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Correntes

em busca do pensamento livre

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Chove. É Dia de Natal

25.12.19
  Chove. É dia de Natal. Lá para o Norte é melhor: Há a neve que faz mal, E o frio que ainda é pior. E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar. Chove no Natal presente. Antes isso que nevar. Pois apesar de ser esse O Natal da convenção, Quando o corpo me arrefece Tenho o frio e Natal não. Deixo sentir a quem quadra E o Natal a quem o fez, Pois se escrevo ainda outra quadra Fico gelado dos pés. Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

Cálamo

31.08.19
  Parte de uma carta de Walt Whitman ao seu editor inglês William Rosseti, em 1867. "Cálamo é uma palavra corrente. Trata-se da erva ou juncácea aromática de grande porte que cresce nas zonas pantanosas dos vales, cujo caule mede quase um metro de altura;..." Um dos poemas de Cálamo. Separando a erva dos prados. Separando a erva dos prados, aspirando o seu raro aroma, Dela reclamo a espiritualidade, Exijo o mais íntimo e abundante companheirismo entre os homens, Peço (...)

No Cotovelo do Vento

30.08.19
        Era uma folha pousada no cotovelo do vento; e pairava, deslumbrada, entre morte e movimento.   Era uma folha: lembrava, de tão frágil, o momento em que a vida ficava escrava do teu juramento.   Era uma folha: mais nada. Antes fosse esquecimento!       David Mourão-Ferreira Obra Poética 1948-1988 Editorial Presença (2006,p:109)  

O Verão e Rilke

24.06.19
    Os primeiros dias do verão, e hoje até está um dia tristonho, recordam-me sempre o 15 de Agosto e o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas associo o filme à difícil poesia de Rainer Maria Rilke que exige leitura repetida, mas com um resultado sublime. Rilke é um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno (...)

Narração

10.02.19
      Narração de um homem em Maio (1953-60).  Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia.   Herbero Helder em Poesia Toda

Maio, sempre Maio

18.12.18
      Narração de um homem em Maio (1953-60). Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia. Herberto Helder em Poesia Toda.  

Rilke para o 6 de Abril

06.04.18
        Não é fácil a poesia de Rainer Maria Rilke. Requer leitura repetida. Depois entranha-se e o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. "As elegias de Duíno" confundem-se com a aura do local onde o poeta as iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.     Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias dos (...)

idades

12.02.18
        Narração de um homem em Maio (1953-60).   Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia.   Herberto Helder em Poesia Toda.   Para acompanhar o poema escolhi uma das 100 fotografias mais influentes da história para a revista Time.