Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

ainda a Operação Marquês (pôr-do-sol)

15.10.17, Paulo Prudêncio
      Afinal, o regime será réu. O MP, contrariando cépticos, tem uma acusação com crimes de corrupção. Para além disso, e como demonstrou Richard Thaler (Nobel2017economia), há uma elevada irracionalidade nos processos decisórios do mercado. Daí às teias de corrupção, ou às políticas económicas desastrosas para os 99%, é um passo. Vi as duas jornadas mediáticas da RTP1: a acusação do MP e a entrevista a José Sócrates (JS).  Na primeira, um especialista fiscal e (...)

Da operação Marquês

12.10.17, Paulo Prudêncio
        A operação Marquês está longe de um epílogo. Continuaremos no tempo da justiça. Todavia, e considerando a dimensão dos incluídos no processo - os DDT's (um chefe de um Governo com maioria absoluta que exerceu o cargo durante sete anos, o chefe do principal banco privado, os chefes da empresa de telecomunicações emblemática (a Nokia portuguesa) e com prestígio internacional, os chefes de uma forte construtora de obras públicas do regime e um ministro que (...)

arguidos, 13 anos depois

03.06.17, Paulo Prudêncio
      Segundo os OCS, a rede - e que rede; e que rendas -  EDP/REN começou no Governo de Barroso (2004), passou pelo de Santana e cimentou-se no de Sócrates. A rede pode acabar mal 13 anos depois. Pelos vistos, a rede tem ligações ao BES e desagua na lugar habitual: a rotunda do Marquês. Mexia, um dos quatro arguidos conhecidos ontem e que é referido como membro activo da rede, passou por governos e era um dos liberais do Compromisso Portugal. Em 2010, recomendou aos (...)

da dívida pública

16.12.16, Paulo Prudêncio
      De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito (...)

12.000 milhões para cá, 20.000 milhões para lá

01.06.16, Paulo Prudêncio
     De 2007 a 2015, o financiamento à banca apresentou (BPN, BES Novo Banco e BANIF), números do BdP, as seguintes crateras: 12.600 milhões de euros no défice orçamental e 20.000 milhões de euros na dívida pública. É só fazer mais contas e perguntar quem é que vivia acima das possibilidades. São imparidades e empréstimos impossíveis de pagar; coitados.

do pano verde e do desplante dos "cofres cheios"

12.05.16, Paulo Prudêncio
        Não é recente a sensação de que o país mergulhou no pano verde. O caso GES, mais propriamente BES e empresas de saúde e seguros, explica como os valores fundamentais da comunidade ficaram expostos ao casino puro e duro. Os estados licenciaram privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.   A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um (...)

das últimas do Panamá Leaks?

17.04.16, Paulo Prudêncio
      Sem a crise do subprime, Ricardo Salgado ainda seria o DDT e José Sócrates PR ou coisa do género. É óbvio que havia corrupção antes de 2007. É exactamente por causa disso que se impõe uma interrogação: e os outros? Os anteriores, os contemporâneos e por aí fora?    

salvem-se os banqueiros?

12.01.16, Paulo Prudêncio
        Sucedem-se as quedas bancárias e os banqueiros sofrem uma erosão na imagem pública inferior aos decisores políticos; no mínimo, menos definitiva. E porquê? Há, desde logo, toda uma moralidade dos limites do mercado por repensar numa fase em que é tal o prestígio e o poder da sua razão de existir, que torna minoritário o discurso político não vazio e capaz de provocar qualquer mudança.   Nem o estrondoso fracasso dos mercados financeiros em 2008 reduziu a aura de (...)

mais 1400 milhões para o novo banco?

22.11.15, Paulo Prudêncio
      Depois de ter mentido em campanha com os juros ganhos pelo Estado no BES, conheceu-se agora mais esta cratera. O ainda primeiro-ministro terá um nariz que, sem mais espaço para crescer, também recorrerá a coreografias mais ambientais.