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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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A Intemporalidade dos Conflitos da Educação

03.07.19
    Em 1984 (biénio 1983-85), quando fiz a profissionalização em exercício na Escola Nadir Afonso, em Chaves, um dos meus seminários foi exactamente sobre esta tese da ultrapassagem de Hubert Hannoun que apresento de forma resumida. Parece-me oportuno, quem diria, participar na discussão actual com este texto.   Partindo da lógica Hegeliana e da inerente concepção dialéctica da categoria "contradição", em que o desenvolvimento se faz pelo reconhecimento e ultrapassagem (...)

O Tribalismo Tomou Conta do Escolar

17.02.19
      O contraditório no debate ideológico é essencial. É também assim nas políticas educativas, onde o progresso não é linear: tem recuos e recomeços. Mas é importante sublinhar que os retrocessos civilizacionais levam anos a recuperar. A escola, que é "desde sempre", e quase por definição, uma instituição em crise, está  exposta ao tribalismo que tomou conta das sociedades. Saberes estruturantes e coração do currículo, interdisciplinaridade (um desejo antigo), (...)

Os Conflitos da Educação e a Intemporalidade

07.01.19
      Partindo da lógica Hegeliana e da inerente concepção dialéctica da categoria "contradição", em que o desenvolvimento se faz pelo reconhecimento e ultrapassagem dos diversos conflitos, Hubert Hannoun construiu um conjunto de teses no âmbito das correntes pedagógicas que me ajudaram a nortear o ensino por volta da década de oitenta numa fase em que a proliferação de propostas atingia um auge significativo.  Afinal, Hubert Hannoun, considerado um pedagogo marxista e (...)

Do professor e da centralidade

29.01.18
        Surprende como, ciclicamente, se assume o afastamento do professor da centralidade do processo de ensino e aprendizagem. No século XVII, por exemplo, procuravam-se novos recursos didácticos mas sempre com o professor dentro do espaço central. Aliás, foi com a célebre "Lição de Anatomia do Dr Nicolaes Tulp" (1632) que Rembrandt se apresentou, e se afirmou, em Amesterdam. Se atentar, verá que os alunos deixaram de estar alinhados e que o seu olhar divergia: para o (...)

a intemporalidade dos conflitos da educação

05.02.17
      Partindo da lógica Hegeliana e da inerente concepção dialéctica da categoria "contradição", em que o desenvolvimento se faz pelo reconhecimento e ultrapassagem dos diversos conflitos, Hubert Hannoun construiu um conjunto de teses no âmbito das correntes pedagógicas que me ajudaram a nortear o ensino por volta da década de oitenta numa fase em que a proliferação de propostas atingia um auge significativo.   Afinal, Hubert Hannoun, considerado um pedagogo marxista e (...)

uma espécie de contraditório

29.04.11
    Cortesia da Manuela Silveira.   “Os professores sabem que as notas não são fiáveis, que não dariam a mesma nota ao mesmo trabalho se lho apresentassem algumas semanas mais tarde e que os seus colegas dariam notas diferentes a esse mesmo trabalho. Eles sabem que são incapazes de precisar, mesmo para si mesmos, os objectivos e critérios de notação. Eles sabem que não sabem em que consiste o «nível» mínimo que permite «passar». Sabem que escapar à média é (...)

alteridade

03.11.10
                Encontrar culpas pode ter um efeito prospectivo. São muitos os que escolhem os princípios de liberdade, de igualdade e de fraternidade da revolução francesa para explicar os problemas de autoridade nas salas de aula, nomeadamente na transposição do conceito de igualdade para a relação do professor com os seus alunos. As questões colocam-se de forma simples e em (...)

empowerment

03.07.10
      Foi daqui       O mundo das organizações empresariais, por gerarem lucros financeiros em muitos casos incomensuráveis mas também por proporcionarem benefícios inquestionáveis para o aumento da esperança e da qualidade da vida humana, ganharam preponderância em relação à gestão de outro tipo de instituições, considerando-se nesse (...)

da crise da escola - o caminho faz-se caminhando

04.04.10
    "Deliberadamente vamos utilizar terminologia clássica, aclarando, desde logo, que "não se trata de advogar ou propôr o regresso a uma passado mítico, e muito menos a defender programas mínimos como ler, escrever e contar ou as tendência de "back to basics". Trata-se, pelo contrário, de abrir novas perspectivas que ponham a aprendizagem, no seu sentido mais amplo, no centro das nossas preocupações" (Novoa, 2009, 194). Somamo-nos à exigência de (...)