Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 29.08.18

 

 

Há uma dicotomia no aproveitamento europeu dos impérios: Grécia, Itália, Espanha e Portugal (nem todos na mesma escala) não mantiveram muitas das riquezas materiais até à actualidade; pelo contrário, Holanda, Bélgica, Noruega, Reino Unido, Suécia, Alemanha e França (e ainda a Suiça e o Luxemburgo) mantêm os domínios essenciais. E não basta olhar para a bandeira das multinacionais europeias bem sucedidas. Há ainda negócios de biliões que passam pela energia e existem interesses fundamentais no ouro e nos diamantes (até nos de sangue). É também isso que o eurogrupo não deve esquecer quando analisa as políticas de austeridade e as acusações de despesismo dos povos do sul. Aliás, a bandeira portuguesa, hasteada no ponto mais setentrional da Europa, é um bom ponto de partida histórico que Centeno não desconhecerá.

 

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Sagres. Agosto de 2018.

 

 

 



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Quarta-feira, 22.03.17

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.

As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.

 

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Sábado, 07.01.17

 

 

 

Mário Soares, uma das referências, provavelmente a maior, da política portuguesa do século XX, morreu hoje, em Lisboa. Ouvi, ao longo de mais de 40 anos, as opiniões mais diversas sobre a sua acção política. Votei em Mário Soares na segunda volta da sua primeira eleição presidencial e para o segundo mandato.
Há palavras que me lembrarão Mário Soares: liberdade, democracia, tolerância, modernidade, Europa e coragem. Quem, como eu, era adolescente moçambicano em 1974, viveu as décadas seguintes em Portugal e ama a liberdade e a democracia, recorda-o com a melhor memória política e cívica.

Que descanse em paz.

 

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Quarta-feira, 06.07.16

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem que ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, estão numa fase de saturação por entropia informacional? Há, no mínimo, sinais do fenómeno.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não estranha a regressão política e social. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Sexta-feira, 26.02.16

 

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem de ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, que se foram construindo podem estar numa fase de saturação por entropia informacional.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não deve estranhar a regressão política e social e o consequente empobrecimento. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Domingo, 08.11.15

 

 

 

 

Somos quase o único país do velho continente onde se fazem actas de conselhos de turma e passamos as reuniões a dizer: isto tem que ficar em acta. Não imagino como é que no norte e no centro da Europa se entendem sem actas. Quiçá gregos e espanhóis nos imitem e talvez isso se relacione com as tais velocidades. Para além disso, constata-se que a palavra de um professor atingiu o grau zero da confiança e isso também explica o tipo de sociedade que construímos e a inabilidade na educação das crianças.

 

1ª edição em 24 de Março de 2015.



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Domingo, 07.06.15

 

 

 

 

 

@Cortesia CVC.

 



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Sexta-feira, 20.02.15

 

 

 

 

A crise humanitária portuguesa não é tão grave como a grega porque existe o tribunal constitucional. O Governo português, "inspirado" pelo fanatismo da destruição criadora, não pensou no país e agora envergonha-nos. Esta conclusão só pode ser considerada "uma espuma dos dias" por quem viva na estratosfera ou tenha sido picado pelo império do mal.

 

Quando hoje se lê que "em Atenas se diz que Portugal e Espanha foram os que mais dificultaram o acordo", acertaremos de novo se concluirmos: para além do radicalismo ideológico, temos dois governos apavorados com as próximas eleições.

 

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Domingo, 15.02.15

 

 

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"A Grécia apanhou a Europa de surpresa em 2009 e continua a surpreendê-la. Historiadores, economistas e politólogos gregos sempre aconselharam os responsáveis europeus a conhecer um pouco melhor a História grega contemporânea. A questão da dívida ocupa quase toda a cena.

Mas a dívida é uma manifestação, não a raiz do problema. Para os historiadores, o "problema grego" não é económico mas político — diz respeito ao funcionamento do Estado. A questão não está nos gregos mas nas instituições. A reforma do Estado e da economia é o nó do problema.

O "sistema grego"
O "sistema grego" remonta ao século XIX. A Grécia emancipou-se do Império Otomano em 1829 e o novo Estado começou a ser criado por altos funcionários alemães que acompanhavam o primeiro rei, o príncipe Otão da Baviera. Foi imposto um modelo centralizador contra as resistências de uma sociedade que vivia num quadro político, institucional e cultural otomano.

