Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 15.05.18

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece (...)"  

A ideia foi escrita em 2011. Será que alguém compreende o que está acontecer em 2018? Daniel Innerarity (2011:49), em "O futuro e os seus inimigos", escreveria a mesma frase ou a imprevisibilidade (Trump, Coreias, Israel, Irão, Síria, Rússia, 4ª revolução industrial, alterações climáticas e por aí fora) é tão avassaladora que tudo pode acontecer e já nem se coloca a questão de quem se limita ao que está a acontecer? 

 

 



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Quinta-feira, 08.02.18

 

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte.(...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



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Quinta-feira, 24.11.16

 

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte.(...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



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Domingo, 02.10.16

 

 

 

A "supressão do futuro" (nada se sabe do amanhã) é uma exigência do discurso político sério. É tão rigoroso afirmar que dentro de quarenta anos não haverá pensões de reforma como prometer para o mesmo tempo uma pensão vitalícia à nascença. Vivemos a "absolutização do presente". Portanto, a ocupação mediática com a possível falência das pensões serve uma agenda política que pretende acentuar as desigualdades a favor dos tais 1%. O desconhecimento do futuro explica a "tolerância" estratégica até dos mais "religiosos" que pode ser lida como a "impossibilidade" de não ceder ao discurso dominante.

 

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Sábado, 03.09.16

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios.(...)"

 

 

 

3ª edição. Daniel Innerarity (2011, p:09). 

"O futuro e os seus inimigos". 

Lisboa: Teorema.



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Segunda-feira, 11.07.16

 

 

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece.(...)" 

 

 

Daniel Innerarity (2011:49). 

"O futuro e os seus inimigos". 

Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 09:42 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 10.07.16

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte.(...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.

 



publicado por paulo prudêncio às 09:40 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 06.07.16

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem que ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, estão numa fase de saturação por entropia informacional? Há, no mínimo, sinais do fenómeno.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não estranha a regressão política e social. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Sexta-feira, 26.02.16

 

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem de ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, que se foram construindo podem estar numa fase de saturação por entropia informacional.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não deve estranhar a regressão política e social e o consequente empobrecimento. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Segunda-feira, 14.09.15

 

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte.(...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 12:37 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 22.03.15

 

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte. (...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



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Sábado, 21.03.15

 

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"

 

 

 

2ª edição.

Daniel Innerarity (2011, p:09).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



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Segunda-feira, 01.12.14

 

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer

nem sequer compreende o que acontece.(...)"  

Daniel Innerarity (2011:49). "O futuro e os seus inimigos". 

Lisboa: Teorema.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:09 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 19.11.14

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios.(...)"

 

 

 

2ª edição. Daniel Innerarity (2011, p:09).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 05.01.14

 

 

 

 

"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte. (...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.

 


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Quarta-feira, 29.05.13

 

 

 

 

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"

 

 

 

2ª edição.

Daniel Innerarity (2011, p:09).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 03.04.13

 

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"

 

 

2ª edição.

Daniel Innerarity (2011, p:09).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 11.05.12

 

 

 

Há algumas reflexões fundamentais nestes tempos de globalização que devem ser consideradas pelas formas de governo nas mais diversas escalas. Há dias escrevi este post sobre a cultura de agrupamento a propósito do actual modelo de gestão escolar e lembrei-me de acrescentar a seguinte leitura:

 

 

"(...)Governar é permitir a coordenação temporal entre uma multidão de sujeitos, sistemas, sociedades e culturas que vivem num tempo plural. Do ponto de vista civilizatório tratar-se-ia, como propôs Mireille Delmas-Marty (2006), de ordenar o múltiplo sem o reduzir ao idêntico, de reconhecer o pluralismo sem renunciar ao direito comum, de unificar sem impor a fusão, de não entender a modernização das sociedades com base no nosso próprio modelo, de promover a unificação sem a entender como sinónimo de ocidentalização.(...)"

 

*Daniel Innerarity (2011:110).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 19:45 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 27.03.12

 

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece.(...)"

 

 

Daniel Innerarity (2011:49).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 15:11 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 10.03.12

 

 

 

 

 

Se o Daniel Innerarity estudasse o sistema escolar português, encontraria também deslocações da direita para a esquerda e de ambas para lugar nenhum ou para o lugar da veneracão a quem proporciona benesses ilimitadas.

 

"Realizou-se uma transferência semântica que poderia explicar muitas deslocações ideológicas da esquerda para a direita: onde havia progresso e revolução há agora movimento e competitividade. O adjectivo "revolucionário" faz parte do vocabulário transversal da moda, do management, da publicidade e da pós-política mediática."

 

Daniel Innerarity (2011:45).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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