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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Ai Agora?

25.02.20, Paulo Prudêncio
Multiplicam-se os apelos a uma sociedade mais justa que rejeite comportamentos xenófobos e racistas. Há até quem registe uma regressão, também em Portugal, num conjunto de valores democráticos que parecia consolidado; e lá vem o apelo a uma escola melhor. Mas quando há cerca de duas décadas se registou a sobrevalorização curricular dos algoritmos e do inferno da medição em detrimento das humanidades e das artes, os "modernos" da altura acusavam de velhos do Restelo os que (...)

nada para mudar na escola?

11.09.15, Paulo Prudêncio
      Há, desde logo, uma questão de financiamento, e de conceitos, a rever: a lei é clara: a escola pública, financiada integralmente pelo Estado, pode exercer-se em dois modos de gestão: directamente pelo Estado ou através de cooperativas de ensino. As segundas, que por princípio normativo só podiam existir nas zonas onde não chegava a rede de escolas públicas geridas directamente pelo Estado, adulteraram a sua função. Com a chegada ao sistema dos descomplexados (...)

os professores foram silenciados durante a troika?

25.07.15, Paulo Prudêncio
      Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma (...)

temos professores gregos?

01.07.15, Paulo Prudêncio
      Se choca, e com razão, os analistas que se tenha cortado, nos últimos anos, 25% dos funcionários públicos gregos, então o que se dirá do corte no número de professores portugueses que foi superior a 30%?

saiu o despacho que compensa os cortes a eito

21.06.15, Paulo Prudêncio
        Foi com Nuno Crato que os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Os cortes a eito (nomeadamente os aumentos de alunos por turma e nos horários dos professores, os cortes curriculares e os mega-agrupamentos) foram o motivo. Se os professores não tivessem decidido assim, cerca de 10000 dos quadros seriam empurrados para uma brutal requalificação ros (...)

dos exames e da repetição do óbvio

02.06.15, Paulo Prudêncio
        Nuno Crato, esse misturador do "além da troika" com o Eduquês II, aumentou o número de alunos por turma, cortou a eito em tudo o que achava não estruturante e acentuou a infernização da profissionalidade dos professores. Para além disso, criou, ou permitiu, uma catadupa de exames acrescentados, em alguns casos, de apoios no período pós-lectivo para as crianças com negativas. Os resultados do conhecido mais do mesmo são inequívocos: "foi uma espécie de engodo (...)

estado social ao fundo?

18.02.15, Paulo Prudêncio
      A actual maioria, e de resto o arco dos poderes europeus no que levamos de milénio, fez o que estava ao alcance, e até para lá disso, para diminuir o estado social e favorecer os tais um por cento que não param de se endinheirar (claro que há uns quantos que caíram em desgraça). É factual e não adiantam meias-palavras: puseram-se do lado mais neoliberal que escolheu a Europa como alvo primeiro.   O sistema de saúde está em estado-de-falhas-graves-diárias. É uma (...)

o fantasma da mobilidade regressa à escola

14.01.15, Paulo Prudêncio
        Se no exercício de Lurdes Rodrigues os professores realizaram manifestações históricas, foi já no mandato de Crato que aconteceram dois picos inéditos de contestação: uma greve às avaliações com uma inesquecível capacidade de resistência e uma impopularíssima, e há muito reivindicada pelos "agarrem-me, mas agarrem-me mesmo, senão desfaço-os", greve aos exames (com algumas e lamentáveis dissidências).   Com esses dois movimentos, os (...)

dos paradoxos não estruturantes

01.11.14, Paulo Prudêncio
      O conceito "escola completa" significa que o ensino "regular" não se deve limitar às matérias estruturantes como a matemática e a língua materna.   É óbvio que quem defende a "escola completa" não desvaloriza as matérias estruturantes.   Já nem se questiona, nos sistemas escolares mais avançados, o equilíbrio entre as ciências, as humanidades e as expressões (dito assim para ser sucinto) porque eliminaram há muito o analfabetismo e porque sabem que os (...)

do recente milagre português

20.09.14, Paulo Prudêncio
      Já há conclusões sobre o "Relatório Estado da Educação 2013" do Conselho Nacional de Educação que, ao que me parece, ainda não é público. O Paulo Guinote já fez alguns posts que concluem no sentido do plano inclinado fortíssimo do sistema escolar nos últimos anos: os números apenas confirmam o óbvio. Retirei o quadro seguinte, sobre o número de professores de educação especial, deste post (...)

do esmagamento da escola pública

10.09.14, Paulo Prudêncio
        Os cortes na escola pública começaram com o Governo do "país de tanga" e não pararam. Durão Barroso deu corpo à agenda de "tudo está mal na escola pública" e uns sociólogos, acompanhados de eduqueses I e II (como é o caso de Crato), perpetraram uma engenharia social que os tornou estrelas financeiras para os ultraliberais onde se incluíram socialistas de terceira via, sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN e afins e DDT´s. Crato foi (...)