Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 25.09.18

 

 

 

A Gazeta das Caldas (Caldas da Rainha) perguntou-me:

 

"Como perspectiva a Escola nos próximos 20 anos?"

 

Respondi assim ao desafio para um limite de 1000 caracteres (tem 1039):

 

Do muito positivo ao caótico.

Partindo da “Quarta Revolução Industrial” em curso, prevê-se que os resultados na sociedade da generalização das tecnologias possa oscilar entre extremos (do muito positivo ao caótico), com consequências no imperativo da igualdade de oportunidades. Há, contudo, uma zona cinzenta na prospecção detalhada. A escola integra esse universo de incertezas. Por exemplo, os professores não constam das profissões em “crescimento” ou propensas a desaparecerem com a automatização. Mas muitas outras constam, o que ajuda a organizar a escola do futuro – currículos, ofertas e programas de orientação profissional -, com forte referência à dimensão civilizada, democrática, desburocratizada e autónoma.

A regra, a finalidade e a exigência são património da cultura da escola, em paralelo com o erro, o drama, o afecto e a amizade. Para alunos, professores e outros profissionais, construir bons modelos de aprendizagem será sempre uma tarefa árdua. Por isso, a ideia de escola nunca prescindirá do dever de apoiar as necessidades de uns e de outros. 

 

O jornal escolheu a imagem para acompanhar o texto.

 

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Domingo, 17.07.16

 

 

 

 

Não haverá sistema perfeito de acesso ao ensino superior, mas o sistema português, que detecta há muito injustiças graves, teima em não eliminar o ruído mais ensurdecedor. A decisiva média do final do ensino secundário vai muito para além dos exames do 12º ano (valem 30% da classificação nas respectivas disciplinas; os restantes 70% correspondem à classificação interna atribuída pelos professores das disciplinas) e inclui a classificação em disciplinas sem exame. 

 

A Gazeta das Caldas relata aqui uma situação que está longe de ser um caso isolado ou sequer uma novidade.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 12.09.15

 

 

 

"Neste mês de Janeiro de 1926, a vila começa a ser afectada(...)que forja calúnias, em maior número que o habitual. Circulam cartas anónimas e o alvo de "um nojento papel em que foi fielmente insultado" é Manuel Augusto de Carvalho, fundador da "Gazeta"(...). "Quem se dê ao trabalho de ouvir certas conversas, não só entre gente do povo, mas mesmo entre pessoas de uma certa classe, pasma de facilidade com que se afirmam factos, alguns dos quais podem pôr absolutamente em perigo a reputação das pessoas visadas. Em compensação, quando se prova alguma acusação grave contra alguém, poucas pessoas lhe retiram a consideração social, parecendo que mais interessa os escândalos do que os bons costumes", comenta a Gazeta.(...)"

 

Revista do Expresso de 12 de Setembro de 2015, página 49.

 

Acabou de ler uma parte da peça, "O crime das Águas Santas", "cujo silêncio, com algumas intermitências, durou quase 90 anos". É uma história ocorrida nas Caldas da Rainha e achei piada ao parágrafo que transcrevi que descreve uma espécie de genética social que não deve ser apenas típica da outrora cidade termal.



publicado por paulo prudêncio às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Terça-feira, 26.05.15

 

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:49 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 16.03.15

 

 

 

O prémio Prof. Abreu Faro recebido pela Filipa foi noticiado pela Gazeta das Caldas, de 13 de Março de 2015, com uma seta para cima na rubrica do Zé Povinho.

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:38 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 15.03.15

 

 

 

Gostei de ver, ontem, num canal generalista (jornal das 8 da TVI) a reportagem sobre a Escola Secundária de Carcavelos (penso que é a sede do agrupamento com o mesmo nome) que entrou na agenda mediática por causa das recentes recomendações do CNE. A escola quase que não tem reprovações, não tem campainhas e é o projecto da moda. Vi o testemunho de alunos que reconhecem a importância do clima de confiança.

 

A Escola Básica Integrada de Santo Onofre (uma escola TEIP com mais de 1100 alunos e com taxas de insucesso escolar, em 1996, acima dos 30%) foi uma espécie de pioneira, e no século passado, desta e de outras ideias de gestão e de educação para a autonomia e para a responsabilidade.

 

E a exemplo da Escola Secundária de Carcavelos, também melhorou os níveis de pontualidade de todos os actores e seis anos depois não tinha processos disciplinares, tinha taxas de insucesso e abandono escolares abaixo dos 3%, as cerca de mil matrículas seguiam a lei numa difícil selecção entre mais de 1500 candidatos, os resultados escolares eram muito bons (os rankings no 9º ano em 2001 já a colocavam no pódio das escolas do país e com oito pontos acima da média nacional e do esperado para uma escola TEIP com aquela população escolar) e era a escola indicada pelas autoridades escolares para os alunos da educação especial. Está tudo documentado e um dia destes faço umas postagens mais detalhadas sobre o assunto.