"A construção prosseguiu dificilmente ao longo dos séculos XIX e XX, com avanços e recuos", resume George Prevelakis, especialista da geopolítica balcânica e embaixador na OCDE. "Para obter a aceitação das populações rurais e reprimir a sua recusa da modernidade política importada, o poder serviu-se do aparelho de Estado não apenas como instrumento de repressão mas como sistema de distribuição de uma espécie de renda ou tributo. A principal moeda de troca foi o emprego pelo Estado. Um lugar na administração traduzia-se num primeiro tempo pela submissão e, a seguir, em votos."

Este é o "pacto fundador" que, em grande parte, determinou os estigmas políticos e sociais da Grécia. A fuga ao fisco tornou-se em muitos casos numa prática "legal": a Igreja Ortodoxa, o maior proprietário do país, ou os grandes armadores estão constitucionalmente isentos. As profissões liberais estavam tacitamente isentas e passaram a protestar contra a "perseguição fiscal" imposta pela troika. "Se a Grécia tivesse um efectivo sistema fiscal, nos padrões da zona euro, a receita duplicaria", concluía em 2012 o economista Kostas Vergopoulos.

Para poder distribuir uma renda a um grande número de clientes, a elite política tinha de encontrar fontes de financiamento. Para manter um Estado pletórico era necessário sobrecarregar fiscalmente a economia que, em troca, desenvolveu uma cultura de fraude fiscal.

"Nunca sendo suficientes as receitas, foi necessário olhar para o estrangeiro, ontem para a Europa e os Estados Unidos, hoje para a Rússia e a China", anota Prevelakis. "As elites gregas aprenderam a explorar os sentimentos de simpatia para com a Grécia, assim como a situação geoestratégica do país para obter financiamento estrangeiro."

Nos últimos 40 anos, os dois grandes partidos, o Pasok, do clã Papandreou, e os conservadores da Nova Democracia reorganizaram em larga escala as redes de patrocínio. Andreas Papandreou, no poder após 1981, construiu um "socialismo a crédito", escreve o historiador Nicolas Bloudanis. Impôs-se politicamente pela capacidade de arrancar fundos europeus para alargar a sua base clientelar. "Mas não é o único responsável: a direita é tão estatista como o Pasok. A classe política grega sempre confundiu dramaticamente rendimento e empréstimos."

Ao clientelismo somam-se os privilégios corporativos de centenas de grupos sociais e económicos fechados — dos advogados aos camionistas — tal como uma miríade de taxas e isenções em benefício de grupos particulares. É uma "cadeia de direitos adquiridos" que modela e atravessa a sociedade.

Além da austeridade, a Grécia comprometeu-se a fazer uma reforma integral da sua máquina administrativa e da economia. Mas a maioria das medidas foram bloqueadas por poderosos grupos de interesses.

Leszek Balcerowitz, que dirigiu as reformas da transição na Polónia nos anos 1990, fez um apelo à UE sobre a crise grega: "Ser flexível na dívida mas intransigente nas reformas". Não o "perdão" da dívida que Tsipras pede mas uma maior flexibilidade na reestruturação. A mensagem seria "premiar as reformas não o populismo económico" e incentivar o crescimento — não pensando apenas na Grécia mas em países como Portugal, Espanha, Itália ou França. A confusão entre reformas e austeridade é perversa. As reformas não sacrificam a generalidade da população, apenas os interesses instalados.

 

Tsipras e o nacionalismo.


A vitória do Syriza significou o desmoronamento do velho sistema bipartidário. Para onde vai a Grécia de Tsipras?"

 

 

 

 



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Quarta-feira, 11.02.15

 

 

 

 

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Segunda-feira, 19.01.15

 

 

 

Merkel considera que os gregos "têm a oportunidade de realizar eleições, mas devem manter os compromissos com os credores"; e acrescentou que "está interessada na manutenção da Grécia no euro". Fixei-me no detalhe oportunidade que pode ter várias leituras: o Syryza pode acabar com isso; portem-se bem; ou sublinhar o valor precioso e frágil da democracia.

 

 

 

 



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Sexta-feira, 16.01.15

 

 

 

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Basta googlar por "Noruega mesquitas" para se encontrar informação sobre o assunto.

