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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Estará a democracia a morrer?

28.04.23, Paulo Prudêncio
«O que faz aumentar este número, são as crises económicas, as crises de imigração, grandes mudanças demográficas nas populações», explica o especialista em democracias, Daniel Ziblatt. Os eleitores «votam a favor do que é real». Em vez de «tentarem agir de forma demasiado populista, para apelar a estes eleitores», os partidos políticos «têm de encontrar soluções reais para problemas reais».  

Escola Para Todos

03.02.23, Paulo Prudêncio
O que pode ler a seguir não é um exercício de demagogia. Foi maduramente reflectido: nenhum professor do quadro, e estando noutras funções no parlamento, governo, ME, autarquias, sindicatos, escolas e por aí fora, deveria estar mais do que 2 anos sem turmas; leccionar uma turma que fosse durante 2 anos (ciclos de 2 com e sem) e o estado da educação respiraria de modo muito mais saudável; e, obviamente, com adaptações no caso do primeiro ciclo: podia leccionar uma das áreas (...)

Indignação Não É Extremismo; pelo contrário

01.02.23, Paulo Prudêncio
Percebe-se a preocupação com a possível presença de valores da ditadura infiltrados nos movimentos de professores. Mas essa preocupação deve estender-se ao estado da democracia nas escolas. Como esse estado é comprovadamente péssimo e nem sequer debatido, é natural que a indignação se confunda com extremismo.

Que Escola, e em Que Democracia, Na Sociedade que Aí Vem

06.10.21, Paulo Prudêncio
É importante pensar para lá da pandemia, até porque se prevê a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário na sociedade que aí vem; e dito assim para simplificar. E se no espaço do isolamento físico estão os que acreditam no absolutamente digital, no gregário não encontramos os que o rejeitam nem sequer os neoluditas. É um debate centrado num "enxame digital" e nos "gigantes da web - os GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) - que nos querem (...)

Trabalhador Como Conceito

01.05.21, Paulo Prudêncio
"Por que será que se riem quando digo que trabalho muito?", interrogou-se o humorista. Compreendi-o. Fazer rir, como de resto acontecia com a maioria das actividades culturais, ficava aquém do conceito que considerava um banqueiro ou um facilitador de contactos o grau elevado do exercício profissional. O valor do trabalho restante media-se pela "possibilidade" de sobrevivência para baixo; era disso que riam. Já não é assim. Algo mudou no conceito, mas tardam as reversões.  Os (...)

Que Escola, e em Que Democracia, Na Sociedade que Aí Vem

08.09.20, Paulo Prudêncio
É importante pensar para lá da pandemia, até porque se prevê a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário na sociedade que aí vem; e dito assim para simplificar. E se no espaço do isolamento físico estão os que acreditam no absolutamente digital, no gregário não encontramos os que o rejeitam nem sequer os neoluditas. É um debate centrado num "enxame digital" e nos "gigantes da web - os GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) - que nos querem (...)

Estado de Excepção

08.08.19, Paulo Prudêncio
  "(...)Estado de excepção é um conceito utilizado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e inicialmente definido por Carl Schmitt. Preocupado com as derivações das nossas democracias, que legitimam ideias e práticas típicas das ditaduras, Giorgio Agamben recusou participar numa conferência nos USA para não ter de se sujeitar a passar pelo crivo securitário dos aeroportos. "Está em causa a minha liberdade" - afirmou. Forte crítico do que se passou (...)

"A decadência do ensino público"

24.06.18, Paulo Prudêncio
      "A decadência do ensino público" é o título da "Carta de Semana" do 1º caderno do Expresso de 23 de Junho de 2018. Mesmo que a carta contenha pequenas imprecisões, é surpreendente que não exista um partido representado na Assembleia de República preocupado com o assunto. Mas o melhor é ler.  

do financiamento da democracia

28.12.17, Paulo Prudêncio
      Falemos de coisas óbvias: as organizações políticas, como os partidos, são imprescindíveis à democracia que as deve financiar com transparência; qualquer desvio nos métodos alimenta os inimigos da democracia e indigna os seus defensores. O que foi dito sobre a indignação exclui os arrependidos em modo depois da hora difícil de escrutinar.      

do tempo de humanidade(s); e de artes

02.12.17, Paulo Prudêncio
      O sistema escolar desespera por um tempo de humanidade(s) - e de artes -: nos currículos, mas simultaneamente na ideia de escola. Se o Governo já cumpriu uma agenda e tenta a oxigenação do algoritmo de Costa&Centeno no sítio, quem diria, que o travou e desprezou, é tempo de olhar para o futuro do sistema escolar contrariando a absolutização do presente imposta recentemente. À desumanização da ideia de escola instituída por Sócrates&Rodrigues,seguiu-se a (...)

Da cidadania numa espécie de Madeira

11.08.15, Paulo Prudêncio
        A localização é taxativa: a acção cívica prejudica-me e sou um alvo a abater pelo poder político local dominante. Há muito que me repetem a condição. São conhecidas as provas e dois conselhos gerais escolares acentuaram as certezas de quem conhece os corredores destas decisões. É natural, portanto, que pense no assunto e que faça um qualquer balanço. Assim de repente, já disputei, em quase três décadas, duas dezenas de eleições escolares na espécie (...)