Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

(des)articular (2)

03.12.25, Paulo Prudêncio
      (1ª edição em 26 de Julho de 2010) O fenómeno articular nasceu em 1990 para enquadrar uma série de síndromas que ganhavam força e terreno. Foi aí que as teorias curriculares iniciaram um metabolismo de invenções técnico-pedagógicas, de má burocracia e de infantilização (...)

Há "uma organização de trabalho que adoece os professores" e nada acontece

10.11.25, Paulo Prudêncio
Título: Há "uma organização de trabalho que adoece os professores" e nada acontece. Texto: Os estudos mais diversos repetem a conclusão: os professores desesperam pelo dia da reforma e os mais jovens equacionam mudar de profissão. Identifica-se repetidamente "uma organização de trabalho que os adoece". Mas apesar desta evidência ter quase duas décadas, não há um relatório dos serviços centrais do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que o detecte e nem (...)

A gestão das escolas entre o passado e o futuro - por Paulo Prudêncio

16.09.25, Paulo Prudêncio
  Há algum tempo que movimentos e sindicatos de professores me solicitaram um pequeno vídeo sobre a gestão das escolas. Prometi-o para esta semana. Há petições em curso e haverá outras e tempo e espaço para discussões informadas. Designei-o por "A gestão das escolas entre o passado e o futuro". É um contributo para um debate num momento em que, finalmente, se alterará o que existe.    

As faltas escolares, o absurdo e a burocracia

31.05.25, Paulo Prudêncio
  Numa sociedade saudável, a gestão administrativa das faltas escolares tem a justificação como ponto de partida. Ou seja, os sistemas de informação são programados para que o lançamento inicial seja como falta justificada. Noutras sociedades, o ponto de partida administrativo da falta escolar é a injustificação. Ou seja, a desconfiança prevalece e este pequeno detalhe provoca uma sucessão de procedimentos para justificar uma maioria de faltas que são justificadas. É (...)

Da educação tutti-frutti

19.05.25, Paulo Prudêncio
Apesar da democracia cinquentenária, a gestão das escolas nunca encerrou a possibilidade de poder dinástico, de autocracia e de clima de caudilho. É, a exemplo da falta de professores, um assunto grave e sério que se tornou estrutural. Em síntese, a história da democracia nas escolas revela a inconsciência e a indiferença de partidos democráticos. O PS e o PSD foram complacentes com a queda. A fragilidade da democracia e a radicalização de eleitores passou também por aí. (...)

A escola e a dança dos homens (3)

15.05.25, Paulo Prudêncio
    "Se houvesse um povo de deuses, ele governar-se-ia democraticamente. Um governo tão perfeito não convém a homens" (1). Esta conclusão explica o Ministério da Educação das últimas duas décadas, em que houve homens acima dos deuses e da democracia. Se a entropia social evidenciada em 2008 expôs a "lei de bronze da oligarquia" (ideia de Robert Michels) que condicionou os governos, na escola portuguesa a dependência ficou a cargo de uma dança de homens que descolou o (...)

Articular

14.05.25, Paulo Prudêncio
      Articular, o verbo, é um modismo na linguagem do sistema escolar. Conjuga-se nas situações de maior embaraço. Por exemplo, quando nada mais resta para justificar a terraplanagem de escolas, as três pessoas do plural entram em acção; embora a terceira, e no futuro do indicativo (para dar alguma folga ao bem-pensante devaneio), seja a mais requisitada. Têm sido inúmeros os modismos: (...)

A parte II da extinção do Conselho das Escolas

16.01.25, Paulo Prudêncio
  Imagine-se o que seria se: 1. os estudos internacionais certificassem a inequívoca melhoria das aprendizagens dos alunos - e dos adultos nas literacias elementares - e as avaliações externas nacionais fossem estáveis e certificassem a mesma melhoria; 2. tivéssemos uma gestão de dados na Educação em que à distância de um clique se sabia quantos profissionais existiam, quantos alunos estavam sem professor, quanto se pagaria em salários porque os dados curriculares dos (...)

A gestão das escolas entre o passado e o futuro - por Paulo Prudêncio

08.10.24, Paulo Prudêncio
Há algum tempo que movimentos e sindicatos de professores me solicitaram um pequeno vídeo sobre a gestão das escolas. Prometi-o para esta semana. Há petições em curso e haverá, naturalmente, outras e tempo e espaço para discussões informadas. Designei-o por "A gestão das escolas entre o passado e o futuro". É um contributo para o debate neste momento em que, finalmente, se alterará o que existe.

Da série o caos no tratamento de dados no Ministério da Educação

07.07.24, Paulo Prudêncio
No que levamos de milénio, o PS e o PSD falharam na Educação; mais o PS, obviamente, até porque esteve muito mais tempo no poder. Acima de tudo, um ministro é mais uma espécie de CEO do que um presidente de uma associação de estudantes. Nos 50 anos de democracia, o ministro com mais anos no cargo foi o inexistente Tiago Rodrigues; e quem o antecedeu e lhe sucedeu não fez diferente. Basta ter como referência a gestão de dados da administração educativa.

Articular (2)

15.06.24, Paulo Prudêncio
              Articular, o verbo, é um modismo na linguagem do sistema escolar. Conjuga-se nas situações de maior embaraço. Por exemplo, quando nada mais resta para justificar a terraplanagem de escolas, as três pessoas do plural entram em acção; embora a terceira, e no futuro do indicativo (para dar alguma folga ao bem-pensante devaneio), seja a mais requisitada. Têm sido inúmeros (...)

A escola e a dança dos homens (3)

13.06.24, Paulo Prudêncio
    "Se houvesse um povo de deuses, ele governar-se-ia democraticamente. Um governo tão perfeito não convém a homens" (1). Esta conclusão explica o Ministério da Educação das últimas duas décadas, em que houve homens acima dos deuses e da democracia. Se a entropia social evidenciada em 2008 expôs a "lei de bronze da oligarquia" (ideia de Robert Michels)que condicionou os governos, na escola portuguesa a dependência ficou a cargo de uma dança de homens que descolou o (...)

Programa do Governo anuncia nova explosão dos professores

10.04.24, Paulo Prudêncio
Sabe-se que a cíclica explosão dos professores na última década e meia se deveu à avaliação opaca e kafkiana do seu desempenho, associada ao modelo autocrático de gestão das escolas e à possibilidade da mudança para as escolas do concurso de professores com a subvalorização da lista graduada. Pois o programa do Governo prevê considerar a residência e a avaliação nos concursos, e criar uma carreira de dirigente escolar diferente da de professor. Estes governantes (...)