Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Narração

10.02.19
      Narração de um homem em Maio (1953-60).  Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia.   Herbero Helder em Poesia Toda

Maio, sempre Maio

18.12.18
      Narração de um homem em Maio (1953-60). Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia. Herberto Helder em Poesia Toda.  

Rilke para o 6 de Abril

06.04.18
        Não é fácil a poesia de Rainer Maria Rilke. Requer leitura repetida. Depois entranha-se e o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. "As elegias de Duíno" confundem-se com a aura do local onde o poeta as iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.     Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias dos Anjos? E, (...)

idades

12.02.18
    Narração de um homem em Maio (1953-60). Mexo a boca, mexo os dedos, mexoa ideia da experiência.Não mexo no arrependimento.Pois o corpo é interno e eternodo seu corpo.Não tenho inocência, mas o domde toda uma inocência.E lentidão ou harmonia.Poesia sem perdão ou esquecimento.Idade de poesia. Herberto Helder em Poesia Toda. Para acompanhar o poema escolhi uma das 100 fotografias mais influentes da história paraa revista Time.     

"a luz dos astros, essa não morre"

29.11.17
               (imagem com autor desconhecido)  Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,uma noite, perante os que passavam ao pé de si,que era superior à estrela da manhã,pois projectava uma luz mais forte que todas.De repente, sacudida por um sopro de ventoque se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;a luz dos astros, essa, não morre".Bábrio Antologia da Poesia Grega Clássica (2009:465).Traduç (...)

Da chegada do Outono

22.09.17
        Era uma folha pousadano cotovelo do vento;e pairava, deslumbrada,entre morte e movimento. Era uma folha: lembrava,de tão frágil, o momentoem que a vida ficavaescrava do teu juramento. Era uma folha: mais nada.Antes fosse esquecimento! David Mourão-FerreiraObra Poética1948-1988Editorial Presença (2006,p:109)

no cotovelo do vento

08.08.17
        Era uma folha pousada no cotovelo do vento; e pairava, deslumbrada, entre morte e movimento.   Era uma folha: lembrava, de tão frágil, o momento em que a vida ficava escrava do teu juramento.   Era uma folha: mais nada. Antes fosse esquecimento!       David Mourão-Ferreira Obra Poética 1948-1988 Editorial Presença (2006,p:109)