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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

5 comentários

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    Pedro

    27.04.20

    Entendo e concordo. Efetivamente mostra que a educação se parece reduzir a exames. No entanto, isso não afasta o problema. Não havendo condições para abrir agora as escolas, também não haverá em setembro. O que fazer então? Cancelar o próximo ano letivo? Ficar neste modelo de aulas à distância que - apesar das boas intenções e da dedicação - não são aulas adequadas [para não usar o conceito de justiça]? Temos de viver com o vírus. As escolas têm de abrir para voltarmos a uma "normalidade". Os exames são a menor das preocupações.
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    Matilde

    27.04.20

    As suas questões parecem-me muito pertinentes, mas, sinceramente, não arrisco respostas porque não tenho nem dados nem conhecimentos científicos suficientes para o fazer...

    Contudo, arrisco uma convicção: Neste momento, e nas próximas semanas, não existem condições de segurança nem psicológicas para as escolas abrirem e voltarmos a ter alguma "normalidade"...
  • Percebo o Pedro e concordo com a Matilde. Recupero o que escrevi há um mês: Oferecer plataformas on-line não significa concretizar o ensino à distância. As plataformas são apenas o suporte; o meio. Entrar numa plataforma, e usá-la, é, em regra, tão simples, intuitivo e amigável como fazê-lo nas vulgares redes sociais. Mas esses "naturais" passos digitais não significam que se está apto para o ensino à distância no dia seguinte ou no mês seguinte. Qualquer afirmação desse género não respeita os inúmeros profissionais que se especializam nesse complemento ao ensino presencial com adultos e jovens adultos. Para além de tudo, é preciso tempo para preparar novas metodologias e não é suficiente usar os modos do ensino presencial. Altera-se a pedagogia, os estilos de ensino, os recursos mais diversos, as formas de avaliação e são muito diferentes as técnicas de captação de audiência. Por outro lado, o ensino-aprendizagem, principalmente com crianças e jovens, é analógico e uma simbiose da cognição com as emoções.

    Dissemina-se a ideia de que vamos ter uma escola do século XXI à distância em todos os lares do país. Confesso que me espanto. Mas ao contrário, o que não me espantaria era que o ano lectivo terminasse amanhã como uma decisão absolutamente excepcional. Os alunos do básico e do secundário transitavam sem notas. Ficariam poucas questões por resolver, entre elas o acesso ao ensino superior.
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    Matilde

    27.04.20

    Comungo do seu "espanto"!

    Reconheço que as circunstâncias actuais levaram a que escola à distância se constituísse como como a única via possível de comunicação.

    Contudo, se a escola que está a ser preconizada para o futuro for uma escola à distância, em que a comunicação é mediada por meios tecnológicos, deixa de haver lugar à interacção, propriamente dita.

    A relação pedagógica, estabelecida entre os alunos e os professores, também é feita de interacção pessoal e isso pressupõe a existência de proximidade física. Sem interacção pessoal ficamos com o quê?

    Ficamos com um enorme VAZIO, inultrapassável e com consequências imprevisíveis...

    (Mas isto sou eu, uma pessoa muito pouco dada a tecnologias e muito céptica em relação ao uso das mesmas, sobretudo quando, implicitamente, se veicula que as interacções pessoais podem ser substituídas por comunicações tecnológica, feitas sem contacto físico e sem a possibilidade de olhar o outro "olhos nos olhos" ...).
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