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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

O híper que adoece os professores

04.11.18
   Os estudos mais diversos repetem a conclusão: "os professores são vítimas de uma organização de trabalho que os adoece". Mas, e estranhamente, não há um relatório dos serviços centrais (direcções-gerais e avaliadores externos) do ministério da educação que o detecte e nem sequer os governantes o identificam; bem pelo contrário. São, aliás, dois híperes (a hiperburocracia e o emergente hiperagrupamento de escolas) com uma bactéria comum.Recorde-se que escolas (...)

das greves e da pusilanimidade

27.09.18
      Não sei o suficiente sobre a saga dos taxistas para ter opinião. Mas registei uma espécie de analogia com a recente greve dos professores às avaliações: a sensação de que o Governo adoptou a mesma táctica: "vamos vencê-los pelo cansaço". Tenho pena que o Governo não consiga fazer melhor e também registo o silêncio cúmplice de todas as forças parlamentares. Nuns casos pelo conhecido oportunismo, noutros por pusilanimidade.

Os professores e as prioridades do país

03.07.18
      Os professores (e repito: como ficou claro em Outubro de 2017) não podiam ser os únicos excluídos da recuperação do tempo de serviço. Nunca os ouvi falar da impossibilidade de um faseamento a aplicar a toda a administração central. Declarar que não se recupera tempo de serviço porque é prioritário construir vias rodoviárias inadiáveis é colocar a discussão num nível inaceitável para o algoritmo (e para os princípios, já agora) enunciados pelo actual Governo.

Não lecciona aulas; lecciona minutos

08.01.18
     A aula foi de 50 minutos durante décadas. Em 1998, decidiu-se por mais "tempo de aula" e inventou-se a de 90 minutos (2 aulas). Como havia disciplinas com 1, 3 ou 5 aulas semanais, criaram-se as de 45 minutos. Ou seja, a redução de 50 para 45 originou um irresolúvel imbróglio de 5 minutos que transitou entre governos até Nuno Crato. Aí, os professores passaram a leccionar (...)

Do dia seguinte de Mário Centeno

05.12.17
        Com a possibilidade de Mário Centeno presidir ao Eurogrupo, os analistas apressaram-se na desvalorização associada à impossibilidade de o Governo dar asas às ideias iniciais. A concretização da presidência desorientou-os; e não são os únicos. Mas mais: quem contraria os seus raciocínios, é de imediato arrumado na prateleira dos ingénuos. Ou seja, advogam o imobilismo e o fim da história. Esse cinismo nem se deve confundir com desistência, porque, em regra, (...)