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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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A Culpa Foi dos Professores

27.05.19
    A culpa foi dos professores: a abstenção foi a mais alta da história porque os professores não foram votar; a direita sofreu uma derrota histórica porque se associou à luta dos professores; o BE subiu porque captou o voto dos professores (afinal, os professores votaram ou não?); o PCP baixou porque os trabalhadores ficaram com ciúmes da insistência dos sindicatos de professores; o PS subiu dois pontos em relação a 2014 porque não cedeu aos professores. Enfim. Ficava (...)

Fórmulas

26.05.19
  Em qualquer fórmula governativa, a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores nesta legislatura teria o mesmo destino. A direita evocaria uma impossibilidade financeira e a esquerda uma possibilidade inatingível. A realpolitik ditou: o objectivo da esquerda é impedir a fuga de votos, como ficou claro na assinatura parlamentar de Outubro de 2017 (em que PS, PCP e BE, - e claro Verdes, PAN, PSD E CDS -, e depois em acordo com os sindicatos, acordaram uma recuperação (...)

Substância

12.05.19
      No vórtice em que vivemos, ampliado pela ubiquidade das notícias falsas que se estabeleceram nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais, prevalece o efémero que se esgota em minutos, horas ou dias. Não há espaço mediático para a substância das coisas. As vitórias e as derrotas políticas têm a mesma vigência. Os professores viveram os dois estados numa luta desigual. Acima de tudo, e como os professores são muitos, as forças que controlam o OE não (...)

Eleições e Coligações

05.05.19
      Nas legislativas não se vota num primeiro-ministro; elegem-se deputados. Os deputados integram partidos políticos. Os partidos formam uma maioria que permitirá ao PR nomear quem estiver em melhores condições para aprovar um programa de Governo e o respectivo OE. O Parlamento aprovou, apenas na especialidade e só com o voto contra do PS, a recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Fala-se de coligação negativa do PCP, BE, PSD e CDS. Os professores (...)

Da Erosão do Centro

24.02.19
      A erosão do centro político (ou arco governativo) explica os sucessos eleitorais dos extremos finais no universo político global. Se o triunfo em toda a linha do neoliberalismo é um argumento essencial para descrever o fenómeno, o descuido com os detalhes da democracia também integra a razão. Contudo, sublinhe-se que, e nosso caso também, a corrupção é tão ubíqua e persistente que pode funcionar como buraco negro e ocultar os outros argumentos.  Olhe-se para a (...)

Do voto e do dia seguinte

02.10.17
      Foram eleições locais, mas a mediatização insiste na nacionalização dos resultados e os protagonistas usam os efeitos. O PS legítima-se e só tem olhos para as legislativas, apesar da voracidade comunicacional decretar a imprevisibilidade. Não está difícil a hermenêutica do voto. A exemplo de Lisboa, onde o PS não conseguiu maioria absoluta, o país desenha uma vitória dos socialistas sem maioria absoluta e com entendimentos à esquerda. É um exercício (...)