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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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A escola e a fragilização da democracia

28.10.18
   Não se conhece uma assumpção de culpa quando a democracia é empurrada para um degrau inferior. Mas decerto que há justificações. A escola pode dar um importante contributo, em duas ou três gerações, para a consolidação da democracia ou para a sua fragilização. Comprova-se, por exemplo, a relação directa e proporcional entre a qualidade democrática das escolas, a ambição escolar dos alunos e a confiança nos professores, por muito difíceis que sejam esses estudos (...)

A ambição escolar, o curto prazo e a confiança nos professores

27.10.18
    A relação entre a qualidade da escola e a ambição escolar dos alunos é directa e proporcional. Embora sejam difíceis os estudos empíricos num assunto que exige modelos consolidados, é seguro afirmar que os alunos são decisivos. A ambição escolar é tão determinante como as condições socioeconómicas. Como Portugal apresenta taxas elevadas de insucesso e abandono escolares, é natural que a desorientação, e a constante alteração de políticas, seja simultaneamente (...)

repetindo o elementar

04.03.18
   Diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, carga curricular, regras para aposentação, hiperburocracia e desconfiança nos professores, modelo de agrupamento de escolas, estatuto da carreira e sociedade ausente), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo em nome da dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.  Nota (...)

há demasiadas crianças em risco

24.02.16
   A desconfiança nas escolas tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola a tarefa na totalidade. Esta natural impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outros fenómenos causadores de "síndrome de burnout", e (...)

Da administração das faltas escolares

07.01.16
  Numa sociedade saudável, a gestão administrativa das faltas escolares tem a justificação como ponto de partida. Ou seja, os sistemas de informação são programados para que o lançamento inicial seja como falta justificada. Nas sociedades ausentes ou doentes, o ponto de partida administrativo da falta escolar é a injustificação. Ou seja, a desconfiança prevalece e este pequeno detalhe provoca uma sucessão de procedimentos para justificar a maioria das faltas; que são (...)

demasiadas crianças tomam psicotrópicos

15.12.15
   A desconfiança nos professores tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola transbordante duas tarefas: educar e ensinar na totalidade. Esta impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outras inutilidades causadoras de "síndro (...)

da Europa e das actas

08.11.15
        Somos quase o único país do velho continente onde se fazem actas de conselhos de turma e passamos as reuniões a dizer: isto tem que ficar em acta. Não imagino como é que no norte e no centro da Europa se entendem sem actas. Quiçá gregos e espanhóis nos imitem e talvez isso se relacione com as tais velocidades. Para além disso, constata-se que a palavra de um professor atingiu o grau zero da confiança e isso também explica o tipo de sociedade que construímos e a (...)

da tal má moeda

05.11.15
      Se a confiança é a moeda essencial para a economia, nas organizações é a palavra-chave. A confiança nos professores, por exemplo, é decisiva para eliminar a hiperburocracia. A palavra de um professor português vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pelas políticas que os desacreditam. É um ranking ensandecido. Se para Stephen Covey é esse o (...)