact-Checking

 

O post inclui o seguinte quadro da publicação Perfil do Docente para 2015-16:

 

docentes2015a16

 



publicado por paulo prudêncio às 17:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 12.07.18

 

 

 

 

Capturar

 

Antero



publicado por paulo prudêncio às 09:43 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 11.07.18

 

 

 

Após um mês de desgastantes greves e de quase um ano a ouvir que "não há dinheiro" (no início era a falácia do "não querem ser avaliados"), Governo e Plataforma de Sindicatos decidem esperar que "uma comissão técnica faça as contas" à recuperação do tempo de serviço?

Não, não é o 1 de Abril. É pior. É a traquitana do estado. Ainda há um mês, o blogue Assistente Técnico, no post "Palhaçada este controlo e monitorização das progressões... baseados em upload de ficheiros EXCEL!", fez um retrato de leitura obrigatória. Os serviços centrais do ME, e não é apenas pelas mais de vinte plataformas digitais quando uma seria moderno e razoável, têm serviços decisivos a viver há muito em derivas info-excluídas onde as redes com ficheiros excel são um modo de vida com estes resultados. E ninguém da mesa negocial se demite perante estas vicissitudes?

 



publicado por paulo prudêncio às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

"Mudar de maioria governativa implica trocar 4.000 empregos. Mas as máquinas têm ainda mais do que isso espalhado pelo país." Quando ontem ouvi que aumentaram os recibos verdes e que o acréscimo se deve "aos empregos partidários como formadores do IEFP e às avenças nas autarquias" (muito no espírito Tutti-Frutti), não só relacionei o acontecimento com os "4.000 empregos" como percebi o silêncio da generalidade dos partidos. Mas achei boa a sugestão de trocar anos de serviço dos professores por estes financiamentos todos. Pelo menos, o argumento financeiro esgotava-se.

É um pequeno contributo para a summit que ocorrerá esta tarde. Estava para repetir o português arcaico do título, "cimeira", mas dei-lhe um ar digital para ser positivo.



publicado por paulo prudêncio às 14:46 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 10.07.18

 

 

 

 

É uma entrevista de 2017 e que começa assim: "Francisco Mora: É preciso acabar com o formato das aulas de 50 minutos". Especialista em Neuroeducação aposta na mudança de metodologias, mas pede cautela na aplicação da neurociência na educação. Mora argumenta que a educação pode ser transformada para tornar a aprendizagem mais eficaz, por exemplo, reduzindo o tempo das aulas para menos de 50 minutos para que os alunos sejam capazes de manter a atenção."

 

Há um universo de possibildades para inovar na escola actual. É necessário saber onde se quer chegar e depois mudar com critério e testagem.

 

Exemplo?

Repitamos:

Se terminamos com campainhas, não o fazemos de supetão. Começamos pelo início das aulas mantendo os toques que indicam o fim dos intervalos maiores, de seguida vamos às extremidades horárias e por ai fora. Se compete ao professor decidir pelo momento de intervalar aulas de 90 minutos (ou até encurtar ocasionalmente uma aula de 50 ou 45 minutos), escolhemos primeiro algumas disciplinas de anos iniciais de ciclo e vamos generalizando com a preocupação de manter o silêncio nos corredores. Se introduzimos telemóveis nas aulas, ou sofás como é moda nesta altura, usamos uma progressão disciplinar. Se queremos eliminar manuais e trabalhos de casa, introduzimos progressivamente versões digitais e asseguramos apoio ao estudo bem criterizado. Se acabamos com "aulas de substituição", responsabilizamos os alunos pelas escolhas "escolares" alternativas. Se precisamos de provas para avaliação externa, escolhemos os anos, mantemos o modelo durante anos e contrariamos as tentações internas de criar provas globais por disciplina e ano de forma a não condicionarmos a liberdade de aprender e ensinar e de procurar soluções que busquem a asserção fundamental: há poetas vivos.



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Segunda-feira, 09.07.18

 

 

O Governo e a plataforma de sindicatos de professores estão, desde 3 de Julho de 2018, em aturada reflexão para a reunião, de 11 de Julho de 2018, convocada por um executivo de agenda sobrelotadíssima. Os membros da mesa negocial passarão os próximos dois dias em exercícios de consultoria enquanto os professores contabilizam mais de trinta dias de greve aos conselhos de turma.



publicado por paulo prudêncio às 13:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 07.07.18

 

 

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 Usei alguns argumentos num post recente.

