Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 25.10.18

 

 

 

"Perder anos de vida a escolher uma série ou filme no Netflix é coisa do passado. Aqui estão os códigos (não muito) secretos"



publicado por paulo prudêncio às 17:19 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 05.09.18

 

 

"No coração da escuridão" é uma espécie de obra-prima surpreendente e abrangente que tem a ecologia e a terrível condição humana como pontos de partida. É tudo muito bom: realização, argumento, interpretações e banda sonora. A última meia-hora é mesmo de emoções fortes.

 

 

 

 



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Quarta-feira, 22.08.18

 

 

 

É impossível uma classificação assim ("Mulholland Drive, de David Lynch, foi escolhido como o melhor filme do século XXI por uma votação, promovida pela BBC Culture, de 177 críticos de cinema de todo o mundo (de todos os continentes menos a Antárctida, como sublinham os editores da BBC que organizaram o inquérito juntando 36 países)"), mas Mulholland Drive (2001) é genial. Vi-o a primeira vez no King, em Lisboa. Fiquei fascinado. Lembro-me que viemos a viagem toda a discutir a complexidade do filme com uns amigos. É uma obra do nível de "Eyes wide shut”", de Stanley Kubrick; e não só por serem temas semelhantes. Aliás, o filme de Kubrick ficou prejudicado com a morte do realizador com a montagem por concluir.

 

O trailer de Mulholland Drive.

 

 



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Quarta-feira, 15.08.18

 

 

 

 

O 15 de Agosto recorda-me sempre o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas desta vez associo-o à difícil poesia de Rainer Maria Rilke: exige leitura repetida, mas o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 

 

Depois da poesia, um vídeo do filme - é um muito bom momento de humor -.

 

 



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Sábado, 11.08.18

 

 

 

Descobri recentemente os romances de Jo Nesbo (Li O Boneco de Neve, O Leopardo, A Sede e O Filho) e gostei muito. Fiquei com a ideia que A Sede terá continuidade em breve e marcarei presença. Raramente aprecio filmes baseados em romances que li. Mas vale a pena ver a recente versão do Boneco de Neve.

 

 

 

 



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Sábado, 30.06.18

 

 

 

Western é um filme muitíssimo bom que recebe 4 estrelas da generalidade da crítica. Está a um curtíssimo passo de se tornar uma obra maior. Será apenas o passar do tempo a certificar a 5ª estrela? Para já, é surpreendente e a não perder.

"Um grupo de trabalhadores alemães chega a uma zona remota da Bulgária para construir uma central hidroeléctrica. Ali, a maioria deles  adopta uma atitude de superioridade em relação aos habitantes locais, o que rapidamente os torna indesejados. A única excepção é Meinhard, um homem tranquilo e pouco dado a excessos que, por isso mesmo, depressa começa a ser ostracizado pelos colegas. Com o tempo, Meinhard (Meinhard Neumann) começa a fazer algumas amizades junto da  população. Com eles, apesar das diferenças culturais e da barreira linguística, vai descobrir um sentimento de comunidade que nunca tinha experenciado na sua própria terra…

Estreado na secção “Un Certain Regard” no Festival de Cinema de Cannes, um filme dramático sobre preconceito, rivalidade e poder, escrito, produzido e realizado pela alemã Valeska Grisebach (“És a Minha Estrela”, “Sehnsucht”)."
 
 

 



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Terça-feira, 19.06.18

 

 

 

"Frantz" é um filme muito bom e reaviva a memória entre franceses e alemães. Duas guerras mundiais num século apenas deviam servir para aprender.

 

Título original: Frantz; De: François Ozon; Com: Pierre Niney, Paula Beer, Ernst Stötzner, Anton von Lucke.
"Alemanha, 1919. O pesadelo da Primeira Grande Guerra chegou finalmente ao fim. Após a morte em combate do seu noivo, Frantz, Anna vive com os sogros numa pequena aldeia. Incapaz de lidar com a perda, todos os dias visita a campa do seu amado. Um dia, dá-se conta da presença de Adrien, um ex-soldado francês que afirma ser amigo de Frantz. Com o passar do tempo, sobre o luto do soldado morto, uma estranha ligação surge entre os dois…
Um filme dramático realizado e co-escrito pelo aclamado realizador francês François Ozon ("Sob a Areia", "Swimming Pool", "O Tempo Que Resta", "Potiche - Minha Rica Mulherzinha", "Dentro de Casa"), com Pierre Niney, Paula Beer e Ernst Stötzner nos papéis principais."
 
