Em busca do pensamento livre.

Sábado, 21.04.18

 

 

 

Se para "Mário Centeno: “O Orçamento de 2019 depende menos de mim do que imaginam”", podemos concluir que os orçamentos dos últimos anos reúnem a mesma condição?



publicado por paulo prudêncio às 14:22 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 19.04.18

 

 

 

Durante a invasão alemã, na segunda guerra mundial, estima-se que oitenta por cento dos franceses colaboraram com o regime nazi. Os vinte por cento sobrantes organizaram a resistência e sofreram na pele as agruras da ousadia. No dia da derrota final do regime hitleriano, a maioria festejou com emoção a liberdade. Dá ideia que a Europa não aprende com a história ou a memória recua muito pouco; ou são as duas variáveis que se impõem.



publicado por paulo prudêncio às 14:16 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 17.04.18

 

 

 

wally

 

Será apanhado numa investigação que está a fazer história tal a capacidade para seguir o rasto da corrupção financeira?

 



publicado por paulo prudêncio às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

É fundamental, é até o mínimo, que se conheça a lista dos grandes devedores à banca. E não apenas da CGD: que se divulgue a do Novo Banco, e dos outros bancos, claro, e que se saiba quem autorizou o desvario que não paramos de pagar.

Será que os devedores já contraíram novos e avultados empréstimos?



publicado por paulo prudêncio às 09:40 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 12.04.18

 

 

 

 

1216278

Cópia de 1216278

  

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 12:03 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 10.04.18

 

 

 

Contributo de Mário Silva.

"Com o advento e crescimento das redes sociais cibernéticas, a informação credível está em vias de extinção, pondo em perigo regimes políticos democráticos(?!) e promovendo outra vez regimes políticos autoritários, elitistas e tirânicos.

Veja-se que Hillary Clinton era a candidata dos media nacionais norte-americanos e, mesmo assim, perdeu a eleição. Talvez a explicação esteja, em parte, aqui: nos últimos três meses da campanha presidencial norte-americana de 2016, as 20 notícias falsas mais vistas no Facebook geraram mais partilhas e comentários do que as “20 mais” dos media mainstream norte-americanos. Dados idênticos existem, por exemplo, sobre o impeachment de Dilma no Brasil.

(...) Para além disso, estamos na era do “clickbait”: isto significa, para muitos operadores neste mercado, que se uma notícia não é partilhada, não é notícia. Alguns vão mesmo mais longe e confessam: “Não é importante se uma história é real, a única coisa que realmente importa é se as pessoas clicam nela” (Neetzan Zimmerman, ex-Gawker). Mas também estamos na era do microtargeting e da propaganda computacional. Obama, aliás, ganhou as eleições, já em 2008, com uma estratégia desse tipo, coordenada por Ken Strasma, seu targeting director.

(...) E surge a Cambridge Analytica. A verdade é que há muito que se dizia que esta empresa detinha uma base de dados com mais de cinco mil “data points” psicográficos e sociográficos de cada um de cerca de 220 milhões de americanos. A Cambridge não só ajudou a eleger Donald Trump como também terá tido um papel activo na vitória do “Brexit”, na campanha de Ted Cruz, etc. O que eles dizem que fazem é “engenharia social”, aliciam os eleitores para “correntes emocionais”, para falsas notícias e “dark posts” (também conhecidos por “unpublished page posts”, segmentados para perfis de utilizadores e ocultos para outros), manipulando a opinião, prevendo e mudando o comportamento do eleitor, influenciando-o através de agendas políticas específicas ou tão-somente de “junk news” e de “troll factories”. Daí que se diga que as eleições hoje dependem cada vez mais da propaganda computacional e dos automatismos criados em torno da mudança de comportamento político.

Francisco Rui Cádima,

Instituto de Comunicação da NOVA FCSH



publicado por paulo prudêncio às 14:40 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 09.04.18

 

 

 

"Podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 

Ou seja, é pertinente a interrogação (bem fundamentada) que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização só suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.