 

Sabia-se deste caso de saúde pública, mas "metade dos professores com sinais "preocupantes" de exaustão emocional" ultrapassa os limites. Há muito que se concluiu da responsabilidade das denominadas "Novas Políticas de Gestão Pública" (perpetradas desde 2006, com sinais desde 2003, e que os países europeus sensatos nem quiseram ouvir falar) agravadas pelo radicalismo que a troika facilitou. A desconfiança nos professores tomou conta das escolas, com a seguinte cronologia: divisão da carreira, inutilidades horárias, avaliação do desempenho inaplicável, hiperburocracia, contratados eternos, "cliente tem sempre razão", escola a tempo inteiro a eito, horários ao minuto, inferno da medição, concursos injustos, alunos por turma, horários zero e idade da reforma. E depois temos a tal doença grave, silenciosa e ubíqua, que destrói a atmosfera relacional porque facilita modelos de baixo perfil (autocráticos e hiperburocráticos) e transporta a partidocracia para o interior da escola (a tal teia Tutti-Frutti autárquica): o modelo de gestão agravado com os "impensados" agrupamentos (será de "fugir" com a municipalização, por muito que custe à civilizada ideia de poder local).

O Governo começou bem, mas foi só o início; nenhum sinal da simplificação de procedimentos e nem sequer as questões não financeiras e de ambiente democrático mereceram uma mudança. Mas não foi apenas o Governo. Também não se ouviu o parlamento ou o PR. Por outro lado, os serviços centrais do ME nunca detectaram, nos mais variados relatórios de avaliação externa, um qualquer indicador dos “absolutamente catastróficos” registados pela coordenadora do estudo.

"Os investigadores da Universidade Nova de Lisboa detectaram uma “correlação muito forte” entre o estado de exaustão emocional e a idade dos professores. Os níveis de exaustão são especialmente elevados nos professores com mais de 55 anos, que, de acordo com os últimos dados oficiais, representam quase 40% dos docentes ao serviço nas escolas nacionais. Outros factores que influenciam esta situação são questões de carreira (queixas sobre baixos salários e desejo de reforma antecipada), de organização (burocracia na escola e gestão hierarquizada), bem como a indisciplina dos alunos."

 

Nota: o estudo da Universidade Nova de Lisboa tem crédito, a amostra é significativa e sem paralelo e as respostas ao inquérito realizaram-se há meses e não nos últimos dias. Este último dado é importante para que não se julgue que o estudo foi influenciado pela situação vigente. Importa salientar que os mais de 12.000 professores que estão de baixa médica não responderam ao inquérito.



publicado por paulo prudêncio às 10:23 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 06.07.18

 

 

 

Impressiona a resistência dos professores. Assim de repente, já estarei perto da 20ª reunião de conselho de turma não realizada por greve e leio que há quem vá na 54ª. E no meio de tudo isto, a mesa negocial decidiu convocar (o executivo, como é evidente) a 3 de Julho uma reunião para 11 de Julho. É inclassificável que se espere oito dias por uma reunião imperativa. Dá ideia que o Governo não percebe que esta situação deixará marcas irreparáveis; ou, como alguém disse, "não se aprende com a história".



publicado por paulo prudêncio às 11:06 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

É importante centrar a discussão. A recuperação de todo o tempo de serviço não é um exigência dos professores: é um direito. O faseamento da recuperação é um princípio aceitável que deve ser aplicado a toda a administração central como aconteceu com os cortes. Já a idade para a aposentação conjugada com o tempo de serviço requer programas específicos dentro da administração central, uma vez que se reconhecem os corpos especiais. E os professores, como é de reconhecimento geral, exercem uma actividade em que a energia é vital. Leccionar com mais de 60 anos e com mais de 36 anos de serviço é uma "impossibilidade" e é nesses casos que se deve estudar a troca da recuperação de tempo de serviço por tempo para a aposentação de modo a acelerar processos em regime voluntário. Já agora, e tomando como outro exemplo os escalões com vagas (essa injustiça), recuperar o tempo de serviço tem de eliminar essa barreira artificial.



publicado por paulo prudêncio às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 05.07.18

 

 

Recebi as imagens seguintes por email identificado e com uma introdução: "Um editorial de Eduardo Dâmaso (revista Sábado)."

 

editorial (1)

editorial (2)

editorial (3) 

editorial (4)

 



publicado por paulo prudêncio às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

O post está no blogue "O Meu Quintal".

 

As Contas Erradas do (Gabinete do) Ministro

 

A argumentação é tão preciosa que a colo também por aqui.

 

"O ponto 1 e o ponto 6 da convocatória do ME contradizem-se.

