Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 01.11.18

 

 

 

artigo 42º do Estatuto do Aluno é taxativo e devia atenuar, no mínimo isso, o inferno de invenções burocráticas (incluindo a digital) que alimenta a cultura organizacional de muitas escolas estimulada, em grande parte, pelos serviços centrais do respectivo ministério.

 

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Domingo, 28.10.18

 

 

 

Não se conhece uma assumpção de culpa quando a democracia é empurrada para um degrau inferior. Mas decerto que há justificações. A escola pode dar um importante contributo, em duas ou três gerações, para a consolidação da democracia ou para a sua fragilização. Comprova-se, por exemplo, a relação directa e proporcional entre a qualidade democrática das escolas, a ambição escolar dos alunos e a confiança nos professores, por muito difíceis que sejam esses estudos empíricos. E a ambição escolar é tão determinante como as condições socioeconómicas.

Como Portugal tem elevadas taxas de insucesso e abandono escolares, é natural que a desorientação, e a constante alteração de políticas, seja simultaneamente causa e consequência e se transforme em autofagia. Há uma justificação no longo prazo se nos compararmos com quem eliminou o analfabetismo no século XIX e onde a ambição escolar é inquestionável. Contudo, há variáveis importantes no curto prazo e a confiança nos professores é preciosa. É um requisito relacional decisivo para a robustez da democracia. Para além de tudo, a desconfiança nos professores é intuída pelos alunos, desautoriza salas de aula, prejudica o ensino, afecta todos os alunos e "cria" escolas para os "mais informados". E é essa segregação social (porque as escolas têm limites de vagas) que dificulta a redução do abandono escolar. A "miscigenação das diversas condições" é tão determinante para a elevação das escolas e dos sistemas escolares como é, em sentido lato, para o crescimento da decisiva classe média que fortalece a democracia (é ler Hannah Arendt).

Regredimos na última década e meia. Houve um choque de desconfiança nos professores evidenciada, desde logo, pela hiperburocracia, pela avaliação de professores (a farsa "meritocrática"), pelo estatuto do aluno (o "cliente tem sempre razão" não se pode aplicar à escola) e pelo modelo de gestão escolar (um recuo democrático já desaconselhado no século passado). São instrumentos fundamentais que entraram num caminho disruptivo, e em que a actual maioria estranhamente não toca, contribuindo assim de modo indesculpável para a fragilização da democracia (e, depois, admiramo-nos).

 

Reescrito.

1ª edição em 10 de Maio de 2012.

 

 

Imagem do célebre "Clube dos Poetas Mortos",

uma intemporal homenagem à democracia.

 

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Sábado, 27.10.18

 

 

 

 

A relação entre a qualidade da escola e a ambição escolar dos alunos é directa e proporcional. Embora sejam difíceis os estudos empíricos num assunto que exige modelos consolidados, é seguro afirmar que os alunos são decisivos. 

A ambição escolar é tão determinante como as condições socioeconómicas. Como Portugal apresenta taxas elevadas de insucesso e abandono escolares, é natural que a desorientação, e a constante alteração de políticas, seja simultaneamente causa e consequência e se transforme em autofagia.

Há uma justificação no longo prazo se nos compararmos com países que eliminaram o analfabetismo no século XIX e onde a ambição escolar é inquestionável. Contudo, há variáveis importantes no curto prazo. É possível, por exemplo, erguer algo de significativo em meia dúzia de anos, numa escola ou num sistema escolar, ou destruir o que levou anos a construir.

E é também por isso que a confiança nos professores é tão determinante e preciosa como a ambição escolar dos alunos. É um requisito relacional decisivo. Para além de tudo, a desconfiança nos professores é intuída pelos alunos, desautoriza as salas de aula, prejudica o ensino, afecta todos os alunos e origina a escolha da escola pelos "mais informados". E é essa inaceitável segregação social que dificulta a redução do abandono escolar. A "miscigenação das diversas condições" é tão determinante para a elevação das escolas e dos sistemas escolares como é, em sentido lato, para o crescimento da decisiva classe média que fortalece a democracia.

