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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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A Escola e a Dança dos Homens

03.11.19
    "Se houvesse um povo de deuses, ele governar-se-ia democraticamente. Um governo tão perfeito não convém a homens" (1). Esta conclusão explica o ministério da educação das últimas duas décadas, em que houve homens acima dos deuses e da democracia. Se a entropia social evidenciada em 2008 expôs a "lei de bronze da oligarquia" (ideia de Robert Michels) que condicionou os governos, na escola portuguesa a dependência ficou a cargo de uma dança de homens que descolou o (...)

Mário Silva e a "Ignorância Aliada à Opacidade e à Estupidez Burocrática"

26.07.19
  Texto de Mário Silva enviado por email devidamente identificado.   Ignorância aliada à opacidade e à estupidez burocrática "A nota informativa enviada pela DGAE em junho de 2019 para esclarecer a operacionalização da implementação da recuperação do tempo de serviço, está a provocar interpretações disparatadas em algumas escolas. Uma delas que me foi dado a conhecer, está relacionado com o nº1 da nota informativa que diz:  “os docentes que progridem ao longo do (...)

Uma Memória com data: 13 de Junho de 2009

22.07.19
  António Costa disse, em 2015 na SICN e em pré-campanha eleitoral, que "os professores foram vítimas de uma guerra injusta, que prometo que não se repetirá, decretada num conselho de ministros de que fiz parte em 2006". Como uma guerra tem instrumentos, e como os que o Governo de Sócrates usou estão quase todos por reverter, esperava-se muito mais de um Governo que ainda beneficiou do apoio parlamentar do BE e PCP. Recordo um momento muito difícil em Junho de 2019.   Professores de Portugal, Uni-vos! (...)

Silêncio e Consciência

14.07.19
    A legislatura parlamentar terminou com o silêncio da "nação" sobre a escola: nem uma linha sustentável reivindicada, contestada ou criticada. A escola portuguesa não existe. Apesar da maioria que suporta o Governo ter provado que o antigo arco governativo era uma criação interesseira, e que não raramente requeria a insolvência da pátria, e que o fim da história era uma narrativa insustentável, há, do que se lê do ponto de vista escolar e como exemplo irrefutável, (...)

"O Verão do Nosso Descontentamento"

28.06.19
  Email de Mário Silva devidamente identificado. Diz assim: "Depois de lida toda a legislação e documentos de esclarecimento enviados pela tutela ministerial, conclui-se que foi gerado um emaranhado de situações que promove a iniquidade dentro da mesma classe profissional. Há 2 grupos de docentes que têm beneficio com a recuperação do tempo de serviço: os que estão entre 1º-3º escalões e 7º-10º escalões. Em ambos os casos, podem subir rapidamente de escalão (em (...)

Do Medo

03.06.19
  Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas, a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade.  A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-cont (...)

A Falta de Professores Mais de 10 Anos Depois

19.02.19
    Não sei se terá paciência para ler. Mas atrevo-me a dizer que é um texto que antecipou com fundamento a falta de professores.  Escolas sem oxigénio.  Texto publicado em 11 de Fevereiro de 2008. Estive presente numa reunião de professores, realizada numa das escolas das Caldas da Rainha, para escutar um movimento que nasceu na blogosfera e que se destina a manifestar a mais veemente discordância com o regime que se prevê que venha a organizar a avaliação dos (...)

Para Além do Humano

22.01.19
      "Nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático", é uma evidência que devia ser óbvia nas sociedades modernas. Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas, a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade.  A avaliação quantitativa (...)