No ponto 1 insiste-se na justiça e equidade baseada em contas erradas. E insistir nisso não é estar de boa fé.
 .
«Esta proposta do governo, fundada nos princípios de justiça e de equidade» e o resto do parágrafo é uma aldrabice. Não me admirava que o ministro tenha dado a convocatória a assinar à chefe do gabinete, com vergonha desse parágrafo. No ponto 6 fala-se em «boa fé negocial em todo este processo».
 .
O tempo deve ser contado em anos – seja para o trabalhador da carreira x seja para o da carreira y. Se contam 7 anos para uns devem contar 7 anos para outros. E se querem contar 2 anos e 9 meses para uns, devem contar 2 anos e 9 meses a todos.
 .
Mas as contas da “equidade e justiça” são contar 7 anos a uns, dizendo que esses 7 anos são 70% de um escalão de 10 anos. Logo contam 2 anos, 9 meses e 18 dias, que são também 70% de um escalão. Mas de um escalão de 4 anos.
 –
Usar percentagens de escalões com diferentes durações é como tentar trocar notas de euros à porta da casa de idosos.
 .
Levei 17,5 anos a chegar ao 2º escalão (16,5 dos quais no quadro). Tive um aumento bruto de 47 euros e uns cêntimos.
 .
Se o Estado me contabilizar menos um dia do que a outro funcionário da administração pública – seja de que carreira for – recorro ao tribunal, mesmo que tenha que o fazer sozinho.
 .
Os professores também são contribuintes, que iriam estar a pagar a outros funcionários da administração pública progressões baseadas em cálculos injustos e não equitativos.
 .
Entretanto o MN confunde tudo ao dizer que «o governo diz que são os 70% do 9a4m2d, que são 2a9m18d» no vídeo 2’30 até 2’45
.
O governo não diz isto. Até porque 70% dos 9 anos e 4 meses são 6 anos e meio.
.
Não sei se o MN e a SE estão meio perdidos com a matemática.
.
O ministro não está de certeza. Pode ser um boneco e ignorante na área da educação. Mas esta matemática é básica para ele, que sabe muito bem que a conta apresentada pelo governo é uma aldrabice.
.
Como é que um doutorado em bioquímica acredita que 70% de 10 é igual a 70% de 4?
.
Como acredita que são equivalentes, seja para obter “equidade” e “justiça” seja para fazer um cálculo no laboratório?
.
O argumento é sermos muitos e não haver dinheiro? Deviam ter pensado nisso antes de darem tempo de serviço a outros funcionários da administração pública. Se dão 7 anos a uns, dão 7 anos a todos, seja de que carreira for. Nem é uma questão que tenha que ser negociada. É uma obrigação constitucional.
.
Levei 17,5 anos a chegar ao 2º escalão (16,5 dos quais no quadro). Tive um aumento bruto de 47 euros e uns cêntimos,
.
Se o Estado me contabilizar menos um dia do que a outro funcionário da administração pública – seja de que carreira for – recorro ao tribunal, mesmo que tenha que o fazer sozinho.
.
Cumprimentos"
.
Rui Araújo


publicado por paulo prudêncio às 08:30 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 04.07.18

 

 

 

E lá concluiremos que tudo começou com os professores titulares, com as inutilidades horárias, com a avaliação do desempenho (o pesadelo acordou com as progressões), com a hiperburocracia, com os horários ao minuto, com o inferno da medição, com os contratados eternos, com os concursos injustos, com os alunos por turma, com os horários zero, com o "cliente escolar tem sempre razão", com a escola a tempo inteiro a eito e com o aumento da idade da reforma. Mas, e acima de tudo, concluiremos que há uma doença grave, silenciosa e ubíqua, que destruiu a atmosfera relacional porque facilitou modelos "impensados" de autocracia e transportou para o interior da escola o pior da partidocracia (a tal teia autárquica de que se fala muito por estes dias): o nefasto modelo de gestão das escolas associado aos agrupamentos (será de "fugir" com a municipalização que se anuncia).

"Uma realidade profundamente hierarquizada, vigilante, corta a autonomia e tudo isso diminui a produtividade e leva ao adoecimento dos professores e dos profissionais que estão em 'burnout", diz Raquel Varela.

 

Captura de Tela 2018-07-04 às 12.06.47

 



publicado por paulo prudêncio às 12:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 03.07.18

 

 

 

A situação é de pré-caos e as greves estão a ser duras e a deixar clivagens e marcas de difícil reparação. É, portanto, estranho que se pretenda reunir apenas daqui a oito dias. E depois admiramo-nos que os estudos do burnout apresentem conclusões que nos deviam envergonhar.



publicado por paulo prudêncio às 22:13 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Que prevaleçam as ideias que originaram o actual Governo. Ou seja, que os últimos comportamentos sejam umas removíveis "pedras na engrenagem"; num dos casos, e mais propriamente, pequenas rochas de alcatrão no algoritmo inicial.



