Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 22.10.18

 

 

 

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A entrevista termina assim:

"(...)Gostou da trilogia de Elena Ferrante?
Claro que gostei! Devia ser uma leitura obrigatória para todos os europeístas. A União Europeia hoje é um veneno e vai acabar."

 

Concordo que é uma obra muito interessante e de leitura mesmo obrigatória. Só que é uma tetralogia (quatro volumes); se a Ana Sá Lopes, o Manuel Carvalho e o Vasco Pulido Valente fossem professores, e como já não são umas crianças, sugerir-se-ia de imediato que foi muito fumo e álcool e a entrevista já ia longa :)



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 25.09.18

 

 

 

A Gazeta das Caldas (Caldas da Rainha) perguntou-me:

 

"Como perspectiva a Escola nos próximos 20 anos?"

 

Respondi assim ao desafio para um limite de 1000 caracteres (tem 1039):

 

Do muito positivo ao caótico.

Partindo da “Quarta Revolução Industrial” em curso, prevê-se que os resultados na sociedade da generalização das tecnologias possa oscilar entre extremos (do muito positivo ao caótico), com consequências no imperativo da igualdade de oportunidades. Há, contudo, uma zona cinzenta na prospecção detalhada. A escola integra esse universo de incertezas. Por exemplo, os professores não constam das profissões em “crescimento” ou propensas a desaparecerem com a automatização. Mas muitas outras constam, o que ajuda a organizar a escola do futuro – currículos, ofertas e programas de orientação profissional -, com forte referência à dimensão civilizada, democrática, desburocratizada e autónoma.

A regra, a finalidade e a exigência são património da cultura da escola, em paralelo com o erro, o drama, o afecto e a amizade. Para alunos, professores e outros profissionais, construir bons modelos de aprendizagem será sempre uma tarefa árdua. Por isso, a ideia de escola nunca prescindirá do dever de apoiar as necessidades de uns e de outros. 

 

O jornal escolheu a imagem para acompanhar o texto.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 20.07.18

 

 

 

 

Fui parar a uma entrevista de Agosto de 2016 de quem coordenou o perfil do aluno no final do 12º ano.

 

Lembrei-me deste post.

 

Começa assim:  

 

A febre reformista no sistema escolar em Portugal não é nova: é mesmo imparável. O que é engraçado, e com o passar do tempo, é que vemos recuperar ideias antigas como se de grandes novidades se tratassem. Parece um percurso circular.

Escrevia, algures em 1998, uns textos para uma revista sobre educação e o coordenador pediu-me que inscrevesse algumas ideias sobre o assunto. Lembrei-me dos remédios. Fui ler a literatura do “Benuron” - medicamento para todas as dores e para todas as maleitas gripais e constipais - peguei no seu modelo organizativo e fui andando. Foi uma noite bem passada. Quase 16 anos depois, e aproveitando as competências do blogue, publico-as de novo. Só dois detalhes antes de começar: se em 1998 era possível este grau de má burocracia e eduquês, não é de admirar que com mais 17 anos intensivos isto tivesse chegado a este estado.

 

Republico apenas o perfil do aluno. Para os restantes medicamentos terá que ir ao original no link referido.

 

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Perfil do aluno. 

Registo da patente: equipa coordenadora dos programas escolares na reforma Roberto Carneiro em 1989. 

Composição: registo preciso e rigoroso do estado do produto aluno somados x anos de laboração. 

Indicações terapêuticas: impede desvios acentuados nos complexos processos de apreciação global dos alunos; facilita a criação de mecanismos rigorosos de análise transversal do desempenho de humanos sujeitos ao agressivo contexto escolar. 

Contra-indicações: pode provocar ligeiras dores de cabeça quando verificada a sua articulação com os programas escolares das disciplinas dos anos terminais de ciclo. 

Precauções especiais de utilização: não deve ser aplicado a alunos muito curiosos nem aos que se posicionem de frente ou de costas. 

Prazo de validade: um ciclo escolar, precisamente.



publicado por paulo prudêncio às 14:25 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 17.07.18

 

 

 

Uma entrevista interessante aqui. (Outubro de 2017)

 

"(...)Steve D. Levitt, economista e coautor de Freakonomics, foi um leitor entusiasta: "Adoro este livro. É das poucas obras que li nos últimos tempos que mudou, de forma fundamental, a maneira como penso sobre o mundo."(...)"

 

Do Freakonomics 



publicado por paulo prudêncio às 20:31 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 10.07.18

 

 

 

 

É uma entrevista de 2017 e que começa assim: "Francisco Mora: É preciso acabar com o formato das aulas de 50 minutos". Especialista em Neuroeducação aposta na mudança de metodologias, mas pede cautela na aplicação da neurociência na educação. Mora argumenta que a educação pode ser transformada para tornar a aprendizagem mais eficaz, por exemplo, reduzindo o tempo das aulas para menos de 50 minutos para que os alunos sejam capazes de manter a atenção."

