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Correntes

em busca do pensamento livre

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Política Contemporânea

04.09.19
  Li, em tempos, no “Público”, numa interessante rubrica intitulada “"o discurso que nunca foi feito"”, um texto escrito de Gonçalo M Tavares intitulado "“sobre a politica contemporânea”". Escreveu duas epígrafes, uma de Harold Brodkey e outra de José Bragança de Miranda. A de José Bragança de Miranda diz assim: "“Sendo a politica um agir livre, tudo pode recomeçar, mas não de qualquer maneira nem em qualquer lugar"”. "“Tentando ultrapassar a espuma dos dias e ir (...)

Não É no Dia Seguinte

27.06.19
    Os resultados das políticas públicas não acontecem no dia seguinte, muito menos na educação. Só legisladores nada rigorosos é que consideram o imediatismo. Seria demasiado não avisado, por exemplo, decretar um estilo de ensino para todas as salas de aula. A liderança da sala de aula inclui um número tal de variáveis e complexidades que exige contenção. Nem nos momentos pré-eleitorais se aceitam ligeirezas. Quando um governante, ou até um (...)

Políticas Educativas e Avaliação dos Alunos

24.06.19
  Aparece-me várias vezes na superfície da mente a frase de Gonçalo M. Tavares: "A política parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos". O escritor referiu-se à política em geral, mas o transporte pode-se aplicar à política educativa e ao limbo em que caiu a avaliação dos alunos (...)

Não é uma caça ao animal raro...

21.05.15
      "(...)escolher os bons adversários é uma das tarefas mais difíceis, qualquer um pode ser nosso adversário; ao contrário, são poucos aqueles com quem nos cruzamos e que poderiam ser nossos amigos... somos feitos para o desacerto, para os desencontros, encontrar inimigos é a actividade mais fácil do mundo, não é propriamente uma caça ao animal raro;(...)"   Tavares, Gonçalo M. (2015:30). "Uma menina está perdida no seu século à procura do pai". Porto Editora. Lisboa. (...)

Da maioria silenciosa: um retrato genial de Gonçalo M. Tavares

09.02.15
      "Não foi o povo que fez o 25 de Abril. Pela maioria silenciosa, essa saturante entidade colectiva, ainda viveríamos numa ditadura com quase um século", disse alguém na TSF a propósito da maioria que, por exemplo, fica "à espera que os outros façam a greve que os benefícios serão para todos" e a propósito da improvável chegada a Portugal dos efeitos Syriza e Podemos. Mas isso é para outro post.   Vale mesmo a pena ler o pedaço seguinte de Gonçalo M. Tavares.   (...)

não há um proust, um joyce, um pessoa ou um kafka?

07.02.15
      Ouço muitas vezes a expressão em título sem ser na interrogativa e surpreendo-me. É necessário um distanciamento temporal para uma qualquer conclusão do género. Contudo, e num exercício exorbitante, penso que Gonçalo M. Tavares entrará no cânone.   Os seus dois últimos livros chegaram hoje e prometem.    

dos transportes (e com um pr em estado lastimável)

01.01.14
        Aparece-me várias vezes na superfície da mente a frase de Gonçalo M. Tavares: "A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".   Nesse sentido, parece-me possível a tese da repetição da história embora estejamos num tempo que tem muito de inaudito.   A economia global (...)

do valor das palavras - contraditório

30.01.13
          A escolha das palavras pesa e é decisiva para a construção de um modelo. Mas a prosápia com que se enunciam "novos" vocábulos é, muitas vezes, risível. Aprecio a evolução linguística, mas vi impreparação modelar na presunção à volta de palavras que fizeram regredir o que existia. Foi o que se passou com a involução semântica na passagem de escolas para agrupamentos e depois para agregações. É uma insanidade usar o mesmo modelo organizacional (...)