Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Dos Detalhes

06.02.19, Paulo Prudêncio
        Um aluno com características que exijam a constituição de uma turma reduzida (os fundamentais 20 e não 28 alunos) tem que frequentar, diz a lei, 60% da carga curricular para que a turma se reduza. Ou seja, as disciplinas que incluem o espaço inferior a 60% integram o aluno num universo de 28 e não de 20 alunos. É um detalhe que faz toda a diferença e que espartilha a inclusão entre o centralismo dos números e a desconfiança nas escolas e nos professores.  A (...)

do estado da autonomia escolar

29.02.16, Paulo Prudêncio
        Decidir sobre a gestão financeira, escolher as soluções informáticas para a gestão da informação e decidir, com conhecimentos de proximidade, sobre a distribuição de serviço dos profissionais e da constituição das turmas são as mais elementares variáveis que distinguem a autonomia escolar no sistema português. Se com o modelo de gestão vigente esses avanços foram seriamente comprometidos, com os mega-agrupamentos o retrocesso acentuou-se. As escolas-sede (...)

a autonomia, sempre a autonomia

09.03.14, Paulo Prudêncio
      A autonomia (organizacional e curricular, digamos assim) das escolas é a expressão mais repetida nas últimas décadas; a insistência é proporcional à quase inexistência. O mau centralismo do MEC está como nunca. Não há actor do sistema, desde de quem governa à oposição e passando até pelos liberais da "escolha da escola", que não defenda a autonomia como imperativo.   Ainda ontem o "Novo rumo" do PS repetiu o substantivo (...)

mapeamento digital

13.02.14, Paulo Prudêncio
        A criação de novas disciplinas que preencheu a agenda mediática através da ideia de autonomia, esbarra no que referi aqui. A sugestão de Nuno Crato para a disciplina de mapeamento digital só pode ser feita à custa da geografia ou de horas curriculares existentes noutras disciplinas. Mas o melhor é ver o vídeo e certificar as convicções do ministro.    

palavras vãs

12.02.14, Paulo Prudêncio
          Depois do aumento do número de alunos por turma, dos cortes curriculares a eito verificados em 2011 e do aumento da componente lectiva dos professores, falar de autonomia só não é uma palavra vã quando se corrigirem as variáveis enunciadas, quando terminar a contagem ao minuto dos horários escolares e quando se permitir à gestão das escolas ou (...)

a matriz privatizadora e a liberdade para ensinar

14.07.13, Paulo Prudêncio
      Levará anos a recuperar a relação de confiança entre os professores e um qualquer Governo (onde se inclui a traquitana do MEC). O principal argumento que nos empurrou para esta insuportável desconfiança foi a matriz privatizadora do orçamento da Educação que integrou, no arco da governação, testas de ferro que paulatinamente desbravaram o caminho para o negócio na lógica das piores PPP´s.Nem se trata da privatização da gestão escolar conhecida noutras (...)

não me lembro mesmo

08.05.13, Paulo Prudêncio
          Perguntava-me, um amigo da mesma idade e com frequência escolar na mesma cidade, pelos exames da 4ª classe e de acesso ao liceu. E não é que não me lembro mesmo? A sério e até nem tenho razão de queixa da memória (a dos anos mais recentes até justificava alguns apagões). Foi aborrecido porque nem deu para prolongar a viagem no tempo. Mais à noite dei com dois deputados, um da maioria (PSD, pareceu-me) e outro da oposição (fora do arco do poder), a (...)

no escuro

10.10.12, Paulo Prudêncio
                Se a responsabilidade é a pedra-de-toque de uma boa administração pública, é fundamental que se respeite a asserção: a autonomia não se decreta; exerce-se. É, contudo, oportuno lembrar a questão de Luhmann que nos interroga sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro.    Luhmann, N. (1989). La moral social y su (...)

6 de outubro, pelas caldas - autonomia/centralismo

08.10.12, Paulo Prudêncio
          Da esquerda para a direita: Rui Correia, Paulo Guinote e José Alberto Rodrigues       O último debate, sobre autonomia e centralismo, foi moderado pelo Paulo Guinote (do blogue "A educação do meu umbigo" que já dispensa apresentações e adjectivações) e teve como convidados o José Alberto Rodrigues (APEVT) e o Rui Correia (do blogue "Postal - um verbário").  

a propósito da contratação de escola

28.09.12, Paulo Prudêncio
          Temos meios técnicos e de tratamento da informação que nos permitem implementar concursos nacionais de professores decentes e civilizados. Bastava eliminar o preconceito da escolha, que é da mesma família da nomeação, e deixar à graduação profissional e aos sistemas de informação o resultado célere e não despesista.   Confundir autonomia com o que acabei de escrever é, se me permitem, demasiado desconhecedor. Copiar modelos dá sempre maus resultados, (...)

conferência virtual

22.05.12, Paulo Prudêncio
      Por solicitação que agradeço, sem teleponto e à sexta tentativa (a tecnologia não estava a ajudar e a certa altura a repetida improvisação impedia a percepção se o que ia dizer já tinha acontecido naquela filmagem ou numa anterior) o vídeo que pode ver obedeceu a um convite para uma conferência sobre autonomia escolar e que circunstâncias de agenda impediram que fosse presencial. Pediram-me que disponibilizasse o vídeo por aqui de modo a possibilitar outros (...)

equilíbrios

23.01.12, Paulo Prudêncio
    É importante repetir o óbvio e aprender com a experiência. O equilíbrio continua a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento das sociedades. Nóvoa, em 1992, considerou o seguinte sobre a organização escolar: "(...)“instituição dotada de autonomia relativa, como um território intermédio de decisão no domínio educativo, que não se limita a reproduzir as normas e os valores do macro-sistema, mas que também não pode ser exclusivamente investida como um (...)

encruzilhada

14.07.11, Paulo Prudêncio
    A elevação do grau de autonomia das escolas confere mais civilidade a uma sociedade e ponto final. Apesar do chavão "a autonomia não se decreta, exerce-se", existem demasiados decretos a dificultar a afirmação das organizações escolares. Os modelos de avaliação são exemplos disso: a má burocracia preenche todas as áreas, desde os modelos para alunos ou professores, passando pelos das escolas ou dos órgãos de direcção.   Mas há umas evidências que (...)

30 anos nisto

20.06.11, Paulo Prudêncio
    A política portuguesa anda há 30 anos a propagar a autonomia escolar e os sucessivos governos limitam-se a cruzar os braços perante uma tentacular traquitana ministerial que asfixia o privilégio de ensinar nas escolas portuguesas. Para além disso, o ministério da Educação também parece capturado pelos partidos políticos ao servir de espécie de prateleira dourada para executivos que cessam funções.   Lembrei-me disso também a propósito de uma frase de João (...)

da autonomia

23.02.11, Paulo Prudêncio
      Há muito que percebi que quem vive na capital e nos seus arredores é menos sensível à questão da autonomia, apesar do conceito que nos leva à responsabilidade ser independente da latitude ou da longitude. A proximidade com o poder centralizador baixa os níveis sensoriais.   A ideia de que a autonomia das escolas é perigosa por causa dos tiranetezitos, é um argumento com pouca força. Num sistema centralizado, um tiranetezitoque ocupe uma posição cimeira pode ser (...)