 

Há um universo de possibildades para inovar na escola actual. É necessário saber onde se quer chegar e depois mudar com critério e testagem.

 

Exemplo?

Repitamos:

Se terminamos com campainhas, não o fazemos de supetão. Começamos pelo início das aulas mantendo os toques que indicam o fim dos intervalos maiores, de seguida vamos às extremidades horárias e por ai fora. Se compete ao professor decidir pelo momento de intervalar aulas de 90 minutos (ou até encurtar ocasionalmente uma aula de 50 ou 45 minutos), escolhemos primeiro algumas disciplinas de anos iniciais de ciclo e vamos generalizando com a preocupação de manter o silêncio nos corredores. Se introduzimos telemóveis nas aulas, ou sofás como é moda nesta altura, usamos uma progressão disciplinar. Se queremos eliminar manuais e trabalhos de casa, introduzimos progressivamente versões digitais e asseguramos apoio ao estudo bem criterizado. Se acabamos com "aulas de substituição", responsabilizamos os alunos pelas escolhas "escolares" alternativas. Se precisamos de provas para avaliação externa, escolhemos os anos, mantemos o modelo durante anos e contrariamos as tentações internas de criar provas globais por disciplina e ano de forma a não condicionarmos a liberdade de aprender e ensinar e de procurar soluções que busquem a asserção fundamental: há poetas vivos.



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Segunda-feira, 30.04.18

 

 

 

Uma entrevista muito boa sobre burnout.

"(...)Um exemplo: perde-se muito tempo nas reuniões. Costumo fazer um questionário [nas empresas onde é consultor] e é verdadeiramente impressionante a forma como as pessoas classificam o custo-benefício das reuniões. Não começam a horas, têm objectivos pouco claros, há gente que é convocada que não está lá a fazer nada. No final, os colaboradores perguntam: o que é que estive aqui a fazer?(...)



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Quinta-feira, 14.12.17

 

 

 

Ser professor é exigente. Claro que não se dá crédito às desconsiderações do costume, mas custa ouvi-las da presidente do Conselho Nacional de Educação. Só agora li integralmente a sua recente entrevista. Já tinha escrito que Maria Emília Brederode dos Santos "escolhe o ensino expositivo generalizado" como causa do abandono escolar e não menciona sequer outra variável. Mas mais: os professores são os culpados pela indisciplina dos alunos (relaciona-o com a idade avançada). Ou seja, um aluno não deve ser bem educado mesmo que não aprecie o ambiente das aulas. "Ainda recentemente", um estudo da OCDE concluía que os professores portugueses (os mais considerados por alunos e encarregados de educação) são os que perdem mais tempo para começar uma aula por causa do ruído comunicacional dos alunos. Será caso para algum humor: ainda antes de começaram a exposição, os professores provocam ruído comunicacional como princípio didáctico.

 

Nota: o estudo publicado pelo CNE deu origem a este título do Expresso: "Alunos que estão atentos às aulas têm boas notas"; esta descoberta da pólvora acrescenta: "resistem ao barulho e à desorganização". Isto só lá vai com uma visão humorada.

No site Shifter.pt, as declarações da presidente do CNE têm outro tratamento: "Os alunos portugueses continuam a ser dos que mais chumbam na Europa (por exemplo, 17% até ao 6.º ano).(...)Portugal tem a percentagem mais elevada de alunos do ensino secundário que recorre a explicações fora da escola.(...)Em Portugal, educar uma criança entre os seis e os 15 anos custa quase 63 mil euros."

 

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Imagem do blogue Diário de Bordo



publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 09.12.17

 

 

Assim de repente, a frase que escolhi para título deixou-me surpreendido. É que ouvi uma entrevista radiofónica ao ministro da educação e não apreciei as analogias entre políticas da educação e resultados de futebol. E confirmei de tal modo as piores expectativas, que quando li o título pensei em euro 2008 como campeonato da europa de futebol; afinal, esse foi em 2004.

"O euro de 2008 e o euro de 2018 não são a mesma moeda". "Estou convicto de que vivemos, neste momento, uma janela de oportunidade, que pode ser única", diz Mário Centeno na sua primeira entrevista como presidente do Eurogrupo.

