Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 16.04.18

 

 

 

Percebeu-se, pouco depois da mudança de milénio, que o arco governativo consertaria a precarização dos professores. Se o peso dos salários do Estado atinge valores de há 29 anos (11% do PIB - como em 1989 - de acordo "com as séries publicadas pela Comissão Europeia) a degradação da carreira associada às progressões remuneratórias recuará para níveis anteriores (de 160 mil professores em 2006 sobram menos de 100 mil e com uma descida da média salarial em velocidade de cruzeiro). Os professores, por serem muitos e por outras coisas mais, pagaram, como ninguém na administração pública, o desvario bancário (mas por que é que não se divulga a identidade dos grandes devedores?). Suportaram a ferocidade de Sócrates, a ideologia além da troika de Passos e olham perplexos para a confessada obsessão do Governo com o défice. Ou seja, precarizam, é factual, com a totalidade do parlamento.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:53 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 26.03.18

 

 

 

Desde 1989 que o peso dos salários do Estado não atingia valores tão mínimos: 11% do PIB. É um recuo de 29 anos. Ou seja, e de acordo "com as séries publicadas pela Comissão Europeia", é já impossível tergiversar: o Governo mudou o algoritmo. Há declarações do primeiro-ministro no Parlamento (sobre aposentações e assuntos semelhantes), e toda uma argumentação de ministros e de economistas que apoiam o Governo, que carecem de fundamento.



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Segunda-feira, 08.01.18

 

 

 

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A aula foi de 50 minutos durante décadas. Em 1998, decidiu-se por mais "tempo de aula" e inventou-se a de 90 minutos (2 aulas). Como havia disciplinas com 1, 3 ou 5 aulas semanais, criaram-se as de 45 minutos. Ou seja, a redução de 50 para 45 originou um irresolúvel imbróglio de 5 minutos que transitou entre governos até Nuno Crato. Aí, os professores passaram a leccionar minutos em vez de aulas numa eloquente homenagem ao anti-simplex. Gerou-se uma tortuosa contabilidade que os agentes escolares tentaram ignorar.

Quem leu o último "despacho de flexibilização curricular" ficou apreensivo. Por distracção ou desconhecimento, as matrizes curriculares projectaram aulas de 50 com aulas de 45 em disciplinas do mesmo ciclo; a confusão seria idêntica em ciclos diferentes que usassem os mesmos espaços.

Mas por que é que não se acaba com os horários ao minuto? Alunos, disciplinas e professores têm x aulas semanais (45 ou 50, ou 50 e ponto final) e ponto final. E as reduções dos professores? Se um professor lecciona 22 ou 25 aulas semanais, o seu posicionamento na carreira, e a sua idade, reduz-lhe y aulas por semana. Mas é preciso estudar regressões lineares múltiplas para simplificar estas variáveis? Entristece a sucessão de oportunidades perdidas. Ainda sobre o despacho, observou-se o "linguajar bem pensante dos excessos das ciências da educação", que persiste e aglutina o que tem más provas dadas, que se tornará um pesadelo em associação com os "atavismos das ciências da administração".

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

 



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Terça-feira, 05.12.17

 

 

 

 

Com a possibilidade de Mário Centeno presidir ao Eurogrupo, os analistas apressaram-se na desvalorização associada à impossibilidade de o Governo dar asas às ideias iniciais. A concretização da presidência desorientou-os; e não são os únicos. Mas mais: quem contraria os seus raciocínios, é de imediato arrumado na prateleira dos ingénuos. Ou seja, advogam o imobilismo e o fim da história. Esse cinismo nem se deve confundir com desistência, porque, em regra, defendem os interesses beliscados com o algoritmo inicial de Centeno. De qualquer dos modos, é em Bruxelas que muito se decide. Há que tentar. Algo mudou. No mínimo, os tempos de crise não são tão acentuados. O facto do Governo alemão precisar do SPD e prescindir dos liberais pode fazer alguma diferença. Veremos os próximos capítulos.