Mais à frente, o autor diz que

"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"



publicado por paulo prudêncio às 18:47 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 07.04.18

 

 

 

 

IMG_0722


#josepheid

 



publicado por paulo prudêncio às 10:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 05.04.18

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:39 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 04.04.18

 

 

7412234_FDKjZ

 

 

"A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do Banco Comercial Português que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho.
A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem."



publicado por paulo prudêncio às 17:43 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.04.18

 

 

 

A Associação de Bancos Portugueses comprometeu-se a "recuperar o capital desviado (em fuga aos impostos e imparidades) para offshores e devolver já em Junho de 2018 uma parte significativa (20 mil milhões de euros) dos contributos do estado". O Governo usará esse excedente orçamental para liquidar dívidas (credores internacionais com identidade e funcionários públicos) e normalizar os sectores sociais.



publicado por paulo prudêncio às 11:41 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 28.03.18

 

 

 

O ano de 2017 do Novo Banco terminou com "prejuízos recorde de quase €1400 milhões". São, em grande parte, as imparidades (escriturado superior ao executável). Mas afinal os produtos tóxicos não ficaram no banco mau? Enfim: estamos perante a interminável tragédia da bancocracia.



publicado por paulo prudêncio às 18:29 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 27.03.18

 

 

 

Com tanta precariedade e baixos salários, o que resta aos jovens entre os 20 e os 34 anos de idade? No caso do sistema escolar, será muito difícil renovar mais de 45 mil professores num espaço de dois ou três anos que se aproxima a toda a velocidade. É que para além do grave prolongamento da idade para a aposentação que originará a dificuldade da renovação referida, a atractividade da carreira de professor bateu no fundo.

 

"Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde mais jovens no desemprego se mostraram disponíveis para sair do seu local de residência com o objectivo de conseguir um emprego em 2016, indicou esta terça-feira o Eurostat. Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, apenas 29% dos jovens portugueses desempregados, com idades compreendidas entre os 20 e os 34 anos, não admitiam procurar emprego fora do seu local de residência, um número abaixo da média comunitária (50%).(...)"



publicado por paulo prudêncio às 14:44 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 26.03.18

 

 

 

Desde 1989 que o peso dos salários do Estado não atingia valores tão mínimos: 11% do PIB. É um recuo de 29 anos. Ou seja, e de acordo "com as séries publicadas pela Comissão Europeia", é já impossível tergiversar: o Governo mudou o algoritmo. Há declarações do primeiro-ministro no Parlamento (sobre aposentações e assuntos semelhantes), e toda uma argumentação de ministros e de economistas que apoiam o Governo, que carecem de fundamento.



publicado por paulo prudêncio às 15:02 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 24.03.18

 

 

 

 

Captura de Tela 2018-03-23 às 21.52.59

Cópia de Captura de Tela 2018-03-23 às 21.52.59

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 20.03.18

 

 

 

 

39913507331_ddb2384bd1

 

 

Bertrand Russel (1993:51) 

"O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.



publicado por paulo prudêncio às 18:24 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 19.03.18

 

 

 

O verbo incentivar será uma das componentes mais críticas do mundo desenvolvido. Essa lógica racional do mercado condicionou a socialização e a estruturação das actividades. Importa sublinhar que, há umas décadas, incentivar era uma palavra-chave educacional e organizacional com uma ubiquidade que se entranhou.

Steven D. Levitt, em "Freakonomics: o estranho mundo da economia" e mais recentemente Michael Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", dedicaram-se ao efeito do verbo. O segundo tem um tópico que intitulou "incentivos e dilemas morais", onde se pode ler (página 93):

"É fácil deixar escapar a novidade desta definição. A linguagem dos incentivos é um desenvolvimento recente do pensamento económico. A palavra "incentivo" não surge nos escritos de Adam Smith nem nas obras de nenhum dos outros economistas clássicos. Na verdade, só viria a ser introduzida no discurso económico no século XX e apenas adquiriu proeminência nas décadas de 1980 e 1990. O Dicionário Oxford de Inglês indica o seu primeiro uso no contexto da economia em 1943; nas Seleções do Reader' s Digest: "O Sr. Charles E. Wilson (...) está a incitar as indústrias da guerra a adoptarem "remunerações de incentivo" - isto é, pagar mais aos trabalhadores se produzirem mais." O uso da palavra incentivo aumentou drasticamente na segunda metade do século XX à medida que o predomínio dos mercados e da lógica racional do mercado se consolidava. Segundo uma pesquisa no Google Books, a incidência deste termo aumentou mais de 400% desde a década de 1940 à década de 1990."

