Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 28.06.18

 

 

 

"A História não ensina nada a ninguém”. O tempo vigente na educação é a prova provada da afirmação de Vasco Pulido Valente. É que nem com a história recente se aprende. Os governos adiam o inadiável, perdem a noção do que existe e radicalizam; depois, é tarde.



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Segunda-feira, 28.05.18

 

 

 

Não aprecio multidões e há muito que perdi a paciência para estádios. Encontrei uma passagem interessante sobre estádios:

 

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DeLillo, Don (2010:94). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.



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Segunda-feira, 21.05.18

 

 

 


"...Uma biblioteca é quase tão pessoal como as impressões digitais. Ela forma-se como os problemas que nos formaram a nós e outros virão a abandonar...

...Uma forma de o medíocre convencido imitar a grandeza é não dizer mal de ninguém..

...Porque a eternidade não se mede pela sua duração mas pela intensidade com que a vivemos....

...Pinta-se o galo mas não a galinha, o touro mas não a vaca. Porque o macho é que é testiculado. Mas à mesa o que se come é vaca ou galinha, mesmo que a carne seja do outro. Somente a mesa é o lugar da fraqueza e da necessidade. É por isso que é aí que se fazem os melhores negócios...

...Ser inteligente é ser desgraçado. O imbecil é feliz. Mas o animal também...

...Dar sentido à vida. Para lho darem aos domingos, quando não trabalham, os campónios da aldeia embebedam-se e dão-se facadas. A arte do nosso tempo sabe-o e faz o mesmo...

...Visitar uma terra que há muito deixámos. Não poderemos jamais reencontrá-la. Porque a vida é o presente e tudo o mais é ficção. Mas decerto uma ficção mais real que a realidade..."




Vergílio Ferreira. Pensar.

Reedição.



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Terça-feira, 15.05.18

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece (...)"  

A ideia foi escrita em 2011. Será que alguém compreende o que está acontecer em 2018? Daniel Innerarity (2011:49), em "O futuro e os seus inimigos", escreveria a mesma frase ou a imprevisibilidade (Trump, Coreias, Israel, Irão, Síria, Rússia, 4ª revolução industrial, alterações climáticas e por aí fora) é tão avassaladora que tudo pode acontecer e já nem se coloca a questão de quem se limita ao que está a acontecer? 

 

 



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Segunda-feira, 07.05.18

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



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Quinta-feira, 22.02.18

 

 

 

Gosto de bailado.

Recordo com saudade a companhia de dança da Fundação Gulbenkian coreografias inesquecíveis.



publicado por paulo prudêncio às 19:58 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 01.01.18

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda de "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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Quarta-feira, 25.10.17

 

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.



publicado por paulo prudêncio às 09:11 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 16.07.17

 

 

 

"Viaje segundo um seu projecto próprio, dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cómodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás, ou pelo contrário, persevere até inventar saídas desacostumadas para o mundo"

 

José Saramago,

Viagem a Portugal (Apresentação)

 

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Imagem encontrada algures na rede sem referência ao autor.

 



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Sábado, 15.07.17

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



publicado por paulo prudêncio às 18:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 28.06.17

 

 

 

"O meu avô dizia que a sua instituição foi democrática durante a ditadura. Enunciava uma fronteira: a forma como a instituição lidava com personagens com espírito pidesco e persecutório. Se as anulava, como era o caso, emitia um sinal fundamental." Ouvi a ideia num debate radiofónico e concordei. Passa-se o mesmo nas democracias. Foi por aí que avançou a discussão. Percebemos que há instituições que rapidamente se acomodavam a uma ditadura, exactamente porque "estimulam" ou "toleram" esses espíritos. As redes sociais modernas alimentam-nos. Aliás, esta fronteira de tolerância e estímulo a esses espíritos é o limite mínimo para definir um regime.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:56 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 14.04.17

 

 

 

Gosto de rever museus. Não me importo quando uma viagem se resume a esses espaços, aos alojamentos e a curtos passeios. A revisão permite aprender mais e atenua a busca do tempo perdido. O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol), que justificou uma sessão interessante no último Folio de Óbidos.

