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Correntes

em busca do pensamento livre

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Pontes e poetas

27.12.16

 

 

 

Gosto de pontes. Gosto de olhar para a célebre ponte romana de Chaves. Sempre que estou em trás-os-montes, lembro-me das fragas, de Torga e dos poetas.

 

Recordo o final de um poema que Torga dedicou aos poetas.

 

(...)

Homens do dia-a-dia 
Que levantem paredes de ilusão. 
Homens de pés no chão, 
Que se calcem de sonho e de poesia 
Pela graça infantil da vossa mão.  

Miguel Torga, in 'Odes' 

 

Acrescento uma fotografia, da ponte romana de Chaves, que tirei em 24 de Dezembro de 2016.

 

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6 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Luís Costa

    27.12.16

    Dito de outra forma: nasceste (ou tens ascendência) em Chaves?
  • Foi em Chaves que nasceu a "minha" mulher. Viveu por lá até ir para o Porto para a universidade. Foi em Chaves que fiz a profissionalização em exercício (biénio 1983-85 - Escola Nadir Afonso). Dei lá aulas também no antigo liceu em 1987. Vou lá quase todos as anos e passei lá este natal.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Costa

    27.12.16

    Eu nasci três vezes em Montalegre (pessoa, professor e escritor). No entanto, quando tinha apenas um anito, a minha família mudou-se para Chaves, onde o meu pai nasceu, em 1900. Vê só! E ali me fiz homem. Essa cidade está, portanto, no meu código genético.

    O meu romance, "Flor de Burel", é uma espécie de ping-pong narrativo entre esses dois espaços (início da década de quarenta).

    Bebi tanta liberdade em Chaves, que quase (QUASE) me podia considerar um miúdo de rua. Mais metro, menos metro, nesse sítio de onde tiraste a foto, certo dia, desafiando a sorte e a perícia no controlo de uma bicicleta alugada, "fiz questão" de resvalar para o rio. A viagem foi rápida e bem condimentada, como deves calcular. :)
  • :) já tinha percebido essa tua ligação, obviamente. Pensei que era Boticas e não Montalegre (será quase a mesma coisa). Talvez tenhas sido professor também em Boticas (pelo menos houve um texto muito marcante em que escreveste como professor em Boticas, se bem me recordo) e dai a minha associação. Noto, pela tua escrita e até, se me permites, pela tua alma, que nesceste três vezes por ali.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Costa

    28.12.16

    Sim, escrevi um texto apaixonado quando fui a Boticas apresentar-me como escritor. Todavia, nunca lá lecionei .

    De facto (dizes bem), a minha alma é transmontana, mas com miolo barrosão. É por isso que tenho instintos lupinos. :)

    Um Feliz Ano Novo para ti e para a tua família.
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