Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 10.10.18

 

 

 

A luta partidária é o que é, a situação de protectorado do país bem conhecida, os credores não se comovem, mas sejamos claros: a geringonça alterou o algoritmo“Está para aparecer algum Governo PSD/CDS que tenha melhor défice e menor dívida pública”.



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Segunda-feira, 15.01.18

 

 

 

Parece-me aceitável uma discussão abrangente do perfil do aluno. Aliás, um algoritmo sensato exige um perfil com mais de 60% de responsabilidade para a sociedade. A percentagem escolar engloba currículos que foram afunilados principalmente com a troika - mas também antes disso - e que tardam a recuperar uma carga equilibrada.



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Quarta-feira, 06.12.17

 

 

 

 

Ainda recentemente, dirigentes partidários e sindicais usaram os bons resultados internacionais dos alunos para defenderem as causas dos professores. E agora? Como é que fazem nos maus resultados? Os professores não precisam de entrar no argumentário demagógico que descredibiliza a política. Conhecem muito bem as percentagens comprovadas do sucesso escolar - não vou repetir em detalhe -: 60% para a sociedade (por defeito, para não eliminar o contraditório), 30% para a organização escolar e 10% para os insubstituíveis professores que, como repete o estudo, são amplamente reconhecidos por alunos e familiares. Para a defesa fundamentada das causas, basta a sala de aula no período abrangido: mais alunos por turma, mais turmas por professor em horários ao minuto recheados de inutilidades, congelamento das carreiras (facto exclusivo que os media se apressaram a falsificar e inverter), programas indecentes de aposentações, modelo "impensado" de gestão das escolas, hiperburocracia, atenuação do descontrole parental e do flagelo da desnutrição, tudo fazer na tal décima do sacrossanto acesso ao superior, substituição de assistentes sociais, psicólogos, médicos e electricistas de redes de computadores. Quando os dirigentes usam os resultados dos alunos para se justificarem ou promoverem, o que é que esperam da mediatização?

 

Nota para dois factos do período de escolaridade abrangido (2011-2016): aumento da pobreza e opções de Nuno Crato. 

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Terça-feira, 05.12.17

 

 

 

O Público informa que a "avaliação internacional mostra que alunos do 4.º ano estão pior na leitura. Entre 2011 e 2016, a média dos alunos portugueses desceu 13 pontos na avaliação da literacia em leitura feita pelo PIRLS. É a segunda maior queda em 50 países analisados. Metas e mudanças na avaliação poderão ter influenciado o desempenho dos estudantes."

Há nesta conclusão uma responsabilização das obsessões cratianas. Os retrocessos civilizacionais (medir as palavras lidas por minuto, por exemplo) fundamentados nas epifanias de Nuno Crato, provocaram afunilamentos curriculares que originaram o que escrevi há dias: para um aluno do 3º ano para cima, é tão óbvio ter explicações como ir à escola.

É precipitado concluir nestas matérias. Há, contudo, uma explicação que não me canso de repetir:

A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades, na mesma sociedade e organização, com 100 professores diferentes, os resultados oscilariam muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

É também por isso que é um logro que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que tudo se resolve mudando o conteúdo físico dos 30%. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% não há ensino.

 

 

Nota: no período 2011 a 2016 houve, objectivamente, muito menos sociedade.



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Domingo, 03.12.17

 

 

 

Para quem convoque exemplos que clarifiquem o post anterior, fica uma evidência, entre inúmeras, que abrange discussões e perplexidades: para um aluno do 3º ano para cima, é tão óbvio ter explicações como ir à escola.

 

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Imagem encontrada no site

da Faculdade de Ciências

da Universidade de Lisboa



publicado por paulo prudêncio às 21:36 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 02.12.17

 

 

 

O sistema escolar desespera por um tempo de humanidade(s) - e de artes -: nos currículos, mas simultaneamente na ideia de escola. Se o Governo já cumpriu uma agenda e tenta a oxigenação do algoritmo de Costa&Centeno no sítio, quem diria, que o travou e desprezou, é tempo de olhar para o futuro do sistema escolar contrariando a absolutização do presente imposta recentemente. À desumanização da ideia de escola instituída por Sócrates&Rodrigues, seguiu-se a desumanização curricular de Passos&Crato. Esta última observação serve de memória para a primeira linha a inscrever no programa de afirmação do algoritmo.

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Imagem encontrada no blogue Dúvida Metódica



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Terça-feira, 26.09.17

 

 

 

Se é difícil a soberania de um Estado europeu, como será com uma soberania europeia? A encruzilhada do velho continente tem uma estreita e histórica relação com a paz. A ideia de igualdade é o algoritmo a recuperar. Nas democracias há saudáveis grupos de contestação, mas não existem instrumentos capazes de institucionalizar o algoritmo.



