Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 31.08.18

 

 

 

 

 

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Cabo de S.Vicente. Sagres. Agosto de 2018.



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Quarta-feira, 29.08.18

 

 

Há uma dicotomia no aproveitamento europeu dos impérios: Grécia, Itália, Espanha e Portugal (nem todos na mesma escala) não mantiveram muitas das riquezas materiais até à actualidade; pelo contrário, Holanda, Bélgica, Noruega, Reino Unido, Suécia, Alemanha e França (e ainda a Suiça e o Luxemburgo) mantêm os domínios essenciais. E não basta olhar para a bandeira das multinacionais europeias bem sucedidas. Há ainda negócios de biliões que passam pela energia e existem interesses fundamentais no ouro e nos diamantes (até nos de sangue). É também isso que o eurogrupo não deve esquecer quando analisa as políticas de austeridade e as acusações de despesismo dos povos do sul. Aliás, a bandeira portuguesa, hasteada no ponto mais setentrional da Europa, é um bom ponto de partida histórico que Centeno não desconhecerá.

 

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Sagres. Agosto de 2018.

 

 

 



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Domingo, 26.08.18

 

 

 

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Agosto 2018.

 



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Quinta-feira, 23.08.18

 

 

 

 

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Quinta-feira, 28.06.18

 

 

 

"A História não ensina nada a ninguém”. O tempo vigente na educação é a prova provada da afirmação de Vasco Pulido Valente. É que nem com a história recente se aprende. Os governos adiam o inadiável, perdem a noção do que existe e radicalizam; depois, é tarde.



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Quarta-feira, 02.05.18

 

 

 

Rafael Valladares, historiador espanhol, tem um livro sobre a restauração da nossa independência - "A Independência de Portugal - Guerra e Restauração 1640 - 1680" é o título da obra, editado pela "A Esfera dos Livros" -.


"Ao contrário do que dizia a historiografia nacionalista dos séculos XIX e XX, a Restauração não foi um movimento geral da nação portuguesa contra Castela e muito menos contra a Espanha. Foi uma revolta das elites portuguesas, principalmente uma parte da nobreza e da Igreja, que viam os seus privilégios, e "liberdades", como eles diziam, atacadas pela política reformista de Filipe IV. O que triunfou em Portugal foi uma economia senhorial, de rendas, e que não privilegiava os investimentos nem nada que fosse inovador".

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Terça-feira, 01.05.18

 

 

 

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1º de Maio.

Milhares de trabalhadores nas ruas.



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Quinta-feira, 19.04.18

 

 

 

Durante a invasão alemã, na segunda guerra mundial, estima-se que oitenta por cento dos franceses colaboraram com o regime nazi. Os vinte por cento sobrantes organizaram a resistência e sofreram na pele as agruras da ousadia. No dia da derrota final do regime hitleriano, a maioria festejou com emoção a liberdade. Dá ideia que a Europa não aprende com a história ou a memória recua muito pouco; ou são as duas variáveis que se impõem.



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Segunda-feira, 01.01.18

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda de "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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Segunda-feira, 18.12.17

 

 

 

"(...)A História distingue-se da Pré-História quando começou a informação escrita. Acho que daqui a 100 anos as pessoas vão olhar para trás e dizer que até ao segundo milénio estávamos na Pré-História. O que sabemos dos gregos é o que Heródoto e mais alguns escreveram. Mas só agora estamos finalmente a registar tudo e vai ser possível compreender muito melhor o presente.(...)"

 

 

Pedro Domingos, Revista do Expresso 

de 13 Agosto de 2016:23

Autor de "The Master Algorithm"

2ª edição



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Sábado, 11.11.17

 

 

 

Há quem tente antigas instrumentalizações na actual luta dos professores. Desde logo, usando uma falácia. Nos OCS, mas também nas redes sociais, diz-se com frequência que os professores ficaram em silêncio durante os governos da PàF. Não é verdade. Consulte os posts do mês de Junho de 2013 e terá a documentação necessária. A esse propósito, escrevi ontem num debate.

 

(...)Um dos momentos mais difíceis da já longa luta dos professores portugueses da escola pública ocorreu em 2013 contra as políticas do governo PàF. Era muito difícil contestar na altura. Estávamos isolados num país derrotado e anestesiado. Em Junho desse ano, ocorreu uma histórica greve aos exames do 12ª ano (estive num directo de uma opinião pública especial da sic notícias e senti na pele a animosidade - tenho tudo documentado -) seguida de uma greve às avaliação do final de ano que foi comovente de tanta resistência; com a adesão das duas federações de sindicatos. Foi muito mais difícil do que as históricas manifestações de 2008 onde, na semana seguinte, a maioria entregava objectivos individuais ou uns meses depois dava corpo ao nefasto modelo de gestão. Evitou-se, para além de outras coisas, que 15 mil professores do quadro com horário zero fossem de imediato requalificados. É muito injusto que se ignore isto.(...)

