Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 26.07.18

 

 

 

Também li pelo facebook um post de um dos mentores da "nova" ideia sobre educação inclusiva. O post era sobre os professores. O Paulo Guinote fez um post no blogue dele e deixei por lá o seguinte comentário: "O "burros" não é muito inclusivo". O post começa assim:

 

"Texto no mural do David Rodrigues no fbook:

 

"Não acredito…

Asseguram-me que o Governo das Esquerdas vai perder a maioria por falta do voto dos professores.
Eu não acredito.
Só mesmo aqueles que não se lembrem do que é a alternativa ao Governo das Esquerdas lhes fez…
Eu acredito que ninguém é tão inconsciente que se suicide por vingança…
Os professores podem estar zangados mas não são burros."

(...)"



publicado por paulo prudêncio às 14:46 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 10.04.16

 

 

 

 

São diversos os ângulos do escândalo offshoriano da fuga aos impostos. As nossas "elites" são historicamente viciadas nestas trafulhices que, resumidamente, têm uma finalidade: viver à custa do trabalho dos outros. Foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Desta vez, a coisa agrava-se nas democracias ocidentais e os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. Na saúde os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas, na justiça há que manter os povos minimamente em ordem e nos sistemas de segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação até se pode encher salas de aula, passar a vida em "reformas" para entreter o auditório, encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado que se conheça, manter números vergonhosos de analfabetismo ou aumentar o insucesso escolar em crianças e jovens. O que interessa é que os Dragui´s que controlam o protectorado se satisfaçam com a coluna excel da despesa e tranquilizem os "desorientados" governos que se sucedem.

 

cartoons_564_COlegio municipal.jpg

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:59 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quarta-feira, 02.03.16

 

 

 

Sei que estamos numa fase "Roma dos últimos dias", mas não deixo de me surpreender com a "habilidade" dos políticos para irritar as pessoas. O "não sejam piegas" ou o "emigrem" de Passos foi mesmo um cume nem sequer atingido pela "irrevogabilidade"; concordo. Mas os "não fumem", "andem em transportes públicos" ou "usem a gravata da cor tal" de Costa também requerem um "não havia necessidade, que raio". Não sei se são tiques, se são mesmo conteúdos ou se se limitam à forma. O que já parece usar as duas componentes, forma e conteúdo, é o lamentável episódio Soares no CCB. Concordo com a ideia de concursos internacionais, embora, e no estado em que estamos, nem sei se isso significa mais isenção.

 

19318555_zKhbU.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 17:20 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 19.02.16

 

 

 

"Redução de alunos por turma pode custar 750 milhões por ano", disse o presidente do CNE, em Santarém, nas jornadas do PSD, o seu partido. David Justino fez umas contas que nenhum especialista deste planeta consegue fazer, nem sequer por aproximação. Mas faz e lança-as como se fossem umas "bocas". É triste. O "contabilista" é presidente do CNE, ao que consta não é marciano, e nunca lhe ouvimos uma linha sobre a percentagem do PIB para a Educação, por exemplo, que já nos envergonha há uns anos.

 

Captura de Tela 2016-02-19 às 19.30.29.png

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:31 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Segunda-feira, 06.07.15

 

 

 

Inúmeros (sim, foram muitos e não se sabe quantos) professores dos quadros foram colocados, por erro, em vagas sem horário e restou-lhes o recurso hierárquico?

 

E se estão satisfeitos com a nova colocação e não reclamam?

 

E como é que reclamam os que não correram e que passaram para horário zero porque o colocado com erro é mais graduado?

 

Nas seguintes cinco variáveis encontramos explicação para a coisa:

1. o MEC errou no lançamento das vagas a concurso;

2. a aplicação informática está errada;

3. as escolas erraram no planeamento;

4. as escolas erraram a lançar as vagas;

e 5. as escolas erraram no lançamento e o MEC não corrigiu mesmo que avisado.

 

Havendo esta objectividade, o MEC e os sindicatos reuniram e passaram a responsabilidade para os professores através do tal recurso?

 

É impressionante a cultura portuguesa de apropriação do bem comum e de irresponsabilidade.

 

14040059_yEhzo.jpeg

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:22 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 24.06.15

 

 

 

Há estados norte-americanos com três dias de aulas por semana para poupar dólares com professores. Será que o Governo de Passos segue essa lógica Tea Party e está a atrasar a reabertura das aulas com medo de não conseguir colocar professores antes das legislativas? Neste caso, a austeridade caíu em cima da ética mais elementar.