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Segunda-feira, 04.12.17

 

 

 

 

Em 2015, Portugal tentou um algoritmo diferente do imposto no Eurogrupo. Temeu-se a syrização. Mário Centeno chegou a Bruxelas envolto numa aura risível, semelhante à da sua primeira intervenção no parlamento que levou Passos Coelho às lágrimas de tanto rir. Por muito que custe aos avessos a qualquer ousadia científica, como parece ser o caso do ex-PM, há mérito português. É certo que o plano de Centeno priorizava a subida do consumo interno - não se verificou com essa intensidade -, e beneficiou da subida inesperada e vertiginosa do turismo. Mas é uma lição para os que adivinhavam o caos com um Governo com este apoio. Nem as sucessivas viagens em direcção à bancarrota (conduzidas pelas "elites" que guiavam - e se guiavam - o antigo arco governativo), esmoreciam o discurso só-arco-fim-da-história. O plano de Costa e Centeno é olhado como alternativa numa Europa mergulhada em problemas de navegação. Quem diria. 

 

 

 

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Imagem:

YVES HERMAN / REUTERS

 



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Sábado, 02.12.17

 

 

 

O sistema escolar desespera por um tempo de humanidade(s) - e de artes -: nos currículos, mas simultaneamente na ideia de escola. Se o Governo já cumpriu uma agenda e tenta a oxigenação do algoritmo de Costa&Centeno no sítio, quem diria, que o travou e desprezou, é tempo de olhar para o futuro do sistema escolar contrariando a absolutização do presente imposta recentemente. À desumanização da ideia de escola instituída por Sócrates&Rodrigues, seguiu-se a desumanização curricular de Passos&Crato. Esta última observação serve de memória para a primeira linha a inscrever no programa de afirmação do algoritmo.

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Imagem encontrada no blogue Dúvida Metódica



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Terça-feira, 31.10.17

 

 

 

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Cópia de Captura de Tela 2017-10-31 às 13.47.46

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 13:50 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 25.09.17

 

 

 

Tem sido um milénio de crispação política e nada fácil para os espíritos mais livres. "Não fica bem" desalinhar nem concordar, mesmo que pontualmente, com o que existe. A vida portuguesa é também um bom exemplo. Se se via a irritação à esquerda com a presença do CDS, viajando de táxi, no mainstream, percebe-se agora que a direita está inconsolável com a possibilidade deste Governo, com um apoio parlamentar inédito, ser bem sucedido. Percebe-se o temor com a severidade do julgamento histórico, já que a direita aproveitou a presença da troika para se radicalizar. Para além disso, e sempre que não se está seguro do valor da obra, cresce a desorientação com a possibilidade da sucessão negar "o que se seguirá bom de mim fará". 

 

PS: é evidente o descontrole da malta dos salões com a habilidade política dos "descamisados". Chega a ser risível assistir à intolerância com a possibilidade de oportunidade política do lado mais à esquerda da sociedade.

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Sexta-feira, 15.09.17

 

 

 

 

A dívida portuguesa atingiu máximos históricos e a agência "Standard & Poor´s retira Portugal de 'lixo"". Temos de esperar pelo "Negócios da Semana" para que se decifre o algoritmo do raiting. É que a coisa não é deste mundo. Há fenómenos inexplicáveis só ao alcance de uma Geringonça. Para dar ao objecto voador um cariz lusitano, invoque-se a "Passarola", cuja construção recebeu a colaboração de Baltazar - o soldado maneta - e de Blimunda - a vidente que, em jejum, via as coisas e as pessoas por dentro -. Isto de voar é complexo. Exige soluções fora do mainstream. Convém recordar que o Padre Bartolomeu de Gusmão, o da "Passarola" e protegido de D. João V, "queria voar e morreu doido". A partir de hoje, comprar dívida portuguesa é objecto de corrida e se as próximas eleições fossem legislativas a Geringonça voava como a de Leonardo da Vinci.

 

PS: como alguém disse, foi a agência que tirou Portugal de "lixo" ou o contrário?

 

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A Geringonça. Leonardo da Vinci.



