Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 11.07.18

 

 

 

"Mudar de maioria governativa implica trocar 4.000 empregos. Mas as máquinas têm ainda mais do que isso espalhado pelo país." Quando ontem ouvi que aumentaram os recibos verdes e que o acréscimo se deve "aos empregos partidários como formadores do IEFP e às avenças nas autarquias" (muito no espírito Tutti-Frutti), não só relacionei o acontecimento com os "4.000 empregos" como percebi o silêncio da generalidade dos partidos. Mas achei boa a sugestão de trocar anos de serviço dos professores por estes financiamentos todos. Pelo menos, o argumento financeiro esgotava-se.

É um pequeno contributo para a summit que ocorrerá esta tarde. Estava para repetir o português arcaico do título, "cimeira", mas dei-lhe um ar digital para ser positivo.



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Sexta-feira, 29.06.18

 

 

 

Para além do resultado da investigação que vai ler, há toda uma teia de influências com base no caciquismo, na corrupção e na partidocracia. É visível e não é de agora. Mas se ler a notícia, verá que há mais motivos para temer o futuro com a municipalização porque as novas gerações incluem "bons" alunos: "Ex-JSD suspeitos de criarem uma teia de influências nas autarquias. Objectivo desta rede era angariar negócios, mas também financiar o próprio PSD. Socialistas também terão participado no esquema".



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Domingo, 13.05.18

 

 

 

A investigação na Parque Escolar é o destaque da 1ª página do Expresso. Há uma antiga ideia holística da pedagogia que é oportuno repetir: "tudo-está-ligado-a-tudo-e-nada-está-solto-de-nada". Ou seja, os grupos envolvidos nas obras da Parque Escolar.EPE foram alegadamente favorecidos pelo mesmo poder político que supostamente beneficiou alguns "privados" escolares. Eram portas giratórias. Considerando os parcos recursos dos investigadores e o sobreaquecimento político, leio elogios ao difícil jornalismo de investigação e às reportagens sobre educação da jornalista Ana Leal. É justo. Em vários concelhos (Caldas da Rainha é um exemplo das políticas referidas), dezenas de professores não leccionariam actualmente nas escolas públicas se a jornalista Ana Leal não mediatizasse verdades inconvenientes que o tempo reforça. Os efeitos são mesmo uma excepção à indignação muito ouvida numa sociedade doente em organizações fundamentais para o estado de direito: "mas depois nada acontece".

 

Nota: a propósito, recordo os professores "alucinados que imaginavam coisas" porque diziam que o objectivo seguinte era a "privatização" da Parque Escolar.

  

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Quinta-feira, 10.05.18

 

 

 

O momento é de sobreaquecimento político e ouvem-se elogios aos jornalistas de investigação com destaque para a coragem da jornalista Ana Leal. Conheço bem os detalhes das políticas de educação neste período de "queda sem fim" da sociedade portuguesa, nomeadamente a relação com alguns "privados" escolares. Resido nas Caldas da Rainha (um conhecido epicentro) e muitos professores que leccionam nas escolas públicas deste concelho não o fariam se a jornalista Ana Leal não tivesse mediatizado verdades inconvenientes que os factos recentes sublinham.



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Segunda-feira, 07.05.18

 

 

 

Desenvolvimentos de um processo de implosão:

 

Fernanda Câncio: “Sócrates urdiu uma teia de enganos. Mentiu, mentiu e tornou a mentir”

 

"O ex-primeiro-ministro “mentiu tanto e tão bem” que conseguiu que muita gente séria não só acreditasse nele como o defendesse, em privado e em público, aponta Fernanda Câncio, jornalista e ex-namorada de José Sócrates, num texto de opinião publicado esta segunda-feira no “Diário de Notícias”

 

José Sócrates “mentiu ao país, ao seu partido, aos correligionários, aos camaradas, aos amigos” e aos que tinha “mais próximos”, escreve Fernanda Câncio - jornalista com quem o primeiro-ministro socialista manteve uma relação próxima no passado -, num texto de opinião publicado esta segunda-feira no “Diário de Notícias”.(...)"



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Sexta-feira, 04.05.18

 

 

 

Existe na Europa uma forte ofensiva contra a democracia que se alimentará dos desvios dos principais actores dos partidos políticos "estruturantes". Se no caso português ainda estamos no início do conhecimento da realidade, será, como alguém disse, a "tempestade perfeita".