 

Se nos lembraramos da retórica PassoCratianaMitoUrbano só podemos abanar a cabeça na horizontal.



publicado por paulo prudêncio às 20:09 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 23.06.15

 

 

 

 Da saga dos mitos urbanos:

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (17) | partilhar

Quinta-feira, 21.05.15

 

 

 

É muito mau que o actual MEC consiga que a suspensão do programa de Matemática A do secundário seja hoje votada na Assembleia da República. Nuno Crato pode estar há muito em fim de festa, mas isso não justifica tanta terraplenagem.



publicado por paulo prudêncio às 16:02 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 01.05.15

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 14.04.15

 

 

Captura de Tela 2015-04-14 às 13.03.57.png

 

 

 

 

 

 

 

 

Impressionou-me o fanatismo contra Sampaio da Nóvoa. As redes sociais inundaram-se de inquisidores.

 

O texto que pode ler, de Isabel do Carmo, explica como Sampaio da Nóvoa fez o que lhe era possível para que Saldanha Sanches não passasse pelo crivo medieval da bola preta.

 

Destaquei um parágrafo para a imagem. Recorda uma teia de situações análogas que tomaram conta da democracia.

 

Mas o melhor é ler aqui a crónica toda e que colo a seguir:

 

"Li no DN de 9 de abril de 2015 uma coluna de opinião de João Taborda da Gama, de elogio de Saldanha Sanches, com o título "Sampaio da Nóvoa Presidente", a que passo a responder.

A questão das provas de agregação do Saldanha Sanches, aí referidas, toca-me particularmente, visto que fiz provas alguns dias depois, envolvidas em idêntica turbulência.

A lei que protocolava a realização das provas datava do regime da ditadura, assinada ainda por Américo Tomás. A votação consistia na escolha de uma bola preta ou de uma bola branca por cada membro do júri e depois procedia-se à contagem. O que estava legislado e era escrupulosamente cumprido era que a votação fosse anónima, em urna fechada. Cada catedrático ia escolher sob as longas mangas da beca uma bola preta ou branca num recipiente onde estavam misturadas e depois colocava-a na urna. Esta cena medieval passada à porta fechada do conselho da faculdade dava lugar a todos os maus instintos, cobardias, vinganças pessoais e sobretudo políticas. E, naturalmente, a um grande stress dos candidatos. Finalmente abriam-se as portas e era anunciado o resultado. Poder absoluto e anónimo. Sampaio da Nóvoa, enquanto reitor, manifestou-se várias vezes contra esta lei, o que aliás deixou escrito em ata. Finalmente, por influência da sua orientação e por vontade de Mariano Gago, a lei foi abolida e substituída por outra, em que a votação deixou de ser anónima.

Ora acontece que, quando a nova lei foi publicada, já as nossas provas, a minha, a do Saldanha Sanches e a de um colega da Faculdade de Ciências, tinham data marcada. Todavia, na publicação da nova lei estava escrito que só 15 dias depois passava a ser aplicada. Prevendo por razões óbvias o que se poderia passar comigo e com o Saldanha Sanches, o reitor Sampaio da Nóvoa telefonou--me, telefonou ao presidente do Conselho Científico da FML, telefonou ao Saldanha Sanches e chamou-nos, facultando a possibilidade de requerermos um adiamento para datas posteriores à aplicação da lei. Sou testemunha de que tivemos essa possibilidade, mas nem eu nem o Saldanha Sanches quisemos. Criaturas que gostam do risco... Saldanha Sanches chumbou. O júri dele foi presidido na Faculdade de Direito pelo reitor Sampaio da Nóvoa, o qual não podia votar. O que se passou na discussão dentro do conselho ninguém sabe, ninguém pode saber, mas os que lá estavam sabem com certeza. Perante isto Sampaio da Nóvoa voltou a telefonar-me, mas eu insisti em ir a provas nessa data. Ele resolveu então ir assistir às minhas provas "à paisana", para testemunhar.

