Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 16.07.18

 

 

 

Segundo o Expresso, "3/4 dos empregos criados pagam menos de €900". Portanto, dá ideia que

"podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 

 

Ou seja, é pertinente a interrogação que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização só suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.

 

Mais à frente, o autor diz que

"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"

 

 

3ª edição.



publicado por paulo prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 15.07.18

 

 

 

AAEAAQAAAAAAAAgsAAAAJDliMTIxYjcyLTdiMTAtNDdkNi04NGZjLTFlNTJiYjI5ODU5NQ-300x172

 

Passaram uns dias e confirmou-se: não houve um analista ou comentador que se interrogasse sobre a "criação da comissão técnica que apurará, ainda este mês, os números financeiros tão dispares da recuperação do tempo de serviço dos professores". E porquê o silêncio? Ninguém se interroga, mesmo os que opinam sobre tudo, a propósito do rigor nas contas do Estado? Ninguém se indigna por andar a discutir o que desconhece?

Se já era inaceitável no final do milénio que os portais dos diversos ministérios não disponibilizassem dados para consultas em tempo real (transparência sobre os números de profissionais, utentes, receitas, despesas e por aí fora), o que se deveria dizer por chegarmos a 2018 sem uma base de dados em que se introduza um campo com o tal tempo a recuperar e se perceba os custos nos momentos mais variados?

É a comissão técnica que vai criar a solução que nem o ministério das finanças conseguiu? As finanças apuram com rigor pagamentos. A criação desta comissão técnica confirma-o. Projectaram 100 milhões de euros para os descongelamentos já verificados nos professores e o real deu 37 milhões. E depois não querem dar razão aos que dizem que "a criação destas comissões técnicas se aprende nas Universidades de Verão e nas organizações juvenis dos partidos políticos" onde não há lugar para bases de dados, tempo real e transparência, mas futuro assegurado nos gabinetes que dirigem há décadas os diversos ministérios e os mais variados satélites.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:20 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 14.07.18

 

 

 

Do blogue "O Meu Quintal" do Paulo Guinote.

 

Quando o Fact-Checking Precisa de Fact-Checking

 

O post inclui o seguinte quadro da publicação Perfil do Docente para 2015-16:

 

docentes2015a16

 



publicado por paulo prudêncio às 17:54 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

1275787

Cópia de 1275787

 

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 16:02 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 13.07.18

 

 

 

A criação da comissão técnica para fazer as contas da recuperação do tempo de serviço dos professores remeteu a questão para a ausência mediática. Veremos o que se passará "hoje no debate da nação". No entanto, e por falar em contas, repita-se: o Ministério das Finanças apurou que "os custos das progressões dos professores em 2018 não são os 90 milhões projectados, mas uns reais 37 milhões". É um bocado como nas caixas dos supermercados. Se comparamos o preço por produto entre o monitor da caixa e a prateleira, registamos vários erros. Já o fiz várias vezes. Nunca encontrei um erro a meu favor, mas inúmeros no sentido inverso. A justificação é sempre a mesma: é o sistema, embora não me pareça que seja com ficheiros excel.



publicado por paulo prudêncio às 10:04 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 11.07.18

 

 

 

Após um mês de desgastantes greves e de quase um ano a ouvir que "não há dinheiro" (no início era a falácia do "não querem ser avaliados"), Governo e Plataforma de Sindicatos decidem esperar que "uma comissão técnica faça as contas" à recuperação do tempo de serviço?

Não, não é o 1 de Abril. É pior. É a traquitana do estado. Ainda há um mês, o blogue Assistente Técnico, no post "Palhaçada este controlo e monitorização das progressões... baseados em upload de ficheiros EXCEL!", fez um retrato de leitura obrigatória. Os serviços centrais do ME, e não é apenas pelas mais de vinte plataformas digitais quando uma seria moderno e razoável, têm serviços decisivos a viver há muito em derivas info-excluídas onde as redes com ficheiros excel são um modo de vida com estes resultados. E ninguém da mesa negocial se demite perante estas vicissitudes?

