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Correntes

em busca do pensamento livre

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Redução por idade é corporativismo?

18.04.16

 

 

 

Não é apenas consensual a necessidade de um programa especial de aposentações para professores. O que também já se percebeu, é que a profissionalidade docente exige reduções da componente lectiva com a idade. Esta segunda variável, assumida até durante a ditadura, foi "esquecida" na última década: redução máxima apenas aos 60 anos (no primeiro ciclo, e julgo que também no pré-escolar, a aposentação antecipada desapareceu), aumento da componente lectiva e a componente não lectiva recheada de inutilidades que acentuam o desgaste profissional.

 

Discordo das classificações de corporativismo baseadas nos excessos que ocorreram. Os excessos eliminam-se sem baixar o nível e estão associados a todas as profissões. O discurso ainda mais difícil de perceber tem origem em professores mais jovens que discordam que um professor acima dos 50 anos de idade (e aos 27 anos de serviço, como era o caso) leccione 14 aulas por semana e beneficie de redução da componente lectiva para o exercício de cargos. Acham que isto é corporativo e escrevem-no como um acto de coragem que fará sorrir a malta envolvida no Panamá Leaks. Mudarão de opinião quando a sua idade avançar e talvez nessa altura compreendam o número elevado de baixas médicas que se regista há anos a fio e entendam o clima de burnout que se generalizou numa classe profissional com uma elevada média etária.

7 comentários

  • Já lá fui, já li e não consigo comentar por lá. Discordo do que escreves e julgo que um dia perceberás melhor; permite-me que diga tamanha exorbitância.

    Quando li a tua opinião sobre o que devem fazer os professores mais experientes, lembrei-me do actual ministro que terá a mesma idade do que tu. E porquê? Estive na 1ª reunião de Lurdes Rodrigues com os PCE´s e o discurso era mais ou menos esse; foi o que se sabe. Ou seja: dá ideia que foi a MLR quem escreveu o teu post e tu assinaste daí a analogia com o actual ministro.

    A ideia de part-time é deslocadíssima e injusta para a maioria dos professores e não é de agora. Sempre foi assim. Qualquer estudo te dirá que a sociedade portuguesa tem a melhor das considerações sobre os professores; só costumam ser superados pelos bombeiros, outros missionários. Não pagamos pelas "vacas gordas da malta do Panamá Leaks", pagamos porque somos muitos e desprezados pelas "elites".
  • "dá ideia que foi a MLR quem escreveu o teu post"
    Até me arrepiei Paulo.... Cruzes credo canhoto...

    Não me choca que um professor, por exemplo a partir dos 55 anos de idade possa optar por um modelo mais de "estabelecimento", repara que referi optar.
    A ideia é aproveitar a experiência adquirida.
    e usando-me a mim como exemplo e tendo como ponto de partida pessoas competentes, digamos que com perfil, considero que um coordenador, membro da direção, presidente de conselho geral ou até mesmo avaliador, será mais completo se tiver na bagagem 20 ou 30 anos de serviço.

    P.S- tens de carregar no título do artigo para entrares nele e depois podes comentar em baixo.

    Um abraço ;)

  • Percebi. É uma matéria que tem sido muito mal tratada nos últimos anos. Repara que na maioria dos países da Europa estes detalhes são mais justos para os professores do que o que tínhamos por cá em 2005 e não têm escolas com estas dimensões industriais. Claro que havia excessos a regulamentar. E muito foi feito. Em 1998, por exemplo, moralizou-se muito o uso de horas extraordinárias. Só que em 2005 foi a eito e a nivelar por baixo para apanhar os tais dos excessos. Nunca se faz assim. Isso puxa tudo para baixo. Às vezes, uso uma ideia que ajuda a perceber estas conversas entre professores de diversas idades: quantos adolescentes prometeram não imitar os pais no dia em que tiverem filhos? Todos; e acabaram por imitar.

    Não reparei nesse detalhe para comentar.

    Aquele abraço também Alexandre e força aí.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    19.04.16

    É verdade, existiu um claro nivelamento por baixo e sou da opinião que passámos do 80 para o 8, é preciso abordar este assunto sem coletes de força sindicalistas e sem obsessões financeiras.

    Talvez ainda faça uma sondagem sobre esta matéria.

    Um abraço e obrigado Paulo. Força também para ti caro "senador" ;)
  • ups... o anónimo sou eu.
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