Eu passei, mas as bolas pretas foram muitas e eu sofri um grande stress, que nunca esquecerei. Houve catedráticos que há anos não punham os pés na faculdade e que foram lá só para pôr... a bola preta, claro. Durante as provas um dos catedráticos arguentes virou-se para o reitor, que estava entre o público, e disse "eu não sei se o senhor reitor está aí por causa da candidata se é para me ver a mim". Tal como aconteceu a colegas de todas as faculdades, que me precederam ao longo dos anos, foi impossível não passar a desconfiar de algumas pessoas autoras de eventuais bolas pretas."



publicado por paulo prudêncio às 13:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 03.03.15

 

 

 

Oito anos depois da publicação, há mais uma lei do MEC a gerar confusão. É inacreditável o estado de sítio legislativo. E não é que a letra seja dúbia, a guerra aos professores assumida por Lurdes Rodrigues é que fez prevalecer o espírito persecutório. Só por isso é que há dúvidas na aplicação da redução da componente lectiva por idade.

 

Havia, naturalmente, professores com reduções antes de 2007 e a tal lei diz que devem obter mais 2 horas aos 50, outras duas aos 55 e mais quatro aos 60, sempre num limite de oito. Houve escolas que sim e outras que não. O tal espírito era também maioritário nas escolas, a coisa complicou-se e depois veio a troika com a malta do além. Há um dirigente do MEC, que se demitiu (ou foi) em 2014, que fez um parecer claro favorável aos professores logo desmentido por mais uma circular, esta de anteontem, da sua substituta (que até tinha dado esperanças à eterna pró-ordem e a um dos quinze sindicatos - os outros catorze estão em parte incerta -). Às tantas começaram a fazer contas a retroactivos e a novas contratações e deixaram para quem se seguir.

 

MECmiguel deve ter lido qualquer coisa do MECministério, digo eu, e fez a metáfora perfeita.

 

Captura de Tela 2015-03-03 às 10.38.19.png

 

 

 

Em Londres, quando fazemos uma queixa sobre uma coisa que nos foi servida, surripiam-na da mesa - sem olhar para ela - e substituem-na logo.

Num restaurante predilecto para os pequenos-almoços (o Fountain do Fortnum's) serviram-nos um chá em que flutuavam algumas cinzas. Queixei-me e o empregado nem pediu desculpa. Fingiu-se envergonhadíssimo e, passado um minuto, tinha chegado um bule com chá perfeito.

No Hotel Ritz de Londres (onde não se pode dizer, como disse Harold Pinter durante um ensaio de uma peça dele que ele encenava, que "não estamos no Ritz") apareceu-nos um jarrinho de leite cheio de bolhas de gordura. Mal protestámos chegava outro jarrinho cheio de leite perfeito.

Em ambos os casos fiz questão, como repórter intrépido que sou, de perguntar porque é que assim tinha sido. Explicaram-me logo, como se fosse óbvio (até porque era) que "it saves time and assumes the customer is always right".

Em Portugal, entretanto, mesmo nos melhores (ou mais caros, já que raramente coincidem) restaurantes, os empregados examinam e atrasam tudo, olhando para as queixas e opinando sobre elas: "Tem razão, o garfo está sujo" ou "Não, esta mancha no copo é por causa da máquina de lavar louça".

Seja como for, perde-se tempo e, sobretudo, põe-se em causa a queixa do cliente. Se o cliente (por muito enganado e paranóico que seja) acha que o copo está sujo, mais vale concordar com ele (ou ela) do que tentar provar, agressivamente, que não é assim.



publicado por paulo prudêncio às 13:15 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 21.01.15

 

 

 

É óbvio, ou devia ser, que os homossexuais adoptem crianças. A questão fundamental para uma adopção passa pelas condições para educar uma criança e não pela orientação sexual dos adoptantes.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:53 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Segunda-feira, 10.11.14

 

 

 

"A PGR garante que não houve sabotagem no Citius e arquiva inquérito" e na mesma primeira página online do Público também se lê que o inimitável Cavaco Silva pergunta "o que é que andaram a fazer os accionistas e gestores da PT?".

 

É espantoso, realmente. A ministra, que manchou a honra de pessoas com a insinuação de sabotagem, não se demite perante o facto, nem o PR, que foi eleito sucessivamente como o anti-político que cuidaria das contas da nação, se desculpa por ter participado, até em cooperação estratégica, na bancarrota e por mais recentemente ter aprovado que o seu Governo eliminasse a Golden Share na PT enquanto condecorava Zeinal Bava. 

 

Captura de Tela 2014-11-10 às 21.17.50.png

 



publicado por paulo prudêncio às 21:18 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

A mentira descarada

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:04 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 02.10.14

 

 

Quem exerça, sem licença, a função de ama pagará coimas até 3.740 euros. Num país em os DDT´s continuam a dar a conhecer, impunemente, prendas de 5 milhões pela compra de submarinos e em que prescrevem coisas como a Tecnoforma, não surpreende que apareça um dirigente, da maioria que governa, a considerar esta medida da família do "fascismo higiénico".

