Em busca do pensamento livre.

Domingo, 15.04.18

 

 

 

Nasceu em 15 de Abril de 1928 e morreu em 2 de Abril de 2018. Maria Isabel de Oliveira Trilho, a minha mãe, faz hoje noventa anos e mantém a aura de serenidade, leveza, resiliência, discrição e bondade.

 

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Sábado, 07.04.18

 

 

 

 

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#josepheid

 



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Segunda-feira, 02.04.18

 

 

 

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 "Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei para aqui chegar
Eu vou para longe
Para muito longe
Onde nos vamos encontrar(...)"



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Sábado, 31.03.18

 

 

 

 

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Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Sexta-feira, 30.03.18

 

 

 

Rilke avisara-nos para a possibilidade terrível dos anjos. Salvador Dalí transformou-os em borboletas. A intemporal premonição de Dalí (Os anjos transformam-se em borboletas) via-a no Museu de Belas Artes de Oviedo.

 

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Domingo, 11.03.18

 

 

 

 

Imagine-se (num registo humorado, obviamente) um professor com 64 anos de idade e 41 anos de serviço. Terá direito à reforma, sem penalização acrescida, daqui por dois anos e mais qualquer coisa. Se vingar a proposta que substitui o tempo congelado (cerca de 7 anos) por tempo para a reforma, terá 71 anos de idade e 48 anos de serviço. Se esperar mais dois anos, atingirá 50 anos de serviço aos 73 anos de idade. Com tanta generosidade, ainda receberá uma pensão equivalente à presença de um semestre num conselho de administração de uma grande empresa pública ou da CGD.

 

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Sábado, 10.03.18

 

 

 

 

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Segunda-feira, 12.02.18

 

 

 

 

Narração de um homem em Maio (1953-60).

 


Mexo a boca, mexo os dedos, mexo
a ideia da experiência.
Não mexo no arrependimento.
Pois o corpo é interno e eterno
do seu corpo.
Não tenho inocência, mas o dom
de toda uma inocência.
E lentidão ou harmonia.
Poesia sem perdão ou esquecimento.
Idade de poesia.

 


Herberto Helder em Poesia Toda.

 

Para acompanhar o poema escolhi uma das 100 fotografias mais influentes da história para

a revista Time. 

 

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Domingo, 12.11.17

 

 

 

 

Reduzimos o abandono escolar em contra-ciclo com a (reconfigurada; e decadente?) Europa e confirmamos que o aumento da escolarização das sociedades influencia em quase 70% as taxas de frequência e os resultados das aprendizagens. Portugal reforça as conclusões ao atenuar, neste indicador, a influência da delapidação dos determinantes 30% da organização escolar por razões financeiras. "Não há vida escolar para além do défice", explica parte da imobilidade governativa. Há tantas epifanias - que a conjuntura simulou como estruturais - que tardam a mudar, que cresce a apreensão: o Governo revê-se nas políticas escolares do primeiro governo de Sócrates? 

"O director de turma deve ser avaliado, com pontuação rigorosa e quotas, pelo abandono escolar dos alunos". A frase que escolhi (não excessivamente técnica), dita com convicção por Lurdes Rodrigues, sintetizou um conjunto neoliberal de "Novas Políticas de Gestão Pública" que degradaram a organização escolar.

A desconstrução da frase encontra a desresponsabilização da sociedade, as crianças-agenda, os jovens-vigiados, o "aluno-rei", os professores "agentes recreativos e multi-profissão" e o modelo taylorista de escola com primazia da lógica, "impensada" em educação, do "cliente-tem-sempre-razão".

Insatisfeita, a PàF acrescentou: alunos por turma, turmas por professor, indústria da medição alargada aos mais pequenos e disciplinas hierarquizadas (dito assim como eufemismo).

Com uma década assim, não faltam, portanto, pontos fundamentais para agendar se o Governo recusar a interrogação do primeiro parágrafo e olhar para o futuro.

 

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Algures no Oeste de Portugal.

Novembro de 2017.



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Quarta-feira, 01.11.17

 

 

 

O OE2018 inscreve 211 milhões de euros para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos (e acima de 1000 milhões para as falências do BES, Banif e BPN), como sublinha este texto de Santana Castilho. Se as dívidas aos professores ascendem aos impagáveis 5.400 milhões, o financiamento da banca já ultrapassou 20.000 milhões.

