"A mais elevada forma de arte é a arte de viver", é uma opinião, que partilho, do cineasta iraniano Abbas Kiarostami. Aquele que é um dos meus cineastas preferidos dá uma interessante entrevista ao suplemento Ípsilon do Público de hoje. E acrescenta: "Mas a arte pode transformar a mais grosseira "arte de viver" numa forma mais elevada e ainda mais verdadeira do que a originalidade da vida". Bem sabemos como a arte de viver implica o relacionamento com os outros: o inferno ou o conforto será a eleição decisiva. Mas a arte, nas suas mais variadas expressões, pode desempenhar o papel que estava destinado à religião.