 

Desde a viragem do milénio que a integração (no sentido das polémicas em curso) de outros povos na Europa é muito discutida. No relatório de Jacques Delors, 1998,  "A educação - um tesouro a descobrir", as questões do multiculturalismo e do relativismo cultural tiveram uma abordagem interessante e polémica.

 

Defendeu-se que o fenómeno do multiculturalismo contribuiu, na Europa, para acentuar as bolsas de "ghetização" com as consequências conhecidas. Invocou-se como negativa a preservação a todo o custo das matrizes culturais de origem por parte das comunidades imigrantes que se foram "ghetizando". Os resultados estão aí.

 

Em alternativa, o relatório propôs a ideia de interculturalidade, através da educação, para a "normalização" de costumes que assentassem num valor primeiro: a liberdade entendida como impossibilidade de invasão no espaço de liberdade do outro.

 

É neste patamar de discussão que se coloca a questão dos "véus escolares" ou dos templos religiosos.

 

Estamos numa encruzilhada?

 

Claro que estamos e perdemos muito tempo na Europa. Mas só há uma solução: tolerância, determinação na defesa dos nossos valores, muita persistência e uma corajosa atitude de não desistência. Quem chega deve respeitar os valores vigentes. A história não deve registar um qualquer caminho de luta pela liberdade que se tenha feito só com vitórias e sem vítimas brutais e injustiçadas. É assim a natureza humana e os tempos nunca mudam tão depressa: só o afastamento histórico nos permite perceber melhor as épocas que fomos vivendo.

 

 

 



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Terça-feira, 06.01.15

 

 

 

A instabilidade e o plano inclinado do euro coincidiram com a presidência da comissão europeia de Durão Barroso. É inquestionável. Até o argumento de que a sua presidência favorecia Portugal não evitou mais uma bancarrota; bem pelo contrário. Mas Durão Barroso acha que estamos no fim da história e entrou na campanha eleitoral grega: o Syriza é o caos, mas os vários governos com extrema-direita em países do euro são-lhe familiares.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:51 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 04.01.15

 

 

 

Merkel ameaça com a saída da Grécia do euro porque a eleição do Syriza implica o fim das políticas de austeridade. Há países na Europa, até bem no centro, onde proliferam os paraísos fiscais e o comprovado acolhimento de práticas corruptas e a chanceler não se assusta?

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:58 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 06.11.14

 

 

 

Jean-Claude Juncker (tem nome de esquentador de marca alemã, mas é luxemburguês e é o novo presidente da Comissão Europeia (CE)), parece estar envolvido no esquema seguinte: "(...)acordos secretos com Luxemburgo permitem a 340 multinacionais pagarem menos impostos(...)".

 

Há uma tendência da Europa para se afundar que dá ideia que é obrigada a isso por quem manda no mundo. Só pode ser ou então o velho continente está dizimado pela grande corrupção. Sei lá. Os Goldman Sachs´s (o comissário Moedas fez parte do grupo) e afins escolheram um tal mordomo das Lajes para presidente da CE e agora indicam uma personagem que mal toma posse é fragilizada desta forma. É sempre a descer, realmente.

 

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Segunda-feira, 28.04.14

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo numa crise profunda, a força das democracias é insuperável e a do voto inquestionável. A notícia que leu na imagem tem um desenvolvimento muito interessante e é da mesma família que anuncia o recuo do Governo nas indemnizações por despedimento "ilegal" (o inenarrável ministro da segurança social aparecerá a dar a boa nova, já que o pequeno partido da coligação está em campanha desde o início). As campanhas eleitorais têm muita força.

 

Soube-se que 30 mil milhões de euros de austeridade foram desastrosos, não cumpriram as metas do défice e não chegaram para tapar a corrupção dos bancos (sublinhe-se que bancos desses pululam pela Europa e pelo mundo ocidental; claro que o BPN é o auge da falta de vergonha). E vai-se sabendo muito mais nesta fase de campanha eleitoral numa Europa composta por egoístas a norte e a centro que se apressaram a apontar o dedo aos do sul. E o mais grave é que houve governos sulistas que se afirmaram para além da troika.