Regredimos na última década e meia. Houve um choque de desconfiança nos professores evidenciada, desde logo, pela hiperburocracia. Se a avaliação de professores (uma falsa "meritocracia") e o estatuto do aluno (o "cliente tem sempre razão" não se pode aplicar à escola) estão na memória colectiva com efeitos negativos comprovados, o modelo de gestão escolar (um recuo já desaconselhado no século passado e que até os mentores mais optimistas reconhecem na aplicação a fragilização preocupante da atmosfera democrática) segue o mesmo caminho disruptivo; apesar de mais silencioso e menos mediatizado. São instrumentos fundamentais em que a actual maioria estranhamente não toca.

 

1ª edição em 10 de Maio de 2012.

Reescrito e em actualização.

 

Imagem do célebre "Clube dos Poetas Mortos"

 

 

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Domingo, 04.03.18

 

 

 

Diversos inamovíveis (alunos por turma, aumentos nos horários, carga curricular, regras para aposentação, hiperburocracia e desconfiança nos professores, modelo de agrupamento de escolas, estatuto da carreira e sociedade ausente), exigem que a maior parte dos professores se centre num único objectivo em nome da dignidade: que as aulas não se afastem muito do que seria possível. Só quem nunca passou uns anos a leccionar, é que confundirá o que escrevi com corporativismo.

 

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 Nota: alunos e outros profissionais escolares subscrevem a resposta "aos planos" do desenho do Quino; interrogação adaptada ao tempo do texto.



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Quarta-feira, 15.06.16

 

 

 

 

Decorrem ainda as avaliações de alunos do final do ano e deve recordar-se que o artigo 42º do Estatuto do Aluno é taxativo e devia atenuar, no mínimo isso, o inferno de invenções de má burocracia (incluindo a digital) que alimenta a cultura organizacional de muitas escolas.

 

 

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Quarta-feira, 24.02.16

 

 

 

A desconfiança nas escolas tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola a tarefa na totalidade.

 

Esta natural impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outros fenómenos causadores de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

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Quinta-feira, 07.01.16

 

 

Numa sociedade saudável, a gestão administrativa das faltas escolares tem a justificação como ponto de partida. Ou seja, os sistemas de informação são programados para que o lançamento inicial seja como falta justificada.

 

Nas sociedades ausentes ou doentes, o ponto de partida administrativo da falta escolar é a injustificação. Ou seja, a desconfiança prevalece e este pequeno detalhe provoca uma sucessão de procedimentos para justificar a maioria das faltas; que são justificadas. É até um bom exemplo, mesmo que risível para quem não lida com tanto absurdo, para explicar o inferno burocrático que caracteriza estas segundas sociedades que registam um queixume constante em relação ao excesso de burocracia e um permanente passar de culpas entre actores viciados em desconfiança; uma espécie de espelho.

 

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Terça-feira, 15.12.15

 

 

 

A desconfiança nos professores tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola transbordante duas tarefas: educar e ensinar na totalidade. Esta impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outras inutilidades causadoras de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

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Domingo, 08.11.15

 

 

 

 

Somos quase o único país do velho continente onde se fazem actas de conselhos de turma e passamos as reuniões a dizer: isto tem que ficar em acta. Não imagino como é que no norte e no centro da Europa se entendem sem actas. Quiçá gregos e espanhóis nos imitem e talvez isso se relacione com as tais velocidades. Para além disso, constata-se que a palavra de um professor atingiu o grau zero da confiança e isso também explica o tipo de sociedade que construímos e a inabilidade na educação das crianças.

 

1ª edição em 24 de Março de 2015.



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Quinta-feira, 05.11.15

 

 

 

Se a confiança é a moeda essencial para a economia, nas organizações é a palavra-chave. A confiança nos professores, por exemplo, é decisiva para eliminar a hiperburocracia. A palavra de um professor português vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pelas políticas que os desacreditam. É um ranking ensandecido. Se para Stephen Covey é esse o caminho, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperado ficará o futuro da democracia.

 

"Stephen Covey é da Global Speed of Trust Practice e já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time; insuspeito, portanto :). Esteve há uns anos em Lisboa, onde falou sobre a importância vital da confiança nas organizações."