Observa-se uma crise moral em paralelo com um inédito desenvolvimento tecnológico que implica uma revolução na organização das sociedades. Se a eliminação do incentivo é uma "impossibilidade" imediata, já o uso mais ponderado na educação das crianças contribuirá para a afirmação de políticas sustentáveis.

Se em Adam Smith o mercado era a mão invisível, para Michael Sandel a generalização dos incentivos tornou-se a mão pesada e manipuladora. O filósofo dá vários exemplos de incentivos monetários nesse sentido, como os que são dados a troco da esterilização ou de boas notas escolares.

A prevalência do incentivo não eliminou a distinção entre economia e ética,

"entre a lógica racional do mercado e o raciocínio moral. A economia simplesmente não transacciona em moralidade. A moralidade representa a maneira como gostaríamos que o mundo funcionasse e a economia mostra como ele funciona na realidade", explicam Levitt e Dubner.

Michael Sandel acrescenta:

"(...)A noção que a economia é uma ciência isenta de juízos de valor, independente de toda a filosofia moral e política, sempre foi questionável. Contudo, hoje em dia, a jactante ambição da ciência económica torna extremamente difícil defender esta afirmação. Quanto mais os mercados invadem esferas não económicas da vida, mais se vêem enredados em questões morais.(...)Se algumas pessoas gostam de ópera e outras de combates de cães ou lutas na lama, precisamos de facto de nos abster de tecer juízos morais e atribuir peso igual a essas preferências no cálculo utilitarista?(...)Quando os mercados corroem normas não mercantis, o economista (ou qualquer outra pessoa) tem de decidir se isso representa uma perda que deveria preocupar-nos.(...)"

Neste tópico, Michael Sandel apresenta um conjunto de problemas educacionais e escolares que abordarei noutros posts.

3ª edição.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 18.03.18

 

 

 

1210239

Cópia de 1210239

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 14:50 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 13.03.18

 

 

 

Captura de Tela 2018-03-13 às 15.45.35

 

É notório que há uma nova corrida ao armamento. É interessante comparar os números e os argumentos de resgates a bancos e preços de porta-aviões gigantes. Vale mesmo a pena ler a seguinte opinião:

"(...)É que Portugal também já gastou em resgates públicos a bancos o equivalente ao fabrico de pelo menos um novo porta-aviões gigante. No caso de Itália, foram pelo menos dois. E no caso de Espanha um número ainda superior. Para não falar de outros casos na Irlanda, Bélgica, Holanda, França ou Alemanha.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 15:48 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 11.03.18

 

 

 

 

Imagine-se (num registo humorado, obviamente) um professor com 64 anos de idade e 41 anos de serviço. Terá direito à reforma, sem penalização acrescida, daqui por dois anos e mais qualquer coisa. Se vingar a proposta que substitui o tempo congelado (cerca de 7 anos) por tempo para a reforma, terá 71 anos de idade e 48 anos de serviço. Se esperar mais dois anos, atingirá 50 anos de serviço aos 73 anos de idade. Com tanta generosidade, ainda receberá uma pensão equivalente à presença de um semestre num conselho de administração de uma grande empresa pública ou da CGD.

 

funniest-construction-mista-3

 



publicado por paulo prudêncio às 14:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
Essas postagens sempre geram engajamento e são bas...
Muito obrigado pela atenção Carlos.Grande abraço.
Não conhecendo qualquer imagem nem possuindo quais...
Um abraço.
Exacto.Beijo também.
Uma mulher muito linda com olhos maravilhosos.A mi...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676