Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 05.10.18

 

 

 

Decorre, em Lisboa, mais uma grande manifestação de professores. Há mais de uma década que os professores lutam contra a precarização da sua profissionalidade. Desta vez, coincide com o Dia do Professor.

 

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Segunda-feira, 04.06.18

 

 

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Este é o post 10.000 com 27554 comentários. Para além da liberdade de edição, a escrita num blogue exprime emoções e aconselha e organiza os conhecimentos e o nosso mundo. Manterei o registo que tem orientado a linha editorial.



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Quarta-feira, 25.04.18

 

 

 

 

A ideia de blogue tornou-se uma segunda pele e o "Correntes (em busca do pensamento livre)" regista 9941 "posts" num ritmo diário de publicação. Não escolhi Abril, mas depois esperei para que o significado de 25 fosse o lema inicial e uma espécie de constante editorial. Não é cómoda a condição de cidadão livre e com opinião, mas não era a mesma coisa. Gosto muito que o Correntes faça anos no 25 de Abril. Catorze anos depois, continuo a gostar de escrever e agradeço a vossa atenção.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:31 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sexta-feira, 23.06.17

 

 

 

 

 

 

(Este texto foi escrito em Junho de 2004. Resolvi reescrevê-lo e reeditá-lo)

 

 

 

Passei uma tarde encantadora. Foi um descanso merecido para um corpo que vai aturando maçaduras diversas. O dia soalheiro ajudou, a cadeira de jardim encorpou-se de vez e as leituras estavam a condizer. Se a perfeição existe, estive lá perto. Foram momentos de um prazer indizível. Argumentei-me em cadeia com sínteses que me elevaram as motivações. Tenho tardes assim. Mas hoje, uma das leituras fez-me viajar para longe das letras que os olhos percorriam. Fiz uma visita à minha memória. É um dos meus exercícios predilectos, pois não obedece a muitas formalidades nem aos necessários - para outros tipos de visitas, é claro - pormenores protocolares. A meu gosto. Entro por ali adentro, pesquiso à vontade e o tempo que quiser, realço o que mais me interessa, embora, e vezes sem conta, tropece em acontecimentos menos agradáveis. 

Foi hoje o caso. Lembrei-me do serviço militar. Vinte e poucos anos, muito poucos mesmo, e zero tiros no currículo. De uma hora para a outra raparam-me os caracóis, encheram-me de fardas e de sei lá mais o quê e disseram-me: vais ser comando; a honra suprema de um jovem português. Chamavam-me de Prudêncio, o meu último nome, coisa que até aí me parecia exclusivo do meu pai. Fui obrigado a fazer uma tropa de voluntários com detalhes engraçados: perguntavam-me:  - és voluntário?; respondia: - não. Mas nos papéis punham a cruz no sim e quando mais refilasse pior: aprendi rápido e sentenciei: - se tem de ser, vamos a isso.

Depois foi aquilo que se sabe. Mesmo com uma estrela aos ombros, já que ali éramos todos iguais, valha-lhes isso, a dureza e a brutalidade diárias sucederam-se até o horror se instalar. Lembro-me, entre tantas outras coisas tremendas, de saborear um naco de pão duro barrado com pelos da barba e sangue. Ou então, de me deitar em terrenos cravejados de balas que tinham acabado de cair. Violência acumulada em meses e meses sem fim. Valeu-me a ausência da guerra. Não sei o que faria dos "inimigos".

Como quero compreender os jovens que lutam nas diversas guerras. Humanos que são, jamais quererão ouvir o nome do palco do único e infeliz dos teatros: o das operações militares. 

Da parte que me toca, nunca mais "perdoarei", nem à Amadora nem a Santa Margarida, pelo facto de terem sido os solos dos meus horrores.


publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Segunda-feira, 01.05.17

 

 

 

 

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Chicago, 1 de Maio de 1886

 

"Por que será que se riem quando digo que trabalho muito?", interrogou-se um humorista. Compreendi-o. Fazer rir, como de resto acontecia com a maioria das actividades culturais, ficava aquém de um conceito que considerava um banqueiro ou um facilitador de negócios como o grau elevado do exercício profissional. O valor do trabalho restante media-se pela "possibilidade" de sobrevivência para baixo; era disso que riam.

Já não é assim. Algo mudou no conceito, mas tardam as reversões. 

