Em busca do pensamento livre.

Sábado, 07.04.18

 

 

 

 



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Terça-feira, 13.02.18

 

 

Dois bons filmes. The Post retrata um momento determinante para a liberdade de imprensa e o segundo, Linha Fantasma, olha para as relações humanas de um ângulo invulgar. Bem realizados e com muito bons desempenhos.

 

 

The Post (Trailer) de Steven Spielberg

 

 

Linha Fantasma (Trailer) de Paul Thomas Anderson

 

 



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Segunda-feira, 05.02.18

 

 

 

 

O perfil do professor assumirá como fundamental a competência numa parafernália de procedimentos digitais cuja (in)utilidade é um ilusório controle das salas de aula. O cumprimento de prazos insensatos reforçará o bom desempenho (associado à capacidade de fazer de conta). Essa hiperburocracia afirmará a crescente desconfiança nos professores e nivelará por baixo. Eliminará, como alguém disse, o carisma das salas de aula. Transformará as escolas em linhas de montagem avessas a qualquer tipo de ousadia ou poesia. Será uma precarização normalizada em ambiente administrativo ou indisciplinado. Não sobrará tempo, nem energia, para a aula. O desgaste será indisfarçável.

Já há história suficiente para não repetir o erro. Aliás, volta a ser recomendável o visionamento do "Clube dos Poetas Mortos" e sublinhar que a confiança nos profissionais (não aprecio mesmo as expressões recursos humanos ou colaboradores) é uma chave fundamental, como se percebe no estudo de qualquer organização bem sucedida.

 

Imagem do filme referido.

Unknown

 



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Domingo, 28.01.18

 

 

 

No fim do filme pensei no ensaio de Gilles Lipovetsky, "A Era do Vazio". Este ensaio, ou ensaios, sobre o individualismo contemporâneo é muito bem retratado neste filme a preto branco e com pouco mais de 70 minutos. É evidente que não imagino se o argumentista pensou no ensaio referido. Com quatro ou cinco personagens, Philippe Garrel constrói uma narrativa com silêncios que dizem mais do que mil palavras. A ver mesmo.

 

"O Amante de Um Dia". Título original: L'amant d'un Jour. De: Philippe Garrel. Com: Éric Caravaca, Esther Garrel, Louise Chevillotte. Outros dados: FRA, 2017, Preto e Branco, 76 min.

 

"Quase 50 anos após a estreia de "Le Révélateur", o seu filme de estreia de 1968, Philippe Garrel regressa aos filmes para completar a sua chamada "trilogia do amor", iniciada em 2013 com "Ciúme" e continuada dois anos depois com "À Sombra das Mulheres". Centra-se em Gilles, um professor de filosofia interpretado por Ériv Caravaca que namora e vive com uma das suas alunas, Ariane (Louise Chevillotte). Tudo está bem até ao dia em que a filha de Gilles, Jeanne (Esther Garrel, filha do próprio realizador, além de irmã de Louis Garrel), da mesma idade de Ariane, vai morar com eles após acabar a relação em que estava.
Um drama romântico com apontamentos de comédia que foi originalmente apresentado em Portugal na edição de 2017 do Lisbon & Sintra Film Festival." PÚBLICO

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 29.12.17

 

 

 

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Suburbicon devasta as regiões não cosmopolitas dos EUA. Não esqueçamos que é uma obra escrita por Joel Coen e Ethan Coen, dois irmãos conhecedores da América profunda. George Clooney realiza com sabedoria e as interpretações de Matt Damon, Julianne Moore e Oscar Isaac acompanham-no. O tal sonho americano tece um subterrâneo com sobreposição do mal, enquanto a mediatização se dedica a ampliar, em ritmo de subversão violenta, um surto xenófobo.

"Gardner Lodge (Matt Damon) é um homem pacato a viver com a mulher e o filho em Suburbicon, um também pacato bairro composto apenas por pessoas brancas, em 1959. Um dia, há um assalto em sua casa e matam a sua mulher. A irmã gémea dela, Margaret (Julianne Moore), vai viver com Gardner e, gradualmente, vai-se transformando na mulher que morreu. A estranheza não fica por aí: a pacatez de Gardner vai-se dissipando entre conflitos com a máfia e com a chegada ao bairro de uma família negra.
Um filme de George Clooney baseado num guião que os irmãos Coen escreveram nos anos 1980, logo a seguir a "Sangue por Sangue", o primeiro filme deles, mas acabaram por não realizar. Foi agora retrabalhado por Clooney e Grant Heslov, colaborador habitual do actor transformado em realizador. PÚBLICO"

 

 

 

 



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Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

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Também em filme. Vi apenas o 1 (versão sueca). É um filme muito bom,

mas aquém dos livros; naturalmente.