 

 

 

 



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Terça-feira, 01.04.14

 

 

 

 

 

Essa coisa da falta de prestação de contas tem sempre um efeito boomerang a que nem a Comissão Europeia escapa.

 

Há uma constante no que levamos de milénio: os políticos em exercício de cargos seguiram os ultraliberais do poder económico e acusaram os grupos profissionais a abater de não prestarem contas e de serem grandes despesistas. Como panaceia, montaram ardilosos monstros burocráticos para avaliar o desempenho e exigir accountability (como gostavam de repetir).

 

Perante a hecatombe de 2007 e uma vez escancarada a corrupção que perpetravam ou apoiavam, situam-se longe da responsabilidade. Há dias foi Durão Barroso a abandonar o barco para ver se continua a navegar; numa aparente contradição, não se coibiu de culpar o BPN, o BPP e as PPP's como quem não tem qualquer conta a prestar; nem política. Agora mandata a Comissão Europeia para proibir Portugal de usar fundos estruturais para estradas. É uma festa. Barroso quer convencer os marcianos que nada tem a ver com a fuga europeia para a frente em 2008, através de despesa descontrolada, nem com tantos episódios do género; anteriores e posteriores.

 

 

 

 

 

 

 Se esta notícia for mentira de 1 de Abril, o post não carecerá de actualização.

 

 

 



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Sábado, 01.03.14

 

 

 

 

Um político do partido que governa na Polónia demitiu-se porque gritou "Heil Hitler" numa discussão com um funcionário alemão do aeroporto de FrankfurtJacek Protasiewicz confessou que tinha ingerido duas garrafas de vinho no voo que durou cerca de duas horas. Ao que parece, o grito do polaco não era a favor do ditador alemão. O indivíduo irritou-se com o funcionário e excedeu-se.

 

Nunca bebi duas garrafas de vinho de enfiada, nem uma, ou meia, sequer. Mas convenço-me que não me lembraria de gritar por qualquer coisa do género. Os fantasmas europeus são um tormento e renovam-se também na "eterna" Crimeia.

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 14.01.14

 

 

 

 

Não simpatizo com o primarismo antiamericano e reconheço as virtudes dessa sociedade. Mas os Impérios são o que sempre foram e vivemos tempos em que a cultura americana parece ter derrubado todas as fronteiras acentuando também a decadência da Europa. Para além disso, não se conhecem bons resultados na importação de modelos de sociedade com géneses e histórias tão diferenciadas.

 

Foi num Nobel norte-americano, Joseph Stiglitz, que li, em 2009, que a crise que se iniciou em 2007, e que ainda perdura, se devia "à corrupção ao estilo americano". A economia global impôs uma série de multinacionais norte-americanas, da alimentação à informática e ao cinema passando por inúmeras actividades que condicionaram o modelo de vida e de sociedade, que arrastaram consigo os conceitos de meritocracia e de mercado como patamares acima da dignidade pessoal e profissional das pessoas e que estabeleceram novas balizas éticas.

 

É também isso que se vai observando no estranho caso do presidente Francês, onde a conhecida hipocrisia moral que vigia a política norte-americana parece ter entrado de vez na política de um dos países europeus que mais se tem esforçado por marcar o seu espaço identitário.

 

 

 

 



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Quinta-feira, 20.06.13

 

 

 

 

 

 

Os dados do eurostat de ontem são taxativos: Portugal, a exemplo da Grécia e da Eslováquia, pertence ao grupo reduzido de países europeus onde aumenta a pobreza através duma "solidariedade" que enriquece os ricos.

 

E a situação agravar-se-á ainda mais nas taxas de escolaridade se prevalecer por muito mais tempo o thatcherismo que precariza até ao limite mínimo a profissionalidade dos professores e que em última instância criará escolas para ricos e escolas para pobres. O aumento de alunos por turma, o aumento dos horários dos professores, a revisão curricular, os mega-agrupamentos, os despedimentos e as ameaças de mobilidade especial e de horário zero são medidas que, para além de tudo, pretendem quebrar a resistência do grupo profissional que está na primeira linha e que há anos a fio tem erguido uma barreira a este insuportável ultraliberalismo. A defesa do emprego é desvalorizada pelo cinismo das nossas "elites" na tentativa de impedir que os direitos mais elementares sejam reivindicados pelos cidadãos.

 

 

 

 



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Autor:
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