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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Da Escola do Tempo Líquido

26.08.20
  “Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar”, são ideias conhecidas do sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017) que se podem aplicar à escola actual numa modernidade repleta "de sinais confusos, propensos a mudar com rapidez e de forma imprevisível". Habituámo-nos às escolas do tempo sólido que abrem, há mais de 30 anos, todas em Setembro: listas das turmas e horários são suficientes para que tudo comece. Mas seria insuficiente para o resto do ano, se não se (...)

Plataformas Digitais e Universo Escolar

09.08.20
Não surpreende que se aponte as "empresas externas" (o outsourcing com plataformas digitais) como uma componente desfavorável às organizações modernas. A opção facilitou o aumento da escala e desprezou a gestão de proximidade como valor precioso e inalienável. A "gestão do exterior" satisfez os investidores porque permitiu a subida dos lucros com a redução de profissionais. Essa supressão (na maioria dos casos, e incluindo o escolar, sem qualquer relação com a 4ª (...)

Bloco da Precaução

03.08.20
Quem se mete na aventura de reflectir sobre o estado do sistema escolar português pode escolher os mais variados pontos de partida. A minha opção navega na história mais recente e concentra-se no tratamento da informação. A 1ª edição deste texto data de de 01 de Janeiro de 2009.   Podia optar por "sistema escolar por blocos", mas o conceito de bloco da precaução reforça duas ideias: é o que mais asfixia o privilégio de ensinar e contamina de modo decisivo os outros dois (...)

Do Medo e Da Avaliação

24.07.20
Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas (apesar de, e do que se sabe, em 95% das empresas privadas não existir avaliação do desempenho), a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade. A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da (...)

Pensar o Sistema Escolar - quinze anos depois

23.07.20
                        (Foi em 2015 que editei este texto pela última vez e publiquei-o com a seguinte introdução: Desafiado por uns quantos amigos, decidi reeditar este texto escrito em 2005 e que inseri no correntes, em 29 de Novembro de 2005; antes da publicação no blogue foi publicado no site das novas fronteiras, no expresso online e na edição impressa da gazeta das caldas em 25 de Novembro de 2005, p.21)      A minha experiência permite-me pensar por (...)

Escolas no Meio da Ponte

25.06.20
    1ª edição em 23 de Setembro de 2018. "O fundamental é descobrir o fio à meada", disse Confúcio. Enquanto não temos mais classe média (o fio inquestionável da meada do sucesso escolar), o caderno de encargos da escola continua pesado. Mudar o acesso ao ensino superior (AES), por causa da saúde dos jovens e da industria dos exames e da desigualdade, será um fio comprovado que responsabilizará as instituições do ensino superior na escolha de alunos. A OCDE concluiu que (...)

"Tocar na Ferida"

01.03.20
"Tocar na ferida" "É tempo de desenharmos um sistema menos permeável a situações estranhas, nas quais, em vez de se debaterem ideias, se trocam favores, cargos ou mesmo empregos. Mais ainda quando estamos a tratar de instituições públicas, que formam pessoas. Confesso que ponderei muitas vezes (...)

Da Desorientação Escolar

20.02.20
Pudera: a escola portuguesa oscila entre duas cíclicas industrias de ficheiros digitais (e noutros suportes): afectos versus inferno da medição. As sociedades "sobreviventes" - que têm uma consistente e maioritária classe média e modelos sensatos -, anteciparam a gestão escolar propriamente dita sintetizando a incomunicabilidade das ciências da educação com as da gestão e administração e ultrapassaram o senso comum, as ideologias e os pragmatismos governativos através dos (...)

Escola do Tempo Líquido

15.02.20
“Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar”, são ideias conhecidas do sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017) que se podem aplicar à escola actual numa modernidade repleta "de sinais confusos, propensos a mudar com rapidez e de forma imprevisível". Habituámo-nos às escolas do tempo sólido que abrem, há mais de 30 anos, todas em Setembro: listas das turmas e horários são suficientes para que tudo comece. Mas seria insuficiente para o resto do ano, se não se (...)