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Sábado, 01.07.17

 

 

 

"Portugal é o país europeu com uma maior associação entre chumbos e pobreza", diz o Público numa edição em que também se conclui que "em 16 anos nunca se chumbou tão pouco como no ano lectivo passado". Se também se sabe que temos 2 milhões e 500 mil pobres (500 mil crianças), será óbvia a conclusão que nos diz que as alterações administrativas para o sucesso escolar mudaram os números (os números) e ponto final. 

Repito um algoritmo que já tem quase uma década.

A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades, na mesma sociedade e organização, com 100 professores diferentes, os resultados oscilariam muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

É também por isso que é um logro que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que tudo se resolve mudando o conteúdo físico dos 30%. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% não há ensino.

 



publicado por paulo prudêncio às 11:21 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 12.01.17

 

 

 

O filósofo John T. Bruer critica as modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como talDa música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades estão cheias de modismos destinados às crianças que resultam em mais stresse para pais e encarregados de educação.

Continua a ser importante uma sociedade presente e com tempo para as crianças. É fundamental uma educação equilibrada e, principalmente, que contrarie o modelo criança-agenda.

 

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Segunda-feira, 25.07.16

 

 

 

 

"90% dos alunos considera que o sucesso escolar se deve mais ao seu esforço do que aos professores. Apenas 10% considera que ser bem sucedido se deve aos professores". Ora aí está um estudo que a plêiade de especialistas em Educação, de governantes da última década a comentaristas profissionais e passando por sei lá quem mais, tudo fará por ignorar. Tenho insistido neste algoritmo, construído com elementar bom senso, que vai no sentido do estudo mas que "desempregava" toneladas de burocratas escolares. Como se observa no desenho, os alunos reconhecem a autoridade escolar dos professores.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:47 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 21.05.16

 

 

Num momento em que se aplaude uma solução tutorial-exclusivamente-escola para uma pequena componente da praga do insucesso e abandono escolares, recupero um algoritmo que escrevi há uns seis anos.

 

A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

 

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

 

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades com 100 professores diferentes, os resultados deveriam oscilar muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

 

É também por isso que pode ser um logro absoluto que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que basta mudar o conteúdo físico ou contratual dos 30% para que tudo se resolva. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% nada acontece e não há ensino.

 

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publicado por paulo prudêncio às 19:10 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.03.16

 

 

 

"(...)Os adolescentes portugueses são dos que se sentem mais apoiados pela família, têm consumos de álcool ligeiramente abaixo da média observada noutros pontos do globo e, mais dos que os outros, quando têm relações sexuais usam preservativo. Boas notícias, portanto. Mas — e esta é a primeira má notícia — a escola em Portugal é pouco amada.(...)"

 

Esta passagem do Público evidencia uma hierarquia que os investigadores sublinham nos países com sérios problemas educativos e, por consequência, com um excessivo caderno de encargos da escola: seleccionam a sociedade como primeira componente crítica e não as famílias; e insistem muito neste detalhe, como refiro aqui. E basta pensarmos um bocado nos países que não fazem do bem comum e da organização valores preciosos: quantos decisores públicos, e privados, claro, e aos mais diversos níveis, apoiam a sua família como o descrito e são completamente negligentes na acção cívica ou política? Podíamos ficar agora a tarde toda a elencar o interminável rol de "erros graves de planeamento", ou até de "actos corruptos", que dificultam muito as tarefas educativas das famílias e as de ensino das escolas.

 

liberdade e dependência cartoon de Odyr Berrnardi



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Quarta-feira, 24.02.16

 

 

 

A desconfiança nas escolas tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola a tarefa na totalidade.

 

Esta natural impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outros fenómenos causadores de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

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Terça-feira, 15.12.15

 

 

 

A desconfiança nos professores tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola transbordante duas tarefas: educar e ensinar na totalidade. Esta impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outras inutilidades causadoras de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

Captura de Tela 2015-12-15 às 18.55.08.png

 



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Segunda-feira, 20.04.15

 

 

 

 

Nem que fosse apenas para as elites, os diversos sistemas escolares sempre conheceram bons resultados nos que aprendem em qualquer sistema: por fortes apoios económicos ou por ambição escolar.

 

O grande desafio das sociedades é reduzir o número dos "que não querem aprender". Esse objectivo das democracias exige tempo, atravessa gerações e tem de ser contínuo. Se já temos história a propósito da importância das sociedades, das famílias, da qualidade do ensino e das aprendizagens, o mesmo não podemos dizer da administração e gestão escolares e das redes de escolas.