 

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Bosh, Museu do Prado. (este vídeo ajuda)

 

internet permite saber muito mais. Basta googlar.

Contudo, a presença física continua insuperável.

 

1ª edição em 15 de Outubro de 2016



publicado por paulo prudêncio às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Domingo, 19.03.17

 

 

"El colegio milagro que revoluciona la educación en España"



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Segunda-feira, 02.01.17

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

www.cartoonstock.com/cartoonview.asp?catref=cgo0149

 



publicado por paulo prudêncio às 21:39 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 24.12.16

 

 

 

Gosto de bailado. Tenho saudades da companhia de dança da Fundação Gulbenkian. Algumas coreografias foram inesquecíveis.



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 28.10.16

 

 

 

 

A aceleração do tempo dificulta a percepção dos momentos de curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição). A discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. É, principalmente, um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática. O ministro Mário Centeno sublinhou-o, ontem, quando denunciou, de forma muito pedagógica, a descida qualitativa do documento europeu de controle orçamental (falou de uma "complexidade" inatingível que me recordou a banca mentora do subprime).

Há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação interessante. A sobrevivência da constituição parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública.

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publicado por paulo prudêncio às 17:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 09.09.16

 

 

 

Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 escudos a unidade (cerca de 100 euros com "equivalência" ao custo de vida actual). Um amigo de escola (o Jaime Naldinho), queria que lhe espetasse um prego da tenda na mão para ser evacuado. Como recusei (ele ficaria com mais uma lesão para a vida), correu atrás de mim acusando-me de estar feito com os inimigos (já não bastava o esforço daqueles dias loucos e infernais; estive para desertar a meio do curso). Dei instrução e pertenci à companhia operacional 112. Foram 18 meses inesquecíveis. Aprendi muito em diversos domínios; também na "arte da guerra" que até aí me era completamente estranha. Havia muitos exageros. Nestes cursos morreram dois ou três instruendos e alguns ficaram com lesões para a vida. Era uma coisa estúpida derivada de mau planeamento ou de insuficiências no equipamento. Não havia a mediatização actual. Era uma revolta muda. É inadmissível que se repita décadas depois (a unidade de Comandos foi extinta em 1993 e reactivada em 2002).

 

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Quarta-feira, 07.09.16

 

 

 

"Querem ver que vai ler a carta toda". Levantou-se e saiu. Éramos uma dezena de espectadores e já estávamos reduzidos a metade ("A carta" do genial Manoel de Oliveira; um bom filme). Não aprecio comentários, mas este foi inesquecível. Uma freira recebeu uma carta no seu quarto do convento. Íamos com uns minutos num plano inamovível, a carta tinha umas quantas folhas e o saturado espectador tinha razão: leu a carta toda.

 

2ª edição. Reescrito.

 

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Terça-feira, 23.08.16

 

 

A última página do Público de ontem trazia uma frase de Michael Jordan. Não tenho a certeza se a rubrica tem exactamente esse nome (escritos na pedra) e não me apetece confirmar. Já a frase do lendário jogador de basquetebol, que pode ser lida como uma "frase de motivação" (já a publiquei em tempos), é interessante; mais ainda num pós-olimpíadas.

"Errei mais de 900 arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. 26 vezes fui escolhido para fazer o arremesso final e falhei. Falhei vezes e mais vezes na minha carreira. E foi por causa disso que me tornei um vencedor."

 

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Domingo, 21.08.16

 

 

  

Fotografei este rinoceronte (uma bela escultura) em Agosto de 2013 nos jardins da Gulbenkian. Tem uns amarelos que não se vêem bem (o corno, uma sela de "cavalo" no dorso e outros detalhes). Já se sabe: o rinoceronte tem uma reduzida visão periférica e quando aponta é difícil corrigir a trajectória; nem sequer vai a tempo de emendar um erro. Neste caso, está parado, "enjaulado" numa selva urbana e pronto a ser cavalgado. Que destino, realmente.

 

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Autor:
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