 

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Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001

 

Muito sinceramente: surpreendeu-me a emersão do projecto de Carcavelos num tempo martirizado pela prosa da austeridade onde a poesia passou ao lugar que não existe; afinal há motivos para ter esperança.

 

Na mesma edição da primeira imagem lia-se o seguinte (este muito bom programa de avaliação de escolas foi abruptamernto interrompido pelo Governo de Durão Barroso quando começava a ter massa crítica):

 

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Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001

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 Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001

 

Na edição de 09 de Novembro de 2001, a Gazeta das Caldas publicava a ideia de uma escola digital.

 

A passagem do pensamento analógico para o digital simplificou mesmo procedimentos (as bases de dados foram construídas na escola e a ideia de escola sem papéis era literal e não metafórica) e acrescentou conhecimento para apoio à tomada de decisões porque afirmava as ideias de autonomia, responsabilidade e confiança. Os professores ficavam mais livres para ensinar e libertos da má burocracia.

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Os objectivos do programa do Conselho Executivo eram apresentados nas diversas reuniões gerais após a tomada de posse e avaliados semestralmente na Assembleia e no Conselho Pedagógico. Como se pode ver a seguir, logo em 09 de Novembro de 2001 os resultados escolares exigiram um patamar inicial que reflectia os 8% acima da média nacional.

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 Gazeta das Caldas, 09 de Novembro de 2001 



publicado por paulo prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Segunda-feira, 08.09.14

 

 

 

 

 

 

Muito boa a reportagem da Gazeta das Caldas sobre o prémio

da Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio na China que, note-se,

fez todo o percurso escolar no ensino público e com uns detalhes

educativos e escolares que não encaixam na linguagem

dos descomplexados competitivos que pululam por aí.

 

Por ler também aqui

 

Dois detalhes, duas gralhas digamos assim:

não é, naturalmente, Meteorologia nem Astrologia, mas sim Metrologia e Astronomia.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 28.08.14

 

 

 

O exercício de Nuno Crato fica marcado pela ideia de implosão, mesmo que Crato se "engane" nos alvos.

 

O ministro prometeu implodir o MEC e fê-lo às escolas públicas.

 

Supõe-se que Crato é adepto do ensino "privado", mas foi no seu mandato que implodiu o maior grupo das cooperativas de ensino financiadas pelo Estado.

 

Os colégios do Grupo estão, nos mais diversos concelhos, a apagar o nome GPS numa tentativa de reescrever a história como relata aqui a Gazeta das Caldas

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:29 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 15.04.14

 

 

 

 

 

 

Era o 1 de Abril de 2014 e o email pedia respostas com urgência. Estava em causa o preenchimento de uma página da edição seguinte e as respostas não apareciam. De repente pensei que fosse uma partida. Não era. Respondi sobre automóveis e deixo o registo como uma espécie de arquivo.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 28.09.12

 

 

 

 

Um Governo neste estado de desorientação era mesmo dispensável. Pode saber mais aqui.



publicado por paulo prudêncio às 18:48 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 23.09.12

 

 

O título que escolhi é de um texto que uma encarregada de Educação de um ex-aluno de um colégio da cooperativa GPS, nas Caldas da Rainha, escreveu para a Gazeta das Caldas e que merece ser lido com toda a atenção.

 

 