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Quinta-feira, 20.07.17

 

 

 

"Dissonância completa" é um post do Paulo Guinote que lança um debate muito interessante sobre a actualidade curricular portuguesa. Não sei se há no actual Governo uma opção pelo corpo musculado (e tecnológico, o corpo organológico) ou sequer uma opção pela Educação Física (espartana) em detrimento da Motricidade Humana (ateniense). Existe, e objectivamente, um desprezo pela Filosofia e pela História que não é de agora; foi uma opção espartana. Aliás, essa subalternização começou com o "espartano" David Justino e teve um pico com Nuno Crato (o Paulo Guinote inclui Crato numa 3ª via: a draconiana; concordo se retirarmos da mente que Drácon ou Draconte foi um legislador ateniense :) ). Nos governantes intermédios houve desnorte: uma espécie de desvario entre "o que penso ser e os ventos que sopram" que resultou na manutenção da via curricular espartana.



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Quarta-feira, 19.07.17

 

 

 

"Pierre Moscovici deu uma conferência de imprensa para contar "a tremenda história de sucesso" que a Comissão Europeia quer que Portugal seja na Europa". É bom ler estes "ventos de mudança". Mas que não se esqueçam que o sucesso tem de se repercutir nas pessoas e não apenas nos indicadores das folhas excel e na contabilidade bancária.



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Quinta-feira, 06.07.17

 

 

 

Uma aula foi de 50 minutos durante décadas. Em 1998, decidiu-se que era preciso "tempo de aula" e inventou-se a sessão de 90 minutos contabilizada como 2 aulas. Como havia disciplinas com 1, 3 ou 5 aulas semanais, criaram-se aulas de 45 minutos. Ou seja, a redução de 50 para 45 originou um irresolúvel imbróglio de 5 minutos (a bancarrota cíclica também tem causas endógenas) que transitou entre governos até Nuno Crato. Aí, os professores passaram a dar minutos em vez de aulas numa eloquente homenagem, em nome dos sucessivos ministros da educação, ao espírito anti-simplex. Gerou-se uma tortuosa contabilidade que os agentes escolares tentaram ignorar.

Quem lê o "despacho de flexibilização curricular" (blogue "Escola Portuguesa" de António Duarte) fica apreensivo. Por distracção ou desconhecimento, as matrizes curriculares projectam aulas de 50 com aulas de 45 em disciplinas do mesmo ciclo; a confusão será idêntica em ciclos diferentes que usem os mesmos espaços. Mas por que é que não se acaba com os horários ao minuto? Alunos, disciplinas e professores têm x aulas semanais (45 ou 50, ou 50 e ponto final) e ponto final. E as reduções dos professores? Se um professor lecciona 22 ou 25 aulas semanais, o seu posicionamento na carreira, e a sua idade, reduz-lhe y aulas por semana. Mas é preciso estudar regressões lineares múltiplas para simplificar estas variáveis? Entristece-me a sucessão de oportunidades perdidas. Ainda sobre o despacho (salvaguarda-se que é um projecto e que será testado - estarão em vantagem as escolas que o experimentem criticamente -), observa-se o "linguajar bem pensante dos excessos das ciências da educação", que persiste e aglutina o que tem más provas dadas, que se tornará um pesadelo em associação com os "atavismos das ciências da administração".

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:09 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 05.07.17

 

 

 

"Os professores são os outros heróis que estão a mudar Portugal", disse recentemente o PR para surpresa generalizada e após uma greve (mal planeada). No mínimo, percebeu a solidão dos professores. Marcelo R. de Sousa, que foi professor, deu uma lição à oposição (que "até férias do PM usa", mas que tem alergia - para ser brando - à escola pública e aos seus professores) e às silenciadas forças da geringonça. Mas porquê os professores? O PR sabe que os professores foram, de longe, os mais sacrificados da administração central e que algo tem que ser feito (chega de indecência nas reformas, nos congelamentos, nas precarizações e, de resto, no estatuto da carreira). É que liderar "30 alunos" de menos de 10 anos várias horas por dia ou 30x3, x4, x5, x6, x7 (e por aí fora) adolescentes várias vezes por dia, exige energia, motivação e tempo de reflexão e dispensa hiperburocracia, climas de desconfiança profissional e organizacional - também para ser brando - e desrespeito institucional. 

 

Nota: o PR esforça-se por cumprir o seu papel e os professores esperam resultados. 

