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Correntes

em busca do pensamento livre

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Políticas Sociais e História

29.10.19

 

Não raramente, ouvimos opiniões (as últimas que me lembre foram de Guterres, "as elites nacionais não estão à altura dos portugueses", e Barroso) do género: "as nossas elites são historicamente viciadas em viver à custa do trabalho dos outros; foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo; na actualidade, os "desgraçados" são os que não fogem aos impostos e as políticas sociais."

Concorde-se ou não, há factos que se repetem: na saúde os alarmes só soam quando "começam" a morrer pessoas, na justiça o essencial é manter o povo minimamente em ordem e na segurança social tenta-se que os descontinuados não se aglomerem perigosamente. Já na escola pública, enche-se as salas de aula, "reforma-se" para entreter o auditório e encerra-se ou aglomera-se escolas sem critério civilizado. Actualmente, o desinvestimento na escola pública está no limiar do impossível. Fala-se disso, mas a receita será a sustentada pela massa crítica do primeiro parágrafo e ilustrada na imagem: reconhece-se a crise, mas os culpados serão os professores. Como são os mais numerosos, serão os responsáveis pela asfixia orçamental do estado na rubrica das salários, objecto de uma carreira ainda menos atractiva financeiramente (já que o seu topo é o 57º entre os 115 da administração pública) e do milionésimo regime meriticrático.