A mesma entrevista tem uma frase que tranquiliza o velocíssimo comentador Marcelo: "Mário Centeno garante que eleição para a presidência do Eurogrupo não vai provocar "alterações orgânicas no Ministério das Finanças""



publicado por paulo prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 08.12.17

 

 

 

Encontrei o título "nesta entrevista" ao filósofo José Gil. É, no mínimo, inquietante que alguém faça uma afirmação assim. Mas percebe-se, tal a crise das humanidades. Mas o melhor, é ler mesmo a entrevista que começa com uma análise ao PR ("É o melhor Presidente que nós já tivemos. Levou-nos a esquecer Cavaco. E isso é extraordinário. O país inteiro estava a precisar disso. Mas é preciso um passo seguinte...”), que, como leu, fez esquecer o inenarrável que o antecedeu.



publicado por paulo prudêncio às 14:37 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 09.11.17

 

 

 

A generalização dos motores de pesquisa já tem uma história e inquieta os que se preocupam com as aprendizagens das novas gerações. O google, por exemplo, é uma ferramenta poderosíssima para os adultos e muito questionável para os mais jovens. Ora leia a entrevista a Umberto Eco.


Umberto Eco. "O Google é uma tragédia para os jovens".


"(...)O Google cria uma lista, mas no momento em que olho para a lista que o Google gerou, ela já mudou. Essas listas podem ser perigosas - não para os adultos como eu, que adquiriram conhecimento de outro modo -, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. As escolas deveriam ensinar a arte da discriminação. (...).A educação deveria regressar às estratégias das oficinas da Renascença. Aí, os mestres podiam não ser capazes de explicar aos alunos por que razão uma pintura era boa em termos teóricos, mas faziam-no de maneiras mais práticas. Olha, isto é o aspecto que o teu dedo pode ter e este é aquele que deve ter. Olha, esta é uma boa combinação de cores. A mesma abordagem deveria ser utilizada nas escolas quando se lida com a internet. O professor deveria dizer: "Escolham qualquer assunto: a história da Alemanha ou a vida das formigas. Pesquisem em 25 páginas web diferentes, comparando-as, e tentem descobrir qual tem informação importante e pertinente". Se dez páginas disserem a mesma coisa, pode ser sinal de que essa informação está correcta. Mas isso também pode acontecer porque alguns sites se limitaram a copiar os erros dos outros.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 09:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 03.11.17

 

 

 

Pode ler a entrevista aqui.

 

Entretanto, e na mesma linha, o cientista "alerta para a bancarrota espiritual e moral das sociedades".

 

Recebi um email devidamente identificado que coloca as seguintes interrogações sobre o tema.

 

"António Damásio retorna a Platão e a Freud? 
 

“[...] E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam ?

— Matariam, sem dúvida – confirmou ele.”

Platão. República. Livro VII, 517a (excerto da ‘Alegoria da Caverna’) 
 

“A realidade por detrás de tudo isto, por mais que se prefira negá-la, é a de que o homem não é um ser frágil e carente de amor, que quando muito só age em sua defesa ao ser atacado. Pelo contrário, por entre os seus instintos herdados (Triebbegabungen) conta-se uma poderosa tendência para a agressão. Por esta razão, o outro não é apenas um objecto sexual ou alguém que o pode ajudar, é também uma tentação para satisfazer a agressividade, para explorar a sua força de trabalho sem qualquer compensação, para o usar sexualmente sem o seu consentimento, para se apropriar dos seus bens, para o humilhar, ferir, martirizar e matar. Homo homini lupus; depois de tudo o que a vida e a História mostraram, quem terá a coragem para contestar esta verdade?”

Freud (1930). O mal-estar na civilização. V. "



publicado por paulo prudêncio às 10:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 22.10.17

 

 

Quanto mais tarde pararmos com o equívoco, mais difícil será a recupração.

 

"A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado" O professor universitário Nuccio Ordine contesta as "universidades-empresa" e defende mais investimento na educação, nomeadamente nos estudos clássicos.

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:28 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 09.10.17

 

 

 

Uma entrevista muito interessante aqui.

 

"(...)Steve D. Levitt, economista e coautor de Freakonomics, foi um leitor entusiasta: "Adoro este livro. É das poucas obras que li nos últimos tempos que mudou, de forma fundamental, a maneira como penso sobre o mundo."(...)"

 

Do Freakonomics 

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publicado por paulo prudêncio às 17:53 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.10.17

 

 

 

 

Li, na revista do Expresso de uma das semanas passadas, uma interessante entrevista ao designer Philippe Stark. "Encontrei-a na edição online". Recomendo.

 

"(...)Chego aqui e percebo que isto é o paraíso. Um porto à minha escala, porque gosto que todas as cidades sejam pequenas, casas em cima da água, um mar com ondas enormes e água fria. E disse a mim mesmo que era aqui que devia morar.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 11:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 04.08.17

 

 

 

É muito interessante a "Nova teoria do mal" de Miguel Real. Encontra-a também, e em forma de entrevista, na edição do Público de 22 de Fevereiro de 2015.

A visão maniqueísta consolidou-se e ouvi, há tempos, Mariano Gago contrapor, com absoluta mágoa, a necessidade do bem se impor ao mal. Para o ex-ministro (mais ou menos, claro), quando o bem desafia o mal no seu reduto, sofremos com as consequências; mas com o tempo, a força moral do bem sobrepõe-se às circunstâncias.

