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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

"Nascer nas colónias é nascer desenraizado", em "A ultima lição de José Gil" por Marta Pais Oliveira (2025)

05.10.25, Paulo Prudêncio
  Pelo blogue em 5 de Outubro de 2025, dia da Implantação da República e dia do professor. Título: "Nascer nas colónias é nascer desenraizado", em "A ultima lição de José Gil" por Marta Pais Oliveira (2025) Texto: É muito interessante "A ultima lição de José Gil", de Marta Pais Oliveira (2025). Além de tudo, foi um reencontro com as minhas matrizes. O filósofo também nasceu em Moçambique, em Quelimane, frequentou, apesar de vinte anos antes, o mesmo Liceu Salazar (na (...)

Por Proust e pelos espaços há muito imaginados

22.09.25, Paulo Prudêncio
  Quando regressei à cidade, hoje Maputo, onde nasci e cresci e pouco tempo depois da partida "definitiva", senti uma descida emocional; uma desilusão que inesquecivelmente se esbateu uns três dias depois. E a permanência por trinta dias provocou uma "dor de saudade", talvez por se tornar aguda a consciência da perda, ainda mais intensa do que no primeiro abandono. Ao ler "O essencial sobre Marcel Proust" (apenas digital do autor de uma das obras da minha vida), de Mega Ferreira, (...)

Comiam tudo

15.07.25, Paulo Prudêncio
        É uma história aconselhável a pessoas sensíveis ao sofrimento alheio, embora contenha imagens chocantes. Se ligarem o título à imagem compenetram-se dos perigos que vão correr. Quero convocar seres deste universo e partilhar o destino de uma das minhas memórias. Só tive uma dúvida: se seria um abuso usar a imagem de um tubarão numa história tão violenta, (...)

A partir de uma caricatura

28.08.24, Paulo Prudêncio
  Foi uma surpresa muito agradável a inclusão do basquetebol nesta caricatura do Rui Foles (com quem nunca falei sobre o assunto) da Missão Escola Pública. A minha ligação ao basquetebol começou, na rua e na escola (joguei nas equipas da primária, preparatória e liceu), em Moçambique e em Maputo (na altura, Lourenço Marques), onde joguei nos escalões jovens: no mini-basquete: Leões da Polana, Nauticus e Águias da Polana - aqui como treinador-, e nos escalões seguintes: (...)

As Guardiãs dos Leões da Gorongosa

25.06.23, Paulo Prudêncio
Reedição no dia da comemoração do 48º aniversário da independência da República Popular de Moçambique.   (1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008) Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.   Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975foi eleito para o momento mais esperado: (...)

A Propósito de Gaudi

13.02.21, Paulo Prudêncio
  (Este texto não é inédito e reescrevi-o. Publiquei-o numa revista de educação, algures em 2000, 2001 ou 2002. "Recuperei-o" a propósito de uma conversa com quem visitou recentemente Barcelona. É uma homenagem a Gaudi, cuja igreja da sagrada família continua envolta em polémica (...)

Carlos do Carmo (1939-2021)

01.01.21, Paulo Prudêncio
Decorria o ano de 1972 ou 73, vivia na então Lourenço Marques (hoje, Maputo), e fui jantar à Pizzaria "La Bússola" que tinha uma lasagna única e música ambiente com sabor a liberdade. Foi aí que ouvi pela primeira vez "As canoas do Tejo" de Carlos do Carmo. Nunca mais me saiu do ouvido. E era uma época em que os jovens moçambicanos desprezavam, naturalmente, quase tudo o que vinha de Portugal e da metrópole, onde se incluía o fado. Zeca Afonso era a música portuguesa ouvida (...)

Tasca do Cais

12.08.19, Paulo Prudêncio
    (Hipopótamo da Gorongosa :) como pode verificar aqui.  Agradeço a correcção ao Vasco Galante, director de comunicação do parque e editor do blogue linkado)   Nasci virado para o mar e os "meus" rios ligavam-me ao desconforto do lodo, ao perigo dos (...)

Leões e Caçadores

03.02.19, Paulo Prudêncio
        "Até que os leões inventem as suas próprias histórias,  os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça."        Provérbio africano.    Mia Couto (2012:6).  A confissão da leoa.  Editorial Caminho.  Versão amostra.

até que inventem

23.07.18, Paulo Prudêncio
          "Até que os leões inventem as suas próprias histórias,  os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça."        Provérbio africano.    Mia Couto (2012:6).  A confissão da leoa.  Editorial Caminho.  Versão amostra.  

E Jaime Neves entregou-me o "crachá" de Comando (na imagem)

20.07.18, Paulo Prudêncio
      Reedição a propósito dos desenvolvimentos das recentes mortes  de instruendos dos Comandos.      As praxes nos cursos de Comandos eram toleradas; os excessos nem tanto. Mas eram, e são, espaços incontroláveis. E é exactamente nesse domínio, na coacção constante, violenta e não programada, sobre os jovens instruendos, que tudo começa como é retratado na muito boa peça do Público que tem um título realista: "O instrutor dos Comandos avisou-nos: vou tornar-me num animal (...)