 
 

 



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Sábado, 07.04.18

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:14 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 13.02.18

 

 

Dois bons filmes. The Post retrata um momento determinante para a liberdade de imprensa e o segundo, Linha Fantasma, olha para as relações humanas de um ângulo invulgar. Bem realizados e com muito bons desempenhos.

 

 

The Post (Trailer) de Steven Spielberg

 

 

Linha Fantasma (Trailer) de Paul Thomas Anderson

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:21 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 05.02.18

 

 

 

 

O perfil do professor assumirá como fundamental a competência numa parafernália de procedimentos digitais cuja (in)utilidade é um ilusório controle das salas de aula. O cumprimento de prazos insensatos reforçará o bom desempenho (associado à capacidade de fazer de conta). Essa hiperburocracia afirmará a crescente desconfiança nos professores e nivelará por baixo. Eliminará, como alguém disse, o carisma das salas de aula. Transformará as escolas em linhas de montagem avessas a qualquer tipo de ousadia ou poesia. Será uma precarização normalizada em ambiente administrativo ou indisciplinado. Não sobrará tempo, nem energia, para a aula. O desgaste será indisfarçável.

Já há história suficiente para não repetir o erro. Aliás, volta a ser recomendável o visionamento do "Clube dos Poetas Mortos" e sublinhar que a confiança nos profissionais (não aprecio mesmo as expressões recursos humanos ou colaboradores) é uma chave fundamental, como se percebe no estudo de qualquer organização bem sucedida.

 

Imagem do filme referido.

Unknown

 



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Domingo, 28.01.18

 

 

 

No fim do filme pensei no ensaio de Gilles Lipovetsky, "A Era do Vazio". Este ensaio, ou ensaios, sobre o individualismo contemporâneo é muito bem retratado neste filme a preto branco e com pouco mais de 70 minutos. É evidente que não imagino se o argumentista pensou no ensaio referido. Com quatro ou cinco personagens, Philippe Garrel constrói uma narrativa com silêncios que dizem mais do que mil palavras. A ver mesmo.

 

"O Amante de Um Dia". Título original: L'amant d'un Jour. De: Philippe Garrel. Com: Éric Caravaca, Esther Garrel, Louise Chevillotte. Outros dados: FRA, 2017, Preto e Branco, 76 min.

 

"Quase 50 anos após a estreia de "Le Révélateur", o seu filme de estreia de 1968, Philippe Garrel regressa aos filmes para completar a sua chamada "trilogia do amor", iniciada em 2013 com "Ciúme" e continuada dois anos depois com "À Sombra das Mulheres". Centra-se em Gilles, um professor de filosofia interpretado por Ériv Caravaca que namora e vive com uma das suas alunas, Ariane (Louise Chevillotte). Tudo está bem até ao dia em que a filha de Gilles, Jeanne (Esther Garrel, filha do próprio realizador, além de irmã de Louis Garrel), da mesma idade de Ariane, vai morar com eles após acabar a relação em que estava.
Um drama romântico com apontamentos de comédia que foi originalmente apresentado em Portugal na edição de 2017 do Lisbon & Sintra Film Festival." PÚBLICO

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 29.12.17

 

 

 

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Suburbicon devasta as regiões não cosmopolitas dos EUA. Não esqueçamos que é uma obra escrita por Joel Coen e Ethan Coen, dois irmãos conhecedores da América profunda. George Clooney realiza com sabedoria e as interpretações de Matt Damon, Julianne Moore e Oscar Isaac acompanham-no. O tal sonho americano tece um subterrâneo com sobreposição do mal, enquanto a mediatização se dedica a ampliar, em ritmo de subversão violenta, um surto xenófobo.

"Gardner Lodge (Matt Damon) é um homem pacato a viver com a mulher e o filho em Suburbicon, um também pacato bairro composto apenas por pessoas brancas, em 1959. Um dia, há um assalto em sua casa e matam a sua mulher. A irmã gémea dela, Margaret (Julianne Moore), vai viver com Gardner e, gradualmente, vai-se transformando na mulher que morreu. A estranheza não fica por aí: a pacatez de Gardner vai-se dissipando entre conflitos com a máfia e com a chegada ao bairro de uma família negra.
Um filme de George Clooney baseado num guião que os irmãos Coen escreveram nos anos 1980, logo a seguir a "Sangue por Sangue", o primeiro filme deles, mas acabaram por não realizar. Foi agora retrabalhado por Clooney e Grant Heslov, colaborador habitual do actor transformado em realizador. PÚBLICO"

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

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Também em filme. Vi apenas o 1 (versão sueca). É um filme muito bom,

mas aquém dos livros; naturalmente.

Trailer do volume 1.