Os professores, por exemplo, gozam de boa reputação, como trabalhadores, nos inquéritos junto das populações, mas "irritam" o poder da última década e meia em Portugal. São uma espécie que incomoda e foram escolhidos, não apenas por serem muitos, como alvo a abater. Começou antes da chegada dos credores. Não é especulativo afirmar que estamos há anos a fio a registar quase diariamente essa degradação sem um qualquer sinal de reversão.



publicado por paulo prudêncio às 10:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 25.04.17

 

 

 

Abril foi por acaso, mas fiz uma espera para que 25 fosse o primeiro dia. Gosto de ter um blogue - esses clássicos da publicação digital -  e que o "Correntes (em busca do pensamento livre)" faça anos hoje. Mantenho o ritmo diário de publicação. Este é o post 9494 e partilhei alguns textos no twitter ou no facebook. 13 anos depois, agradeço mesmo pela atenção.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 05.10.16

 

 

 

 

"Gostava ainda de deixar uma ideia do enorme João dos Santos, “(...)Foi meu professor porque foi meu amigo” e uma convicção pessoal que a idade cada vez mais cimenta, qualquer professor ou educador, tanto ou mais do que aquilo que sabe, ensina aquilo que é."

 

Muito "interessante o post" do José Morgado, donde retirei o parágrado inicial, do blogue Atenta Inquietude, dedicado ao dia Mundial do Professor.

 

Como hoje foi reposto o feriado do 5 de Outubro, escolhi um desenho do Antero.

 

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publicado por paulo prudêncio às 19:53 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

António Guterres "deverá ser o novo secretário-geral da ONU". Será a vitória da transparência, da competência e do mérito, mas também da evolução democrática da organização. O escrutínio do processo terá impedido a prevalência dos jogos de bastidores. É interessante que ocorra no dia em que é reposto em Portugal o feriado da República. Como disse o PR no discurso de comemoração, que seja uma República com políticos "humildes e independentes", que elimine o "cansaço perante casos a mais de princípios vividos de menos" e recordando que "todo o poder político é temporário". Marcelo Rebelo de Sousa notou que os portugueses não querem o regresso "a uma ditadura, aberta ou disfarçada, permanente ou temporária".

 

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Segunda-feira, 25.04.16

 

 

 

Não escolhi Abril, mas depois o 25 foi intencional. Gosto que o Correntes faça anos no 25 de Abril. Obrigado pela atenção.

 

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Sábado, 19.03.16

 

 

 

 

Não, não é um post alusivo ao dia do Pai que hoje se comemora. Como pai ou filho, faço, no quotidiano, por elevar esse sentimento privilegiado. "Pai Nosso" é o título do primeiro romance de Clara Ferreira Alves. Comecei hoje e estou a gostar.

 

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Domingo, 05.10.14

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 10.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Divulgação de um cartaz por solicitação da Associação 25 de Abril.

Pode partilhar.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 27.05.13

 

 

Os únicos números certos do blogue são os dos posts e comentários. O comentário 20000 foi como se pode ver na imagem. Obrigado.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 20.12.12

 

 

 

 

 


 

 

 

"Uma fotografia descreve-se de forma objectiva e sem emoção ou interpretações subjectivas", era mais ou menos assim que um formador iniciava as suas acções sobre avaliação de alunos depois de deixar os formandos observarem e descreverem uma fotografia com uma criança abraçada a uma árvore.

 

Vem isto a propósito das fotografias que escolhi sobre um jantar com colegas de Santo Onofre (reformados e "activos" em igual número). Escusam de pedir detalhes sobre a excelência do local. É frequentado há muito pelos professores daquela escola e fica em Trás do Outeiro; mais não digo.

 

E por que é que escrevi o primeiro parágrafo? É que basta olharem paras as imagens para intuírem da atmosfera e contrariarem o tal formador.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quarta-feira, 29.04.09

 

 

Numa fase em que o "correntes" comemora cinco anos de existência, não posso deixar de registar a entrada que o Ramiro Marques faz, a propósito, no seu espaço blogosférico. O Ramiro Marques tem sido fundamental nesta justa luta dos professores e todos esperamos que continue o seu imprescindível percurso.

 

Pode ler o texto no blogue dele, aqui.



publicado por paulo prudêncio às 21:25 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 06.04.09

 

 

 

 

 

 

 

Entrámos no décimo ano da nossa existência. Não sei se a vida das escolas é como a vida das pessoas. Sei que a vida das pessoas tem no marco etário dos dez anos o fim da idade da infância. Depois começa a adolescência, que é, como sabemos, a idade de todas as oscilações.

 

Importa festejar as efemérides. Não apenas pelo valor que damos às vidas, mas para nos olharmos ao espelho.

 

E eu olho para o espelho da nossa escola.

 

E vejo.

 

Vejo um caminho feito de uma bela mistura de esforço e de esperança.

Vejo uma escola que nasceu para ser integrada e que hoje confirma-o.

Vejo uma escola que é escolhida para os alunos com necessidades educativas especiais e honro-me.

Vejo uma escola onde os alunos e os projectos são a sua razão de ser e sorrio.

Vejo uma escola onde quem vem por vontade fica e cresço.

Vejo uma escola onde se tenta que tudo seja desburocratizado e simples e acredito no lugar que não existe.

 

Por mais que me digam que mergulhar na educação pode ser um desperdício de vida, olho para a escola e digo que não.

Entremos na idade adulta mas continuemos ingénuos.

 

Bem hajam.



publicado por paulo prudêncio às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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