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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da condição de protectorado

03.04.16
      Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.   O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, (...)

Do exemplo grego e das fugas de capitais

15.11.15
      "Levantam o fantasma da fuga de capitais e utilizam as "grandes lavandarias". Os fanatismos usam a trafulhice, fazem o que for preciso para manterem o poder e não hesitam em patrocinar actos terroristas", disse o filósofo húngaro István Mészáros a propósito da recente situação grega, da Europa e do mundo.    

da suspensão dos juízos, da prudência e do exemplo grego

07.10.15
      A divergência argumentativa à volta da formação do Governo aconselhava a helénica suspensão dos juízos: a époché (estado de repouso mental (momento de dúvida) pelo qual nem afirmamos nem negamos); mas registo algumas impressões.   Espero, obviamente, que a democracia funcione.   Ouvi o ainda PR a ler a "exclusão" em nome do acesso restrito às benesses ilimitadas do (...)

a democracia grega tem história

22.09.15
        Os gregos decidiram-se por umas legislativas recentemente, fizeram a campanha eleitoral, votaram e três dias depois dão posse ao Governo. Por cá é o que sabemos e depois de tanta campanha e pré-campanha ainda acabamos com um Governo sem programa ou com copy-paste da amálgama anterior. Para além disso, no segundo trimestre de 2015, e com o Syriza a governar contra o resto da Europa, ou quase, os gregos cresceram quase o dobro de Portugal e as explicações podem estar (...)

da segunda vitória do syriza

20.09.15
      Olhei para o lado simbólico na primeira vitória do Syriza do mesmo modo que sorri com as vitórias de Obama ou de Corbyn. Percebi que Tsipras e Varoufakis não tinham descido do Olimpo, que iam enfrentar os do "fim da história" numa batalha duríssima mas que nada seria como antes. O Syriza não tinha como plano B a saída do euro que seria um erro político "irreparável" e quiçá trágico. As derrotas do Syriza e de Tsipras e de Varoufakis foram em nome da coragem e da (...)