publicado por paulo prudêncio às 19:40 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Os professores (e repito: como ficou claro em Outubro de 2017) não podiam ser os únicos excluídos da recuperação do tempo de serviço. Nunca os ouvi falar da impossibilidade de um faseamento a aplicar a toda a administração central. Declarar que não se recupera tempo de serviço porque é prioritário construir vias rodoviárias inadiáveis é colocar a discussão num nível inaceitável para o algoritmo (e para os princípios, já agora) enunciados pelo actual Governo.



publicado por paulo prudêncio às 12:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 02.07.18

 

 

 

Aquecimento-global-está-afetando-o-planeta-Terra-2

 

Começou em Outubro de 2017 mais uma devassa, a vigente, da carreira dos professores com uma declaração governativa: "os professores não recuperarão o tempo de serviço porque a sua avaliação é a única que não é por pontos e têm progressão automática". Falácias transformadas no conhecido arremesso mediático: não querem ser avaliados. Quase um ano depois, os professores conseguiram, mais uma vez, desconstruir a mentira. Nesta fase, prevalece o argumento financeiro (passou a prioridades) porque a avaliação dos professores é, afinal, das mais exigentes. Esta evidência tem história e mantém-se num patamar civilizado na maioria das democracias. Os EUA, onde tudo acontece, é um bom exemplo e merecia mais estudo para evitar as nossas cíclicas convulsões.

Escolhi dois exemplos que representam o esgotamento político do grande bloco central.

A mudança radical de posição de Diane Ravitch, ex-secretária de Estado na administração do Bush pai, lê-se em duas obras fundamentais onde expõe as reformas das últimas décadas nos EUA: "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (O reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América) e "Vida e morte do sistema escolar americano: como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a educação". Diane Ravitch critica os pressupostos ideológicos e denuncia os resultados. É enfática na critica aos modelos empresariais hierarquizados de escolha de profissionais (com recompensas e punições financeiras) que negligenciaram a dimensão pedagógica e política da educação.

Mais recentes são "os estudos" que "desacreditam de forma inapelável" "o novo sistema de avaliação de professores patrocinado pela Fundação Gates e pelas bolsas do "Obama Race to the To": foi uma experiência cara sem nenhum ganho para os alunos". O programa baseou-se na avaliação dos professores pelas pontuações dos testes dos alunos e na observação de aulas com base em métodos de ensino padronizados. O modelo pontuava e premiava os professores altamente eficazes; despedia os ineficazes. Alguns reformadores associavam-no à rápida melhoria dos resultados dos alunos, mesmo aos de baixo desempenho. Acreditou-se que desprezaria os factores socioeconómicos. Estas teorias erraram. Concluiu-se que os professores não resolvem os problemas educativos. Estes modelos empurram os bons professores para fora da profissão e desencorajam a candidatura dos jovens com melhores resultados. São responsáveis pela escassez de professores. Há ainda resultados graves associados ao burnout dos professores que se manifesta cada vez mais cedo. Aliás, a (im)paciência dos professores portugueses está num nível semelhante.



publicado por paulo prudêncio às 19:50 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 30.06.18

 

 

 

"Palhaçada este controlo e monitorização das progressões... baseados em upload de ficheiros EXCEL!"



publicado por paulo prudêncio às 14:24 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.06.18

 

 

 

"A História não ensina nada a ninguém”. O tempo vigente na educação é a prova provada da afirmação de Vasco Pulido Valente. É que nem com a história recente se aprende. Os governos adiam o inadiável, perdem a noção do que existe e radicalizam; depois, é tarde.



publicado por paulo prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

""Centeno quer funcionários públicos mais motivados e a faltar menos". O ministro das Finanças defendeu hoje funcionários "mais motivados", uma cultura organizacional "mais proativa" e programas de saúde ocupacional que combatam o absentismo por doença ou acidentes de trabalho", diz o Expresso. A notícia é longa. Não sei se Centeno excluiu a educação desta entrevista, mas no caso escolar as componentes críticas estão há muito identificadas. Absentismo? Mais do que conhecidas as causas. Cultura organizacional? Também estão bem identificadas as viráveis a mudar, embora os serviços centrais do ME "concluam" o contrário. Há anos que ajudam a descer com uma deriva info-excluída. É preciso alterar para escalas organizacionais com dimensão civilizada, humanizada e desburocratizada e com ambientes democráticos consolidados como a base para o que Centeno deseja. A menos que o ministro também já tenha sido absorvido pelo centralismo democrático neoliberal do eurogrupo.

A imagem que se segue é a que acompanha a notícia. Talvez seja isso: o ministro está a brincar.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:09 | link do post | comentar | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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