É muito desigual a luta da democracia europeia contra os algoritmos que as gigantes tecnológicas optimizam para viciarem os utilizadores de todas as idades. É desigual porque os algoritmos - que não identificam uma notícia falsa - viciam através do medo, do ódio e da irritação, que é exactamente o conjunto de conteúdos que historicamente interessa à extrema-direita. Aliás, há algoritmos das redes sociais concebidos para promover constantemente ideias de extrema-direita. (...)
Leia uma resposta de Pedro Paixão numa entrevista à revista do Expresso de 25 de julho de 2025 (página 37). Pedro Paixão foi "membro fundador de "“O Independente” em 1988, escritor da moda nos anos 1990 e professor de Filosofia na Universidade Nova de Lisboa". "E fica claro que não gosta do termo "nazi". Quer explicar a razão? É uma palavra que nos desculpabiliza, uma narrativa segundo a qual um grupo de bestas, de doentes mentais, chamados "nazis", conseguiu dominar a (...)
Controlamos "a fome, as epidemias e as guerras" (em Homo Deus de Yuval N. Harari), mas enfrentamos desafios igualmente difíceis: migrações em massa, alterações climáticas ou ascensão de forças políticas extremistas. Para além disso, aumentam as desigualdades entre os mais ricos e os restantes porque a riqueza acumulada numa minoria não é taxada nem redistribuída. Não há crescimento económico que provoque a "maré enchente que subirá todos os barcos" porque os (...)
A extrema-direita portuguesa, que constitui a quase totalidade do CDS-PP, uma parte algo numerosa das bases do PSD e uma fatia invisível, mas influente, do PS, defendeu este fim-de-semanaa redução da escolaridade obrigatória, chegando a usar como argumento o desperdício da escolaridade para as pessoas de (...)