 

2ª publicação da entrevista.

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"Aos 61 anos, o filósofo, ensaísta e romancista Miguel Real lança mais um romance. Agora, em vez de ficcionar sobre a actualidade ou sobre a história, constrói uma utopia ficcional em que projecta o futuro: O Último Europeu, Edições D. Quixote.(...)

E a classe política?

(...)A classe política foi tomada de assalto, sobretudo a governação, por um conjunto de funcionários das jotas que foram servilmente subindo degrau a degrau, limpando tudo em redor como os eucaliptos, até ao momento em que não há alternativa dentro dos partidos. As possíveis grandes alternativas, as alternativas de mérito fogem para a sua profissão, para a ciência, para as artes, para o comércio, para a economia, para as finanças.

Vivemos em democracia?

Há vários tipos de democracia. Do ponto de vista formal não podemos negar que há democracia, nos grandes princípios da Europa a democracia cumpre-se: há alternativas, há alternâncias, há possibilidade de contestação, há liberdade de expressão, de reunião, de manifestação, tudo isso é muito importante. Quem viveu antes do 25 de Abril não pode negar que este é o melhor regime.(...)

Há excepções?

(...)Agostinho da Silva contava uma história da serra da Malcata, onde na década de 1960 havia cinco famílias num povoado. Três dessas famílias emigraram, sem saber a língua, com os costumes rurais que tinham, a mentalidade da Nossa Senhora de Fátima, mas tiveram a ousadia e a coragem de ir a salto para a Alemanha e a França. Quando mais tarde regressaram triunfantes, com uma família, um carro, uma casa, quem dominava a aldeia? Os que não tinham tido a coragem de partir. Dominavam a sacristia, o minimercado, a serração da madeira e também a junta de freguesia. Portugal é um pouco isso. As elites corajosas e ousadas são as que partem. Ficam cá, em parte pois não quero generalizar, os que não têm coragem de partir, ou seja, não têm coragem de inovar. A elite portuguesa reflecte hoje isso.

No actual relativismo ético, idolatra-se o dinheiro e o consumo. Vivemos uma regressão civilizacional e estamos a voltar a um mundo mais desigual?

Socialmente mais desigual, inevitavelmente estamos. A Europa transformou-se numa empresa de negócios, uma grande empresa. As nações, os países são os sócios dessa empresa. A empresa fez-se para trocar, vender, comprar.(...)



publicado por paulo prudêncio às 10:41 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 29.04.17

 

 

 

Nuno Crato provou que é dado a epifanias e entra num fenomenal mês mariano com revelações que indiciam outro fenómeno preocupante tembém muito estudado. O grego classifica-o como παραληρητικές μυαλό, o chinês tradicional como 妄想心態, o latim como delusional mentis, o inglês como delírios mind e o português como mente delirante. Até Passos Coelho parece implorar para que pare com o argumentário: "Passos Coelho é um herói nacional". 

 

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Imagem de José Caria - Expresso

 

 

 



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Segunda-feira, 20.03.17

 

 

Manuel Sérgio, o filósofo desportivo: “Alguém no futebol sabia quem era o Descartes? Não jogava no Benfica, o gajo”



publicado por paulo prudêncio às 16:29 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 13.02.17

 

 

 

Entrevista | “Caminhamos para o facilitismo Sr. Secretário de Estado?”



publicado por paulo prudêncio às 21:30 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 09.10.16

 

 

 

O entrevistado, que só pensa calçado, disse: "O Estado é pessoa". Estaria descalço? A página 26 da revista do Expresso, rubrica Passeio Público (51 minutos com...), tem uma tirada humorada para iniciar a entrevista:

 

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O título diz assim:

 

José Tribolet:

 

"O Estado em Portugal não é pessoa de bem"



publicado por paulo prudêncio às 11:43 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22.08.16

 

 

 

 

Impressiona, em acontecimentos recentes, a pressa com que se pretende escrever a história com um revisionismo risível. A eliminação, ou adulteração, da memória tornou-se um hábito. Imagine-se, então, o que poderá acontecer quando tratamos o passado mais longínquo. É muito interessante a entrevista da revista do Expresso (20 de Agosto de 2016) a Sanjay Subrahmanyam - "considerado um dos grandes historiadores indianos e - pasme-se - um especialista sobre a presença portuguesa na Índia(...)" -. A passagem que vai ler (página 54) dá que pensar se a relacionarmos com a quebra no número de jovens historiadores ou com a importância da documentação da memória através da interessante proliferação de meios.

"Um historiador não tem de acreditar na memória, tem de jogar contra ela para ver como é construída, porque muitas vezes a memória é falsa."

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:28 | link do post | comentar | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
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