 



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Quarta-feira, 25.10.17

 

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.



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Quinta-feira, 13.07.17

 

 

 

É muito interessante a reportagem do Público sobre o agente da PIDE que continua a ligar pelo natal ao primeiro homem que viu torturar. Cheguei à notícia quando li o seguinte: "Quem assim pensa, ingenuamente acredita que nunca mais haverá torturadores, ditadores e informadores. Sou mais pessimista, e quero perceber o que faz um ser humano torturar, maltratar, reprimir e perseguir por razões políticas outro ser humano."

 

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Quinta-feira, 22.06.17

 

 

 

Hoje, no Jornal de Letras



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Sábado, 17.06.17

 

 

 

Como caminhamos para férias, que é também um tempo de memórias, revisitei alguns momentos marcantes na crise da escola pública que vai em mais de uma década (2002 - 2015) de plano inclinado. Durão Barroso mostrou-se, há cerca de dois anos, "nostálgico da escola da ditadura". Sei pouco do que pensa este ex-primeiro-ministro, para além destes sound bites. O seu percurso político foi sempre silencioso, à excepção de uma fraquíssima campanha eleitoral para primeiro-ministro (2002). O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da descida da escola pública e da desconfiança nos professores. Os governos seguintes fizeram o resto.



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Segunda-feira, 12.06.17

 

 

 

Passos Coelho apressou-se a dizer "que não éramos a Grécia (2011)". Foi uma vergonha. Agora, ficamos a saber que um "acordo secreto de Merkel isolou Schäuble e Portugal. A chanceler alemã fez um acordo com a Grécia, em 2015, contra a vontade do seu ministro das Finanças. Numa reunião do Eurogrupo, Schäuble opôs-se, em vão, e só teve o apoio de Portugal e da Espanha, conta Yanis Varoufakis, o ex-ministro grego". Aguardemos os desenvolvimentos.



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Terça-feira, 23.05.17

 

 

 

Rafael Valladares, historiador espanhol, tem um livro sobre a restauração da nossa independência. "A Independência de Portugal - Guerra e Restauração 1640 - 1680" é o título da obra, editado pela "A Esfera dos Livros".


"Ao contrário do que dizia a historiografia nacionalista dos séculos XIX e XX, a Restauração não foi um movimento geral da nação portuguesa contra Castela e muito menos contra a Espanha. Foi uma revolta das elites portuguesas, principalmente uma parte da nobreza e da Igreja, que viam os seus privilégios, e "liberdades", como eles diziam, atacadas pela política reformista de Filipe IV"

"O que triunfou em Portugal foi uma economia senhorial, de rendas, e que não privilegiava os investimentos nem nada que fosse inovador".

 

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Sexta-feira, 12.05.17

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 28.04.17

 

 

 

Trump já se arrependeu da candidatura. Tem saudades da vida anterior. Aborrece-se por não fazer o que quer. O exercício presidencial é muito mais difícil do que imaginou.

Quando a segunda guerra mundial terminou, a sensatez predominou; principalmente na Europa. Não se admitia o ressurgimento de qualquer forma de ditadura. Para além disso, o apocalíptico nuclear jamais se usaria. A sua existência era apenas um argumento para a paz. Só que passadas as gerações de Hiroxima, os novos senhores da guerra, como Trump e o Sol da Coreia do Norte, eliminaram da mente a história do horror e ameaçam com o nuclear.

E é isto. Na História, o passado nunca é irrepetível. Hiroxima deve ter mais presença mediática e escolar. O medo faz falta e a ideia de que os governantes com acesso ao botão nuclear são sempre sensatos é arriscada. Há, desde logo, uma missão para a ONU: salvar o Homem da sua loucura.

 

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Sábado, 08.04.17

 

 

 

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Lembra-se do olho de deus de Guernica? Olhe para a imagem acima. Uma questão de pormenor: o oxigénio do que é belo. A imagem permite pensar mais um pouco. E que tal um deus culpado, que vê tudo mas que não actua? É muito interessante e vem bem a propósito.

 

Guernica, "o mais célebre e poderoso quadro do século XX", faz hoje 80 anos e está patente no Museu Reina Sofia, em Madrid.

 

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É um privilégio estar como na imagem que se segue.

 

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