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Correntes

em busca do pensamento livre

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Dos salários e da actualidade

11.12.18
      Importa recordar que a queda dos salários deve ser acompanhada da queda dos lucros e das rendas; e com muito cuidado com a perigosa deflação. Já Adam Smith via essa queda como uma decisão circunscrita às leis e à política. Se analisasse o que se passou em Portugal, seria tão taxativo como Joseph Stiglitz: houve uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e foi esse radicalismo que provocou o empobrecimento. Po (...)

da actualidade e dos salários

04.02.18
          Como disse Joseph Stiglitz, em Portugal "houve uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e foi esse radicalismo que provocou o empobrecimento." Por incrível que pareça, a queda dos salários provocou a subida dos lucros e a manutenção das rendas (estude-se a EDP e outros monopólios). Não será por acaso que os orientais adquirem rendas (no caso EDP os chineses traziam a lição bem estudada) e não se (...)

da actualidade e da queda dos salários

22.04.17
      Não se vislumbra a inversão da queda dos salários. O Governo já anuncia que não aumentará os funcionários públicos até 2021. Pode ser apenas uma carta de intenções dirigida às instituições financeiras e a Bruxelas e depois se verá. Mas importa recordar que a queda dos salários tem de ser acompanhada da queda dos lucros e das rendas; e com muito cuidado com a perigosa deflação. Já Adam Smith via essa queda como uma decisão circunscrita às leis e à (...)

Globalização e capitalismo

26.04.16
    "(...)Actualmente, um verdadeiro conservador é aquele que admite sem reservas os antagonismos e becos sem saída dos capitalismos globais, aquele que recusa o simples progressismo e que está atento à face negativa do progresso. Neste sentido, só um radical de esquerda pode ser um verdadeiro conservador.(...)"   Slavoj Zizek (2014:34), em "Problemas no paraíso".  

da escala

07.08.14
      A ideia mais ilusória, e nefasta, associada à globalização é o aumento da escala que, em consequência, coloca o indivíduo fora da centralidade. É como se o homem deixasse de ser o sujeito da acção.   Encontrei uma passagem magistral sobre o tema.               DeLillo, Don (2010:72). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.          

pagar para trabalhar

11.03.13
        "Pagar para trabalhar" é o título de um texto interessante que li no Público de Domingo e que encontrei no facebook na página de um dos autores.   MANUEL JOÃO RAMOS E RUI ZINK Público, Domingo 10 Março 2013      "Tiago regressa cansado a casa dos avós mas com um sorriso no rosto. É o seu primeiro dia de trabalho em muitos meses. Sentado no colchão de praia que lhe serve de cama desde que os pais devolveram a casa ao banco, sonha já em alugar (...)

sensações

19.12.12
              Fico com a sensação que a moderna globalização se caracteriza tanto por uma aparente velocidade como pelo excesso de presente, de efémero, de ubiquidade e de instantâneo. Esse estado remete-nos para a intemporalidade do conceito de que tudo o que é sólido se dissolve no ar. Pode ser um tempo adequado para o vagar, para a reflexão e para a (...)

sem norte

18.06.12
          Os tempos económicos e sociais sobreaquecidos que vivemos dão sinais de que o mundo ocidental entrou em declínio. Há mesmo quem situe o início das quedas numa tragédia ocorrida num ponto alto de segurança e estou a lembrar-me, nesse sentido simbólico, do derrube das torres gémeas em 2001.   Em paralelo com o aumento da segurança, e do bem-estar, fizeram (...)