 

 



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Terça-feira, 15.08.17

 

 

 

O 15 de Agosto recorda-me sempre o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas desta vez associo-o à difícil poesia de Rainer Maria Rilke: exige leitura repetida, mas o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 

Depois da poesia, um vídeo do filme - é um muito bom momento de humor -.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 11.08.17

 

 

 

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do inesquecível cineasta iraniano. Encontrei-a por aqui quando ontem ouvi uma referência à sua obra.

 

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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

 



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Domingo, 02.07.17

 

 

 

 

 

"Paterson" (trailer no fim) é o último, e imperdível, filme de Jim Jarmusch. Tem como intérpretes principais Adam Driver, Golshifteh Farahani e Helen-Jean Arthur. Para Pedro Mexia, no Expresso, é "uma investigação sobre o equilíbrio entre a felicidade e a banalidade". É muito interessante para quem acabou de ler "O leitor do comboio" de Jean-Paul Didierlaurent. A sinopse do Público diz:

"Paterson é um motorista de autocarro na cidade de Paterson, em Nova Jérsia (EUA). A sua rotina diária é sempre igual: acorda exactamente à mesma hora, vai trabalhar, regressa para os braços de Laura, a namorada, passeia Marvin, o cão, bebe uma única cerveja no bar de um amigo e escreve poesia, não necessariamente por esta ordem. A sua vida é tranquila e a sua existência discreta. Paterson está apaixonado por Laura e ela por ele. Ele apoia os sonhos e projectos mais arrojados da namorada; ela incentiva-o e inspira-o na escrita dos seus poemas. É assim todos os dias."

Em "Síndrome" (vídeo no início), o último bailado de Olga Roriz, também imperdível, as pessoas estão todas perdidas. Não se trata da continuação do apartamento da guerra em Alepo (o anterior bailado da coreógrafa, "Antes que matem os elefantes"), mas é impossível não ver ligações. O tempo o dirá. "Síndrome é uma miragem. O lugar está lá antes de tudo mas não existe.(...)"

 

 



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Domingo, 28.05.17

 

 

 

Gosto de todos os filmes. Estou numa fase assim. Leio qualquer coisa antes ou vejo os vídeos de apresentação. É evidente que escolho. "O sentido do fim", um filme britânico realizado por Ritesh Batra, tem a muito boa representação de Jim Broadbent no meio de um elenco que prestigia a reconhecida escola de actores daquelas ilhas. O Público apresenta o seguinte resumo deste filme a não perder:

"Tony Webster é um homem de meia-idade cuja existência tranquila é perturbada quando recebe uma carta de um advogado a comunicar que alguém lhe deixou um diário em testamento. Essa circunstância vai reavivar memórias com mais de quatro décadas: os companheiros da faculdade e a lembrança de um grande amor, mas também as terríveis consequências de acções impensadas da sua já tão distante juventude...(...)"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 14.05.17

 

 

 

Ir ontem a Lisboa era um risco, mais ainda ao fim da tarde com destino à zona do Saldanha. Havia a incógnita da crise do aeroporto (em 75 anos de existência, foi a primeira falha no abastecimento de combustível; também só desde 2013 é que os privados o gerem) e notava-se nas áreas de serviço da autoestrada a deslocação da multidão da nossa senhora de Fátima para a nossa senhora da Luz. Estacionar de imediato no parque gratuito do cinema Monumental e ver o muito bom filme, "A cidade perdida em Z", de James Gray, foi uma opção acertada e de alguma forma adequada. O filme recorda, embora seja uma adaptação da não-ficção de David Grann, as sagas Indiana Jones de Steven Spielberg. Não se excede na aura épica e está muito bem realizado e interpretado. À saída, já aquela zona de Lisboa se inundava de ruído e cânticos ensurdecedores enquanto o jovem Salvador Sobral, um talentoso jazzista de forte convicção, representava, num tom muito mais audível, com êxito inédito o país no festival europeu da canção em Kiev (qual cidade perdida em Z).

 

 



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Terça-feira, 21.03.17

 

 

 

Da obra prima de Yasujiro Ozu.

"Um velho casal resolve ir a Tóquio visitar os filhos. É o pretexto que serve a Ozu para voltar magistralmente aos seus temas: o confronto entre o “velho” e o “novo” Japão, as relações familiares, o envelhecimento, a decepção e a resignação. No melhor estilo de Ozu, a duração dos planos acompanha os ditos e os não ditos (uns e outros sublimes) das personagens."

 

Tokyo Story: Official Trailer.

 

 

Versão completa.

 

 



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Segunda-feira, 13.03.17

 

 

"Neruda" foi muito bem realizado por Pablo Larraín. Das duas grandes dimensões de Pablo Neruda, o filme escolhe a poética sem desvalorizar a política.

 

 



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