"Sou mãe de um aluno que até há poucos dias pertencia ao Colégio Rainha D. Leonor, onde estudava desde o 5º ano.
O meu filho tem problemas de saúde, tendo acompanhamento médico e medicação diária. A escola sempre esteve informada desta situação, através do director de turma e de relatórios médicos apresentados no colégio. Estes problemas de saúde, inevitavelmente, reflectem-se nas suas aprendizagens e nos resultados que, através do seu esforço e empenho e da dedicação dos pais, vai conseguindo, nunca tendo reprovado. No Colégio Rainha D. Leonor tem o seu grupo de colegas e amigos que, desde o 5º ano, têm sido o seu apoio e incentivo para não desistir de estudar, amigos que o têm ajudado a ultrapassar dificuldades.
Quando o ano lectivo chegou ao fim, matriculou-se no 10º ano em Ciências e Tecnologias, ficando na turma C. Deixámos o sinal para os manuais adoptados e fomos de férias descansados.
Para meu grande espanto, em 3 de Setembro, fui contactada por um professor do Colégio que me disse que o meu filho, afinal, não podia ficar naquela escola e que já não havia vaga nas outras escolas. O meu filho fazia parte de uma lista de 8 alunos que já não podiam ficar na escola e que tinha sido enviada para a Rafael Bordalo Pinheiro.
Inconformada e angustiada com esta decisão, tomada à revelia dos encarregados de educação, e na qual não via nenhum fundamento, fui falar com a coordenadora Dra. Tânia Galeão, que me disse que o Ministério da Educação não autorizava as três turmas daquela área de estudos e que era esse o motivo pelo qual oito alunos teriam de ir para outra escola.
Ora acontece que esses alunos foram “escolhidos a dedo” pela direcção do colégio pois são jovens que não têm das melhores notas e que, portanto, tal como o meu filho, não são alunos de contribuir para os rankings daquele estabelecimento de ensino. A própria directora do Colégio, Dra. Paula Rente, quando lhe perguntei qual o critério para “despachar” estes alunos para outra escola, respondeu-me que “obviamente que não íamos mandar embora os melhores e ficarmos cá com os mais fracos”. Mais ainda: afirmou que o meu filho não iria fazer nenhuma disciplina do 10º ano!
Devo acrescentar que a forma como a directora se dirigiu a mim e ao meu marido quando lhe pedimos explicações sobre o caso do nosso filho, foi de todo inadequada, tendo sido agressiva e gritado connosco.
Decidida a lutar pelo direito do meu filho de ficar naquela que era a sua escola, no curso que escolheu e com os colegas e amigos que sempre o acompanharam, fui à DRELVT. Aqui disseram-me que era o colégio que tinha que resolver, mas que no caso de haver alunos a mais teriam de ser os novos a sair. Contudo, vim a saber que há novos alunos no Colégio, o que significa que essa regra não foi respeitada porque, mais uma vez, o que lhes interessa são os rankings para poderem dizer que são melhores do que as outras escolas da cidade.
Desde o dia 3 de Setembro desdobrei-me em contactos entre o Colégio, a Rafael Bordalo Pinheiro e a Raul Proença, tentando resolver a situação.
Vi o meu filho chorar, quando soube que não podia ficar naquela que era a sua escola e onde estão os seus amigos e colegas, e passar os dias deprimido e angustiado, o que perturba o seu equilíbrio emocional e prejudica o começo do novo ano lectivo.
Ficámos, assim, esclarecidos sobre os critérios e prioridades do Colégio Rainha D. Leonor. Aqueles alunos tinham feito o seu percurso escolar desde o 5º ano no colégio e a própria lei diz que eles têm direito a nele continuar.
É curioso como há dois anos o Colégio chamou os encarregados de educação para, numa demorada reunião, nos pedir todo o apoio contra os cortes no financiamento público das escolas privadas, dizendo-nos que eles também eram uma escola pública. Ficámos assim a saber que o apoio dos encarregados de educação ao colégio só lhes interessa para obterem financiamento do Estado e não para assegurarem um serviço público de educação aos nossos filhos. É que, tal como nos foi dito numa das escolas públicas da cidade, “na escola pública há lugar para todos” e a prioridade são os alunos e não os interesses privados.
No meio disto tudo, o meu filho acabou por ficar na Escola Raul Proença. Cansada, acabei por aceitar porque não tenho forças para protestar mais, embora não consiga calar a minha revolta como mãe (que vê o seu filho ser empurrado para fora da escola que era a sua) e como cidadã e contribuinte por ver que dinheiros públicos pagam a instituições que têm este tipo de atitudes e que usam a bandeira da escola pública quando lhes convém.
Como julgo que este assunto deve ser do conhecimento da Gazeta das Caldas, resolvi escrever esta carta para que outros pais estejam atentos a estes procedimentos e consigam proteger os seus filhos de interesses que não são, com certeza, os da verdadeira formação dos seus filhos.


Fátima Jacinto


NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta ao Colégio Rainha D. Leonor e à DRELVT, mas não obteve qualquer resposta."



publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 17.12.10

 

 

Considero os partidos políticos fundamentais para a democracia e olho para o exercício de cargos públicos como uma actividade que deve honrar quem a exerce. Portugal está num estado de pré-falência e os seus políticos são desconsiderados pela população. Haverá, decerto, muitas causas.

 

O desrespeito pelo bem comum, a reduzida parcimónia no uso dos financiamentos e a pouca crença na ideia de dar-o-exemplo são componentes críticas que começaram cedo nesta democracia e que atingiram dimensões assustadoras.

 

Estava a fazer a leitura semanal pela comunicação social regional, quando dei, aqui, com este "pequeno" exemplo:

 

"(...) Esta aberração escapou aos políticos que na terça-feira viajaram do Rossio para as Caldas porque os deputados não pagam bilhete (basta-lhes mostrar o cartão para viajarem à borla). Senão, os sociais-democratas teriam sido confrontados com mais esta peculiaridade da CP que insiste em maltratar os seus clientes.(...)"

 

É ou não risível que com um cartão de deputado se possa viajar sem bilhete num transporte público? São exemplos destes que ajudam a explicar a fragilidade em que se encontra a nossa democracia e a mentalidade que está subjacente ao exercício de funções públicas.



publicado por paulo prudêncio às 20:02 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
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