Trailer do volume 1.

 

 



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Terça-feira, 15.08.17

 

 

 

O 15 de Agosto recorda-me sempre o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas desta vez associo-o à difícil poesia de Rainer Maria Rilke: exige leitura repetida, mas o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 

Depois da poesia, um vídeo do filme - é um muito bom momento de humor -.

 

 



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Sexta-feira, 11.08.17

 

 

 

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do inesquecível cineasta iraniano. Encontrei-a por aqui quando ontem ouvi uma referência à sua obra.

 

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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

 



publicado por paulo prudêncio às 09:25 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 02.07.17

 

 

 

 

 

"Paterson" (trailer no fim) é o último, e imperdível, filme de Jim Jarmusch. Tem como intérpretes principais Adam Driver, Golshifteh Farahani e Helen-Jean Arthur. Para Pedro Mexia, no Expresso, é "uma investigação sobre o equilíbrio entre a felicidade e a banalidade". É muito interessante para quem acabou de ler "O leitor do comboio" de Jean-Paul Didierlaurent. A sinopse do Público diz:

"Paterson é um motorista de autocarro na cidade de Paterson, em Nova Jérsia (EUA). A sua rotina diária é sempre igual: acorda exactamente à mesma hora, vai trabalhar, regressa para os braços de Laura, a namorada, passeia Marvin, o cão, bebe uma única cerveja no bar de um amigo e escreve poesia, não necessariamente por esta ordem. A sua vida é tranquila e a sua existência discreta. Paterson está apaixonado por Laura e ela por ele. Ele apoia os sonhos e projectos mais arrojados da namorada; ela incentiva-o e inspira-o na escrita dos seus poemas. É assim todos os dias."

Em "Síndrome" (vídeo no início), o último bailado de Olga Roriz, também imperdível, as pessoas estão todas perdidas. Não se trata da continuação do apartamento da guerra em Alepo (o anterior bailado da coreógrafa, "Antes que matem os elefantes"), mas é impossível não ver ligações. O tempo o dirá. "Síndrome é uma miragem. O lugar está lá antes de tudo mas não existe.(...)"

 

 



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Domingo, 28.05.17

 

 

 

Gosto de todos os filmes. Estou numa fase assim. Leio qualquer coisa antes ou vejo os vídeos de apresentação. É evidente que escolho. "O sentido do fim", um filme britânico realizado por Ritesh Batra, tem a muito boa representação de Jim Broadbent no meio de um elenco que prestigia a reconhecida escola de actores daquelas ilhas. O Público apresenta o seguinte resumo deste filme a não perder:

"Tony Webster é um homem de meia-idade cuja existência tranquila é perturbada quando recebe uma carta de um advogado a comunicar que alguém lhe deixou um diário em testamento. Essa circunstância vai reavivar memórias com mais de quatro décadas: os companheiros da faculdade e a lembrança de um grande amor, mas também as terríveis consequências de acções impensadas da sua já tão distante juventude...(...)"

 

 



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Domingo, 14.05.17

 

 

 

Ir ontem a Lisboa era um risco, mais ainda ao fim da tarde com destino à zona do Saldanha. Havia a incógnita da crise do aeroporto (em 75 anos de existência, foi a primeira falha no abastecimento de combustível; também só desde 2013 é que os privados o gerem) e notava-se nas áreas de serviço da autoestrada a deslocação da multidão da nossa senhora de Fátima para a nossa senhora da Luz. Estacionar de imediato no parque gratuito do cinema Monumental e ver o muito bom filme, "A cidade perdida em Z", de James Gray, foi uma opção acertada e de alguma forma adequada. O filme recorda, embora seja uma adaptação da não-ficção de David Grann, as sagas Indiana Jones de Steven Spielberg. Não se excede na aura épica e está muito bem realizado e interpretado. À saída, já aquela zona de Lisboa se inundava de ruído e cânticos ensurdecedores enquanto o jovem Salvador Sobral, um talentoso jazzista de forte convicção, representava, num tom muito mais audível, com êxito inédito o país no festival europeu da canção em Kiev (qual cidade perdida em Z).