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Quarta-feira, 27.05.15

 

 

 

 

 

"O CEO da Covey Leadership Center e líder do Global Speed of Trust Practice já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time e esteve em Lisboa para a Happy Conference, onde falou sobre a importância vital da confiança no poder das organizações."(esta frase é duma edição impressa da Pública (2013?) e foi uma cortesia do José Mota).

 

A confiança é a moeda essencial para a economia e os portugueses conhecem bem a asserção.

 

Nos sistemas escolares é a palavra chave desde há muito. A confiança nos professores é decisiva para eliminar, por exemplo, a má burocracia. Mas a desconfiança atingiu um grau ainda mais baixo: a palavra de um professor vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". Essa quebra de confiança reflecte-se na disciplina na sala de aula. Só a elevação da nossa sociedade tem atenuado a generalização da patologia. A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pela dos políticos que os desacreditaram e vale novamente a sociedade menos ausente que continua a confiar nos professores (não há estudo que não o evidencie).

 

É um ranking ensandecido. Tudo começa no estatuto do aluno, passa pelo dos professores e pela sua avaliação e prossegue nos modelos de gestão escolar. Se para Stephen Covey é esse o caminho que existe, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperada ficará a democracia.



publicado por paulo prudêncio às 11:18 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 29.04.15

 

 

 

 

Ao aumento do controle burocrático corresponderá uma descida da democracia. O aumento da burocracia numa organização é o primeiro critério para medir a desconfiança nas pessoas.

 



publicado por paulo prudêncio às 20:15 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 19.03.15

 

 

 

"O professor faz uma visita de estudo, ou uma saída do desporto escolar, com os seus alunos e tem de apresentar um papel com o carimbo do destinatário para comprovar a realização da acção". O que escrevi acontece em escolas públicas portuguesas e sou franco que nem queria acreditar. Este clima de desconfiança é fatal e devia ser proibido por lei.



publicado por paulo prudêncio às 22:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 19.01.14

 

 

 

 

A impressa do Público dedica treze páginas ao inverno da ciência numa espécie de dossiê que se recomenda. São muitas as variáveis que os descomplexados competitivos que governam resolveram terraplenar. Mas há a uma, a confiança, que é estrutural e que vai para além da troika. O inferno da burocracia, agora em modo digital, já atravessava todos os graus de ensino, do pré-escolar ao superior, mas também desoxigena a investigação e a ciência.

 

 

 

 

Página 8 da edição impressa do Público.

 

 

A passagem do tratamento da informação do analógico para o digital não acrescentou, na esmagadora maioria dos casos, "inteligência" aos sistemas. Pode até tê-los burocratizado mais, principalmente quando o outsourcing ou as pessoas das tecnologias da informação e comunicação decidiram sobre a criação dos campos da gestão da informação. O clima de desconfiança cimentou o inferno neste domínio.

 

Podemos acrescentar inúmeros exemplos que tornam inteligíveis as soluções e que contrariam o discurso de que não há nada a fazer.

 

Consideremos dois exemplos que me parecem esclarecedores. Se numa instituição escolar há um programa informático de alunos que integra o campo que insere o masculino/feminino, deve ser impedido por lei que a organização solicite a um director de turma, ou a qualquer outro actor da organização, que "conte" os masculinos e os femininos da sua turma e que lance os dados num qualquer suporte digital ou analógico. É uma obrigação da organização, e do seu software, disponibilizar relatórios com sumários sobre a informação obtida. Do mesmo modo, uma organização escolar deve ter o direito de não lançar informação repetida nas das bases de dados dos serviços centrais do MEC. É impensável que os serviços centrais de um ministério "desconheçam" que têm diferentes departamentos (ou o mesmo departamento) a solicitarem a mesma informação.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:42 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 26.11.13

 

 

 

Está muito frio, mas os graus que medem as políticas educativas devem estar uns graus abaixo do tempo e ultrapassam, com toda a certeza, a compreensão da termodinâmica ou da física estatística. Foi assim com os titulares, com os avaliadores, com os objectivos individuais, com as greves, com a participação na gestão escolar e por aí fora e é agora com os professores contratados (as históricas cobaias). O conselho para a inscrição na prova muda todas as semanas. 

