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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Santana Castilho (1944-2024)

29.05.24

 

 

Captura de ecrã 2024-05-29, às 21.54.38 (1).png

Foi com surpresa e com uma profunda tristeza que li a notícia da morte de Santana Castilho. Que surpresa tão triste. Lia há muito a sua escrita distinta. Deixa um legado impressivo em quem se interessa pela defesa da escola pública. Conversámos diversas vezes. Partilhei com ele alguns momentos difíceis e inesquecíveis nesta longa luta pela escola pública. Ainda ontem comentámos a ausência das suas crónicas no Público. Foi um dos analistas mais marcantes da Educação.

O editor do Público, o jornalista Álvaro Vieira, escreveu, onde dei com a triste notícia, em

"Santana Castilho (1944-2024)

(...)Morreu o professor que detestava o “eduquês”
(...)Quando a 6 de Outubro de 2001 começou a assinar uma coluna com o título genérico "Prova escrita", numa altura em que só capa, contracapa e alguns anúncios eram a cores neste jornal, Santana Castilho deixava já claro ao que vinha e como vinha e contra quem vinha. “Ano após ano, ministro após ministro, os problemas de fundo continuam intocáveis, sujeitos ao atavismo dos ‘pedabobos’ que influenciam a 5 de Outubro. Falando um erudito ‘eduquês’, essa corte tem imposto estereótipos pedagógicos ineficazes e eternizado tabus que vão conduzindo o país à desgraça, pela mão da permissividade e do facilitismo, únicos universos em que são competentes”, escreveu.
(...)Nascido em Beja, a 7 de Junho de 1944. Manuel Henrique Santana Castilho foi professor durante mais de 40 anos em diferentes níveis de ensino. Foi presidente do Conselho Directivo da Escola Preparatória Francisco de Arruda, logo a seguir ao 25 de Abril, e presidente da direcção da Escola Superior de Educação de Santarém e do Instituto Politécnico de Setúbal. Foi também consultor e formador de quadros de várias empresas, tendo sido autor de vários livros e inúmeros artigos, publicados em vários jornais e revistas, sobre Educação."

A fotografia é de Miguel Manso e de 2020.

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