 

 



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Terça-feira, 21.03.17

 

 

 

Da obra prima de Yasujiro Ozu.

"Um velho casal resolve ir a Tóquio visitar os filhos. É o pretexto que serve a Ozu para voltar magistralmente aos seus temas: o confronto entre o “velho” e o “novo” Japão, as relações familiares, o envelhecimento, a decepção e a resignação. No melhor estilo de Ozu, a duração dos planos acompanha os ditos e os não ditos (uns e outros sublimes) das personagens."

 

Tokyo Story: Official Trailer.

 

 

Versão completa.

 

 



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Segunda-feira, 13.03.17

 

 

"Neruda" foi muito bem realizado por Pablo Larraín. Das duas grandes dimensões de Pablo Neruda, o filme escolhe a poética sem desvalorizar a política.

 

 



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Segunda-feira, 06.03.17

 

 

 

Diz o Público que "a reestruturação da função pública vai ter limites às progressões e que para subir na hierarquia do Estado vão ser precisos prémios e promoções". A ideia arrepia e compreende-se a apreensão dos que falam do regresso da cultura Lurditas D´Oiro. Por favor: isso não! O "dividir para reinar" com um suposto mérito-para-as-massas é aterrador. Dá ideia que a patologia kafkiana (para ser brando) passou dos bastidores para a primeira linha. Se há pessoas com memória curta, obriguem-nas a ver o "Eu, Daniel Blake".

 

Captura de Tela 2017-03-06 às 14.17.10

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:17 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 03.03.17

 

 

 

Eu, Daniel Blake.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 01.03.17

 

 

 

Espero que sejam infundados os paralelismos que vou lendo a propósito das semelhanças do que existe com o que antecedeu a segunda-guerra; nomeadamente na Alemanha. "Stefan Zweig - Adeus, Europa", de Maria Shrader, é um bom filme, realizado por actos, que nos narra os últimos anos de vida do escritor judeu Stefan Zweig. É uma obra comovente. Não a deve ver, se me permite, sem um conhecimento sumário do argumento. Fica a sinopse do Público e o official trailer.

 

"Nascido em Viena (Áustria), a 28 de Novembro de 1881, numa abastada família judaica, Stefan Zweig era, nos anos 1920 e 30, um dos mais populares autores europeus. Escreveu sobre a vida e obra de muitos escritores – Dickens, Tolstói, Dostoiévski, Hölderlin, Nietzsche, Balzac, Stendhal, entre outros –, mas também se interessou por figuras históricas como Maria Stuart, rainha da Escócia, ou o navegador português Fernão de Magalhães. Quando, em 1933, Hitler chega ao poder na Alemanha, a influência dos nazis rapidamente se faz sentir na Áustria. Em Fevereiro de 1934, a polícia faz buscas em casa de Zweig. A circunstância persuade o escritor a partir para Londres com Lotte Altmann, a mulher. Quando rebenta a II Grande Guerra e os nazis invadem França, o casal deixa definitivamente a Europa e parte para os EUA. Em 1941, mudam novamente de país, desta vez para o Brasil, instalando-se em Petrópolis, Rio de Janeiro. A 23 de Fevereiro de 1942, deprimido com o crescimento da intolerância e do autoritarismo na Europa e sem qualquer esperança no futuro da Humanidade, Stefan Zweig despede-se com estas palavras: "Envio saudações a todos os meus amigos: que eles possam viver para ver a aurora após esta longa noite. Eu, que sou demasiado impaciente, vou à frente". Zweig e Lotte foram encontrados mortos na tarde do dia seguinte, deitados lado a lado. Tinham ingerido uma dose fatal de barbitúricos. A notícia do suicídio de ambos chocou o mundo.
Parcialmente rodado em Portugal, um "biopic" realizado por Maria Schrader ("Liebesleben"), segundo um argumento seu e de Jan Schomburg. Josef Hader, Aenne Schwarz, Tómas Lemarquis e Barbara Sukowa dão vida aos personagens."