 

A vida dos professores está há anos no fio da navalha que os divide e humilha. A génese do vexame está na insuportável desconfiança que considera os professores o problema maior do sistema escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:59 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 25.11.13

 

 

 

 

 

(Este post é de 31 de Janeiro de 2012)




Alguém deixou a revista da última edição do Expresso em cima da mesa e lembrei-me de ir ao site do semanário e digitalizar uma parte da capa.

 

Há inúmeros testemunhos, e algumas evidências empíricas, que atestam a natural e histórica irreverência dos adolescentes. Mas há diferenças entre irreverência e falta de Educação.

 

A falta de confiança nos professores desenhada pelas políticas escolares dos últimos anos foi desastrosa e contribuiu para o clima vigente. Está comprovado. Reverter a situação leva tempo e requer acções.

 

Como tenho defendido em ideias como esta, a sociedade, através do combate à ghuetização social e à exigência de mais tempo para os petizes, desempenha um papel nuclear. É fundamental mediatizar um ranking concelhio com os números do abandono e do insucesso escolares nas primeiras idades da escolarização.

 

Tenho por aqui opiniões interessantes do filósofo espanhol Fernando Savater, publicadas em 10 de Novembro de 2006.

 

 

"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

 

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador  quase exclusivamente para os professores.

 

(...)"são os próprios pais e mães que não exerceram essa  autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa.

 

(...)Muitos professores estão "psicologicamente esgotados" e se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

 

(...)"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".

 

(...)as crianças não são hoje mais violentas ou mais  indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos".

 

(...)Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade.







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Quinta-feira, 19.07.12

 

 

 

Em 12 de Julho de 2012 escrevi assim:

 

Em 22 de Junho de 2012 escrevi assim: "(...)Com o valor da palavra no estado lamentável que sabemos, alguém pode confiar numa declaração de um ministro? Custa escrever isto mas é assim. É bem possível que não se saiba quantos professores vão ser contratados no próximo ano lectivo, mas o conjunto de despachos do MEC é inequívoco: existirão cortes brutais no número de professores. Para além disso, adivinha-se uma série de horários zero nos professores do quadro. E a questão que se coloca é óbvia: e no ano lectivo seguinte? A polémica fica mais acesa por causa das opções do actual MEC nos achamentos da estrutura curricular, nas alterações à componente lectiva dos professores, no número de alunos por turma e nas agregações de escolas.(...)"

 

Linkei esta notícia em que Nuno Crato também dizia que o Estado de direito não despedirá professores do quadro e que nenhum professor nessa condição irá para o quadro de mobilidade. Alguém confia? Voltei agora à notícia e o ministro também diz: "(...)Não temos sequer 25.000 horários de professores contratados, portanto não é possível fazer esse despedimento", afiançou, em resposta à oposição.(...)". Uns dias depois soube-se que eram 35.000.

 

É naturalíssimo que não se acredite no que o ministro disse há pouco em pleno parlamento sobre a vinculação dos professores contratados. É grave. Fica a certeza de um ministro aos papéis.



publicado por paulo prudêncio às 19:47 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 12.07.12

 

 

Em 22 de Junho de 2012 escrevi assim: "(...)Com o valor da palavra no estado lamentável que sabemos, alguém pode confiar numa declaração de um ministro? Custa escrever isto mas é assim. É bem possível que não se saiba quantos professores vão ser contratados no próximo ano lectivo, mas o conjunto de despachos do MEC é inequívoco: existirão cortes brutais no número de professores. Para além disso, adivinha-se uma série de horários zero nos professores do quadro. E a questão que se coloca é óbvia: e no ano lectivo seguinte? A polémica fica mais acesa por causa das opções do actual MEC nos achamentos da estrutura curricular, nas alterações à componente lectiva dos professores, no número de alunos por turma e nas agregações de escolas.(...)"

 

Linkei esta notícia em que Nuno Crato também dizia que o Estado de direito não despedirá professores do quadro e que nenhum professor nessa condição irá para o quadro de mobilidade. Alguém confia? Voltei agora à notícia e o ministro também diz: "(...)Não temos sequer 25.000 horários de professores contratados, portanto não é possível fazer esse despedimento", afiançou, em resposta à oposição.(...)". Uns dias depois soube-se que eram 35.000.



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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