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 23.09.14

 

 

 

 

Publiquei pela primeira vez, em 10 de Junho de 2009, o vídeo que vai ver. O post tinha como título "E lá nos havemos de safar". Recomendo-o ao alto comando que opera na solução para a inenarrável fórmula do concurso de professores BCE. É uma mensagem de esperança.

 

Na altura escrevi assim:

 

"É tal o estado a que chegou o sistema escolar em Portugal que não me lembro de outro ano assim (talvez aquela saga dos concursos com uma aplicação informática inenarrável tenha algumas semelhanças no domínio da incompetência técnica). Desalento, confusão, inacção e uma série de diplomas legais sem pés nem cabeça que a grande maioria não consegue cumprir e os que dizem que os executam fazem-no a fingir, por temor ou por oportunismo.

 

E lembrei-me de um pequeno vídeo, de cerca de 2 minutos, que nos pode dar alguma esperança e que sublinha um dos motes mais conhecidos da nossa organização: "lá nos havemos de safar"; é só ver o vídeo com atenção e dar asas à esperança.

 

Ora clique."

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:23 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quinta-feira, 18.09.14

 

 

 

 

Como era óbvio para quem se intressa por estes assuntos, as organizações da Matemática reprovam o concurso da "Bolsa de Contratação de Escola". 

  

 

Nuno Crato não reconhece o erro e tergiversa.

 

  

 

Mas, e ao que parece, o MEC acusa as escolas.

 

 

 

  



publicado por paulo prudêncio às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 16.09.14

 

 

 

 

Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) disse, ontem à noite num canal de cabo, que vai educar a justiça para que os portugueses possam, finalmente, confiar num dos pilares da democracia. Disse ainda que vai trabalhar muito para desconstruir a acusação de que foi alvo.

 

É espantoso, realmente. Uma pessoa é acusada por um acto enquanto ministra da Educação e no mesmo dia vai a um canal de televisão e coloca-se acima da justiça. 

 

A justiça tem que funcionar, embora se tenha a sensação que há alguma impunidade com a corrupção ligada aos aparelhos partidários ou, pelo menos, falta de meios.

 

Não gosto de juízos de carácter. Enquanto ministra, MLR revelou uma gritante impreparação associada a doses elevadas de autoritarismo, arrogância e cinismo. Também me parecia crente na manipulação mediática e na tese de que o sistema escolar era um grande primeiro ciclo. Essa mistura explosiva, e trágica, deu no que se sabe e ficou bem patente na soberba com que ontem se dispôs a, finalmente repito, educar a justiça.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Sábado, 13.09.14

 

 

 

 

 

 

 

Desenho de Luís Afonso.

 

Cortesia de CVC.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.

 

Haverá, no presente desvario, incompetência com o software e quiçá com o hardware que "crasha" com os acessos.

 

Mas há também um braço que não se deixa torcer por parte dos "empresariais" que desgovernam o MEC há cerca de uma década: aceitar como boa a ideia de lista única por graduação profissional, com manifestação de preferências (hierarquização dos código das escolas ou agrupamentos) por zona pedagógica. A ser assim, seria a eliminação do ruído com os meios que existem.

 

À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.

 

A má burocracia do MEC acrescenta sempre uma qualquer incompetência política por lidar mal com a ideia de lista graduada.

 

Desta vez, a lei da "Bolsa de Contratação de Escola" atribui 50% à graduação profissional e 50% aos tais 3 subcritérios (avaliação curricular), entre os 149 encontrados pelo MEC, definidos para cada horário. A graduação profissional (classificação profissional + tempo de serviço) tem um tecto real de cerca de 43 valores e a avaliação curricular um exacto de 100 pontos (por exemplo: (43 da 1ª + 100 da 2ª) / 2 = 71, portanto, a 1ª vale 30% no máximo). Como se acha a média entre as duas variáveis, desaparecem os 50% para cada uma definidos na lei e os candidatos vêem a classificação mudar de horário para horário. Era mais uma festa se não atingisse a dignidade de milhares de pessoas.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
É uma medida insuficiente.
Completamente de acordo.Até já foram anunciados cá...
ah ah ah Nem mais :)
Não te preocupes.Nem os políticos se preocupam.Lem...
“Estudem todos os dias um pouco, coloquem sempre a...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

bartoon

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676