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 27.02.17

 

 

 

O filme, "Toni Erdmann", de Maren Ade (dirigiu e escreveu esta comédia dramática austro-alemã) é de 2016 e não sei se foi candidato a qualquer óscar; se não foi, merecia (fui pesquisar e encontrei o seguinte: "num ano normal era o grande candidato; mas 2017 não é um ano normal"). É um filme com 2h45, mas nem se dá pelo tempo. Toni Erdmann é um professor desprendido e pouco ligado à família. Reforma-se e vai saber da vida de uma filha que é uma competente executiva. O official trailer diz o necessário.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 29.01.17

 

 

 

Vi a apresentação e não perderia o filme de Fanny Ardant - produzido por Paulo Branco -, estreado ontem e filmado quase totalmente no Buçaco. A revista do Expresso despertou-me mais curiosidade com a interessante entrevista ao actor principal Gérard Depardieu, apesar da crítica de Jorge Leitão Ramos terminar assim: "(...)Mas a grosseria carroceira com que Depardieu incarna o personagem, emprestando-lhe uma violência descabelada no relacionamento directo com os que o rodeiam, é de tal maneira despropositada que o filme se desagrega antes mesmo de ganhar consistência." Discordo do crítico. O filme tem muita consistência. Depardieu tem um desempenho muito bom. Dá ao personagem a aura violenta, sem qualquer imagem "chocante" a não ser do ponto de vista psicológico, relatada pela história numa versão que cruza o marxismo com a psicanálise. Penso que o actor principal é mesmo mais um forte motivo para se considerar o filme imperdível. O "Público resume-o assim":

"Envelhecido e de saúde debilitada, Estaline – líder da União Soviética desde 1922 até a sua morte, em 1953 – resolve seguir os conselhos médicos e recolhe-se num palácio isolado durante alguns dias. Lidia, sua amante há várias décadas, acompanha-o nesta viagem. Inesperadamente, ele decide fazer todas as noites o seguinte: deitar-se num divã, assumindo-se como paciente, e obrigar Lidia a representar o papel de psicanalista. Temendo a sua fúria, ela concorda em seguir as indicações do livro "A Interpretação dos Sonhos", de Sigmund Freud. Oleg Danilov é um artista brilhante que ali se encontra, esperando ansiosamente pela oportunidade de mostrar a Estaline a obra que criou em sua honra. Mas Lidia, que não é indiferente aos encantos de Danilov, vê-se arrastada para um perigoso jogo onde qualquer indício de traição pode significar a morte.
Quase totalmente filmado no Buçaco Palace Hotel (numa co-produção franco portuguesa), "O Divã de Estaline" é um filme dramático que que se inspira na obra com o mesmo nome de Jean-Daniel Baltassat. Com argumento e realização de Fanny Ardant, conta com Gérard Depardieu, Emmanuelle Seigner e Paul Hamy nos papéis principais."

 

 



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Domingo, 15.01.17

 

 

 

 

"Na Via Láctea", de Emir Kusturica e filmado em quatro verões, tem as marcas do realizador: música e argumento. Desta vez, acrescenta-se a presença de Kusturica como actor principal e, nem por isso, a direcção de actores parece prejudicada. É exactamente o desempenho dos actores que me impressionou em "Manchester by The Sea" de Kenneth Lonergan. São dois filmes a ver. O primeiro é mesmo imperdível para quem gosta de Kusturica. Dá ideia de uma qualquer despedida. 

 

 

 



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Sexta-feira, 06.01.17

 

 

 

O filme de Emmanuelle Bercot, "De cabeça erguida", retrata as tutorias no sistema francês. Considerando que um jovem pré-delinquente (ou sem pré) passará umas 5 a 7 horas diárias na escola, o tutor supervisiona, logicamente, as restantes 17 ou 19. O tutor é, portanto, um profissional ligado aos sistemas social e judicial. Tem contacto, por exemplo, com as situações de indisciplina, ou de género semelhante, que ocorrem fora da escola. Em Portugal é o inverso. O tutor é um professor inspirado em Sísifo. Todos os dias parte do zero. Faz numas 4, se tanto, horas semanais, o que "será desconstruído" nas restantes 158. É também aqui que se constata a ubiquidade, e a inutilidade, do conceito de escola a tempo inteiro (sem desprezar, obviamente, a colaboração da escola na "guarda" de crianças em situações bem identificadas).

Nota: impressiona como alguma comunicação social responsabiliza a escola num caso mediático de violência juvenil fora da escola. É a escola total numa sociedade ausente.

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