 



publicado por paulo prudêncio às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 04.07.18

 

 

 

E lá concluiremos que tudo começou com os professores titulares, com as inutilidades horárias, com a avaliação do desempenho (o pesadelo acordou com as progressões), com a hiperburocracia, com os horários ao minuto, com o inferno da medição, com os contratados eternos, com os concursos injustos, com os alunos por turma, com os horários zero, com o "cliente escolar tem sempre razão", com a escola a tempo inteiro a eito e com o aumento da idade da reforma. Mas, e acima de tudo, concluiremos que há uma doença grave, silenciosa e ubíqua, que destruiu a atmosfera relacional porque facilitou modelos "impensados" de autocracia e transportou para o interior da escola o pior da partidocracia (a tal teia autárquica de que se fala muito por estes dias): o nefasto modelo de gestão das escolas associado aos agrupamentos (será de "fugir" com a municipalização que se anuncia).

"Uma realidade profundamente hierarquizada, vigilante, corta a autonomia e tudo isso diminui a produtividade e leva ao adoecimento dos professores e dos profissionais que estão em 'burnout", diz Raquel Varela.

 

Captura de Tela 2018-07-04 às 12.06.47

 



publicado por paulo prudêncio às 12:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 03.07.18

 

 

 

Os professores (e repito: como ficou claro em Outubro de 2017) não podiam ser os únicos excluídos da recuperação do tempo de serviço. Nunca os ouvi falar da impossibilidade de um faseamento a aplicar a toda a administração central. Declarar que não se recupera tempo de serviço porque é prioritário construir vias rodoviárias inadiáveis é colocar a discussão num nível inaceitável para o algoritmo (e para os princípios, já agora) enunciados pelo actual Governo.



publicado por paulo prudêncio às 12:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 01.07.18

 

 

 

Há já uma longa história de contendas entre os professores portugueses e os governos. Não raramente, a mesa negocial é ultrapassada pela saturação dos professores e os desesperados acordos fora de horas resultam inconsistentes. Aliás, terá sido um qualquer momento do mesmo género a inspirar a célebre guerra do Raul Solnado.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:43 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 29.06.18

 

 

 

Para além do resultado da investigação que vai ler, há toda uma teia de influências com base no caciquismo, na corrupção e na partidocracia. É visível e não é de agora. Mas se ler a notícia, verá que há mais motivos para temer o futuro com a municipalização porque as novas gerações incluem "bons" alunos: "Ex-JSD suspeitos de criarem uma teia de influências nas autarquias. Objectivo desta rede era angariar negócios, mas também financiar o próprio PSD. Socialistas também terão participado no esquema".



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.06.18

 

 

 

Estava nos EUA, mas já terá chegado. Embora haja jogo na Rússia, no sábado, já houve tempo para a selfie.



publicado por paulo prudêncio às 23:37 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

"A História não ensina nada a ninguém”. O tempo vigente na educação é a prova provada da afirmação de Vasco Pulido Valente. É que nem com a história recente se aprende. Os governos adiam o inadiável, perdem a noção do que existe e radicalizam; depois, é tarde.



publicado por paulo prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

""Centeno quer funcionários públicos mais motivados e a faltar menos". O ministro das Finanças defendeu hoje funcionários "mais motivados", uma cultura organizacional "mais proativa" e programas de saúde ocupacional que combatam o absentismo por doença ou acidentes de trabalho", diz o Expresso. A notícia é longa. Não sei se Centeno excluiu a educação desta entrevista, mas no caso escolar as componentes críticas estão há muito identificadas. Absentismo? Mais do que conhecidas as causas. Cultura organizacional? Também estão bem identificadas as viráveis a mudar, embora os serviços centrais do ME "concluam" o contrário. Há anos que ajudam a descer com uma deriva info-excluída. É preciso alterar para escalas organizacionais com dimensão civilizada, humanizada e desburocratizada e com ambientes democráticos consolidados como a base para o que Centeno deseja. A menos que o ministro também já tenha sido absorvido pelo centralismo democrático neoliberal do eurogrupo.

A imagem que se segue é a que acompanha a notícia. Talvez seja isso: o ministro está a brincar.