Soube-se, por estes dias, que os OE2018 e 2019 inscreverão 600 milhões para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos, que é uma quantia igual à contagem de todo o tempo de serviço dos professores (os únicos a quem o Governo não reconhece esse direito). Pois bem: que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser terem contribuído como ninguém na administração pública para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? Não chega? Se não se descongelar carreiras, não há aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?

 

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Caldas da Rainha. Praça da fruta. Agosto de 2015.



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Domingo, 15.10.17

 

 

 

Afinal, o regime será réu. O MP, contrariando cépticos, tem uma acusação com crimes de corrupção. Para além disso, e como demonstrou Richard Thaler (Nobel2017economia), há uma elevada irracionalidade nos processos decisórios do mercado. Daí às teias de corrupção, ou às políticas económicas desastrosas para os 99%, é um passo.

Vi as duas jornadas mediáticas da RTP1: a acusação do MP e a entrevista a José Sócrates (JS). 

Na primeira, um especialista fiscal e penal considerou que "o processo é muito bom, tecnicamente muito evoluído e único no sistema judiciário português. Nunca vi tanta recolha de matéria. Foi preparado ao milímetro". Em complemento, o Expresso concluiu que Salgado é o "corruptor disto tudo" (CDT), acusado de "corromper o ex-PM e as duas ex-estrelas da PT" e que para um ex-líder do BESI (primo do CDT) "os procuradores fizeram um trabalho “gigantesco" que merece elogios. No Expresso da Meia-Noite, explicou-se como os "Panama Papers confirmaram a acusação ao universo BES e à PT".

Na segunda, JS afirmou que "nunca fui um PM corrupto" nem "fiz parte do grupo de amigos" do CDT. Para JS, Rosário Teixeira (procurador), Paulo Silva (inspector) e Carlos Alexandre (juiz) "mentem" e "perseguem um alvo e não um crime. São de direita e contra a esquerda. Não me perdoam pelo que fiz pela escola pública" e por mais umas coisas que não percebi. Em complemento, Miguel S. Tavares, no Expresso e onde defendia as políticas escolares do tempo de JS, simplificou e concluiu que o ex-PM não poderá ser culpado apenas porque o CDT corrompeu os dois PT ex-estrelares.

Um dos lados mente. Veremos o que diz o tribunal, mas não explicará como foi isto possível. Aliás, e para a saúde do regime, é importante institucionalizar uma pergunta: onde esteve no que levamos de milénio?

  

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Lisboa. Outubro de 2017. Em Alfama a olhar para o Bairro Alto.

Pôr-do-sol para os lados do Marquês.



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Quinta-feira, 05.10.17

 

 

 

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Concursos de professores "Mais Justos"?! Discordo; os concursos devem ser apenas "Justos" e ponto final. Os professores têm razão. Há década e meia que desenvolvem acções destas e surpreendem-me os governantes que, numa espécie de braço de ferro, adiam a negociação ou desvalorizam os contestatários por serem poucos. A história sublinha a força da razão dos pequenos grupos e os professores têm um longo currículo de cidadania. Nem é estranha a ingratidão (ou silêncio institucional) ou falta de memória dos pares que já sentiram a justiça decorrente do que "estava perdido antes de começar". E depois há sempre quem desapareça na primeira migalha de uma qualquer oligarquia. Aliás, a justiça para muitos inicia-se sempre com a coragem de uns poucos e a persistência obriga o elogio democrático e a consequente audição por parte dos governantes.

 

Nota: soube-se ontem que, nas provas de aferição (física e ciências), os alunos do 8º ano revelaram lacunas preocupantes. Se em 2016 estavam no 8º, em 2011 frequentavam o 3º e em 2009 o 1º. Ora se os professores são os mesmos há décadas, os apontadores de culpas devem olhar para outras variáveis desse período: por exemplo, afunilamento curricular e empobrecimento nas condições de realização das aulas. É ai que se esperam correcções. Porque apontar os do costume, os professores, é impróprio do Dia Mundial dos Professor.