 

O problema educativo português, e dos seus sistemas em geral, tem duas causas evidentes: a uma sociedade ausente acrescenta-se o desprezo pela organização como um valor precioso.

 

O nosso sistema registou as opções dos seus governantes: centradas no ensino e na carreira dos professores ou nas aprendizagens com uma sobrecarga de informação inútil por desconfiança em quem ensina. O que ainda não se conheceu foi uma governação com princípios de gestão e administração associados às ciências da Educação. É aí, se me permitem, que está o cerne de uma imperativa reforma.

 

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Quarta-feira, 04.02.15

 

 

 

 

 

 

A conclusão que acabou de ler é tão óbvia como a necessidade da roda ter uma forma circular. Por mais estudos que se façam, este algoritmo parece-me sensato e difícil de refutar:

 

"(...)A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.(...)"

 

A democracia portuguesa até à mudança de milénio estava a esforçar-se para que a sociedade atenuasse a desigualdade de oportunidades. Mais sociedade e mais escola são contributos essenciais para esbater as tais diferenças. Mas já se sabe: veio o "país da tanga" e os "reformistas" entraram em roda livre tendo como alvo os professores. Foi, paulatinamente, uma razia a que se acrescentou o empobrecimento da sociedade. As nossas "elites" cansam-se depressa com o investimento em Educação.

 

O relatório da OCDE com base no PISA 2012 faz um retrato que tenderá a agravar-se com os cortes a eito perpetrados, embora a redução do número de alunos que frequentam o ensino regular ajuste as estatísticas.

 

Os estudantes portugueses têm conseguido melhorar o seu desempenho nos testes PISA, um exercício repetido a cada três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Mas são sobretudo os filhos das famílias com empregos mais qualificados e por isso com mais recursos económicos que conseguem melhores resultados. A conclusão é de um novo estudo daquele organismo internacional, que compara os resultados dos alunos com as profissões dos pais. Portugal está longe de conseguir mitigar os efeitos das diferenças familiares nos percursos escolares, ao contrário do que fazem outros países(...)".

 

 

 1ª edição em 19 de Fevereiro de 2014.



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Segunda-feira, 29.09.14

 

 

 

 

O MEC continua sem revelar o ajustamento da fórmula iluminada que infernizou os concursos de professores. A tragédia nunca nos surpreende quando é acompanhada pela comédia.

 

Uma semana depois de admitirem, a muito custo, o erro, as pessoas do MEC talvez pensassem em dar um ar de Stephen Hawking (que responde com três palavras por hora), mas baralharam-se quando o físico brilhante se afirmou ateu e não crente em milagres.

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 27.09.14

 

 

 

 

É espantoso como o MEC andou semanas a acusar professores e sindicatos de agitadores por causa da fórmula dos concursos de professores. Ora leia este pedaço da página 31 do primeiro caderno do Expresso e veja lá como estas pessoas são de uma incompetência de bradar. E claro: o assunto fica longe de estar resolvido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 26.09.14

 

 

 

Passos Coelho disse, pela enésima vez e agora na Assembleia da República, que os erros nos concursos de professores atingiram apenas 2%. E repetiu a falácia de forma enfática. Francamente, nem sei se sabe do que fala ou se repete o que lhe dizem. É grave de qualquer dos modos e é um péssimo retrato.

 

Como os números deste MEC "nunca" batem certo, mas vamos lá apurar os tais 2% de forma arredondada.

 

Imaginemos que há 105 mil professores. 1700 vincularam recentemente, o MEC diz que reduziu a zero a mobilidade interna (mais uma falácia) e uns 100 mil são do quadro e não concorreram este ano. Se a BCE envolve umas 4000 vagas, o erro grave no algoritmo do concurso atingiu uns 80% dos professores que concorreram este ano e que tinham que ser colocados.

 

Talvez o fantasma de Passos lhe soletre: ai se os da BEC fossem mesmo 2% dos que concorreram. Esta AD a organizar concursos para 105 mil demoraria uma década a acertar o algoritmo.



publicado por paulo prudêncio às 12:17 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 05.06.14

 

 

 

 

 

 

Encontrei o título nesta notícia do Expresso onde o filósofo John T. Bruer critica a parafernália de modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como tal. Da música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades actuais estão inundadas de modismo destinados às crianças que têm um resultado seguro: mais stresse para todos os actores.

 

Continua a ser importante a prevalência de uma sociedade presente e com tempo para os petizes, uma educação equilbrada e a eliminação do modelo criança-agenda.

 

 

 

 

 

 



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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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