 

mw-860

 



publicado por paulo prudêncio às 15:09 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 23.06.18

 

 

 

 

 

Captura de Tela 2018-06-23 às 11.21.53

Cópia de Captura de Tela 2018-06-23 às 11.21.53

  

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 11:23 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 21.06.18

 

 

 

É um bom exercício comparar o muito bom vídeo de Joana Mortágua (JM), que está mais abaixo, com "o texto de opinião" de Alexandra Leitão (AL) hoje no Público. Duas políticas jovens que pertencem à maioria que apoia o Governo. Espera-se que remem para o mesmo lado, embora devam discordar para que se iluminem. A 1ª informa. A 2ª desinforma. A 1ª é imparcial. A 2ª não o consegue e constrói os argumentos de modo a manipular quem a leia sem informação. Aliás, basta ver o vídeo de JM e ler de seguida o texto de AL. Serão 5 a 6 minutos elucidativos e é pena que assim seja.



publicado por paulo prudêncio às 12:55 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 20.06.18

 

 

 

"O investimento na Saúde deve ser canalizado para a valorização dos profissionais, através de “prémios” ou “incentivos”, mas não necessariamente através de aumentos salariais. “Precisamos de profissionais de saúde motivados. Trabalham melhor”, foi com este discurso neoliberal que Maria de Belém apresentou a proposta para a Lei de bases da saúde. Ou seja, os problemas da saúde passam, em primeiro lugar, pelo desempenho dos profissionais. Estas ideias resultam sempre numa aplicação trágica (basta clicar em france telecom nas tags do post). Foi exactamente com este discurso que o Governo de Sócrates, e de resto as terceiras vias, socialista e social-democrata, europeias (e os democratas americanos que abriram espaço para o que existe), começou a perder as pessoas. Impõe-se uma interrogação: mas não se aprendeu qualquer coisa com o passado recente?



publicado por paulo prudêncio às 11:58 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 19.06.18

 

 

 

Vi simulação negocial, nos assuntos dos professores, na última década e meia entre governos, oposições e plataforma de sindicatos. Também vi o mainstream surpreender-se com a capacidade de organização da cidadania activa, nomeadamente na denominada web 2.0 e mais recentemente no facebook. E nessas surpresas das forças institucionais assisti a acções destinadas a silenciar as novas formas de organização. Mas o que ontem registei por parte do PCP é exponencial. Ou seja, para o PCP o orçamento de 2018 prevê a recuperação do tempo de serviço. O facto dos professores remeterem para o orçamento de 2019 essa decisão, é, para o PCP, uma traição dos professores aos professores e uma cedência intencional ao Governo. É um discurso intolerável.



publicado por paulo prudêncio às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Captura de Tela 2018-06-19 às 12.37.44

 

Rio "acha" que se calhar não há financiamento. É por isso que concordo com o facto dos professores terem deixado de ensinar cambalhotas. Não querem que os alunos se transformem em cidadãos de fraca palavra com o sentido de oportunidade a rolar ao sabor do vento; não querem e fazem muito bem.

"(...)o que Rio deu a entender é que compreende que Portugal não está em condições para pagar, aos professores, todo o tempo congelado, mas que o Governo deve ser penalizado politicamente se não cumprir o que prometeu. “O Governo ou dá ou tem de ter a penalização política de andar a assumir compromissos que não pode assumir"."



publicado por paulo prudêncio às 12:39 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 Um bom vídeo com 4 minutos.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 18.06.18

 

 

 

Os professores são, definitivamente, umas aves raras e estranhas. Por este andar, o apoio parlamentar circunscrever-se-á ao deputado do PAN por ser o único defensor assumido das espécies referidas. 

Nota: "PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no parlamento", "PSD recua e admite que "circunstâncias extraordinárias" podem justificar posições do Governo" e (numa versão saudosa do antigo arco governativo?) "Greve de professores. Pais ameaçam sair em defesa dos contratos com privados".



publicado por paulo prudêncio às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
A luta não terminou e deve ser levada para o quoti...
Boas, boas, boas, são mesmo as boas novas da Teres...
e entretanto vamos sendo brindados com esta grande...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676