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Terça-feira, 03.10.17

 

 

 

 

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Percebi que era habitual o detalhe. Gostei muito e registei. Lembrei-me de um texto que li em 2014. Fazem boa companhia. Ora leia.

 

"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona."

 

 "Aprender de Cor quem Amamos"

Miguel Esteves Cardoso (2014),

"As Minhas Aventuras na República Portuguesa"

 

 

 



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Domingo, 01.10.17

 

 

 

 

Como é que os governos não evitaram que se chegasse aqui?

 

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Sexta-feira, 08.09.17

 

 

 

 

A distribuição do serviço dos professores obedece, há quase duas décadas, a uma "impensada" legislação. A história tem muitas variáveis. Começou com a positiva eliminação (1998) das horas extraordinárias em benefício da contratação de novos professores. Embalados pela solução, os governantes começaram a impor o seguinte: um grupo disciplinar com 5 professores, com horários de 20 horas lectivas e turmas com 5 tempos semanais (portanto, 4 turmas por professor), distribui 20 turmas do seguinte modo: 4 para turmas por professor. Se no ano seguinte existirem 15 turmas, não são distribuídas 3 por professor: serão 4 para o mais graduado, 4 para o segundo, 4 para o terceiro, 3 para o quarto e 0 para o quinto (horário zero). Basta pensar um bocado para perceber o rol de incongruências que se estabelece, uma vez que, e por exemplo, a quebra de turmas em algumas disciplinas raramente não se verifica nas escolas da mesma região. Os resultados financeiros não são significativos na relação com os prejuízos profissionais e organizacionais. Se substituirmos professores por engenheiros ou médicos e turmas por pontes ou cirurgias, vemos ainda melhor a incongruência. Se 2 engenheiros supervisionam 10 pontes num ano, ficam com 5 para cada um (suponhamos que é o limite máximo). Se no ano seguinte existirem 6 pontes a supervisionar, cada um fica com 3 e não 5 para o mais graduado e 1 para o menos. É este "impensado" que está na origem das presentes injustiças nas colocações de professores.

 

Ou seja, os detalhes são importantes.

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 haia, agosto de 2017



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Quinta-feira, 07.09.17

 

 

 

 

"O número de professores que requereu a reforma é o mais baixo de sempre", concluía-se novamente num debate radiofónico. Repitamos: a causa está identificada: a idade da reforma está nos 66 anos com penalizações indecorosas nas antecipações, num grupo profissional que se reformava entre os 56 e os 58 (52 no pré-escolar e 1º ciclo) com 35 anos de serviço.

Como a degradação da carreira está inamovível - congelamentos, componente não lectiva em modo inútil, "legislês" nas reduções por idade, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, hiperburocracia, concursos com injustiças e horários zero -, temos os professores à beira de um ataque de nervos (há muitas escolas em que os mais jovens têm mais de 40 ou 50 anos de idade) quando se aproxima outro recomeço.

 

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 Imagem obtida na internet

sem referência ao autor

 

2ª edição



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Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

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#banksy

 

@mariadocéu

 



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Sexta-feira, 25.08.17

 

 

 

 

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Johannes Vermeer.

"A Leiteira" representa uma leiteira, de facto, uma empregada de cozinha.

É uma das mais importantes obras de Veermer.

Museu Rijksmuseum, Amsterdão, Agosto de 2017

 

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Terça-feira, 22.08.17

 

 

 

 

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Johannes Vermeer, "Rapariga com Brinco de Pérola" (holandês: Het Meisje met de Parel).

É várias vezes classficado como "Mona Lisa holandesa" ou "Mona Lisa do Norte".

Foi um pintor "eleito" por Marcel Proust.

Museu Mauritshuis, Haia, Agosto de 2017

 

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Segunda-feira, 21.08.17

 

 

 

 

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Rembrandt van Rijn, The Anatomy Lesson of Dr Nicolaes Tulp, 1632

Foi com este célebre quadro que Rembrandt se apresentou, e se afirmou, em Amesterdam. Para além de outros detalhes, os alunos deixaram de estar alinhados e o olhar divergia: para o professor, para o livro aberto, para o objecto de estudo e até para a "objectiva". E claro: todos estavam iluminados.

Museu Mauritshuis, Haia, Agosto de 2017



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Autor:
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