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Correntes

em busca do pensamento livre

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Do Amor às Instituições

22.09.19
  A paixão pelo futebol assenta na incerteza do resultado associada à irracionalidade de se ser de um clube. Há toda uma emoção - com inúmeros exemplos saudáveis, obviamente - que resvala para o fanatismo. O fanatismo, ou mesmo a parcialidade das análises, assemelha-se à política partidária. Quando alguém professa o seu amor incondicional, acima de qualquer outro amor ou do respeito por organizações congéneres (clubes, partidos ou outras organizações, mas também (...)

11 cozinhas

31.07.18
    É tal o desvario imobiliário na zona histórica de Lisboa, que uma casa com 11 cozinhas esteve à venda por quase 6 milhões de euros. O assunto mediatizou-se e revelou - na defesa e no ataque - o tradicional e nefasto clubismo: é nos clubes como nos partidos, nos países, nas cidades, nos bairros, nas escolas e até nas praias. E, como se vai percebendo, o fenómeno aprende-se de pequenino e parece em crescendo. Vá lá: o vereador proprietário das 11 cozinhas demitiu-se.

o fanatismo é previsível

25.11.17
        O cronista é conhecido pela oportunidade de "pogrom". Fá-lo com fúria especial se pressentir o vocábulo professor. Não lhe interessa o estudo comparado ou o conhecimento dos detalhes; nesta fase, nem sequer se os professores eram os excluídos da viagem no tempo dos descongelamentos (como se previu na reabertura, logo em Setembro, da época oficial da caça ao professor). Nada. Criou de imediato a alternativa sem o ónus da prova. Certa vez (2011), o "pogrom-professor" (...)

Uma atmosfera agressiva

19.10.17
      Há uma agressividade estrutural que passa pela irritação dos sectores mais à direita com os indicadores económicos e financeiros apresentados por um Governo com este suporte parlamentar e há uma agressividade conjuntural decorrente das eleições autárquicas onde o PS sacrificou (Porto e Matosinhos são exemplos) os entendimentos locais para obter uma leitura nacional que legitimasse uma governação que não venceu as legislativas. É, portanto, uma oportunidade para (...)

da repetição: desta vez foi em Barcelona

18.08.17
        As pessoas fizeram um semestre no "estado islâmico" e regressaram como quem esteve em "erasmus"? Por outro lado, as redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos. Amos Oz é, mais uma vez, muito claro: "A essência do fanatismo (...)

Das impressões habituais

29.06.17
      As PPP's desenhadas pelas "elites" em associação com o lado-tóxico-dos-partidos foram trágicas e ponto final. Não me surpreendem os seus defensores habituais, nem a recente dissertação de Passos Coelho sobre "a teoria mercantil do eucalipto"; neste caso, espanta-me que tenha sido PM. O que também sempre me espanta é o fanatismo dos 99% de peões. Mal intuíram o fim do luto oficioso em Pedrógão, começaram a contenda para sossego de uma qualquer minoria.   

Não financiar cooperativas para desviar atenções?!!

30.06.16
      Li e nem queria acreditar: há quem acuse o Governo de não financiar cooperativas com contratos redundantes para desviar atenções de outras variáveis críticas da escola pública. Nem sei como classificar tamanha falta de senso. O Governo revelou, neste assunto, uma coragem informada de todo inesperada e nunca li que os problemas se esgotavam aí. Se houve uma manifestação redundante por ter esse ponto como o único da agenda, o facto não responsabiliza o Governo. Estes (...)

Dos desafios europeus e da defesa da liberdade

19.11.15
    A questão "estado islâmico" tem diversos ângulos de análise. A venda de armamento e o petróleo são, por exemplo, dois temas incómodos para o ocidente. Para além disso, é importante olharmos para dentro e para a história recente.    O célebre relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", abordou o multiculturalismo, as migrações e o relativismo cultural de modo polémico. Defendeu-se que o multiculturalismo contribuiu para bolsas de (...)

A propósito de Paris

17.11.15
      As redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos de Paris. "És amigo de um homossexual? Levas com uma campanha negra", ouvi há pouco num fórum TSF este exemplo. Mas pior deverá ser, imagina-se, para os próprios homossexuais ou para (...)