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Quinta-feira, 03.05.18

 

 

 

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Faz tempo que se associaram duas frentes polares (alguns "privados" escolares com as políticas educativas do Governo de Sócrates) contra os defensores da escola pública, que ainda suportaram as intempéries da frente glaciar do Governo de Passos. Agora que se conhecem as acusações tempestuosas do Ministério Público às duas primeiras (novamente o tempo e a sua relação com a verdade), será elucidativo do clima a que isto chegou conhecer os alegados alertas do Governo de Passos ao antecessor sobre as intenções da justiça (uma máquina demasiadas vezes lenta ou com dificuldades optométricas).

 

Imagem daqui



publicado por paulo prudêncio às 20:38 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 28.04.18

 

 

 

Já se precebeu o motivo do recorrente silêncio político sobre a sucessão de fugas do género "panama papers": o temor com os papéis.

 

A primeira página do Expresso tem mais um pré-aviso?

 

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Domingo, 22.04.18

 

 

 

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Imagem encontrada aqui.



publicado por paulo prudêncio às 15:48 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.04.18

 

 

 

A Associação de Bancos Portugueses comprometeu-se a "recuperar o capital desviado (em fuga aos impostos e imparidades) para offshores e devolver já em Junho de 2018 uma parte significativa (20 mil milhões de euros) dos contributos do estado". O Governo usará esse excedente orçamental para liquidar dívidas (credores internacionais com identidade e funcionários públicos) e normalizar os sectores sociais.



publicado por paulo prudêncio às 11:41 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 28.03.18

 

 

 

O ano de 2017 do Novo Banco terminou com "prejuízos recorde de quase €1400 milhões". São, em grande parte, as imparidades (escriturado superior ao executável). Mas afinal os produtos tóxicos não ficaram no banco mau? Enfim: estamos perante a interminável tragédia da bancocracia.



publicado por paulo prudêncio às 18:29 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 24.03.18

 

 

 

 

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Cópia de Captura de Tela 2018-03-23 às 21.52.59

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 02.03.18

 

 

 

 

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Pode ler aqui.



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Domingo, 21.01.18

 

 

 

 

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Cópia de 1194758

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 19:09 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 13.12.17

 

 

 

"As denúncias que, há mais de um ano, chegavam ao ministério desapareceram. Uma das últimas originou o inquérito em curso da inspecção do trabalho. Entretanto, o jornalismo de investigação mediatizou o assunto e em 48 horas demitiram-se um SE e a presidente da Raríssimas e o ministro do trabalho é chamado ao parlamento pelo seu partido". Concordo com esta observação radiofónica. O jornalismo de investigação tem muita força. Já o comprovou noutras causas perdidas no tempo. É evidente que a mediatização televisiva tem ainda mais força e o caso Raríssimas retira energia aos que reduzem o denominado jornalismo de investigação a "sensacionalismo para audiências". 

 

Adenda às 22.05: discordo que se mediatize a vida privada.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:24 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.12.17

 

 

 

Percebe-se a indignação com o caso "Raríssimas"; nas instituições que acolhem crianças, custa ainda mais a digerir. Pelo que se vai percebendo, "uma denúncia anónima" tornou, ainda em Novembro, pública a informação. Parece que a mediatização colocará o processo noutro nível de responsabilidade. Como alguém dizia, espera-se um inquérito em toda a profundidade e que se cruzem todas as possíveis pontas soltas. Fica sempre a perplexidade e a interrogação: como foi isto possível?

 

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Nota: só agora vi o vídeo completo. Está de parabéns a Ana Leal. Confesso: esta gente enjoa mesmo. Como compreendo os que se querem bem longe destes meandos da estratosfera. E ninguém reparou? Nem os avençados ou membros dos órgãos sociais?



publicado por paulo prudêncio às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 02.11.17

 

 

 

Há jornalismo que segue a pégada dos "donos disto tudo". O "relatório dos Panama Papers condena “apagão” de 10.000 milhões em Portugal" e "Dirceu investigado por receber um milhão" são dois textos imperdíveis para quem tenta perceber como foi isto possível.



publicado por paulo prudêncio às 08:12 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 31.10.17

 

 

 

 

Parece que os "assaltantes de Tancos devolveram uma caixa a mais". É risível, realmente. Fiz "oito posts sobre Tancos" e ponto final. Veremos o que sentencia a investigação em curso (?). Lembrei-me disto por causa das agendas mediáticas. Os "assaltantes" de Tancos continuam em primeira página e duas reportagens recentes, "O cartel de fogo" (ontem) e os "Lesados do BES" (há uns três dias), desapareceram.