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Domingo, 25.06.17

 

 

 

Não há profissão em Portugal alvo de semelhante devassa e desconsideração. Os professores estão há mais de uma década nas primeiras páginas. Desta vez, é uma "junta médica que considera apta uma professora com a doença de Alzheimer". Este clima tem um resultado: o descrédito dos professores, por mais positiva que seja a imagem destes profissionais nos inquéritos mais diversos. Se existia uma imperdoável desconsideração por parte dos partidos do antigo arco governativo (os professores eram muitos e o despedimento de 30% ajustou boa parte do desvario financeiro), os cerca de dois anos de geringonça não se traduziram em qualquer mudança significativa. O prolongamento de uma carreira tão exigente está a provocar situações como a descrita, para além de desenhar um futuro em queda com congelamentos eternos e precarizações de décadas. A inquietação aumenta com o discurso intransigente de deputados do PS que, a exemplo dos trágicos governos de Sócrates e Passos Coelho, divide os professores e recupera o tique do antigo arco governativo: alergia à escola pública e aos seus professores.

 

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Segunda-feira, 19.06.17

 

 

 

O Governo, apesar da municipalização, manterá a colocação de professores e atenuará a hiperburocracia transferindo a "papelada" dos refeitórios. A sério. A segunda medida foi mencionada como exemplo.

A perplexidade impõe interrogações: a burocracia que inferniza as escolas está centrada nos refeitórios? Estas pessoas da mesa negocial estavam em Marte?

E já agora: o caderno reivindicativo da greve centra-se em três eixos: descongelamentos, vinculações e aposentações decentes.

E de imediato, impõem-se mais interrogações: é táctica igualmente marciana ou é a sério? "Esquecer", também como exemplo, essa mesquinhez não financeira da democracia nas escolas, é motivo para concluirmos que a geringonça já syrizou?

 

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Quinta-feira, 01.06.17

 

 

 

É o consumo, estúpido!

 

Contributos para a Variação do PIB 1T2017

Gráfico obtido no post.

 



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Terça-feira, 30.05.17

 

 

 

Por acaso, está patente na Alfândega do Porto a exposição "Leonardo da Vinci - As invenções do Génio". O homem do renascimento, que criou uma Geringonça (imagem), não imaginaria que um dos seus delírios náuticos transformasse turismo em petróleo e provocasse um crescimento económico que espanta esse mundo "rigoroso" que não suporta veleidades. É coisa de génio, realmente. Os austeros da escola de Schäuble têm razão e devem pensar na mala para o violão.

Por muito que custe aos avessos a qualquer curiosidade científica, há mérito português. É certo que o plano de Centeno escolhia a subida do consumo interno; não se verificou, apesar da reposição de salários e das condições interessantes que podem acontecer no futuro próximo. Mas é uma lição política para os que adivinhavam uma catástrofe com um Governo apoiado numa Geringonça. Nem as sucessivas viagens em direcção à bancarrota (conduzidas pelas "elites" que guiavam - e se guiavam - o antigo arco governativo), esmoreciam o discurso só-arco-fim-da-história. Portugal recomenda-se, o plano de Costa e Centeno, que levou Passos Coelho, em pleno parlamento, às lágrimas de tanto rir com as ousadias científicas, é olhado como alternativa numa Europa mergulhada em problemas de navegação. Quem diria. 

 

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 A Geringonça. Leonardo da Vinci.



publicado por paulo prudêncio às 14:14 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 27.05.17

 

 

 

A propósito da revolução que a presença da troika destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais; até existiram alguns, mas não sobreviveram. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens carregadas de ideologia neoliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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Segunda-feira, 22.05.17

 

 

 

É um dia importante e responsabiliza a política pela imperdoável austeridade a eito iniciada em 2010. Agora, espera-se que o crescimento económico seja a "maré enchente que subirá todos os barcos" e não apenas os iates. Há uma barca quatrocentista (antecessora da caravela até 1434) a afundar-se com 2 milhões e 500 mil marinheiros no limiar da pobreza (meio milhão de crianças) e até o navio-escola, que viu atirados ao mar - no período austero de fortes ventos offshores - 42 mil dos 160 mil pedagogos, transborda de precários, congelados, remadores exauridos e reformados retardados. 

 

Dombrovskis: “Este é um dia importante para Portugal”

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publicado por paulo prudêncio às 16:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 21.05.17

 

 

 

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Luís Afonso



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Autor:
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