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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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Da Culpa da Geração Erasmus

28.05.19
    A tal geração Erasmus votou em números muito reduzidos (é o que se diz por aí) para espanto de alguns que se apressaram a culpar a escola. Acusam os jovens adultos de ingratidão (como se empregos com um mínimo de qualidade estivessem ao virar da esquina). Não me parece uma conclusão rigorosa. O que podemos afirmar com segurança, é que os números da abstenção nas eleições europeias terão uma qualquer relação com uma sociedade que exacerbou o individualismo. Nesse (...)

A Culpa Foi dos Professores

27.05.19
    A culpa foi dos professores: a abstenção foi a mais alta da história porque os professores não foram votar; a direita sofreu uma derrota histórica porque se associou à luta dos professores; o BE subiu porque captou o voto dos professores (afinal, os professores votaram ou não?); o PCP baixou porque os trabalhadores ficaram com ciúmes da insistência dos sindicatos de professores; o PS subiu dois pontos em relação a 2014 porque não cedeu aos professores. Enfim. Ficava (...)

A escola e a fragilização da democracia

28.10.18
      Não se conhece uma assumpção de culpa quando a democracia é empurrada para um degrau inferior. Mas decerto que há justificações. A escola pode dar um importante contributo, em duas ou três gerações, para a consolidação da democracia ou para a sua fragilização. Comprova-se, por exemplo, a relação directa e proporcional entre a qualidade democrática das escolas, a ambição escolar dos alunos e a confiança nos professores, por muito difíceis que sejam esses (...)

democracia representativa versus democracia directa

10.11.16
      Não é a primeira vez que, nos EUA, vence o menos votado. Foi assim com outro republicano em 2000. George W. Bush obteve 47,9% e Al Gore 48,4% dos votos. Trump tem menos 233 mil votos do que Hillary Clinton. Não é um sistema de um homem um voto. É um sistema representativo (o detalhe tornaria o post enorme) que elege 538 grandes delegados nos 50 estados. Robert Schapiro, professor de Ciência Política na Universidade de Columbia, fala de um "

talvez custe ler

22.09.13
      Na sua crónica intitulada "O que fará Merkel com a sua vitória?", Teresa de Sousa escreve assim:   "(...)O SPD ainda não conseguiu ultrapassar uma votação medíocre (26 por cento), que regista desde que Schroeder decidiu que a Alemanha tinha de fazer profundas reformas para se tornar competitiva, que colidiam com as regalias dos trabalhadores (a histórica base (...)

e se cavaco silva

09.07.13
      E se Cavaco Silva decidisse por eleições antecipadas? E a troika? Bem, a troika já forçou eleições em vários países e até já provocou a nomeação de primeiros-ministros não eleitos que até fracassaram. Já está habituada, portanto. Talvez o presidente português não se tenha habituado à demissão de Gaspar e à partida irrevogável de Portas quando nomeava a sucessora do emérito meteorologista. Se Cavaco Silva decidisse por eleições seria, sem sombra de (...)