Não vi a primeira, mas quem viu contou-me coisas intrigantes que vão dos tais "helicópteros Kamov que não voam" - com auditorias externas sem mácula e que até peças enferrujadas e presas por arames eram "invisíveis" - a contratos ruinosos para o Estado. Vi a segunda. Impressionou-me um depositante que ficou a zeros nas poupanças de uma vida. Sublinhou que, ""no dia anterior à queda do BES", o PR da altura recomendou o banco e uma auditoria externa atribuiu a pontuação máxima nos tais testes de stress".

Estamos, paulatinamente, a criar um caldo propício à demagogia. A credibilidade da justiça é o pilar fundamental da democracia, embora não se deva confundir auditores externos com MP e PGR. Como já se observou recentemente, quando há meios as investigações são conclusivas e espera-se que o caso dos incêncios tenha desenvolvimentos semelhantes ao do BES e da PT.



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Terça-feira, 17.10.17

 

 

 

Ainda no último "Expresso da Meia-Noite, Fernando Esteves, jornalista e autor do livro "A Sangue Frio" (sobre a Operação Marquês) fala do momento que deu a volta ao caso Sócrates e o papel dos Panama Papers na ligação ao universo BES e à PT". Percebeu-se o nervosismo da Malta lusitana quando se soube da presença de figuras nacionais nos Panama Papers. Seguiu-se um apagão mediático. Conhece-se agora que a avaria nos feixes hertzianos foi apenas mediática. Noutro país europeu, o assunto continua na ordem do dia.

"DaphneCaruanaGalizia, jornalista que liderava a investigação dos PanamaPapers em Malta, morreu esta segunda-feira, depois de o carro em que circulava ter explodido. Segundo o jornal britânico “TheGuardian”, terá sido colocado um explosivo no interior do veículo, umPeugeot 108. Daphne Caruana Galizia tinha um blogue onde denunciava líderes políticos. Uma das suas mais recentes investigações visava o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, e dois dos seus assessores mais próximos, que acusou de corrupção. A jornalista denunciara às autoridades estar a ser vítima de ameaças de morte." 

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:21 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 15.10.17

 

 

 

Afinal, o regime será réu. O MP, contrariando cépticos, tem uma acusação com crimes de corrupção. Para além disso, e como demonstrou Richard Thaler (Nobel2017economia), há uma elevada irracionalidade nos processos decisórios do mercado. Daí às teias de corrupção, ou às políticas económicas desastrosas para os 99%, é um passo.

Vi as duas jornadas mediáticas da RTP1: a acusação do MP e a entrevista a José Sócrates (JS). 

Na primeira, um especialista fiscal e penal considerou que "o processo é muito bom, tecnicamente muito evoluído e único no sistema judiciário português. Nunca vi tanta recolha de matéria. Foi preparado ao milímetro". Em complemento, o Expresso concluiu que Salgado é o "corruptor disto tudo" (CDT), acusado de "corromper o ex-PM e as duas ex-estrelas da PT" e que para um ex-líder do BESI (primo do CDT) "os procuradores fizeram um trabalho “gigantesco" que merece elogios. No Expresso da Meia-Noite, explicou-se como os "Panama Papers confirmaram a acusação ao universo BES e à PT".

Na segunda, JS afirmou que "nunca fui um PM corrupto" nem "fiz parte do grupo de amigos" do CDT. Para JS, Rosário Teixeira (procurador), Paulo Silva (inspector) e Carlos Alexandre (juiz) "mentem" e "perseguem um alvo e não um crime. São de direita e contra a esquerda. Não me perdoam pelo que fiz pela escola pública" e por mais umas coisas que não percebi. Em complemento, Miguel S. Tavares, no Expresso e onde defendia as políticas escolares do tempo de JS, simplificou e concluiu que o ex-PM não poderá ser culpado apenas porque o CDT corrompeu os dois PT ex-estrelares.

Um dos lados mente. Veremos o que diz o tribunal, mas não explicará como foi isto possível. Aliás, e para a saúde do regime, é importante institucionalizar uma pergunta: onde esteve no que levamos de milénio?

  

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Lisboa. Outubro de 2017. Em Alfama a olhar para o Bairro Alto.

Pôr-do-sol para os lados do Marquês.



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