Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Eduardo Lourenço (1923-2020)

01.12.20
    "Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio". Mouzinho da Silveira, 1832 (Citado por Eduardo Lourenço em "O labirinto da saudade", 1972:9) (1ª edição em 22 de Setembro de 2011) ou Casos, opiniões, natura e uso F (...)

Nunca Derrotado

16.08.20
  "Mas o homem não foi feito para a derrota, disse em voz alta. Um pode ser destruído mas nunca derrotado." Hemingway, Ernest (1899-1961) O Velho e o Mar.

"Por Não Terem Entendido" - e Exportado para as Antigas Colónias

26.01.20
    "Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio". Mouzinho da Silveira, 1832 (Citado por Eduardo Lourenço em "O labirinto da saudade", 1972:9) (1ª edição em 22 de Setembro de 2011)

Para além das Culpas

13.09.19
  Encontrar culpas pode ter um efeito prospectivo. Muitos escolhem os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade da revolução francesa para explicar os problemas de autoridade nas salas de aula, nomeadamente a transposição do conceito de igualdade para a relação do professor com os alunos. É impossivel resumir desse modo a complexidade de leccionar. Mas há questões que se colocam de forma simples e em dois domínios: o aluno deve ser "o outro" e não "o igual" para (...)

Mediano

13.06.19
  "(...)Há o bem e o mal, e há uma categoria intermédia que é o Mal tolerado. Há um cinismo inconsciente, que é necessário à vida. É o que eu chamaria o intolerável tolerado. Mas agora isso tornou-se num cinismo demasiado visível, que tomou conta do espaço público, é ubíquo. Essa transparência, visibilidade do intolerável, pode levar, a longo prazo, a que o sistema mude a partir do interior, por acção de uma outra categoria, que competiria com a da ganância: a (...)

Incentivar?

09.06.19
  Quem diria que o verbo incentivar explicaria a encruzilhada civilizacional do mundo desenvolvido. Se recuarmos umas décadas, incentivar era a palavra-chave educacional e organizacional. A sua ubiquidade entranhou-se, fazendo com que a lógica racional do mercado condicionasse a socialização e a estruturação das actividades. Steven D. Levitt, em "Freakonomics: o estranho mundo da economia" e mais recentemente Michael Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", dedicam (...)

Da História e dos Direitos

31.05.19
    Sempre foi questionável a noção de que a economia é uma ciência independente da filosofia moral e política. A foto, e a sua história, remete-nos para a complexidade do problema: há sempre uns quantos que aspiram enriquecer à custa do trabalho dos outros e o difícil, e belo, exercício democrático consiste em contrariar a natureza humana. Michael Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", coloca a questão actual assim: "Quanto mais os mercados invadem esferas (...)