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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Plano de emergência para a Educação

14.06.24, Paulo Prudêncio

 

A maioria das democracias ocidentais chegou tardíssimo à falta estrutural do professores; e não foi por falta de avisos. Portugal está na linha da frente dos que mais se atrasaram. O estado de negação foi imperdoavelmente longo.

O Governo apresentou hoje o "Plano+Aulas+Sucesso". É o primeiro. Nota-se o desnorte e o desespero.

Desde logo, omite-se o cerne do flagelo: o clima escolar.

Por outro lado, algumas medidas são previsivelmente ineficazes, nomeadamente as que se dirigem aos exaustos professores que se aposentam, aos exaustos professores a quem se propõe até dez horas extraordinárias, ou no apoio administrativo aos directores de turma (é mesmo surreal esta intenção, já que a entropia informacional é estrutural e profunda).

No fundo, diga-se que é um plano que acrescenta muito pouco ao que existe e que tem medidas dirigidas aos bolseiros do ensino superior e bolsas de estudo para a formação inicial de professores. Tem dados, obviamente, e medidas quantificadas. Mas não basta ter dados. É como com as alterações climáticas: não basta obter dados, é crucial ir ao âmago das causas.

Regista-se que não se cortou no currículo nem nos dias semanais com aulas. E, pelo menos por agora, não há qualquer referência ao que já vai acontecendo por muitos lados e também por cá: a procura desesperada de alguém, as habilitações são detalhes contornáveis, para estar com os alunos.

O ficheiro apresentado pelo Governo Plano-AulasSucesso-MECI.pptx

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